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Jéssica Silva

Mais de 600 estudantes de engenharia de diversas universidades se encontraram em meio à chuva e lama na competição Baja SAE Brasil – Etapa Sudeste, organizada pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil) e realizada na Escola de Engenharia de Piracicaba da Fundação Municipal de Ensino da cidade (EEP/Fumep). A equipe Baja UFMG – da Universidade Federal de Minas Gerais – venceu pelo segundo ano consecutivo. 

 Foram 29 carros produzidos pelos alunos, colocados à prova em três dias de evento (entre 18 e 20 de agosto). A avaliação dos projetos universitários e do desempenho dos veículos coube a profissionais da indústria automotiva e da engenharia. A competição, já tradicional, é encerrada com o enduro de resistência, corrida de três horas em uma pista com obstáculos. Antonio Carlos Silveira Coelho, coordenador do curso de Engenharia Civil da EEP, foi o responsável pela construção, segundo suas próprias palavras, das “maldades” da pista. “Temos que montá-la de modo que mantenha baixa velocidade, porque a ideia é testar impactos de suspensão, tração e desempenho em curvas fechadas”, esclareceu. O docente contou que a pista dessa etapa estava com um alto grau de dificuldade devido ao volume de chuvas na região. “Mas o objetivo é justamente esse, quebrar os carros”, brincou.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP

 O Baja segue um padrão com um motor de 10 HP (horse power), numa estrutura tubular de aço para uso off-road (fora de estrada), pesando em torno de 110kg, com aproximadamente 1,90m de altura. “A elaboração do carro é trabalho exclusivo dos alunos, eles que projetam e tomam decisões. Os professores dão apoio somente se solicitado”, conta Hamilton Fernando Torrezan, coordenador do curso de Engenharia Mecânica da EEP e professor orientador da equipe EEP Baja, que compete pela escola. Todas as equipes trabalham com os mesmos moldes, aprimorando itens estrategicamente escolhidos. “A nossa tem buscado desenvolver um carro mais competitivo, com bom desempenho na velocidade e na tração. Então eles têm pesquisado componentes mais tecnológicos para conquistar melhor colocação”, conta Torrezan.

 Maria Fernanda Andrade, aluna do terceiro ano de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora de trem de força (Power train) da equipe Unicamp Baja SAE, ainda explica que o veículo possui “uma transmissão contínua (CVT), uma caixa de redução fixa e um sistema que transmite toques às rodas”. As equipes são compostas em média por 40 alunos divididos em áreas de desenvolvimento do projeto. Na competição, segundo ela, apenas 20 podem se inscrever para ficar no box e “mexer no carro”. 

Oportunidade na pista
O setor automotivo representa cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro, conforme dados de 2014 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), e movimenta cerca de 1,5 milhão de empregos direta e indiretamente. Na visão do gerente de operações da SAE Brasil, Ronaldo Bianchini, a competição trabalha o primeiro contato do estudante com o segmento. “O mais importante é levar o aluno o mais próximo da engenharia experimental de uma montadora, que é o que eles fazem aqui”, afirma.

 Para Marcel Izzi, diretor-geral da competição Baja SAE Brasil – Etapa Sudeste 2017, o torneio desenvolve o estudante e o prepara para o mercado de trabalho. “Além da troca de conhecimento, eles fazem um network muito importante, que pode ser determinante na carreira deles. Muitos ex-bajeiros contratam outros ex-bajeiros”, assegura. O objetivo do evento, aponta, é principalmente “propor melhor formação universitária na oportunidade de se colocar em prática os conhecimentos adquiridos em aula”. E continuou: “Incentivamos que os alunos nos apresentem soluções diferentes das propostas nas regras e nos provem que as inovações em seus projetos são seguras e aplicáveis.”

 O empenho dos estudantes, conforme salientou o diretor da Delegacia Sindical do SEESP em Piracicaba, Aristides Galvão, é “relevante à engenharia nacional”. “Essa experiência vale muito para o desenvolvimento de tecnologias, inovação e para se colocar em prática todo o conhecimento”, enfatiza.

