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Comunicação SEESP*

 

O vice-presidente do SEESP engenheiro Celso Atienza e o diretor Leonidio Ribeiro participam, na próxima quinta-feira (28/3), do 23º Momento de Atualização Profissional, discutindo o tema “o gerenciamento de riscos e impactos na governança empresarial”.

 

A atividade é uma realização do curso de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, da Universidade Paulista (Unip), em parceria com entidades do setor, entre elas a Associação Paulista de Engenheiros de Segurança do Trabalho (Apaest). A entrada é gratuita. O evento acontece das 19h às 22h, no auditório da pós-graduação Unip (Rua Vergueiro, 1211, 11º andar – próximo à estação Paraíso do metrô).

 

 

 

 

*Com informações da Unip.

 

 

 

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

No dia 3 de fevereiro último, um trecho de aproximadamente 300 metros do Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila), na capital paulista, afundou 20 centímetros e foi interditado pela autarquia municipal SPTrans. Em entrevista à TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na manhã desta quarta-feira (7), o vice-presidente do SEESP e engenheiro civil e de segurança Celso Atienza falou sobre a necessidade do monitoramento e manutenção regulares de todas as obras que têm interveniência pública, como nos casos de pontes, viadutos, estradas etc.. “Precisamos de planejamento para definir que tipo de inspeção tal obra exige, se é mês a mês, semestral ou outro período. O que não pode é achar que o novo fica novo sempre”, alertou.

Para tanto, o dirigente propõe que as leis de diretrizes orçamentárias (LDOs) – de qualquer nível de governo – tenham verbas previstas e específicas para a manutenção desses equipamentos. “Infelizmente, o que vemos hoje no País é o poder público esperar a obra entrar em colapso, causando acidentes e tragédias, para fazer a intervenção de reparo”, lamentou. Com essa condução administrativa pública, acaba-se, como salientou Atienza à reportagem, gastando mais em concorrências de emergência e criando problemas à sociedade, com algumas situações irreversíveis quando existem vítimas fatais ou graves.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Viaduto BrasíliaParte de viaduto do eixo rodoviário de Brasília desabou nesta terça-feira (6).

O vice do SEESP reforçou que todos os equipamentos de infraestrutura sofrem as intempéries do tempo e há o desgaste natural pelo uso também. “Não tem jeito. Por isso, não se pode fugir de técnicas que meçam a durabilidade desses viadutos e pontes, como no caso que estamos citando em São Paulo e em Brasília [desabamentos de uma laje, no dia 4 último; e de duas pistas do Eixo Rodoviário Sul (Eixão Sul), no dia 6].” Ele indicou o caso positivo das manutenções regulares de algumas rodovias: “De quando em quando, vemos faixas de estradas sendo recapeadas, porque se tem um cronograma e técnicas que auferem o desgaste dessas vias – que recebem de veículos pequenos, ônibus a grandes caminhões com cargas pesadas.”

Atienza salientou que todos esses problemas podem e devem ser evitados, que esses acontecimentos não podem ser vistos como “naturais”, mas como uma consequência de algo feito errado. “Não é para acontecer isso. Repito: precisamos do monitoramento para que seja feita a devida manutenção e sem pressa. Nada que se faz na engenharia com pressa tem uma qualidade desejada.”

 

 

Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Uma sucessão de omissões levou à morte da juíza Adriana Nolasco da Silva, 46 anos, vítima de um acidente no domingo (19/11) à noite envolvendo um caminhão no Viaduto Fepasa, na Avenida do Estado, na região central da capital paulista, com altura superior à da estrutura de concreto. É o que afirma o engenheiro de segurança do trabalho Celso Atienza, vice-presidente do SEESP.

“É uma sucessão de omissões, a começar pela ausência de monitoramento nas avenidas marginais, onde existem as pontes e viadutos. Muitas das medidas nas placas foram feitas quando as estruturas foram construídas. De lá para cá, houve obras de recapeamento, o que sobe o asfalto e vai modificando a altura. É preciso checar as informações em todas as seções de uma ponte, que pode ter alturas distintas em cada pista”, explica Atienza.

Ele lembra que quando trabalhou numa grande obra na Marginal Tietê e precisava transportar equipamentos de um canteiro para outro, precisou medir diversas alturas para planejar a passagem dos caminhões.  “É possível realizar levantamento geodésico, com aparelhos de georreferenciamento. A partir disso, dá para calcular a altura nova entre pista e ponte”, continua.

