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"População aplaude metroviários em greve no Jabaquara". A chamada é de uma reportagem que repercutiu nas redes sociais o fato presenciado pela repórter Barbara Ferreira Santos, da Revista Exame, nesta quarta-feira (15/3). No início da manhã, usuários da Linha Azul do Metrô, que tentavam entrar na estação do Jabaquara, foram surpreendidos com as explicações dos metroviários, de que a paralisação é para defender os direitos dos trabalhadores. Após escutarem as explicações, em tom de discurso, os presentes aplaudiram os funcionários.

 

materia revista exameReportagem da Exame conta o fato presenciado por repórter e ganha destaque nas redes sociais.


A paralisação dos metroviários já havia sido informada dias antes, indicando a adesão da categoria à mobilização de hoje (15), Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, convocado pelas centrais sindicais, federações, sindicatos e movimentos sociais.

“A gente não quer prejudicar a população, mas quer defender os direitos dos trabalhadores”, afirmou o operador de trem da linha 1-azul, Altino de Melo, sendo aplaudido logo em seguida.

Diversas pessoas se manifestaram no Twitter, postando a matéria e demonstrando solidariedade aos trabalhadores. A mobilização foi um dos assuntos mais comentados do dia no microblog - com as tags #GreveGeral  #QueroMeAposentar e #ReformaDaPrevidência.

No Facebook, diversas páginas e perfis chamavam para as mobilizações nas ruas contra a reforma da Previdência Social. Na página do Sindicato dos Metroviários, muitas manifestações de apoio.

Funcionamento
Ao contrário do que os metroviários anunciaram, de que paralisariam todas as atividades durante 24 horas, alguns trechos estavam sendo operados por supervisores, que têm "treinamento precário". "O governo de São Paulo, numa atitude irresponsável, opera pequenos trechos do Metrô com supervisores que têm treinamento precário, colocando em risco a população. Os metroviários, que garantem no dia a dia o funcionamento do sistema de maneira segura, repudiam essa prática", diz um trecho do comunicado do sindicato.


Comunicação SEESP
Com informações da Revista Exame e redes sociais







A 5ª Vara do Trabalho da zona leste de São Paulo publicou a decisão que anula suspensão contratual do secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Alex Fernandes, punido pela direção do Metrô por haver participado na última greve da categoria, que paralisou parcialmente o sistema entre 5 e 9 de junho, às vésperas da Copa do Mundo. A decisão foi publicada na terça-feira (3/11).


Foto: Portal CTB
metroviarios demitidos
Assembleia dos metroviários de SP em 11/6/14

O sindicalista havia sido acusado de “impedir e obstruir” o fechamento de portas de trens nas estações Brás, Tatuapé e Santa Cecília, “interrompendo a circulação dos trens”. Ao analisar as provas fornecidas pela empresa, porém, o juiz Luciano Lofrano Capasciutti concluiu que não há como afirmar que Fernandes cometeu as “faltas graves” apontadas pelo Metrô. E apontou que as alegações da empresa, controlada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), “extrapolam até mesmo o campo da verossimilhança”.

O magistrado ordenou, portanto, que a companhia estatal convoque o funcionário de volta ao trabalho no prazo máximo de dez dias, sob multa diária de R$ 5 mil. “Não reconheço a prática, pelo réu, das faltas graves narradas na petição inicial”, escreveu. “Como decorrência, rejeito o pedido da autora de rescisão do contrato de trabalho do réu por justa causa.”

Alex Fernandes é um dos 42 metroviários punidos pelo governo do estado após participar de greve da categoria. Como é dirigente sindical, porém, sua demissão não pôde ser efetivada imediatamente, como ocorreu com a maioria dos colegas. Há mais dois metroviários na mesma situação: Dagnaldo Pereira, diretor do sindicato, e Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro). Os dois casos devem ser julgados em breve.

Com a recondução do sindicalista, sobe para 36 o número de funcionários recontratados judicialmente pelo Metrô. A Justiça do Trabalho, em decisões de primeira instância publicadas em 27 de agosto e 30 de setembro, já reverteu 33 demissões – outras duas haviam sido revertidas pelo próprio Metrô, que admitiu haver punido funcionários por engano. No entanto, uma decisão da desembargadora Iara Ramires da Silva de Castro, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, voltou a demitir dez trabalhadores em 7 de outubro. Neste momento, portanto, 26 dos 42 metroviários demitidos após a greve estão de volta a suas funções.

