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Comunicação SEESP

marcius vitale seesp internaA relação do setor com a tecnologia de inteligência artificial foi o tema da palestra do engenheiro Marcius Vitale no seminário “Trabalho digno e sindicalismo na Revolução 4.0”. A atividade integrou a 14ª Jornada Brasil 2022, realizada pela CNTU em 16 de agosto, em São Paulo. Coordenador do Grupo de Trabalho de Infraestrutura e Telecomunicações do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), ele destacou que as telecomunicações são as "autoestradas das comunicações” e a base para internet das coisas (IoT) e cidades inteligentes, com o apoio da inteligência artificial. “Hoje, vivemos a migração dos serviços básicos de telefone e internet para um segmento de alta tecnologia”, apontou.


Essa migração, descreveu ele, teve origem no celular 1G, que propiciava a ligação de pessoa a pessoa, passou pelo 2G, com as mensagens curtas de sms, pelo 3G, que permitiu o uso da intenet nos smartphones, até chegar ao momento atual do 4G, com o envio instantâneo de mensagens, fotos e vídeos em alta resolução. A aguardada chegada do 5G ao Brasil, disse ele, potencializará a IoT e ampliará o acesso à internet. “Irá propiciar o acesso em locais remotos onde o satélite é proibitivo”, afirmou. Também, destacou, haverá aumento significativo da velocidade de conexão com redução do tempo de download de um vídeo de duas horas para dois minutos.


Conforme ele, para que os avanços se deem conforme esperado é “fundamental que as telecomunicações funcionem de forma adequada e competente”.



Nos dias 8 e 9 de agosto, Ribeirão Preto, no interior paulista, vai sediar o "VIII Congresso RTI de Provedores de Internet", um dos mais importantes eventos do setor, no Centro de Eventos do Ribeirão Shopping. Representantes da CPFL Paulista, Anatel, Abrint, Aneel e Comissão de Infraestrutura (Coinfra) de Bauru vão discutir sobre a ocupação das redes urbanas e os preços dos postes e esclarecer as dúvidas dos provedores.

 


Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESP

Fios postes

 

 

Na abertura do evento, o Diretor de Inclusão Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações Comunicações, Américo Tristão Bernardes, realizará uma palestra sobre políticas públicas de inclusão digital e a importância dos provedores locais nesse processo.

A palestra vai abordar as ações realizadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações Comunicações na inclusão e ampliação do acesso à internet em banda larga para a população que reside em áreas remotas no Brasil. Além disso, serão apresentados os programas de conexão via satélite, o Internet para Todos, as Cidades Digitais, entre outros.

O VIII Congresso RTI de Provedores de Internet ainda vai contar com área de exposição de novas tecnologias, workshops temáticos sobre fibras ópticas, implementação de IPv6 e roteamento dinâmico para ISPs, além de palestras sobre 4G LTE, Fibra Ótica, GPON, Segurança, Infraestrutura, Gestão para Provedores, Regulamentação, Internet das Coisas (IoT), Wireless, Cabeamento, entre outros.

Serviço:
VIII Congresso RTI de Provedores de Internet

Data: dias 8 e 9 de agosto

Local: Centro de Eventos – Ribeirão Shopping
Av. Braz Olaia Acosta, 727 - Jardim Califórnia, Ribeirão Preto - SP

Informações e inscrições pelo site:
http://rtiprovedoresdeinternet.com.br/8/



Comunicação SEESP*

Acontecerá na quarta-feira (18/7), entre 9h e 12h30, o “Workshop: Infraestrutura urbana de telecomunicações: novas tecnologias” na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, centro de São Paulo (SP). Entre os palestrantes o diretor do SEESP Carlos Augusto Kirchner e o consultor e coordenador do Grupo de Infraestrutura, ligado ao Conselho Tecnológico do sindicato, Marcius Vitale.
   

O foco central das palestras será o emaranhado de fios nos postes das grandes cidades que necessitam de reorganização e novos investimentos por parte das distribuidoras de energia, operadoras de telecom e pequenos provedores.

A atividade se propõe a apontar soluções tecnológicas e padronizações de procedimentos para a execução de projetos, obras e fiscalização. Também serão abordadas as necessidades de realização de planejamento e ações integradas, bem como o compartilhamento da infraestrutura de redes aéreas e subterrâneas.