 Cristina Perim Drago, aluna do oitavo semestre de Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), bajeira desde 2014 e gerente de planejamento da equipe Vitória Baja – quarta colocada em 2017 –, vê a participação no programa como exposição à categoria e uma experiência de vida. “Desde o início como calouros e até hoje, a gente enfrenta várias dificuldades na construção dos carros. Mas é para isso que a engenharia existe, para resolver os problemas e tentar, da melhor forma possível, ter bons resultados”, conclui.

 

 

 

O programa Baja SAE Brasil é um desafio lançado aos estudantes de Engenharia que visa oferecer a chance de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, o que significa sua preparação para o mercado de trabalho. Ao participar do programa, o aluno se envolve com um caso real de desenvolvimento de um veículo off road, desde sua concepção, projeto detalhado, construção e testes. Na edição de 2017, o evento acontece de 18 a 20 de agosto, na Escola de Engenharia de Piracicaba (Av. Monsenhor Martinho Salgot, 560). 

Como é a competição
Os alunos que participam do Baja SAE Brasil devem formar equipes que representarão a Instituição de Ensino Superior à qual estão ligados. Estas equipes são desafiadas anualmente a participar da competição, que reúne os estudantes e promove a avaliação comparativa dos projetos. No Brasil a competição nacional recebe o nome de Competição Baja SAE BRASIL e as competições regionais são nomeadas como Etapa Sul, Sudeste e Nordeste. 

As etapas da competição não são complementares e a equipe vencedora do Baja nacional ganha o direito de competir da etapa internacional da prova nos Estados Unidos.

Histórico
O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção de John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976. O ano de 1991 marcou o início das atividades da SAE BRASIL, que, em 1994, lançava o Projeto Baja. 

>> Todas as informações do evento você confere aqui

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Na manhã desta segunda-feira (30/01), a diretoria executiva do SEESP visitou as delegacias sindicais de Piracicaba e Rio Claro, ambas com sede própria, em continuidade a série de encontros nas regionais do interior paulista. Nos dois encontros, o presidente Murilo Pinheiro convocou todos a se empenharem ainda mais para defender os direitos dos profissionais. “Será mais um ano difícil no País, a exemplo do que enfrentamos em 2016”, avisou. Por isso, fez um chamado aos presentes para se empenharem e se dedicarem fortemente para que as delegacias do sindicato sejam cada vez mais sólidas e atuantes. O dirigente ressaltou a importância de trazer mais profissionais para que participem da ação sindical, buscando incluir os jovens ligados à área nas atividades do sindicato.

A liderança dos engenheiros fez um breve relato sobre a conjuntura nacional em termos políticos e econômicos enfrentada no ano passado, quando a engenharia conseguiu apresentar à sociedade uma agenda positiva. “Temos reserva moral e propostas técnicas para o crescimento e desenvolvimento.” Entre as diversas frentes do SEESP, Murilo realçou a atual edição do projeto “Cresce Brasil” sobre as cidades brasileiras, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) e o encontro de Barra Bonita (SP), de novembro último, quando profissionais e entidades de todo o País engrossaram o movimento Engenharia Unida. Sobre o esforço do sindicato na área da educação com o curso de Engenharia de Inovação no Isitec, Murilo afirmou que “somos ainda a novidade no meio sindical”.

Em prosseguimento a tantas ações, o SEESP e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), observou Murilo, já iniciaram 2017 com toda força, engajando-se na importante discussão sobre o desenvolvimento e a defesa da Petrobras, referindo-se ao encontro na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no dia 23 último, na capital paulista. A atenção também se volta, como ressaltou Murilo, às reformas trabalhista, previdenciária e sindical anunciadas pelo Governo Federal. “O ano, sem dúvida nenhuma, será de muita luta e exigirá de nós comprometimento em defesa dos direitos dos trabalhadores e da justiça social.”

Estado
Com a mesma força, o SEESP se insere na vida política do estado paulista, afirmou Murilo, assim como marca presença importante na Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, lançada, na Câmara dos Deputados, em novembro passado, tendo à frente o deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL). É mais um espaço, disse, para apresentar as questões da engenharia nos debates do Congresso Nacional.

