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O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP marcou presença no Seminário de Avaliação do Curso de Graduação em Engenharia Cartográfica, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente, no último dia 3 de julho.

O evento, que recebeu alunos e também engenheiros da Sabesp, foi organizado pelo coordenador do curso de Engenharia Cartográfica da Unesp Presidente Prudente, o professor-doutor Edmur Pugliesi, juntamente com outros dois docentes: João Carlos Chagas, vice-coordenador, e Amilton Amorim, chefe do Departamento de Cartografia. O vice-presidente da Delegacia Sindical do SEESP em Presidente Prudente, Dalton Thadeu de Mello, e o diretor José Carlos prestigiaram a iniciativa.

A coordenadora do núcleo, Marcellie Dessimoni, ministrou palestra sobre a importância dos futuros engenheiros na construção de uma sociedade digna, desenvolvida e com qualidade de vida. “No momento atual, a engenharia precisa ser protagonista, e as entidades representativas precisam valorizar e estar à frente das discussões que envolvem o crescimento do País”, disse. Ela destacou como exemplo o movimento “Engenharia Unida”, articulação da área tecnológica chamada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), à qual o SEESP é filiado, na busca de propostas factíveis ao enfrentamento da crise.

Os desafios do mercado de trabalho aos novos profissionais também foram salientados por Dessimoni: “É preciso ter foco e estar preparado, investindo em qualificações que ampliem habilidades e conhecimentos. Parabenizamos a realização deste seminário, que contribui para a formação de profissionais qualificados e com visão de mundo diferenciada.” 

 

Fotos: Núcleo Jovem Engenheiro
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À esquesda: Jéssica Trindade, do Núcleo Jovem Engenheiro, o professor Edmur Pugliesi, Amilton Amorim,
a coordenadora do Núcleo,
Marceli Dessimoni, Dalton Thadeu de Mello, do SEESP, e o professor João Carlos Chagas. 
 

 

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Dessimoni e os participantes do seminário.

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

 

 

 

A Delegacia Sindical do SEESP em Marília recebeu a diretoria executiva do sindicato no dia 15 de fevereiro último. O presidente Murilo Pinheiro fez um relato das atividades sindicais e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2016, salientando que, apesar das muitas dificuldades com as crises política e econômica, os engenheiros apresentaram uma agenda positiva de discussão e debate à sociedade, aos governos e as diversas entidades representativas.


Foto: Paula Bortolini
Dirigentes dos engenheiros reforçam necessidade de mobilização e unidade da categoria.

Para 2017, prosseguiu Murilo, a previsão das reformas que estão em discussão no Congresso Nacional – trabalhista, previdenciária e sindical – criam uma situação ainda mais preocupante, além dos problemas enfrentando por grandes empresas brasileiras, como a Petrobras, a Eletrobrás e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Precisaremos arregaçar as mangas e trabalharmos além do que já estamos fazendo”, disse. E completou: “A Engenharia Unida deve ser uma saída para esses problemas, trazendo propostas à retomada do crescimento e desenvolvimento, com melhores oportunidades para todos.”

A liderança destacou aos presentes que é importante trazer as associações da região, ampliar o debate, fazer com que os engenheiros participem ativamente das discussões dos temas de interesse da sociedade e garantir cada vez mais o jovem na ação sindical dos engenheiros. Nesse sentido, os diretores da regional informaram que estão prevendo realizar eventos junto às universidades e associações, contemplando a linha do movimento Engenharia Unida.

Participaram da reunião o 3º secretário e a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, Edilson Reis e Marcellie Dessimoni; e também o presidente da regional Luiz Fernando Napoleone e os diretores Carlos Shiniti Saito (1º vice-presidente), Edson Navarro (2º vice-presidente), Rosemary Miguel (1º secretário), Claudia Aparecida Ferreira Sornas Campos (1ª tesoureira) e José Carlos Beto (diretor adjunto). A delegacia de Marília abrange as cidades de Alvinlândia, Bastos, Garça, Herculândia, Lupércio, Oriente, Oscar Bressane, Palmital, Pompéia, Tupã, Assis,Cândido do Mota, Echaporã, Parapuã, Pedrinhas Paulista, Quatá, Rinópolis, Paraguaçu Paulista, Gália, Júlio Mesquita, Maracai, Vera Cruz e Platina.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessora da Presidência - Paula Bortolini