Para evitar que novos acidentes como esse ocorram, o engenheiro diz que primeiro é preciso que haja uma interdição do viaduto para aferições mais precisas sobre o estado do equipamento. Também é possível elevar a altura das pontes e viadutos para que elas tenham uma medida a mais como margem de segurança.

“Para subir uma ponte ou viaduto é preciso reconstruir seus pilares. Você tira debaixo e vai subindo a estrutura do pilar. É demorado, complexo, mas é a forma mais segura. Não há uma definição de quanto um caminhão de carga pode ser carregado, o que é feito com base na altura da placa. Ou seja, é preciso ter uma margem de segurança acima do que indica a placa”, completa Atienza.

A Prefeitura Municipal de São Paulo declarou publicamente que foi realizada vistoria e que nenhuma avaria grave foi constatada. Informações publicadas na imprensa dão conta de que a perícia concluiu que só naquele trecho há um desnível de 15 centímetros e, além disso, o veículo é mais alto do que o permitido em 16 centímetros.

Rodoanel
O vice-presidente do SEESP lembrou que acidentes graves ocorridos nas décadas passadas, que interromperam o abastecimento de alimentos em estados como Minas Gerais, levaram à construção de uma estrada fora da cidade para o transporte de cargas: o Rodoanel, cujas obras tiveram início em 1999 e conclusão – do último trecho (Norte) – ainda não foi definida.

“Por que caminhão ainda tem que andar dentro da cidade de São Paulo? Por isso, obras como o Rodoanel são importantes. Essa obra é prioritária para o País, e não só para o Estado”, ressalta Atienza.

O engenheiro civil, com especialidade em Segurança do Trabalho, lembra que é necessário um conjunto de medidas de segurança por falta de infraestrutura adequada. “Nós, engenheiros, pensamos em desenvolvimento de infraestrutura para a cidade funcionar melhor. Mas, para isso, é preciso entender a história do complexo, o porquê da existência do Rodoanel, do Metrô, do monotrilho, do aeroporto e assim por diante. São obras fundamentais para o bom funcionamento das cidades”, conclui.

Histórico
Um estudo divulgado em setembro deste ano pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), que analisou as condições de 185 viadutos e pontes da capital, constatou que 73 deles estão com problemas em suas estruturas e necessitam de reparos.

Antes disso, em 2005, o Sinaenco já havia feito alerta semelhante, quando iniciou a série intitulada “Infraestrutura: prazo de validade vencido”, que analisa as condições aparentes de manutenção de pontes, viadutos, praças e parques e edificações públicas nas cidades brasileiras. Até agora, foram avaliados 22 municípios, sendo 11 capitais. Naquela ocasião, apontou que dos 270 viadutos e pontes existentes na cidade, 10% apresentavam estruturas deterioradas e exigiam reparação imediata e 50% requeriam pequenos reparos. No mesmo ano, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT-USP) identificou 20 vias elevadas em situação crítica.


Em 2007, com base nesse levantamento, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado pela Prefeitura de São Paulo com o Ministério Público, que determinou que diversas pontes, como as do Limão, da Freguesia do Ó e dos Remédios, deveriam ser reformadas. O então secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Marcelo Branco, da gestão Gilberto Kassab, defendeu a manutenção por ser mais econômica para a cidade – portanto, pontes e viadutos passariam a ter manutenção preventiva a partir daquele ano. Fato que não vem ocorrendo.



O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) oferece ao longo de 2017 cursos de pós-graduação em áreas distintas da engenharia em proposta acadêmica que mescla alto nível de conteúdo, inovação no aprendizado e exigências requeridas pelo mercado.

Em março terá início o curso de Gestão de Energia a ser ministrado em São Paulo e no Rio de Janeiro. No mesmo mês será iniciado o curso de Engenharia de Segurança do Trabalho nas cidades paulistas de Campinas, São José do Rio Preto, Itapetininga e Bauru.

Em abril, o curso Engenharia de Segurança do Trabalho será ministrado em São Paulo. Também para o quarto mês de 2017 estão sendo oferecidas as pós-graduações em São Paulo em Gestão Eficaz de Escritórios de Engenharia e Arquitetura, Modelagem da Informação da Construção (BIM) e Gestão Ambiental Sustentável (São Paulo).

Para maio está programada a pós-graduação Gestão de Tecnologia de Informação em São Paulo. Estão definidos também os cursos de pós-graduação em Engenharia da Lucratividade (São Paulo), em agosto, e Gestão Ambiental Sustentável (Marília), em setembro.

