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Do Jornal da USP*

A produção de soja e milho no País aumentou mais de 90% entre 2006 e 2015, atingindo patamares de quase 200 milhões de toneladas produzidas — em decorrência do aumento de área plantada, de produtividade e do número de safras no ano. Entretanto, para estabilizar a oferta de grãos da fazenda até o consumidor é preciso ser eficiente na redução das perdas que ocorrem nas atividades logísticas nestes elos.

“As perdas podem ser entendidas como uma ineficiência que afeta negativamente a sustentabilidade econômica, ambiental e social da cadeia produtiva de grãos no Brasil, por incorrer em desperdícios financeiros e ambientais, além de provocar uma redução da oferta de soja e milho no sistema”, comenta o engenheiro agrônomo Thiago Guilherme Péra, coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Os resultados são frutos de uma dissertação de mestrado realizada por Péra, sob orientação do professor José Vicente Caixeta Filho e desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Logísticos da Escola Politécnica (Poli) da USP. No trabalho, traça-se um diagnóstico detalhado dos déficits de soja e milho durante o transporte e armazenagem no Brasil — desde as fazendas até os centros consumidores e portos, passando por ferrovias e hidrovias.

O pesquisador mapeou também perdas recorrentes a cada atividade logística da soja e do milho no país, desenvolvendo um modelo matemático para quantificar os prejuízos físicos, econômicas e ambientais para cada estado produtor a fim de avaliar cenários de mitigação dos danos.

O estudo identificou que os problemas na logística dos alimentos mencionados atingiu patamares na ordem de 2,381 milhões de toneladas em 2015 (1,303% da produção), trazendo déficit econômico em torno de R$ 2,04 bilhões — decorrente de custos de oportunidades com vendas perdidas e gastos desnecessários..

A atividade logística de maior nível de perda é a armazenagem, responsável por 67,2% dos decréscimos anuais. Na sequência, o transporte rodoviário com 13,3%, o terminal portuário com 9,0%, o transporte multimodal ferroviário com 8,8% e o transporte multimodal hidroviário com 1,7%.

Os cinco maiores estados produtores de grãos apresentaram perdas variando entre 0,995% (Mato Grosso do Sul) e 1,671% (Rio Grande do Sul) em relação à quantidade produzida. Para o caso do milho, o maior prejuízo é de 1,766% no Mato Grosso e, o menor, de 1,394% no estado vizinho — Mato Grosso do Sul.

Para a situação da soja, a maior perda é de 1,736% no Rio Grande do Sul e a menor de 0,933% em Goiás. Para os estados da fronteira agrícola brasileira denominada de Matopiba, a máxima observada para grãos foi de 1,257% no estado do Tocantins e a menor de 0,220%, no Piauí.

Ademais, a pesquisa analisou o custo ambiental de tais diminuições. “As perdas físicas de soja e milho demandaram combustível nos caminhões, locomotivas e puxadores das barcaças para execução da logística, o que implica em uma emissão de dióxido de carbono na atmosfera desnecessária, girando na ordem de 38 mil toneladas”, comenta o autor.

Outras esferas da perda
Em sua pesquisa, o autor identificou que a utilização de armazéns implica em um aumento considerável dos déficits, mais especificamente se o local utilizado é externo à fazenda. Isso ocorre em decorrência da necessidade de utilizar mais uma atividade logística envolvendo o transporte rodoviário de transferência de grãos da fazenda ao armazém externo, em estradas muitas vezes não pavimentadas, de condição precária.”, ressalta Péra. “A partir da estruturação de uma função nas perdas logísticas dos grãos estudados foi possível estabelecer algumas relações importantes até então desconhecidas, responsáveis por auxiliar autoridades tanto no ambiente público quanto no privado. ”

Outro aspecto identificado é a condição das vias. Corredores rodoviários de boa qualidade apresentam menores perdas em relação àquelas precárias. A atividade logística de transporte multimodal — integrando rodovias, ferrovias e hidrovia — representa um maior decréscimo em relação a opção da unimodalidade — somente rodoviário.

A escolha do canal de comercialização também afeta o comportamento das perdas. Grãos destinados aos portos possuem déficits maiores quando comparados aos do mercado doméstico. Fato acontece em decorrência da atividade de transbordo e armazenagem no terminal portuário.

“A logística de menor nível de perda envolve não utilizar armazéns, transportar somente pelo modal rodoviário em corredores de boa qualidade de via com destino ao mercado doméstico, implicando uma redução de 0,132%. Por outro lado, a logística de maior nível de deficitário envolve utilizar armazéns externos à fazenda, com multimodalidade, corredores rodoviários de não boa qualidade e com destinos aos portos, atingindo o patamar de 2,316%”, explica Péra.