O chamado foi apoiado e reforçado pelos presidentes das duas regionais. Walter Antonio Becari, de Piracicaba, observou: “Faremos um planejamento de trabalho para agregar mais entidades da região.” Francesco Rotolo, de Rio Claro, que assumiu a superintendência do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (DAAE) local, informou que a delegacia sindical é dinâmica e empenhada em atender às demandas dos profissionais, por isso mantém uma atuação boa junto às universidades e quer organizar um núcleo jovem local, também participa do conselho tecnológico da cidade.

Participaram da reunião de Piracicaba os diretores regionais Neusa Maria Galvão Cândido, Aristides Galvão, Fabiane Becari Ferraz, Eder Galvão Candido e José Augusto Darcie; e de Rio Claro, os dirigentes Mauro Lourenço do Prado e Ligia Marta Mackey. Os vice-presidentes João Carlos Gonçalves Bibbo e Carlos Alberto Guimarães Garcez e o 3º secretário Edilson Reis e a coordenadora do Núcleo Jovem do SEESP, Marcellie Dessimoni, estiveram nos dois encontros.

Piracicaba 30JAN2017Em Piracicaba, dirigentes discutem reforço à luta em defesa dos direitos dos engenheiros.

 

RioClaro 30JAN2017
Delegacia de Rio Claro mantém dinamismo junto à categoria e às universidades.

 

Cidades
A delegacia de Piracicaba abrange as cidades de Rio das Pedras, Charqueada, Capivari, São Pedro, Águas de São Pedro, Santa Maria da Serra, Mococa e Saltinho; ja á de Rio Claro, os municípios de Limeira, Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Araras, Leme, Pirassununga, Conchal, Descalvado, Itirapina e Ipeúna.

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini, assessora da Presidência

 

 

 

Com investimentos superiores a R$ 75 milhões, uma antiga usina de açúcar desativada e hoje patrimônio cultural e arquitetônico da cidade de Piracicaba (interior de São Paulo), se transformará em um gigantesco ambiente corporativo voltado ao agronegócio a partir do início das atividades da Usina de Inovação Monte Alegre, em Piracicaba (SP).

O lançamento oficial do espaço ocorreu em 1º de dezembro último. A iniciativa é do empresário Wilson Guidotti Júnior (Balu Guidotti) com apoio de investidores e a estratégia é transformar o empreendimento, que possui uma área de 427 mil m², em um espaço multiuso, criando um sistema totalmente integrado e alto impacto para abrigar e pesquisa e desenvolvimento de tecnologia.

O local contará com coworking, que tem previsão de início de atividades para o mês de fevereiro de 2017, e abrigará espaços para eventos, feiras, shows, lançamentos de produtos e, futuramente, um hotel com centro de convenções. O complexo - que está sob a tutela do Estado e do município, via Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Codepac), respectivamente -, será totalmente restaurado.

Celeiro High-tech
Como um grande celeiro High-tech, o complexo foi concebido para atender, em um único local, um profissional que busca uma coworking ou que venha participar de um congresso, bem como organizadores de eventos. O conceito é baseado no sistema de ‘tudo em um único lugar’. “Aqui tudo foi pensado para se ter um modelo eficiente de serviços e produtos relacionados disponíveis em um só local”, explicou.

Cidade concentra 38% das startups
Piracicaba concentra 38% das startups – empresas de tecnologia em etapa inicial - voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo e 18,6% do país. Com 14 iniciativas diferentes, a cidade soma um número maior de startups no segmento do que estados como Minas Gerais e Paraná.

 

Comunicação SEESP
Informação de assessoria de imprensa da iniciativa

 

 

 

 

 

 

 

 

Com uma programação rica e diversificada, a Escola de Engenharia de Piracicaba realiza, desde a última segunda-feira (12/09) até o dia 18 próximo, a oitava edição da Semana de Engenharia Mecânica, Mecatrônica, Produção e Tecnologia em Fabricação Mecânica (Engetec), com palestras com renomados profissionais, visitas técnicas, mesas-redondas e minicursos e outras atividades, como, de forma inédita, atividades vinculadas à Copa Sae Brasil/etapa sudeste que acontecerá dentro de uma instituição de ensino nos dias 16, 17 e 18.