Mais informações sobre os cursos e inscrições estão disponíveis no portal do Isitec: www.isitec.org.br.

Graduação
O Isitec é uma instituição de ensino superior que em 2015 passou a oferecer o curso de graduação Engenharia da Inovação, sendo a primeira faculdade no País estruturada e mantida por uma entidade de trabalhadores, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP). A iniciativa, que visa a formar profissionais altamente qualificados, com capacidade ampla de atuação e voltados à inovação constante, conta com o apoio da federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

Apaest Antonio editadaO engenheiro industrial mecânico e de segurança do trabalho, Antonio Carlos Silva dos Santos, diretor adjunto da Associação Paulista de Engenharia de Segurança do Trabalho (Apaest), tece algumas observações sobre segurança a partir do acidente ocorrido na cervejaria Heineken, no dia 28 de janeiro, em Jacareí (SP), quando uma caldeira explodiu, matando quatro trabalhadores.

Santos esclarece que não visitou o local, mas acompanhou todas as notícias sobre o incidente pela imprensa. A partir disso, ele levantou as seguintes informações: houve um vazamento na caldeira; três caldeiras antigas, que estavam fora de funcionamento há quase 10 anos, estavam sendo reativadas, em substituição de outras três caldeiras mais recentes, com objetivo de economia; a caldeira que explodiu passava por manutenção, e estava sendo transformada para mudança do tipo de combustível usado para o aquecimento, e seria alterada de óleo para gás; o acidente aconteceu na realização dos testes de funcionamento; a Heineken utiliza serviços de terceirizadas para realizar a manutenção das caldeiras; e um dos entrevistados informou que a manutenção da caldeira estava sendo realizada com o equipamento em funcionamento.

O especialista, contudo, diz que faltam dados importantes, ainda não divulgados, sobre a caldeira acidentada. “É necessário sabermos sobre o equipamento: classificação, modelo, capacidade, dimensões, combustível, tempo de uso, pressões”, observa. E completa: “Quando ocorre a explosão de uma caldeira significa que o ambiente do equipamento deixou de ser controlado e as técnicas da engenharia de segurança do trabalho foram desprezadas.”

O uso de tal equipamento, explica Santos, oferece perigos decorrentes de superaquecimento, falta de água, escolha inadequada do material utilizado na construção da caldeira, acúmulo de gases, manutenção inadequada, tempo de uso ultrapassado, mão de obra não devidamente qualificada, falta de sistema de controle, de dispositivos de segurança e de inspeção. A caldeira, prossegue, também pode sofrer abalos com a mudança de combustível alterando o projeto inicial. Ele adverte que, frequentemente, as empresas não seguem a curva de aquecimento e de resfriamento de uma caldeira, provocando danos à estrutura.

Segundo Santos, as principais medidas de segurança começam com a conscientização e envolvimento de todo corpo diretivo da empresa, planejando e projetando o equipamento dentro das melhores e mais seguras condições, treinando, qualificando e protegendo os funcionários, o patrimônio, o equipamento e a vizinhança.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Foto da home: Agora Vale

 

 

 

 

 

 

 

 

Em menos de um ano, acontece um novo incêndio de grandes proporções em terminais de armazenamento no Porto de Santos (litoral de São Paulo). Dessa vez foi na margem esquerda do maior complexo portuário da América Latina, na cidade de Guarujá. Em 14 de janeiro último, o fogo atingiu mais de 50 contêineres com produtos químicos os mais diversos no terminal Localfrio. Em abril de 2015, o fogo destruiu seis tanques de armazenamento de álcool anidro e gasolina da empresa Ultracargo.

A situação exige atenção redobrada e um debate aprofundado sobre as atividades no porto e o resguardo da população da região, analisa o presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho. Para ele, não são apenas esses dois acidentes que devem chamar a atenção. E explica: “Devemos ampliar a nossa visão e considerar, em termos de incêndio, os ocorridos nos armazéns de açúcar. Alguma coisa está acontecendo no maior porto da América Latina. A segurança é um dos fatores a serem considerados.”


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Guenaga foto Bia editada 
A prevenção é a melhor forma de se evitar acidentes como os que
estão ocorrendo no Porto de Santos, defende Guenaga 


Guenaga ressalta que a medida mais correta é sempre a prevenção, que, segundo ele, começa com o projeto de instalação, a devida execução, depois a fiscalização, manutenção e aprimoramento das medidas mitigadoras preventivas, porque a prevenção sempre evolui com a tecnologia. “E nada disso dispensa o plano de emergência.”

