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SINDICAL - 1º Encontro Nacional da CNTU debate democracia e desenvolvimento

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Lucélia Barbosa*


       Resultado de quatro fóruns regionais nas cidades de Maceió, Vitória, Goiânia e Porto Alegre, o 1º Encontro Nacional da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), realizado no dia 18 de novembro, em São Paulo, foi marcado por várias atividades, entre elas, a aprovação da Carta de São Paulo e do manifesto “Por um Brasil Inteligente” e a posse do seu Conselho Consultivo.

       Durante a abertura, Allen Habert, diretor de articulação nacional da CNTU, relatou que a confederação escolheu o ano de 2011 para unificar uma plataforma de ideias entre as camadas médias do País. “Defendemos políticas públicas que são essenciais para atravessar a defasagem entre uma economia forte e a questão social”, destacou.

       Para o presidente da CNTU, Murilo Pinheiro, o encontro mostra que o trabalho da entidade é participar das discussões nacionais sobre políticas públicas. “A confederação tem a grande responsabilidade de responder pelas áreas que congrega e por tudo que a sociedade necessita. Temos que criticar, mas também apontar o caminho, apresentando propostas factíveis para desenvolver o País”, enfatizou.

       Também prestigiaram a abertura do evento o vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Nivaldo Santana; o vereador paulistano Jamil Murad (PCdoB); e os presidentes Cid Carvalhaes, da Fenam (Federação Nacional dos Médicos); Juarez Trevisan, da Fenecon (Federação Nacional dos Economistas); Célia Chaves, da Fenafar (Federação Nacional dos Farmacêuticos); Welington Mello, da Fio (Federação Interestadual dos Odontologistas); além de Ernane Silveira, presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo.


Crescimento econômico
        O evento contou também com palestras e discussões sobre o papel da classe média e a participação dos profissionais universitários na construção de um Brasil próspero, igualitário e avançado cultural e tecnologicamente.

        O professor Waldir Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), discorreu sobre “A classe média e o desenvolvimento”. Segundo ele, o principal desafio hoje é fazer com que o crescimento econômico que o País vive desde 2004 traduza-se em dinamismo social também à classe média média e à alta. Isso porque o maior resultado do recente ciclo de expansão e geração de emprego se deu nos segmentos populares com redução da miséria, processo fortalecido pelo aumento do salário mínimo acima da inflação, mas não nos estratos médios mais prósperos. “Uma parcela importante dos pobres ascendeu à baixa classe média, mais conhecida como C”, citou. Já na média classe média as novas oportunidades são restritas e na alta predomina a estagnação. Para o especialista, romper com esse quadro exige a implantação de uma política de industrialização, tendo em vista que a economia sustentada pela exportação de commodities não gera renda o suficiente para tanto.


A classe média e a democracia
       Esse foi o tema da palestra ministrada pelo consultor sindical da CNTU, João Guilherme Vargas Netto. No ensejo, ele explicou que as classes operária e burguesa são as polo no capitalismo. “Aí temos a classe média no meio, uma construção social.”

        Essa, por sua vez, sofre pressão ideológica das 20 mil famílias mais ricas que se encontram no topo da pirâmide, mas também da grande massa que se encontra na base, mediante a proletarização permanente e o empobrecimento, o que a faz buscar a socialização com essa parcela.

        Em sua preleção, Vargas Netto revelou que a classe média tem hoje oportunidade ímpar de, restaurados elementos de vivência democrática, ser participante ativa na construção do desenvolvimento. “A CNTU se propõe a ser algo novo em direção aos profissionais que se situam nessa parte. Assim, tem como primeira tarefa ser representante de seus anseios, sentimentos, propostas e reivindicações. Essa batalha ainda não está ganha, há muito o que avançar e várias profissões a serem atingidas.” Sua segunda atribuição, conforme o palestrante, é se associar ao movimento sindical como um todo, que tem recuperado seu protagonismo social nas lutas por reajustes salariais, industrialização e queda dos juros. Dessa forma, seria tarefa estratégica da CNTU vocalizar na classe média e ser seu porta-voz na defesa da democracia e do desenvolvimento.

        Para encerrar, a confederação realizou a entrega do prêmio Personalidade Profissional a seis destaques em suas áreas de atuação e um em gestão pública. Foram agraciados: Dércio Gama Munhoz, em Economia; Arnaldo Calil Pereira Jardim, em Engenharia; Norberto Rech, em Farmácia; Ricardo Albuquerque Paiva, em Medicina; Valéria Paschoal, em Nutrição; Gilberto Alfredo Pucca Júnior, em Odontologia; e Gilson de Cássia Marques de Carvalho, em Excelência na Gestão Pública.



* Colaborou Soraya Misleh




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