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Editorial – Balanço positivo nas negociações coletivas

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As campanhas salariais de 2012 caminham para o encerramento e registram, em sua imensa maioria, conquistas relevantes aos engenheiros. Com datas-bases desde janeiro, a categoria as concentra em maio e junho, quando acontece a maior parte das negociações. Com 11 acordos coletivos e três convenções (essas com entidades patronais, incluindo dezenas de empresas da indústria, construção civil e comércio), muitos profissionais atuantes no Estado de São Paulo já têm assegurados reajustes salariais e outras conquistas.

Além da reposição da inflação, aplicada à remuneração e aos benefícios de um modo geral, esse conjunto de normas firmadas assegura, na sua totalidade, aumento real aos engenheiros, valorizando a categoria e melhorando efetivamente suas condições de vida. Contempla ainda conquistas diversas em cada empresa, como planos de cargos e salários, piso profissional de acordo com a Lei 4.950-A/66, verba para bolsa de estudos, liberação do trabalho de 12 dias por ano sem prejuízo da remuneração para participação de cursos, seminários, congressos técnicos, elevação do percentual para pagamento de horas extras, entre outras.

O processo de negociação ainda continua junto à SPTrans, CET, CPFL Energia e Piratininga, CDHU, Dersa e Valec. Frente à dificuldade de se chegar a um consenso, após inúmeras tentativas por parte do SEESP, foram instaurados dissídios na Justiça do Trabalho para assegurar os direitos da categoria na ALL e na Codesp.

O ponto fundamental nessa grande mobilização que são as campanhas salariais dos engenheiros foi que, mais uma vez, demonstrou-se a unidade da categoria e sua capacidade de organização, diálogo e luta. Se os engenheiros não são maioria dentro de cada uma das empresas, certamente o são no âmbito do Estado de São Paulo. Num universo de quase 200 mil profissionais, 100 mil estão diretamente envolvidos com as negociações empreendidas pelo SEESP.

Além da importância quantitativa, esses profissionais têm papel central no desenvolvimento, atuando em funções decisivas em todos os setores da economia e serviços públicos essenciais. Dessa forma, é possível afirmar que as campanhas salariais da categoria extrapolam o interesse corporativo e revestem-se de relevância social. O Brasil deve valorizar e qualificar os seus trabalhadores de um modo geral e, em particular, os engenheiros, mão de obra que produzirá os avanços tecnológicos dos quais o País tanto precisa para dar o salto definitivo rumo ao desenvolvimento.

É, portanto, crucial que as empresas dos setores público e privado compreendam essa necessidade estratégica e ajam de acordo com ela. O SEESP continuará na batalha para garantir melhores condições de vida e trabalho aos profissionais que se dedicam diariamente a construir um país melhor para todos.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

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