Na recente decisão, o juiz Capasciutti desmonta todos os argumentos apresentados pelo Metrô para sustentar o pedido de demissão por justa causa de Alex Fernandes. A empresa apresentou imagens, áudios e testemunhos para “provar” que o sindicalista havia impedido o fechamento de portas dos trens, mas, ao analisar o material, o magistrado não encontrou nada que pudesse comprometê-lo. Pelo contrário, vídeos e depoimentos endossam a inocência do trabalhador nos três episódios em que é acusado pela companhia.

O juiz Capasciutti ressalva que o comportamento de Fernandes não foi “correto”, pois ele insistiu em manter a paralisação mesmo depois de decisões judiciais ordenando o funcionamento de 100% do sistema nos horários de pico, e depois, considerando a greve dos metroviários como “abusiva”. Para o magistrado, houve “clara desobediência” às determinações judiciais. “Contudo”, ponderou, “resta que apenas o desvio de comportamento não é suficiente para ensejar sua dispensa por justa causa”.


Fonte: Rede Brasil Atual






 

Com data de 7 de junho, oito centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CTB, CSP-Conlutas, CGTB e CSB) emitiram nota de solidariedade à greve dos metroviários, assinada por seus presidentes.

Reproduzo: “A categoria metroviária de São Paulo encontra-se em seu terceiro dia de greve. Lutam por melhores condições de trabalho e melhorias no transporte público de nossa cidade.

Acompanhamos com atenção as tentativas de mediação já ocorridas, bem como o reflexo desse processo no cotidiano de nossa cidade e da vida desses próprios trabalhadores.

Frente a essa situação registramos nossa solidariedade à luta dessa categoria e solicitamos que, partindo das reivindicações dos metroviários, o governador Geraldo Alckimin negocie imediatamente e seja possível transpor o referido impasse.”

À nota as centrais acrescentaram ação solidária depois do nefasto julgamento de domingo, buscando “transpor o referido impasse”, apesar da postura antissindical, traiçoeira, agressiva e provavelmente baseada em pesquisas do governador, seus secretários e da direção do metrô.

Os metroviários, em assembleia, recuaram na greve (o que poderiam ter feito no próprio domingo, depois do julgamento, como o fizeram os engenheiros) e agora todo o esforço solidário deve ser no sentido de reverter as demissões, impedir que aconteçam novas e derrotar qualquer sanha repressiva que desrespeite a instituição sindical, sua representatividade e a capacidade de luta demonstrada pelo sindicato dos metroviários.

 

 

* por João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical

 

 

 

 

 

 

 

 


Mais uma vez termina sem acordo a audiência de conciliação entre metroviários, engenheiros e o Metrô sobre a campanha salarial de 2014, ocorrida no final da tarde desta sexta-feira (6/6). Realizado a pedido dos trabalhadores, esse foi o quinto encontro entre as partes, sendo dessa vez mediado pelo desembargador Rafael Pugliese, presidente da Seção de Dissídios Coletivos (SDC) e também relator do caso. Com a falta de desfecho para o caso, está previsto o julgamento dos dissídios para este domingo (8), às 10h.

Os metroviários sugeriram um reajuste de 12,2%, com possibilidade de aceitação de contraproposta do Metrô de dois dígitos, mas a empresa manteve os 8,7%, já oferecidos nessa quinta. O relator sugeriu, de início, um índice de 9,5% - o mesmo proposto pelo Núcleo de Conciliação de Coletivos (órgão do TRT-2 que iniciou as mediações do caso) -, reduzindo-o ao final para 9%, com vistas a um consenso entre as partes e ao fim da greve, iniciada no dia 5 último.

Na audiência, o presidente do Metrô reafirmou que a companhia não tem capacidade financeira para arcar com um percentual maior de reajuste salarial, pois as passagens não são corrigidas há dois anos. Os trabalhadores, por sua vez, alegam que o governo subsidia parte das tarifas das linhas privadas do Metrô, e pedem a extensão dessa prática para todas as demais linhas. A sugestão de desconto de um dia de salário dos funcionários em troca de catraca-livre foi mais uma vez rechaçada pela companhia.


 

Imprensa SEESP
Com informação do TRT-2ªRegião
Foto da home: Fenametro 








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