Uma estratégia para redução dos insucessos
Durante o estudo, identificou-se a ampliação da capacidade de armazenagem de grãos no Brasil dentro das fazendas como potencial solução na redução dos níveis atuais em até 21,67%. Outra estratégia avaliada pelo autor diz respeito à melhoria das condições das rodovias nacionais. “Caso todas nossas vias estivessem com bons indicadores de qualidade, haveria redução do prejuízo em cerca de 7%.”

“Para o Mato Grosso, por exemplo, a redução seria de 11%. Além disso, a melhoria das condições das estradas vicinais — que conectam as fazendas com os armazéns externos — traria um potencial de retração das perdas de 16%”, aponta Péra.

Do ponto de vista qualitativo, uma série de ações podem promover a mitigação das perdas, dentre elas a elaboração de procedimentos e rotinas nas operações logísticas de forma a identificar problemas, uso de caminhões mais novos e menos avariados, qualificação de pessoas nas atividades de transporte e armazenagem, gestão adequada das operações relacionadas às atividades de conservação, regulagem periódica de balanças e incorporação dos custos deficitários na gestão das empresas.

Em conclusão, o estudo contribuiu para diagnosticar níveis de perdas relacionados a logística da soja e do milho no país. Assim, avaliando estratégias para mitigação dos danos por parte das autoridades no agronegócio. O problema torna-se mais sério quando analisado de forma integrada em toda a logística, desde a fazenda até o centro consumidor e porto, algo que não pode ser negligenciado. Esse retrato enfatiza a necessidade de conscientização sobre a importância de mitigar perdas através de políticas públicas e gestões mais eficientes”, finaliza o pesquisador.

 

* Leo Carlim/Assessoria de Comunicação e Relações Institucionais da Esalq-Log

 

 

A última mesa do seminário “Inovação, segurança alimentar e logística” promovido pela FNE, na sede do Seesp, na capital paulista, no dia 4 de agosto, debateu os desafios da engenharia de alimentos e da logística do País, com os especialistas Luís Fernando Ceribelli Madi, diretor técnico de Departamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), e Thiago Guilherme Péra, coordenador do grupo de pesquisas e extensão agroindustrial de logística da escola superior de agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).


Foto: Beatriz Arruda
Da esq. para a dir.: Orlando Melode Castro,Luís Fernando Ceribelli Madi e Thiago Guilherme Péra.


O coordenador da mesa, Orlando Melode Castro, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) abriu as falas valorizando a importância do seminário. “É um tema que nos prepara para o futuro”, disse, e ressaltou que o crescimento do poder aquisitivo da população mundial traz desafios ao setor da alimentação. “Vamos produzir mais no mesmo ambiente, e como fazer isso? É preciso tecnologia e harmonia com o meio ambiente; não é uma equação fácil”, questionou.

Madi, em sua exposição, endossou a preocupação com dados mundiais: “Em 2050, a expectativa é de que 70% da população do globo estejam em áreas urbanas.” Hoje no Brasil, apresentou, 84% da população já estão nas cidades e, em 2020, o índice será de 90%. Segundo o diretor do Ital, ao mesmo tempo em que se tem um desafio, a indústria de alimentos tem oportunidades. “É uma área que movimenta 1,7 milhões de empregos no País. Somos o segundo exportador mundial de alimentos processados em volume e detemos 45% da participação no mercado global de açúcar.”

Diversificação de modais e armazenagem
Para tanta produção e exportação, a logística se faz absolutamente necessária. “Não existe agronegócio sem logística”, observou Thiago Guilherme Péra, da Esalq/USP. Ele relacionou alguns dos obstáculos que a logística nacional enfrenta para atender à indústria de alimentos: baixo valor agregado, grandes volumes e longas distâncias, sazonalidade dos produtos, mercados concorrenciais e a perecibilidade. Todavia, salientou Péra, a falta de infraestrutura é o que mais causa danos aos dois setores.

A disponibilidade de transporte do agronegócio brasileiro hoje se dá em 211 mil quilômetros em rodovia pavimentada, equivalente a 60% de uso em relação a outros modais como o ferroviário (30 mil quilômetros) e o hidroviário (22 mil). Para Péra, é aí que reside o problema: “A manutenção da infraestrutura rodoviária não acompanha o crescimento da produção.”

Tomando como exemplo a produção de grãos no País, ele informou que, em 2016, com base em dados levantados pela Esalq/USP, o custo da exportação de soja para a China era de US$92,12 por tonelada. Desse valor, o Brasil gastou US$75,49 dentro do próprio território, na movimentação do Mato Grosso, por estrada, até o Porto de Santos, em São Paulo. “Quase US$17 por tonelada apenas foi o custo para transportação do complexo portuário paulista até o porto de Xangai”, afirmou. Em 2006, a participação das ferrovias no transporte de granéis agrícolas era de apenas 18%; em 2015, subiu para 21%. “Precisamos diversificar mais a nossa matriz de transporte para que o País ganhe em competitividade”, alertou Péra, lembrando que grandes países em extensão territorial como China, Estados Unidos e Canadá utilizam o sistema ferroviário como principal meio de escoamento dos seus produtos.