Na programação acadêmica, temas relacionados à Indústria 4.0, Desenvolvimento de Produtos Automotivos/Tecnologias Ativas e Passivas, Aplicações da Fibra de Vidro Atendendo as Novas Regulamentações, A Evolução da Carreira do Engenheiro, Aplicação de Lean Manufacturing na Indústria de Máquinas Agrícolas, Áreas de Atuação do Engenheiro na Indústria Automotiva, Aplicação da Fibra Ótica no Sistema de Informação/a Importância no Contexto Atual do Mercado, Fábrica de Softwares, Engenharia no Setor Automobilístico na Prática - do BAJA à Engenharia Automobilística, Orientação Quanto a Carreira Profissional, Desenvolvimento de Pessoas e Inserção no Mercado de Trabalho e Troca de Experiências com ex-alunos da EEP.


Engetec

Outra atividade que promete movimentar a 8ª Engetec é o 2º Encontro de Carros Antigos, que acontecerá no sábado (17), a partir das 9 horas no bolsão de estacionamento ao lado da Biblioteca com a participação da banda All Capones. Ano passado, a 1ª edição do evento, com visitação gratuita e aberta ao público, atraiu cerca de 500 pessoas, chamando a atenção dos apaixonados por automobilismo.

Segundo os professores Hamilton Torrezan, Clerivaldo Rossia, André de Lima e Luiz Sérgio Gâmbaro, coordenadores da Semana, a relação dos carros antigos com a ENGETEC está justamente no fato de que ambos têm como principal foco o comprometimento com as novas tecnologias e as grandes tendências de mercado. “A indústria automobilística é um dos setores da economia no qual a competição é mais acirrada e as mudanças na estrutura das empresas ocorrem com maior frequência”, justificam os professores. Eles citam como exemplo a necessidade crescente de se produzir automóveis mais leves, econômicos e menos poluentes, levando a indústria automobilística a modificar formas e projetos de fabricação de veículos exigindo uma grande reestruturação nesse setor.
 

* Confira toda a programação da 8ª Engetec aqui.




Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da Escola de Engenharia 

Mirtilo PiracicabaO consumo de mirtilo está muito associado aos benefícios à saúde humana que a ingestão da fruta traz, devido a suas propriedades nutracêuticas. “Entre os diversos benefícios, destacam-se o combate aos radicais livres causadores de doenças degenerativas, além de estar relacionado com prevenções de câncer, problemas cardiovasculares e oculares”, conta o engenheiro agronômico Ricardo Bordignon Medina, autor de um projeto que avalia o desempenho de novas cultivares de mirtileiro de baixa exigência em frio no Estado de São Paulo.

A pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Fitotecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, e tem orientação da professora do Departamento de Produção Vegetal, Simone Rodrigues da Silva.

Por ser tradicionalmente uma planta de clima frio, o cultivo no Brasil está limitado aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, em regiões com 300 a 1.200 horas de frio por ano e para ampliar o período de oferta da fruta, algumas mudanças na produção comercial de mirtilo são necessárias, principalmente com relação às características do material genético implantado. “Em 2010, novas cultivares de mirtileiros de baixa exigência em frio, desenvolvidas pela Universidade da Flórida, foram introduzidas no Brasil, com grande potencial para a produção precoce de frutos em regiões sem frio hibernal, o que possibilitaria um aumento significativo de renda e diversificação da produção”, conta Medina.

Pouca informação
De acordo com o pesquisador, devido à falta de informação técnica sobre o cultivo dessas cultivares nas diferentes condições edafoclimáticas brasileiras, bem como sobre as características físico-químicas de seus frutos, são necessários estudos iniciais do desempenho das mesmas em regiões com menor ocorrência de frio, como o que acontece na maior parte do Estado de São Paulo, favorecendo a diversificação da produção frutícola paulista, principalmente para pequenos produtores. “Nesses casos, em que as áreas não são rentáveis ao cultivo da cana de açúcar, os pequenos produtores priorizam a maximização da mesma, e assim podem ser beneficiados pelo cultivo do mirtilo.”


 

Fonte: Agência USP de Notícias







Os Comitês de Bacias, instituídos com a redemocratização do país, são exemplos de como as políticas públicas podem avançar. São órgãos de Estado para apoio à gestão de recursos hídricos e onde não há lugar para política partidária, pois o que realmente está em pauta é o uso, proteção e recuperação das águas. Nesses fóruns, buscam-se o planejamento integrado por bacias hidrográficas, a descentralização das decisões e a participação democrática dos maiores interessados no assunto, ou seja, o próprio Poder Público, entidades da sociedade civil e os usuários da água.

O monitoramento da situação hidrológica em tempo real está disponível há tempos e, a partir de dezembro de 2013, os dados começaram a preocupar. Recentemente, institutos especializados identificaram uma anomalia meteorológica em boa parte da Região Sudeste, mais acentuada, na área do Sistema Cantareira.

Os Comitês do Alto Tietê e do Piracicaba, Capivari e Jundiaí têm em sua gênese os mesmos objetivos institucionais, atuam em duas regiões importantíssimas para o país e compartilham as águas do Sistema Cantareira, que influencia a vida de cerca de 13 milhões de habitantes.

Sim, há a necessidade de se compartilhar o uso dessas águas, cuja outorga vence em agosto deste ano. E há espaço para a cooperação, em lugar de eventuais conflitos. No passado, já chegamos a bons acordos com a mediação dos órgãos gestores, DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica – e ANA – Agência Nacional de Águas. Muito pior que o conflito é deixarmos de zelar pelo bom uso dos reservatórios, correndo o risco de que não haja água nenhuma.

O Grupo Técnico de Assessoramento para a Gestão do Sistema Cantareira, criado em meio à crise atual, traçou algumas projeções. Naquela que simula a repetição da seca de 1953, a pior do histórico de 84 anos, o Sistema terá seu volume útil esgotado em agosto. Diante deste cenário, foi recomendada a estruturação de um plano emergencial para utilização do “volume morto” dos reservatórios, termo utilizado para indicar o conteúdo abaixo dos atuais níveis mínimos de operações, o que vai exigir obras específicas e o uso de bombas para “puxar” a água. Mas essa, desejamos, é uma última opção e representa outro estágio de uso da água. É como atravessar um extenso deserto somente com um pequeno cantil com água. Se usarmos adequadamente a água disponível, ela não vai faltar.

Sabemos que medidas positivas, com resultados somente no médio prazo, estão em andamento para benefício de ambas as regiões. Podemos citar o início das obras do Sistema São Lourenço, para abastecer parte da Região Metropolitana de São Paulo, e os projetos e estudos em andamento para as barragens de Duas Pontes e Pedreira, além do sistema adutor para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

As fragilidades e as ações necessárias para enfrentarmos períodos de escassez, como o atual, estão apontadas no Plano da Macrometrópole Paulista. Por isso, é imperativo antecipar os investimentos previstos para não sofrermos novamente com situações de crise. São necessárias, ainda, campanhas permanentes para redução da demanda, investindo no controle de perdas e no uso racional e reuso da água, além de obras para aumento do suprimento hídrico.

Os Comitês de Bacias podem aprovar bons planos, mas eles não são órgãos executivos. É necessário que o planejamento e os órgãos especializados sejam valorizados, os recursos financeiros aportados, e as ações executadas, no tempo correto, para minimizarem os riscos ao abastecimento de água das populações.

Não sabemos quanta água vai chegar ao Sistema Cantareira em março ou no restante do ano, mas a continuar o ritmo de janeiro e fevereiro deste ano, devemos ter o ano mais seco da história nas nossas regiões. Mesmo com alguma chuva, a situação de baixa disponibilidade de água pode se estender, principalmente com a entrada do período seco, de abril a setembro.

Por fim, consideramos louváveis as campanhas em curso, nas duas as regiões, para a redução do consumo e o incentivo econômico do bônus na Região Metropolitana de São Paulo, mas os resultados ainda estão aquém do necessário. Confiamos na ação dos órgãos gestores e da Sabesp para a adoção de medidas mais eficazes para reduzir o consumo, mesmo que amargas. Às vezes, remédio que cura não tem gosto bom.


