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10/04/2026

Trabalho reconhecido

João Guilherme Vargas Netto

 

Há uma contradição evidente e visível entre a conjuntura econômica, que é positiva e a percepção das pessoas, retratada pelas pesquisas, sobre esta conjuntura. Fenômeno semelhante (a ser compreendido, explicado e alterado) acontece entre os trabalhadores e as trabalhadoras com relação ao papel do sindicato, que os representa, de seus dirigentes e dos resultados positivos conquistados pela luta sindical.

 

No caso mais geral, o descompasso entre conjuntura positiva e a percepção da sociedade decorre, fundamentalmente, da mala vita (dificuldades permanentes e inquietações diárias) e de uma oposição vociferante, radical e permanente.

 

Este segundo fator é inexistente no âmbito da vida sindical (mesmo quando, impulsionadas pelos patrões e RHs, proliferam as cartas de oposição ao sindicato), sendo trocado pela alienação a respeito dos resultados dos esforços coletivos. Que são reais: durante o ano de 2025 quase 80% dos acordos e convenções negociados superaram a inflação, com ganhos reais e a proporção se mantém nos três primeiros meses de 2026.

 

A taxa de sindicalização que vinha caindo sistematicamente apresentou um aumento em 2024 que, tudo indica, será confirmado também em 2025. Este respiro do sindicalismo demonstra que o papel dos dirigentes e sua atitude de bem representar os trabalhadores e as trabalhadoras passa a ser valorizado para enfrentar a alienação individualista.

 

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João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

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