Outro ponto negativo destacado pelo especialista é o do armazenamento, fundamental para o agronegócio. Segundo Péra, o Brasil tem capacidade de estocagem de 70% a 80% da produção de grãos, em média, mas o ideal é ter 120%. “Assim o produtor diminui riscos e pode trabalhar também com o produto em épocas de não safra. É possível guardar a produção e trabalhar no período entressafra, onde o preço pode estar mais vantajoso do que na safra, e os custos logísticos inferiores do que em uma época de colheita”, explicou. De 2007 a 2015, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capacidade de armazenagem no País cresceu em 4,41% e produção de grãos, 5,81%.

Apesar dos grandes desafios, o coordenador vê expectativas positivas para o setor com regulamentações do modal rodoviário, expansão dos demais meios de transporte e a tecnologia. “A utilização da internet das coisas na logística é uma tendência mundial, cada vez mais vemos o desenvolvimento de sensores e ferramentas que auxiliam ainda mais a diminuir as perdas de alimentos”, salientou.

O meio ambiente também é beneficiado com a boa armazenagem e a diversificação dos meios de transportes. “Reduzir custos com combustíveis também é reduzir a emissão de gases poluentes”, defendeu Péra.

>> Leia as demais matérias do seminário
O protagonismo do campo na economia brasileira
Agricultura com ciência, inovação e sustentabilidade

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

A importância e a representatividade da cadeia do agronegócio na economia brasileira e o aproveitamento do seu potencial a partir da engenharia estarão em debate no seminário “Inovação, segurança alimentar e logística”, que será realizado no dia 4 de agosto próximo, no auditório do SEESP, na capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista). O evento é uma realização da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), juntamente com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com o apoio do sindicato, do Instituto de Inovação e Tecnologia (Isitec) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais (CNTU).

A economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano frente ao quarto trimestre de 2016 graças à expansão de 13,4% do agronegócio, conforme dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o setor industrial teve ligeira alta de 0,9%, enquanto o setor serviço não registrou expansão.

O seminário abordará o universo tecnológico mobilizado pela cadeia produtiva de alimentos no Brasil e dará evidência à expansão do agronegócio e seu peso nos negócios. Também colocará em discussão as formas de se empregar a engenharia para tornar as atividades do agronegócio ainda mais competitivas.

Entre os temas a serem analisados estão infraestrutura para as atividades da agropecuária, logística de distribuição de alimentos e processamento e industrialização de alimentos para diferentes mercados. Os debates serão feitos a partir da análise dos temas “produção e cadeia de valor” e “ tecnologia na produção de alimentos”. Simultaneamente, os debatedores vão avaliar como as atividades que tornam o agronegócio bem-sucedido podem ser multiplicadas gerando oportunidades de novos negócios e trabalho.

Confira abaixo a programação do seminário e os especialistas que participam dos debates.

9h - Sessão de abertura

10h30 - Mesa-redonda "Produção e cadeia de valor"
Participantes
Paulo E. Cruvinel - Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola (SBEA)
Luiz Antonio Pinazza - Consultor e consultor técnico da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag)
Coordenador:
Daniel Antônio Salati Marcondes - Vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e professor aposentado da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

12h15 - Intervalo para o almoço

14h - Mesa-redonda "Tecnologia na produção de alimentos"
Participantes
Luís Fernando Ceribelli Madi - Diretor técnico de Departamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)
Thiago Guilherme Péra - Coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão Agroindustrial de Logística da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP)
Coordenador:
Orlando Melode Castro - Coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta)

16h30 - Encerramento

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 A importância e a representatividade do agronegócio na economia brasileira e o aproveitamento do seu potencial a partir da engenharia estarão em debate no seminário “Inovação, segurança alimentar e logística”, que será realizado no dia 4 de agosto, no auditório do SEESP, na capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista).

O seminário é uma realização da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), juntamente com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com o apoio do sindicato, Instituto de Inovação e Tecnologia (Isitec) e Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais (CNTU).

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano frente ao quarto trimestre de 2016 graças à expansão de 13,4% do agronegócio. No período, o setor industrial teve ligeira alta de 0,9%, enquanto o setor serviço não registrou expansão.

O seminário “Inovação, segurança alimentar e logística” abordará o universo tecnológico mobilizado pela cadeia produtiva de alimentos no Brasil e dará evidência ao crescimento do agronegócio e a seu peso nos negócios. Também debaterá as formas de se empregar a engenharia para tornar as atividades do agronegócio ainda mais competitivas.

Entre os temas a serem analisados estão infraestrutura para as atividades da agropecuária, logística de distribuição de alimentos e processamento e industrialização de alimentos para diferentes mercados. Os debates serão feitos a partir da análise dos temas “produção e cadeia de valor” e “ tecnologia na produção de alimentos”.

