João Guilherme Vargas Netto
Rogério Marinho, como deputado federal, foi um grande algoz do movimento sindical na deforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467). Agora, como senador e principal coordenador da campanha eleitoral do candidato do PL à presidência da República, procura sabotar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já aprovada pela Câmara em duas votações, por esmagadora maioria, que determina o fim da escala 6 x 1 e garante jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial.
O instrumento utilizado é a PEC 12, de sua autoria, que sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada. Já é chamada de "PEC 7x0".
Marinho continua cumprindo seu papel de algoz do movimento sindical e dos trabalhadores e ele mesmo confessa, em entrevista de página inteira no Globo de domingo (14/6), que sua PEC é uma “provocação”.
Provocação ou não, foi apoiada por grandes confederações patronais (CNA, CNC, CNI, CNT) e pela Fiesp com uma escandalosa matéria paga intitulada “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”. Publicada nos grandes jornais impressos com quatro páginas inteiras, três das quais com um borrão escuro das ilegíveis assinaturas de entidades empresariais do Brasil afora, trata-se de uma carta de quem foi dormir tarde.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical






