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Moradia da CDHU terá três dormitórios

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     Voltada ao atendimento da população com renda entre um e dez salários mínimos, a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) decidiu inovar o seu padrão construtivo, baseada em pesquisa junto aos mutuários. Com isso, a grande mudança será a inclusão de um terceiro dormitório em pelo menos metade das moradias a serem construídas, o que significará aumento de 5% no custo, que chegará assim a R$ 25.500,00, mas trará inúmeros benefícios, conforme informa o diretor de Obras da empresa, João Abukater.
      Uma das razões para mais um quarto é o fenômeno da coabitação, bastante comum, sobretudo nas regiões metropolitanas, que concentra o déficit habitacional – só na Grande São Paulo, por exemplo, faltam 700 mil moradias. A privacidade do casal, a necessidade de quartos separados para meninos e meninas e de espaço para as crianças em idade escolar poderem estudar em casa são outros fatores para a alteração.
       Além da ampliação dos imóveis – as casas terão 55,87m2 e os apartamentos, 64,65m2 –, há novidades como aquecimento solar, muro divisório, revestimento de piso e azulejos nas cozinhas e banheiros, pé-direito ampliado de 2,40m para 2,60m, laje nas casas, cobertura para área de serviço, esquadrias de alumínio, acessibilidade para idosos e usuários de cadeira de rodas e paisagismo e arborização.
       Os 7.267 projetos desenvolvidos em 2007 e em fase de licitação devem ser concluídos em 2009 e 2010 em diversos municípios, que doam o terreno e administram a obra, enquanto a CDHU fornece o projeto, repassa os recursos e supervisiona a execução do trabalho.

Corpo técnico
      De acordo com Abukater, dotar o programa estadual de moradia popular de avanços como esses será possível graças à competência do corpo técnico da empresa, que conta com 45 engenheiros. “Encontramos uma companhia cheia de craques. Tem mais de 20 pessoas com doutorado, há empresa de pesquisa que não tem essa quantidade”, compara. Por isso mesmo, assegura ele, tanto esses profissionais quanto seus colegas arquitetos estão sendo valorizados. “Vamos partir para o reconhecimento desse trabalho e um ponto importante será a implantação de um Plano de Cargos e Salários decente, porque o atual é um desastre.” Outra prioridade, informa ele, será investir em atualização de forma dirigida. “Sempre houve uma política de incentivo a isso, mas agora será mais focado no nosso trabalho. Vamos definir um plano de qualificação”, explica.
      Com o aprimoramento dos técnicos, Abukater quer também ganhar eficiência nos projetos e obras da CDHU, que hoje conta com R$ 966 milhões do orçamento estadual. “Queremos ganhar escala, reduzir custo e de fato industrializar o processo. É preciso avançar nos métodos construtivos e isso é incentivado nas licitações.” Outro objetivo, revela, é conquistar a ISO 9000 na obra. Com esses planos e também buscando recursos de outras fontes, como o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), o diretor da CDHU planeja alcançar a marca de 50 mil unidades por ano.

Rita Casaro

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