Simultaneamente, os debatedores vão avaliar como as atividades que tornam o agronegócio bem-sucedido podem ser multiplicadas gerando oportunidades de novos negócios e trabalho.

Programação

9h - Sessão de abertura

10h30 - Mesa-redonda "Produção e cadeia de valor"
Participantes
Paulo E. Cruvinel - Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola (SBEA)
Luiz Antonio Pinazza - Consultor e consultor técnico da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag)
Coordenador:
Daniel Antônio Salati Marcondes - Vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e professor aposentado da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp)

12h15 - Intervalo para o almoço

14h - Mesa-redonda "Tecnologia na produção de alimentos"
Participantes
Luís Fernando Ceribelli Madi - Diretor técnico de Departamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)
Thiago Guilherme Péra - Coordenador do Grupo de Pesquisa e Extensão Agroindustrial de Logística da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP)
Coordenador:
Orlando Melode Castro - Coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta)

16h30 - Encerramento

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

A Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (FCAV/Unesp), em Jaboticabal (SP), vai instalar ainda este ano uma incubadora de empresas de tecnologia voltadas ao agronegócio, a InovaJab. Segundo informações da instituição, o projeto depende apenas de adequações de um prédio. A partir daí, a incubadora terá capacidade de receber até dez empresas.

A InovaJab oferecerá oportunidades para alunos, ex-alunos e professores da faculdade interessados em criar uma empresa no ramo do agronegócio. “Em um primeiro momento, a incubadora será direcionada para os alunos e professores, para que eles possam se desenvolver utilizando a estrutura e a parceria com a faculdade, até conseguirem criar uma independência e, assim, se estabelecerem na cidade ou região”, informou o diretor da FCAV/Unesp, Pedro Luís da Costa Aguiar Alves.

A instituição de ensino firmará ainda parceria com a Prefeitura Municipal de Jaboticabal, que oferecerá a manutenção do imóvel, mas, segundo Alves, pretende criar vínculos também com outras instituições da cidade, como a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), escolas e outras faculdades locais.

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Informação da Unesp Agência de Notícias (UnAN)

 

 

 

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), a partir de 19 de maio, oferece pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, com duração de dois anos, em São José do Rio Preto.  O curso dará ao estudante uma nova habilitação profissional que o permitirá atuar em diversas áreas.
 
Como diferencial, possui uma grade curricular com conhecimentos específicos sobre o agronegócio. Ou seja, além das disciplinas regulares previstas para que o profissional se especialize e atue em qualquer área da engenharia, o curso também contará com um módulo específico sobre o campo, abordando, por exemplo, as condições de segurança e o meio ambiente do trabalho nas atividades rurais, ampliando as possibilidades de atuação nesse segmento, inclusive junto ao agronegócio.

 

O objetivo é expandir a qualificação dos profissionais considerando o melhor aproveitamento das oportunidades no mercado de trabalho, bem como ampliar o uso do conhecimento, da tecnologia e da engenharia no campo.

A coordenação técnica do curso é do professor Celso Atienza, renomado especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Em sua avaliação, a pós-graduação visa ampliar a qualificação do agronegócio brasileiro. "Precisamos de uma agricultura com práticas cada vez mais sustentáveis, executadas por técnicos que tenham a capacidade para acompanhar o avanço tecnológico representado pelo surgimento de novos equipamentos, novos métodos e processos de trabalho. Tivemos a preocupação em formatar um curso que pense em geração de empregos, em sustentabilidade e em criar melhores condições de trabalho", observa.

As aulas serão ministradas semanalmente nos fins de semana (sextas à noite e sábados nos períodos da manhã e da tarde), com carga horária de 680h e duração de dois anos. As inscrições podem ser feitas junto à Delegacia Sindical do SEESP em São José do Rio Preto. Contatos: (17) 3232-6299 e e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A regional fica na Alameda das Orquídeas, 150.

 

Informações
O valor é de 24 parcelas mensais de R$ 700,00, durante os dois anos do curso. Associados ao SEESP têm 10% de desconto, bem como registrados em dia com o pagamento da anuidade junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) e profissionais vinculados aos sindicatos Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) e da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), .

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

Atento à expansão do agronegócio brasileiro e dedicado à especialização e qualificação profissional, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) escolheu a cidade de Itapetininga, no interior paulista, como um dos polos de pós-graduação em engenharia de segurança do trabalho.

O curso lato sensu terá início no dia 24 de março, tendo como diferencial a aplicação de conhecimentos específicos em agricultura junto à grade regular para especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Ou seja, além das disciplinas regulares previstas para que o profissional se especialize e atue em qualquer área da engenharia, o curso de pós-graduação do Isitec também contará com um módulo específico sobre o campo, abordando, por exemplo, as condições de segurança e o meio ambiente do trabalho nas atividades rurais, ampliando as possibilidades de atuação em atividades rurais e no agronegócio.

O diretor de Extensão e Pós-graduação do Isitec, Antonio Octaviano, ressalta o protagonismo do instituto na aplicação do curso e as possibilidades de atuação para os profissionais que vierem a se especializar. “É um curso inédito no Brasil e chega à Itapetininga para atender engenheiros e arquitetos dessa cidade que buscam atualizar os seus conhecimentos e, também, daqueles que estão na região de Sorocaba. Além de uma pós-graduação, o curso garante uma nova habilitação profissional, como engenheiro de Segurança do Trabalho, permitindo atuar em uma nova área em adição a sua formação original”, destaca.

Segundo Octaviano, o Isitec inova ao associar conhecimentos específicos da agricultura ao novo curso, já que essa é uma área de atuação importante e ainda carente de profissionais especializados. “Normalmente, os cursos de segurança no trabalho são voltados para as áreas urbanas e industriais. Esse novo foco proposto sob o aspecto de atuação no campo foi levado em conta para produção, geração de emprego e renda e, ainda, serão considerados os aspectos regionais de cada município onde se dará a pós”, explica, lembrando que o curso foi concebido a partir de entendimentos iniciais com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e seus sindicatos rurais das regiões.

A coordenação técnica do curso é do professor Celso Atienza, renomado especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. Segundo o coordenador, o objetivo é expandir a qualificação dos profissionais para a promoção do agronegócio. “Precisamos de uma agricultura com práticas cada vez mais sustentáveis, executadas por técnicos que tenham a capacidade para acompanhar o avanço tecnológico representados pelo surgimento de novos equipamentos, novos métodos e processos de trabalho. Tivemos a preocupação em formatar um curso que pense em geração de empregos, em sustentabilidade e em criar melhores condições de trabalho”, completou Atienza.

As aulas serão ministradas semanalmente, aos finais de semana, com carga horária de 680 horas e duração de dois anos ? sextas à noite e sábados nos períodos manhã e tarde. As inscrições já podem ser feitas na delegacias sindical do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (SEESP) de Sorocaba.

Informações
O curso terá duração de dois anos, com investimento em 24 parcelas mensais no valor de R$ 700. O valor permanecerá o mesmo durante os dois anos do curso. Associados ao SEESP têm 10% de desconto. O mesmo percentual de desconto também será aplicado aos profissionais vinculados ao Sinaenco e ao Sinduscon e aos profissionais registrados e em dia com o pagamento da anuidade junto ao Crea-SP.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Em discussão realizada na tarde de terça-feira (31/5), a Comissão Especial sobre Defensivos Agrícolas da Câmara Federal debateu o Projeto de Lei 3200/15, que substitui a atual Lei dos Agrotóxicos (7.802/89). De interesse de representantes do agronegócio, a proposta é criticada por pesquisadores e movimentos que pedem o banimento do uso desses produtos.

 

Imagem: reprodução youtube

reproducao agricultura


De autoria do deputado Covatti Filho (PP/RS), o projeto dispõe sobre a regulamentação do uso de defensivos e demais produtos de controle ambiental. Na opinião do pesquisador Marcelo Firpo Porto, da Associação Nacional da Agroecologia, a medida representaria um retrocesso, tendo em vista a tendência mundial de abandono do uso desses produtos. "Há um movimento crescente de redução e o caminho aponta para o banimento do uso dessas substâncias. Como pode o Brasil caminhar na direção contrária"?, questiona.

Ele lembra ainda que, desde 2008, o País é o maior consumidor desses produtos. Em média, são utilizados 12 litros de veneno para cada hectare e 7 litros ao ano por habitante. "Isso deveria envergonhar qualquer brasileiro", critica.

Entre outras coisas, o PL substitui o nome "agrotóxico" pela expressão "defensivos fitossanitários", o que, na opinião dos opositores, seria um cosmético para ocultar interesses econômicos e dificultar o acesso à informação. "É como se quisessem esconder do consumidor o que ele está consumindo, por isso nós somos contra essa nomenclatura", afirma Carla Bueno, representante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O movimento congrega dezenas de entidades que lutam pelo fim do uso de veneno na agricultura.

Centralização de tarefas e saúde pública
Outro ponto polêmico do projeto é a criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito), cuja finalidade seria produzir pareceres técnicos conclusivos aos pedidos de avaliação de novos defensivos e afins. Vinculada ao Ministério da Agricultura, ela centralizaria competências que atualmente são distribuídas entre vários órgãos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para os membros da Campanha, a iniciativa representaria um risco para a saúde pública porque lançaria um olhar unilateral sobre os produtos. "A descentralização traz mais segurança para avaliar o impacto dos agrotóxicos. Colocar tudo no Ministério é aderir a uma visão meramente agrícola. Isso é muito limitador", aponta Carla.

Ela destaca ainda que a Lei dos Agrotóxicos, que resultou de uma mobilização coletiva, é referência na América Latina e que poderia ser aprimorada, não revogada. "Nós precisamos caminhar no sentido de erradicar, e não de fortalecer o uso de agrotóxicos, que é o que está por trás desse projeto. Seria um retrocesso em termos de legislação", avalia.

Na ocasião, Marcelo Firpo Porto defendeu que o abandono do uso de agrotóxicos estaria dentro do papel do Estado de zelar pela vida e pela saúde humana.

"São diversos os efeitos agudos e crônicos causados pela exposição a esses produtos. Entre outras coisas, essas substâncias são associadas a varios tipos de câncer", ressaltou o pesquisador, reiterando que o Brasil estaria caminhando na contramão dos avanços globais. "Esse PL 3200 é um retrocesso sanitário, ambiental e civilizatório", defendeu. 

Visão econômica
Sem firmar publicamente um posicionamento institucional sobre o PL, o pesquisador da Embrapa Soja Decio Luiz Gazzoni destacou o peso econômico do agronegócio e argumentou que o País precisará aumentar a produção no futuro a médio e longo prazo. Na visão dele, a ampliação do mercado e a conquista de novos clientes seria algo estratégico e necessário nas circunstâncias modernas.

"O contexto tropical é muito vantajoso para essa atividade econômica, e nós temos diversidade de cultivos, de solos e climas. (…) Nas próximas quatro décadas, o Brasil será chamado a ser protagonista do fornecimento de produtos agrícolas porque ele tem condições muito favoráveis em comparação com os demais países", disse. 

Andamento do PL
Para o relator do Projeto de Lei 3200/15 na Comissão Especial sobre Defensivos Agrícolas, deputado Luiz Nishimori (PR/PR), o tema é polêmico e pede um maior detalhamento das discussões. "Nós ainda precisamos nos debruçar melhor sobre essa questão porque os dois lados têm argumentos muito pertinentes", disse. Ele informou que ainda serão realizadas diversas audiências para dar seguimento ao debate, e que a pauta pode demorar até um ano para ser votada.


Fonte: Brasil de Fato




Setores estratégicos ao desenvolvimento nacional, o agronegócio e a indústria foram tema do painel que abriu os trabalhos no IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), na tarde de 5 de outubro. As exposições inaugurais foram precedidas de apresentação cultural do grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko, que trouxe música tradicionais de Okinawa, Japão, e ritmos contemporâneos locais. Após serem brindados por mostra da preservação da cultura de imigrantes japoneses – uma das maiores comunidades em Mato Grosso do Sul -, os especialistas apontaram os desafios e oportunidades nos dois segmentos, como a importância de avançar na inovação e combater a desindustrialização em curso. Organizado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul (Senge-MS) e sediado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MS), em Campo Grande (MS), o evento segue até amanhã (dia 7). Confira transmissão ao vivo.


foto painel 1 600 LargPainel 1 sobre agronegócio, no IX Conse


Coordenador de Estudos Pós-graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o professor Antonio Corrêa de Lacerda apresentou as causas e saídas à desindustrialização precoce em curso no País. Segundo ele, o processo é de ordem conjuntural e estrutural, resultado da “ausência de estratégia voltada ao desenvolvimento industrial e de erros básicos na definição de macropreços, sobretudo na política cambial”. De acordo com o professor, o salto no preço internacional das commodities amenizou as desvantagens por um período. Porém, esse cenário mudou e o erro de tentar barrar a inflação com elevação brutal na taxa de juros culminou em desequilíbrio nas contas públicas. Combinado um conjunto de fatores, continuou ele, como corte nas inversões, encarecimento do crédito e retração dos bancos públicos, os efeitos da Operação Lava Jata, “o PIB este ano deve cair 3% e os investimentos, 12%”. Na sua análise, esse quadro deve permanecer em 2016. “Estamos reféns do curto prazo.” Lacerda foi categórico: “O grande desafio é transformar as debilidades brasileiras em logística e infraestrutura em oportunidades e aproveitar o potencial brasileiro. É necessário fazer, para tanto, alianças estratégicas, articular políticas macroeconômicas com setoriais e de desenvolvimento, em contraponto ao rentismo.” Em outras palavras, “reindustrializar utilizando as novas tecnologias e retomar o desenvolvimento com base nesse processo, incentivando a produção”.

Sob esse mote, é crucial garantir sustentabilidade ao agronegócio, sobretudo porque o País terá contribuição fundamental para assegurar segurança alimentar ao mundo. Foi o que demonstrou o diretor executivo de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Waldyr Stumpf Junior. Segundo ele, a expectativa é de que em 2050 o planeta chegue a 9 bilhões de habitantes – hoje são 7 bilhões. “A projeção é de crescimento da demanda de alimentos de 62%. É um desafio e uma oportunidade fantástica ao Brasil, que tem grandes vantagens competitivas. Temos área total de 850 milhões de hectares e capacidade de expansão em torno de 100 milhões.” Citando exemplos de ações que vêm sendo feitas pela Embrapa, em sua preleção, ele apontou a importância da pesquisa e tecnologia na obtenção de ganhos de produtividade sem necessidade de “abrir novas áreas”. Stumpf, contudo, reiterou a premência de solucionar a questão da logística, um dos gargalos a esse desenvolvimento.

Renato Roscoe, presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul, apontou ainda, entre outras, as demandas por reduzir as barreiras burocráticas, aproximar academia e setor produtivo e “desamarrar” o processo de financiamento à ciência, tecnologia e inovação (C, T & I). E complementou: “Se não tivermos um sistema de C & T robusto, perderemos oportunidades. É preciso modernizar a pesquisa e inovação no País.” Representando Arnaldo Jardim, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Delson José Amador destacou a importância dos engenheiros brasileiros nesse processo. Nessa direção, José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), enfatizou a urgência de se valorizar o planejamento e projeto e, portanto, o profissional da categoria. “Sem engenheiro não se faz desenvolvimento.” O painel foi coordenado pelos diretores da FNE José Luiz Azambuja e José Ailton Ferreira Pacheco.

Soraya Misleh
Imprensa SEESP






Análise realizada nos 645 municípios do Estado de São Paulo revela que a existência de usinas de cana de açúcar nas cidades tem como efeito positivo o seu desenvolvimento socioeconômico, sendo maior nas cidades próximas ou vizinhas que na própria cidade onde está a usina. O resultado faz parte de pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba. O economista e especialista em agronegócio Leandro Gilio avaliou em sua dissertação de mestrado, no Programa de Pós-Graduação (PPG) em Economia Aplicada da instituição, os impactos socioeconômicos causados pela expansão do setor no País.

O trabalho, desenvolvido durante o ano de 2014, foi organizado no formato de dois artigos científicos, que, segundo o autor, podem ser lidos e avaliados de forma independente. O texto “Avaliação de impacto socioeconômico da expansão do setor sucroenergético em municípios paulistas”, trata dos efeitos decorrentes da expansão canavieira recente e da presença de usinas sobre os municípios produtores e proximidades, no estado de São Paulo. Para tal proposta, foi construído um painel com dados de todos os 645 municípios do Estado para se avaliar o efeito da expansão da área cultivada e da presença de usinas.

O desenvolvimento socioeconômico dos municípios foi avaliado pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A área plantada de cana foi fornecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as informações sobre usinas, coletadas no Anuário da Cana. O modelo em painel considerou aspectos dinâmicos e espaciais (distâncias entre as cidades) e variáveis de controle. A estimativa foi feita a partir do Método de Momentos Genralizado (GMM), técnica econométrica genérica de estimação de parâmetros.

No estudo, Gilio conclui que o efeito positivo da existência de usinas de cana-de-açúcar nas cidades é o seu desenvolvimento socioeconômico, sendo maior nas cidades próximas ou vizinhas que na própria cidade onde está a usina. Isso se dá, segundo o autor, pela grande dependência do desenvolvimento regional para o local. “Os municípios vizinhos podem se beneficiar mais, por terem economia mais diversificada e não tão dependentes do setor sucroenergético”.

Desenvolvimento socioeconômico
Com relação apenas à expansão da área agrícola de cana-de-açúcar, foi identificado um pequeno efeito negativo para o desenvolvimento socioeconômico local, sem impacto significativo sobre as proximidades. “Este fato pode ser entendido como uma captação do efeito da mecanização neste setor, que tornou a cultura de menor trabalho intensivo”, acrescentou.

O artigo “O impacto socioeconômico da expansão canavieira: uma revisão sistemática da literatura”, mostra o atual estágio das pesquisas desenvolvidas na área, podendo subsidiar trabalhos futuros. Para essa pesquisa, foram levantados cerca de 1.300 trabalhos e artigos, nacionais e internacionais, em língua portuguesa ou inglesa. Após análise criteriosa, Gilio selecionou 46 estudos para leitura integral e analítica. A maioria dos trabalhos tinha origem brasileira (cerca de 40%).

De acordo com Gilio, a metodologia empregada nesta avaliação é pouco explorada na área de ciências econômicas. “Este trabalho é mais utilizado nas áreas de saúde e conhecido como ‘prática baseada em evidências’”. No caso das ciências humanas, o método torna-se importante para fornecer uma base sintética e atualizada para estudos futuros, mostrando uma espécie de ‘retrato’ do atual desenvolvimento científico da temática e evidenciando lacunas e novas possibilidades de estudo.

O artigo revela que existe uma predominância de estudos com enfoque regional e que as temáticas mais exploradas são aquelas relacionadas às dimensões de trabalho e uso da terra. “Para o caso nacional da expansão do setor sucroenergético, há ainda uma carência de estudos que avaliem os efeitos de acordo com recentes configurações do setor, como a proibição da queima de cana-de-açúcar, as mudanças no mercado de trabalho causadas pela mecanização e alterações institucionais ligadas à posse e arrendamento de terras, por exemplo”, acrescenta o economista.