Diante de tantas ocorrências, Guenaga defende a formação de uma “força-tarefa” envolvendo órgãos federais, estaduais, municipais para fiscalização e eventual intervenção em cada armazenamento existente no porto, “mas para que isso aconteça precisa existir vontade política para mexer nesse vespeiro”.

O dirigente observa que quando a engenharia de segurança está presente e é aplicada em todas as fases do empreendimento (projeto, execução, ampliação, operação, manutenção e fiscalização) os riscos de acidentes são afastados cada vez mais. “A palavra-chave é se antecipar aos riscos e corrigi-los no seu nascedouro, na sua origem”, ensina.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









A engenharia a favor do trabalhador. Com esse princípio, o departamento de Cemitérios do Serviço Funerário do Município de São Paulo (SFMSP) adquiriu três miniescavadeiras para que os sepultadores possam abrir as covas sem o uso da pá. A medida, além de economizar tempo, trará benefícios à saúde dos chamados coveiros, que geralmente adquirem sérios problemas de coluna antes dos 50 anos.


Fotos: divulgaçãominiescavadeira 1


“Muitos acabam entrando na lista dos funcionários com desvio de função, assumindo outras tarefas por conta da indisponibilidade de saúde. Com as mini escavadeiras, a ideia é que preservar o trabalhador e aproveitar o tempo livre, que restará, para capacitá-lo para fazer outros tipos de serviços nos cemitérios, como pequenos reparos e vigiar a água empossada nos vasos, evitando proliferação do mosquito da dengue”, explica o engenheiro da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) Frederico Jun Okabayashi, diretor do departamento.

Ele conta que foi a partir de conversar com sepultadores que identificou a necessidade de mudar a forma como o trabalho vem sendo feito, desde 1856, quando o primeiro cemitério, o Santo Amaro, foi inaugurado na capital paulista. O trabalho de coleta de informações e pesquisa também é feito pela engenheira de Segurança do Trabalho, Ana Cristina Yoko Kina.


miniescavadeira 2


Em média, dois funcionários abrem uma cova levando cerca de uma hora. Com o uso do novo equipamento, o tempo cai para 20 minutos. Pelo menos 30 sepultadores serão capacitados para usar a miniescavadeira, que estarão operando, até fevereiro, em três cemitérios: Vila Formosa, São Luis e Vila Nova Cachoeirinha. Okabayashi adiantou que outras unidades deverão ser compradas em breve para levar a novidade para outros cemitérios, diante da grande receptividade dos servidores, cujos empregos estão garantidos.

“Já me questionaram sobre a garantia dos empregos. Não há como demiti-los porque além de serem concursados, temos muito trabalho que precisa ser feito. Haverá cursos de capacitação para a parte elétrica, obras, jardinagem, e o que mais for preciso”, completou Fred Okabayashi.


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Na manhã de terça-feira (12/1), houve uma cerimônia de demonstração e entrega das mini escavadeiras, no Cemitério da Vila Formosa. Participaram o secretário de Serviços Simão Pedro, a superintendente do Serviço Funerário Lucia Salles França Pinto, o vereador Laércio Benko (autor da emenda parlamentar que possibilitou, entre outros itens, a aquisição das miniescavadeiras) além da presença dos sepultadores, funcionários e equipe técnica da autarquia.

 




Deborah Moreira
Imprensa SEESP








O engenheiro da Nasa John Cornelius Houbolt, conhecido por suas contribuições para o sucesso da missão que levou o homem à lua, em 1969, morreu aos 95 anos no Estados Unidos, na terça-feira (15/4), depois de complicações do mal de Parkinson. A morte foi confirmada pelo genro de Houbolt, Tucker Withington, à agência AP na noite de sábado (19).

John Houbolt é um dos nomes mais importantes na história da Nasa, tendo em vista que seu trabalho é considerado vital para o sucesso da ida e volta da tripulação da Apollo à Lua com segurança, durante a década de 1960, período da corrida espacial entre os EUA e a União Soviética.

Com agências







Tragedia-em-Santa-MariadentroO Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul (Senge-RS) e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) enviaram carta ao governador Tarso Genro, no dia 31 último, unindo-se ao apelo da sociedade para que seja realizada uma investigação profunda sobre a tragédia ocorrida em Santa Maria, e que todos os envolvidos, tanto da esfera privada, quanto pública, sejam exemplarmente punidos.

