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Editorial – Meio século de luta

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Neste dia 25 de fevereiro, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) alcança um marco notável: 50 anos de história. A entidade certamente comemorará as cinco décadas de luta pelos engenheiros e por essa profissão que, mais que um ofício ou meio de vida, é instrumento dos avanços e transformações necessárias à humanidade. Ao longo desse período, a nossa federação amadureceu a sua atuação como entidade sindical e também como parte da sociedade civil organizada que pode e deve dar a sua contribuição para que o País trilhe os rumos do desenvolvimento sustentável, buscando inserção soberana no sistema internacional e qualidade de vida para a sua população. 

A tradução inegável desse esforço feito pela FNE é o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006 como contribuição à retomada da expansão econômica no País. Bem-sucedida, a iniciativa cresceu em profundidade e abrangência, passando pela discussão sobre as cidades e as regiões metropolitanas, o enfrentamento da crise financeira, os gargalos que estancaram a retomada do crescimento observada a partir de 2007 e, ponto de pauta atual, a Copa 2014. Essa é vista como oportunidade de melhoria da infraestrutura das localidades que sediarão os jogos, assim como de vários outros avanços em termos de gestão pública e qualificação de mão de obra. Assim, a federação vem acompanhando os preparativos e debatendo problemas e soluções em seminários em várias partes do Brasil.

Outra vitória importante da FNE é o crescimento e fortalecimento dos seus 18 sindicatos filiados, entre os quais o SEESP, que ganharam relevância e representatividade em suas respectivas bases, além de projeção nacional em vários casos. Essa organização é hoje uma forte e coesa rede de entidades e lideranças guiadas pelo objetivo comum de defender o engenheiro e lutar pelo desenvolvimento, que se tornou capaz de superar obstáculos e construir saídas criativas para os problemas enfrentados. Fruto disso são, por exemplo, várias conquistas em relação à valorização profissional e à remuneração dos engenheiros em diversas cidades e estados brasileiros e também no setor privado. 

Portanto, ciente das vitórias alcançadas e também de que essas foram fruto de trabalho, dedicação e de um movimento unitário essencial, a FNE, em 2014, tem muito a comemorar. Porém, há também muito a se fazer.  A luta certamente continua, e em todas as suas frentes fundamentais. Na nossa agenda, permanece, por exemplo, a defesa incansável do piso profissional da categoria previsto na Lei 4.950-A/66, o que consideramos absolutamente justo e o mínimo necessário para que se garanta o reconhecimento a uma mão de obra fundamental ao País, seja no setor público ou nas empresas privadas.

Ganha ainda maior ênfase a ação sindical de caráter nacional e também o apoio à atuação das entidades filiadas nesse campo. É essencial fortalecer a luta dos engenheiros como trabalhadores e ampliar sua capacidade de organização e mobilização em defesa de seus direitos.

Naturalmente, segue o debate das questões cruciais da sociedade. Neste ano em especial, em que se disputam as eleições para a Presidência da República, os governos e parlamentos estaduais e o Congresso Nacional, a FNE trabalhará para oferecer aos candidatos propostas factíveis e de interesse público real.  Mantendo sua linha de total independência e sem ligações partidárias de qualquer nuance, a entidade fará a discussão política de forma ampla, democrática e visando o bem comum.

Como se vê, a celebração do jubileu de ouro da FNE traz uma pauta intensa de trabalho, o que, por sinal, só faz jus à sua história.


Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente 

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