Segundo o pesquisador, o melhor entendimento dos aspectos avaliados em sua tese contribui para o desenvolvimento do setor sucroenergético e para a promoção de políticas de incentivo. Para Gilio, novos trabalhos devem ser desenvolvidos na área, utilizando métodos quantitativos e qualitativos, de modo a se subsidiar políticas públicas e iniciativas de promoção no setor. A orientação do estudo foi da professora Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq. A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


 

Fonte: Agência USP de Notícias






Com a entrada em funcionamento do novo Canal do Panamá em 2016, depois da conclusão de suas obras de alargamento e aprofundamento, os portos do Norte do Brasil passarão a ter mais competitividade do que os portos do Sul e Sudeste. Muitos já passam por reformas para se adaptarem à demanda – na maioria, por empenho da iniciativa privada –, enquanto o governo federal leva adiante o asfaltamento do trecho final da BR-163 entre o Mato Grosso e o Pará, cuja conclusão está prometida para 2015, depois de décadas de espera.

Obviamente, quando esta obra estiver concluída, não haverá mais sentido em se trazer as cargas do agronegócio do Centro-Oeste para os portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande, que em época de supersafra provocam o tráfego de mais de sete mil caminhões por dia nas estradas.  Mas só asfaltamento não basta. O Brasil deveria seguir o exemplo de seus principais concorrentes nos segmentos de soja e milho.

Em outras palavras: os Estados Unidos têm infraestrutura para armazenar quase o dobro da safra que produzem, enquanto a capacidade da Argentina chega a 120%. Já o Brasil armazena apenas 30%, despachando o restante por caminhões que fazem as vezes de silos. Como não há silos suficientes nas fazendas e nos locais intermediários entre a área agrícola e o litoral, os portos acabam funcionando como centro de estocagem, o que gera um sério problema de logística, prejudicando outros segmentos que se utilizam dos serviços portuários.

Como nunca se sentiu capaz de equacionar esse problema, o governo federal se opôs à ideia da Prefeitura e da Câmara de Santos de transferir a operação de granéis do bairro da Ponta da Praia para a área continental do município, provavelmente porque entende que o País ainda escoará a sua produção de grãos e açúcar pelo porto santista por mais alguns anos. E que não seria vantajoso investir em novos terminais que logo estariam condenados à desativação.

Valendo-se do esvaziamento da gestão local do porto, ditado pela nova Lei dos Portos (nº 12.815/13), o governo federal questionou o direito do município de legislar sobre o tema, ou seja, de defender os seus moradores dos efeitos da poluição e do uso excessivo de sua infraestrutura urbana. Mas juridicamente essa ideia é pouco defensável.  O resultado disso é que o Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou editais de licitação de renovação ou novos arrendamentos desses terminais graneleiros, à espera de melhor entendimento na matéria.

De fato, os dois lados – União e município – têm boas razões. Mas o caso só chegou a esse ponto por causa da excessiva morosidade do governo federal em dotar o País de uma boa infraestrutura viária em direção ao Norte. Se a BR-163 já estivesse completamente asfaltada – e bem asfaltada porque apresenta trechos antigos em que a camada de asfalto é muito fina para suportar o peso de carretas com 50 toneladas de grãos –, o escoamento da safra do Centro-Oeste pelos portos do Sul e Sudeste já seria uma alternativa perdida no passado.



* por Milton Lourenço, presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)










A necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura é uma das grandes demandas do setor produtivo brasileiro. Hoje os gargalos em portos, ferrovias e rodovias significam um entrave para o desenvolvimento do País. Em Santa Catarina, a questão é crucial para o agronegócio, que enfrenta dificuldades de escoar a produção do Oeste até o Litoral.

Para discutir esse assunto o projeto Cresce Brasil, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), realiza, nesta terça-feira (3/6), a partir das 14h, um debate sobre o tema. Como palestrante, o consultor econômico e PhD em economia pela Universidade de Yale (EUA), Raul Velloso, vai traçar um panorama da questão no país. Debatedores: José Carlos Rauen (Senge-SC), Mário Cézar de Aguiar (Fiesc), Pedro José de Oliveira Lopes (Fetrancesc) e Moacir Pereira (mediador). Esta atividade terá transmissão ao vivo online por este link.

O debate é um projeto para o desenvolvimento de Santa Catarina realizado pelo Sindicado dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge/SC) e Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Estruturado em quatro eixos – economia, turismo, infraestrura e energia – o Cresce SC realizará debates com nomes de referência em cada um dos temas para discutir quais os caminhos para o crescimento do Estado. O evento será na sede da Fiesc, na Rodovia Admar Gonzaga, 2.765, Florianópolis.


 


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Fonte: Senge-SC












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