As entidades vêm acompanhando o caso desde o início e alertam para o fato de que existem leis que se aplicam a segurança em locais que reúnem aglomerações, e ainda que precisem de revisão e readequação, elas devem ser rigorosamente fiscalizadas pelos órgãos competentes. Para que este trabalho seja eficiente, é preciso um planejamento e uma atuação integrada destes órgãos, bem como o aparelhamento compatível com a importância da atividade que precisam desempenhar.

No documento, as duas entidades se colocam à disposição do governo estadual seja por meio de sugestões de projetos de lei, esclarecimentos públicos ou seminários técnicos, colocando o bem estar e a segurança da população em primeiro plano.
 

Imprensa – SEESP
Informação publicada no site da FNE




edificacaodentroO Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em razão da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), está iniciando um amplo movimento de conscientização de Prevenção e Segurança em Edificações. Como parte dessa ação, será realizada uma palestra técnica e debate sobre o tema, no instituto, nesta sexta feira (8/02), das 15h às 17h, com o engenheiro Eduardo Linzmayer (professor associado da Escola de Engenharia e Administração Mauá e consultor especialista em Manutenção e de Infraestrutura do Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia e da EBL Consultoria). As vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas com Susana Aparecida Rocha telefone, pelo telefone (11) 4239 3134 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.">Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O objetivo do evento é transmitir os atuais e modernos conceitos de manutenção predial e segurança em edificações com fluxo e concentração de pessoas e usuários, promovendo um debate com os participantes sobre seus atuais problemas e seus reflexos em relação à segurança e aos custos energéticos e operacionais. Será apresentada a metodologia aplicada do GDR (Gerenciamento de Rotina) aplicada na prevenção e controle de defeitos e falhas das edificações.

A palestra terá o seguinte conteúdo programático: 

- Apresentação e introdução à Manutenção Predial e de Facilidades;

- Visão das empresas brasileiras no contexto mundial e o atual cenário;

- A aituação das empresas e os seus problemas de produção e manutenção;

- O que é manutenção? As principais “ferramentas” aplicadas na manutenção predial;

- Discussão e debate sobre os riscos e tragédias ocorridas recentemente; e

- Conclusões e finalização.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP




FogodentroConversa! Pirófagos, piróforos etc. não existem, não comem nem cospem fogo, é tudo ilusão, sem mistério. A não ser que o ardente artista performático provoque um incêndio, como o que, de fato, ocorreu numa boate anos atrás. O fogo legítimo não deve ser desrespeitado, mesmo o da fantasia, pois originado num foco diminuto, pode trazer destruição, perdas irreparáveis, sofrimento humano. Muitas vezes, condições de saúde e segurança também são desprezadas, quando, por exemplo, carrinhos de supermercado invertidos ou empilhados junto a caixas fechados obstruem perigosamente a saída de pessoas em caso de emergência.

Há milhares de anos, num mundo desértico, a sobrevivência do homem primitivo dependia da posse do fogo, concebido pela magia da natureza. Para esse homem, “o fogo era um animal”, tão perigoso como os tigres dente de sabre, mamutes etc., devendo ser mantido preso e alimentado com galhos secos, protegido das intempéries e, principalmente, das tribos rivais. Novas chamas eram geradas, como filhotes, viviam e morriam ao se apagar. Quem possuísse o fogo, possuía a vida; então, uma vez extinto, obrigou a busca de uma nova chama pelos membros de uma tribo, que afortunadamente encontrou outro grupo, mais evoluído, que “fazia” fogo, como no filme “A Guerra do Fogo” (1981), de Jean-Jacques Annaud.

Já numa das versões da mitologia grega, o fogo representa a inteligência humana, negada aos mortais por Zeus, por vingança. Prometeu, um dos titãs que habitou o mundo antes dos homens, previdente, roubou o fogo para eles que, com esse dom, recobraram sua inteligência, asseguraram sua superioridade sobre os animais, construíram armas e ferramentas, cunharam moedas etc., mas depois foi severamente castigado por Zeus.

Esses três eixos, mesmo o do cotidiano, revelam pontos comuns no estado da arte, em conhecer, aprender, praticar as melhores técnicas sobre o comportamento humano e dos materiais, arquitetura e urbanismo, instalações, sistemas de proteção, engenharia, gerenciamento dos riscos, entre outros aspectos.