Também está confirmada a participação de Vitor Levy Castex Aly, secretário municipal de Serviços e Obras de São Paulo; Sidney Simonaggio, vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo; e Helmann Strobel Penze, analista de Redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

A participação é gratuita. Informações e inscrição no site da Fiesp.

 


*Com informações da Fiesp



Fonte: Agência Brasil

As empresas de telecomunicação Claro, Oi, Telefônica/Vivo e TIM terão 90 dias para regularização fiação instalada em postes da distribuidora de energia AES Eletropaulo. A medida foi determinada pela Comissão de Resolução de Conflitos das Agências Reguladoras, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (6) a partir do pedido da companhia de energia que atua em São Paulo. As empresas aguardam notificação.

Caso as fiações não sejam corrigidas, a AES Eletropaulo fica autorizada a retirar cabos e equipamentos das prestadoras que se recusarem ou não manifestarem sobre a regularização. De acordo com a Resolução Normativa nº 797/2017 da Aneel, os fios podem ser retirados por irregularidades ou por falta de pagamento, desde que autorizado pela comissão. Caso isso ocorra, poderá afetar os serviços de telefonia e internet.

A Anatel destacou que a medida é para garantir "segurança mecânica e elétrica das instalações", pois a ocupação irregular pode levar a problemas estéticos e urbanísticos, com "possíveis transtornos à livre circulação de pessoas e veículos". A agência reguladora citou também os incômodos operacionais causado às distribuidoras de energia.

A comissão é composta por representantes da Anatel, Aneel e da Agência Nacional do Petróleo e é responsável por resolver conflitos entre agentes dos setores de energia elétrica, telecomunicações e petróleo em relação ao compartilhamento de infraestrutura.

Em nota, o vice-presidente de Relações Externas da Eletropaulo, Sidney Simonaggio, disse que a determinação atende a um "antigo pedido" da companhia. "Nosso objetivo é que as empresas cumpram com a obrigação de identificar seus cabos e organizá-los. Isso beneficiará a todos, principalmente, a população", apontou.

O engenheiro consultor Marcius Vitale, integrante do Grupo de Trabalho sobre Infraestrutura do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, lembra que a privatização do setor de telecomunicações ampliou os agentes que atuam com essa infraestrutura, o que aumenta a demanda por controle e fiscalização. "Nós saímos de um universo de 28 empresas para mais de 6 mil atores fazendo serviços na rua."

Vitale destacou que normas e resoluções técnicas fixam um limite de até cinco cabos por poste. O pedido é feito às concessionárias de energia elétrica, mas, muitas vezes, a colocação é feita à revelia. "Tem certos casos com 50 cabos pendurados. Começou-se a perder o controle dessa gestão da infraestrutura. A concessionária não dá conta de fiscalizar tudo, as resoluções técnicas não permitem que sejam lançados mais de cinco cabos, mas o que ocorre a olhos vistos é que tem excesso de cabos na rede aérea. É difícil localizar um único culpado", disse.

O engenheiro apontou, entre os riscos desse acúmulo de fios, além de problemas mecânicos pelo aumento do peso nos postes, as questões de segurança para os técnicos que precisam estar bem treinados para operar a rede elétrica. Como solução possível, ele cita a instalação de cabeamento subterrâneo e o uso de microdutos. Vitale destacou ainda a possibilidade de, por meio de parcerias público-privadas estabelecer um agente responsável por determinada área, que prestaria serviço a outras empresas contratantes.

Notificação

A TIM disse que aguarda notificação da Anatel para avaliar medidas cabíveis. Apesar disso, informou que a operadora já vinha planejando com a AES Eletropaulo e a prefeitura de São Paulo o ordenamento da rede na cidade.

A Claro informou que obedece à regulamentação do setor e que segue padrões técnicos de segurança na operação da rede. Sobre a determinação das agências reguladoras, informou que não foi notificada e que, portanto, ainda não se pronunciará sobre o assunto.

A Oi informou que "está avaliando a notificação citada".

Em nota, a Telefônica/Vivo informou que "já executou o ordenamento da rede, que se encontra em fase final de vistoria pela AES Eletropaulo". A empresa acrescentou ainda que tem outros projetos de ordenamento da rede em andamento junto à companhia de energia e à prefeitura de São Paulo.




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