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Editorial – Educação e engenharia na pauta

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Se por um lado o Brasil ainda não conseguiu superar o enorme déficit existente na área da educação, por outro, ao menos se consolida cada vez mais o consenso de que cumprir essa tarefa é condição indispensável ao desenvolvimento. O tema voltou à pauta com a divulgação de trabalho elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), cujo mote são as prioridades do setor para a década 2013-2022. O estudo aponta os dez fatores considerados chaves para a competitividade da indústria nacional, que se dividem em quatro grupos, entre os quais se destaca a educação. A “macrometa” apontada pela CNI nessa área é elevar a nota média dos brasileiros no Pisa (programa internacional que avalia o desempenho dos estudantes de 67 países) para 435 pontos em 2015 e 480 em 2021.

Em 2009, melhor resultado registrado, o País atingiu 412 (leitura), 405 (ciências) e 386 (matemática). Para se ter uma ideia comparativa, a Coreia do Sul, colocada entre os top da lista, atingiu 546 nessa última disciplina, apontada como grande calcanhar de aquiles nacional.

A precária formação básica nas ciências exatas é um dos grandes empecilhos à formação de mão de obra especializada nas áreas tecnológicas, notadamente na engenharia, gerando um gargalo para a inovação, essencial ao ganho de competitividade. Tais conclusões da CNI reforçam o que vem sendo defendido pelo SEESP no âmbito do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Ou seja, é preciso educar bem hoje as crianças e jovens que poderão apresentar as soluções que o País e o mercado precisarão amanhã.

Atualmente, a batalha contra o risco de escassez de mão de obra na engenharia precisa se dar pela qualificação e valorização dos profissionais disponíveis no mercado. A implantação pelo sindicato do Isitec (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), cujo curso de graduação em Engenharia de Inovação pretende ser uma referência de excelência de ensino, integra esse esforço em prol do desenvolvimento. No entanto, num horizonte de prazo mais longo, é preciso assegurar um novo estoque de técnicos de alto nível que tenham condições de promover o avanço do nosso sistema produtivo e empreender em busca de soluções inovadoras. Esse contingente precisa chegar ao ensino superior preparado para ir além da conquista do diploma.

Portanto, estabelecido o consenso sobre a prioridade da educação, é preciso administrar a terapia pertinente ao diagnóstico.  A universalização do ensino fundamental deu-se à custa do elevado padrão que, no passado, a escola pública oferecia. É preciso agora, e urgentemente, associar a quantidade à qualidade. É obrigação básica e direta de cada prefeito, governador e da Presidente da República trabalhar para sanar as nossas deficiências nesse setor. Essa é ainda tarefa do conjunto da sociedade, incluindo a iniciativa privada. Trata-se de construir a nação que se deseja, mas especialmente de permitir aos milhões de crianças brasileiras realizarem o seu potencial como seres humanos, cidadãos e profissionais.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

Comentários   

# Educação é um desafiouriel villas boas 18-06-2013 11:58
A educação, no Brasil, tem provocado muitos debates. É que ainda estamos precisando de investimentos numa área que é fundamental para o nosso desenvolvimento .E sobretudo, é ,preciso nãop apenas depender das iniciativas dos organismos governamentais. É de fundamental imoportância a motivação para que as mais diferentes comunidades sejam envolvidas, que seja criadas as estruturas adequadas e que o professorado tgenha a motivação para exercer uma profissão da maior importância. E o movimento sindical, como um todo, tem também de assumir o compromisso de buscar o ensino que tenha resultados positivos.

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