* por Chico Brito, sociólogo, prefeito de Embu das Artes e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e Gabriel Ferrato, advogado, prefeito de Piracicaba e presidente dos Comitês das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí








Acontece neste sábado (13/04), a partir das 8h, a 5ª Conferência Municipal da Cidade Piracicaba, no Armazém da Cultura Maria Dirce de Almeida Camargo, Estação da Paulista, cujo tema proposto pelo Ministério das Cidades é “Quem muda a cidade somos nós: Reforma Urbana Já”. Foram convidados especialistas nos eixos nacionais estabelecidos para o desenvolvimento da questão.

Para falar sobre “Participação e controle social no sistema nacional de desenvolvimento urbano”, Wagner de Melo Romão, professor universitário que pesquisa temas relacionados à democracia participativa, à gestão de políticas públicas e às relações entre Estado, governos e sociedade civil.

Já o arquiteto e urbanista Élton Alberto de Campos, coordenador da Gerência de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal, discorrerá sobre “Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano”.

A questão “Instrumentos e Políticas de Integração Intersetorial e Territorial” será desenvolvida pelo arquiteto e urbanista Alex Marques Rosa, secretário de Habitação de Limeira e pesquisador do tema da integração das políticas e ações do poder público. 

Para explanar sobre Políticas de incentivo à implantação de instrumentos de promoção da função social da propriedade, a mestre em Planejamento Urbano e Regional, Vanessa Gayego Bello Figueiredo.  Finalizando a conferência será feita uma retrospectiva e avaliação das quatro primeiras conferências nacionais das cidades pela mestre em urbanismo Lígia Nerina Rocha Duarte.

Programação

8h - Credenciamento dos delegados e observadores e café

9h - Composição da mesa diretora e palavra de abertura do Prefeito Municipal de Piracicaba

9h30 - Avaliação da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Conferências Nacionais, realizadas em 2003, 2005, 2007 e 2009, respectivamente, e atuação do Conselho das Cidades

10h - Exposição dos palestrantes sobre o temário da 5ª Conferência Municipal da Cidade de Piracicaba “Quem muda a cidade somos nós: reforma urbana já!", baseado nos quatro eixos estruturantes:

1. Participação e controle social no Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano – SNDU
2. Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano – FNDU
3. Instrumentos e políticas de integração intersetorial e territorial
4. Políticas de incentivo à implantação de instrumentos de promoção da função social da propriedade

12h - Almoço

13h30 - Acordamento

14h - Reunião dos grupos temáticos com o respectivo palestrante do eixo e escolha das propostas

15h15 - Reunião plenária para exposição de todas as propostas

16h30 - Eleição dos delegados

18h - Lanche

19h - Eleição dos novos membros representantes da Sociedade Civil do Conselho da Cidade

20h15 - Posse dos novos membros e encerramento

 

Imprensa – SEESP
Fonte: Centro de Comunicação Social da Prefeitura de Piracicaba

Nesta semana, o JE (Jornal do Engenheiro) na TV traz mais assuntos importantes para a sociedade.  O presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quadro “No Ponto”, fala sobre a polêmica envolvendo a Resolução 414/2010, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que transfere para os municípios a responsabilidade pelas Redes de Iluminação Pública. Pinheiro avalia as consequências da medida para administrações municipais e para os cidadãos.

Na entrevista, o JE vai abordar a poluição e a realização da EcoSP, encontro ambiental dos engenheiros que está na sua décima edição, com o médico especialista em poluição atmosférica Paulo Saldiva, também professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); e com o diretor do SEESP, Carlos Alberto Guimarães Garcez.

Na reportagem especial, o destaque é o desenvolvimento regional em Piracicaba com a instalação, na cidade, da montadora coreana Hyundai.

O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 23h30, pela TV Aberta São Paulo, nos canais 9 (Net), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE também é transmitido para outras cidades paulistas e de outros estados em dias e horários diversos, confira a grade aqui.


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



 

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