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Educação - Avançar em inovação e tecnologia

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Soraya Misleh

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) realizou, no dia 11 de setembro último, na Capital paulista, a segunda edição do Seminário e Feira da Inovação. Sob o tema central “A inovação como instrumento da sustentabilidade”, foram abordados, entre outros, nanotecnologia, Internet de Todas as Coisas (IoT) e inovação voltada à sustentabilidade no agronegócio. Os estudantes da graduação em Engenharia de Inovação do Isitec estiveram presentes, bem como público interessado em geral.

À abertura, o presidente do SEESP – entidade mantenedora do instituto –, Murilo Celso de Campos Pinheiro, indicou: “Temos a responsabilidade de avançar e democratizar o conhecimento e o saber.” Nesse sentido, o secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo, Artur Henrique, reforçou a importância de feiras e seminários com essa proposta. Para ele, o País deve investir cada vez mais nesse segmento para agregar valor ao que produz. Falando sobre as iniciativas da Prefeitura de São Paulo em tal direção, ele ressaltou: “O nosso sonho é implementar o parque tecnológico da zona leste.”

Na mesma linha, o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica Mantiqueira, João de Oliveira Jr., apresentou o projeto “Educar para inovar” e a importância de investir e levar a base do conhecimento em inovação principalmente para crianças e adolescentes. Segundo ele, a ideia é gerar produtos que simulem o desenvolvimento tecnológico, existente nos laboratórios das instituições de pesquisa.

Novos paradigmas
Reiterando a importância de eventos como o do Isitec como contribuição ao desenvolvimento da inovação, o professor Adalberto Fazzio, subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ponderou que o País precisa estar preparado no pós-crise econômica para avançar. Com essa visão de futuro, foi categórico: o setor de inovação não pode perder vigor. Na sua concepção, eventos como o do Isitec contribuem a esse desenvolvimento no Brasil, pois estimulam os estudantes a conhecerem mais sobre ciência, tecnologia e inovação (C T & I).

Trazendo informações sobre nanotecnologia, Fazzio revelou que mais de 100 mil pesquisadores trabalham nessa área, que reúne a maior comunidade de C & T qualificada da América Latina e é responsável por 2,2% das publicações científicas mundiais. Todavia, apenas cerca de 200 empresas, em território nacional, estão envolvidas em pesquisas de nanotecnologia, e o País detém apenas 0,2% do total de patentes mundiais. Para ele, a inovação será, cada vez mais, o grande diferencial de desenvolvimento de uma nação. Segundo Fazzio, é preciso que as pesquisas sejam orientadas para as necessidades do País e que o setor privado participe intensivamente dessas atividades, sendo esse o foco do MCTI. O professor informou, ainda, que as áreas que mais desenvolvem pesquisas em nano no País são energia (captação), baterias, toxicologia, purificação de água, partículas, células, combustível, entre outras. E apresentou um quadro referente ao período entre 2006 e 2011 sobre a evolução da nanotecnologia no mundo: Índia, China e México aumentaram suas pesquisas na área, respectivamente, em 38%, 29% e 28%, e Brasil, em 23%.

Inovação e sustentabilidade no agronegócio foi o tema desenvolvido por Paulo Cruvinel, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele iniciou sua preleção apresentando historicamente a importância da inovação como processo “precursor e propulsor da construção da sociedade”, desde 1875 até os dias atuais. E salientou: “Em 2023, a ONU (Organização das Nações Unidas) prevê uma população de 8 bilhões de habitantes no planeta. O Banco Mundial fala em 10 a 12 bilhões. Haverá, portanto, um incremento da demanda global por alimentos. Com o uso do conhecimento e tecnologias, podemos garantir segurança alimentar e qualidade na produção.” O pesquisador expôs as ações que vêm sendo feitas na Embrapa para a melhoria da produtividade no Brasil, ao qual tal projeção apresenta grandes oportunidades. Um exemplo é a aplicação de tecnologia para obtenção de informações do solo para saber a priori em que área plantar e minimizar a utilização de agrotóxicos.

Já Marcelo Hashimoto, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), abordou a Internet de Todas as Coisas. “Ao conectar por exemplo uma planta à Internet, você pode saber remotamente quais as condições climáticas, quando é adequado regá-la, medindo via sensores a umidade do solo. Isso permite, por exemplo, ativar automaticamente um sistema de irrigação”, citou.

Também ministraram palestra no ensejo Rui Santo, da Galáxia Criativa, que discorreu sobre culturas criativas e redes de inovação; Brasilina Passareli, professora e coordenadora científica da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou a estrutura e ações da instituição que nasceu como um núcleo de pesquisa do MCT em 1989; e o engenheiro Demi Getschko. Considerado um dos pioneiros da Internet no Brasil e atualmente diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), este último falou sobre os desafios da rede mundial de computadores, quanto à diversidade cultural, inovação livre, garantia de neutralidade, inimputabilidade, funcionalidade, segurança e estabilidade.

Colaborou Rosângela Ribeiro Gil

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