Nos Estados Unidos, onde incêndios matam mais pessoas do que todos os desastres naturais juntos, estatísticas oficiais registram em 2005 cerca de 1,6 milhão de ocorrências, mais de 3.500 mortes de civis, cinco vezes esse número de feridos, mais de cem bombeiros mortos em serviço, cujo custo estimado das perdas chega a 10,7 bilhões de dólares. Quem se lembra de alguns dos incêndios que tivemos no Brasil, como o do Gran Circo Norte-Americano (Niterói, RJ, 1961), na Volkswagen de São Bernardo (1970), no Edifício Andraus (São Paulo, 1972) e dois anos depois, no Joelma (São Paulo, 1974), com 185 mortos? A vida tem preço? Assombram até hoje, mesmo depois de 35 anos passados desse último, especialmente por resultados tanto técnicos quanto administrativos aquém do esperado em nosso País.

A segurança contra incêndio no Brasil não foge de um modelo de desenvolvimento mal planejado, muitas vezes relegado a plano secundário, perante a evolução da produção e dos serviços, das sub-habitações etc., diretamente proporcional ao crescimento dos riscos na maioria dos municípios, onde nem sempre há Corpo de Bombeiros.

Mas como o estado da arte é incessante, em face da tendente uniformização das legislações estaduais, do surgimento de cursos de pós-graduação na área e da elaboração de normas técnicas aprimoradas, pesquisadores da USP e oficiais do Corpo de Bombeiros de São Paulo constroem um trabalho desafiador há cerca de dois anos. Já resultou no livro, a diversas mãos profissionais, “A Segurança contra Incêndio no Brasil” (Projeto Editora, 2008), este sim, o próprio engolidor de fogo — de livre acesso no site www.ccb.polmil.sp.gov.br — um dos caminhos abertos à educação, por isso, merece ser lido, divulgado e praticado!

* por Paulo Roberto Lavorini é engenheiro de segurança do trabalho

 

Imprensa – SEESP
Artigo publicado no jornal Correio Popular, em 2009




Manaus - A carência de profissionais capacitados das áreas de Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança no Trabalho é o principal fator que ‘emperra’ a solução do problema de acidentes nesse ambiente no Amazonas. Além da falta de capacitação, o número desses profissionais atuantes também é insuficiente. Em todo o Estado, estão em atividade, hoje, apenas 150 médicos do trabalho.

“Os profissionais que existem no mercado estão obsoletos por falta de treinamento e também são poucos. Não há uma capacitação contínua desses profissionais. Os avanços tecnológicos não estão sendo acompanhados. As medidas de proteção mais modernas estão deixando de ser aplicadas”, afirmou o procurador do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT/AM), Jorsinei Dourado.

Segundo ele, o Estado não possui nenhuma instituição para capacitar esses profissionais. “Nos cursos de Medicina e Engenharia não existem matérias ligadas à segurança no trabalho, a formação acadêmica é falha, e no Amazonas é pior ainda, porque não existe nenhuma instituição que produza conhecimento nessas áreas, tanto teórico quanto de produção tecnológica de saúde e segurança no ambiente de trabalho”, afirmou.

O presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, regional Amazonas, (Anamt/AM), Ricardo Turenko Beça, confirma a informação. “Não temos aqui no Estado instituição que forme médicos do trabalho com os padrões exigidos pela Associação Médica Brasileira, quem atua se formou faz tempo, tem formação insuficiente e a atualização falha”, disse.

De acordo com o médico, o número de médicos atuando não é suficiente para atender à demanda do interior e da capital. “Precisaríamos ter o dobro de profissionais para atingir uma condição tranquila”, disse. Hoje, há 250 médicos do trabalho registrados no Estado, mas cerca de 150 atuam. “O salário desse profissional é um pouco superior ao médico da prefeitura que ganha R$ 5 mil por 20 horas semanais e R$ 10 mil por 40 horas”, disse Beça.

No outro lado, dos 8 mil engenheiros de segurança do trabalho registrados, aproximadamente 800 estão em atividade.

Fundacentro
Esses e outros problemas relativos à segurança no trabalho devem ser resolvidos com a instalação da Fundacentro em Manaus, prevista para 2013. Essa é a expectativa de representantes dos empregadores, empregados e do judiciário, que participam do Seminário Estadual do Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho no Amazonas, que encerra nesta sexta.

“A instituição que produz conhecimento teórico e tecnológico sobre saúde e segurança no ambiente do trabalho no Brasil é a Fundacentro, ela vai garantir subsídios técnicos, além de capacitar profissionais, porque ela funciona como uma universidade de produção de conhecimento e tecnologia”, disse Dourado.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site D24am.com



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