 

 

 

 

Finalizando a atividade do seminário "Desafios profissionais e protagonismo do jovem engenheiro", do dia 7 de novembro, o painel IV reuniu os jornalistas Argemiro Borges, o Miro, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, João Franzin, da Agência Sindical, e Rita Casaro, coordenadora do setor de comunicação do SEESP. O tema tratado foi a democratização da mídia no Brasil.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
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Jornalista adverte que mídia brasileira que é anti-democrática e totalmente antissindical
 

Para Miro, há um consenso no mundo da forte influência da mídia na vida das pessoas e dos países e de que ela está nas mãos de poucos grupos econômicos. No Brasil, por exemplo, informou, são sete famílias controlando 80% do que se produz em termos de informação e comunicação em todo o território brasileiro. “É um grande poder que mexe com a subjetividade humana”, advertiu e explicou que esses grupos têm interesses econômicos e políticos e estão associados a bancos, indústrias de armamento e ao agronegócio. Com esse perfil econômico e político, “a mídia ajuda a construir e a destruir uma nação e reputações”.

Ele criticou a mídia brasileira que, diferentemente de outros países, não tem um projeto nacional. “Ela é totalmente colonizada, sem espírito democrático e não vacila em apelar ao autoritarismo, foi o que ela fez em 1964, ao preparar e apoiar o golpe civil-militar, e totalmente antissindical.” Por isso, prosseguiu, a sociedade tem o grande desafio de lutar pela democratização da comunicação, começando pela regulamentação dos artigos 220, 221, 222 e 223 da Constituição Federal, onde estão previstas a comunicação regional e as empresas de informação privada, pública e estatal.

Miro informou que já existe um projeto de lei de iniciativa popular com 33 artigos e que precisa ter mais de um milhão de assinaturas para ser apreciado pelo Congresso Nacional. Quem quiser conhecer o projeto e já assinar a matéria deve entrar no site www.fndc.org.br.

Invisível
João Franzin, que trabalha na imprensa sindical há 30 anos, disse que a própria engenharia propiciou avanços tecnológicos que ajudaram a comunicação dos trabalhadores, que hoje tem mais facilidade e rapidez em elaborar jornais e boletins informativos. A importância da imprensa própria das categorias se contrapõe frontalmente à mídia comercial que transforma o direito do trabalhador clandestino e invisível. “Ele não existe para essa mídia.” Já a imprensa sindical é militante, engajada e tem lado e a melhor linguagem que ela tem é dizer a verdade sempre. “Falar a verdade é o que garante a credibilidade de um sindicato.”

Junto à evolução tecnológica na área da comunicação, disse Franzin, os trabalhadores também estão aprendendo a ser interativos, entrando nos sites e nos perfis nas redes sociais dos sindicatos. Na atualidade, o jornalista defende a horizontalidade da comunicação sindical, ou seja, os sindicatos devem falar mais sobre as lutas de outras categorias, e não apenas as próprias.

Casaro reforçou que a imprensa comercial criminaliza a luta das categorias profissionais e, às vezes, torna as ações sindicais invisíveis. A coordenadora descreveu toda a área de comunicação do sindicato, que produz conteúdos para jornal, sites, redes sociais, programa de televisão, boletins e outras publicações. Ela pediu para que os estudantes, assim como os profissionais, acessem “os veículos do sindicato que são feitos para vocês”. E concluiu: “O trabalho da comunicação serve à ação sindical.”


* Confira fotos do seminário aqui



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

No painel II, o tema tratado foram os direitos e deveres dos profissionais. O presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, mostrou a diferença entre as profissões regulamentadas e as não regulamentadas. No primeiro caso, que é quando o Estado entende que o exercício profissional indiscriminado coloca em risco a sociedade, estão engenheira, medicina, advocacia e técnico; no segundo, os tecnólogos. A organização profissional dos engenheiros compreende três esferas: conselhos (Sistema Confea/Creas), que vão fiscalizar o exercício da profissão; as associações, que fazem mais a parte comemorativa e de lazer; e os sindicatos, que vão defender os direitos da categoria. “O único órgão que influencia diretamente a vida do engenheiro é o sindicato. O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) foi feito para defender a sociedade do exercício incorreto e ilegal da nossa profissão.”


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
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"Somente há democracia onde já sindicatos", disse a advogada Karen Blanco
 

Ele informou que a primeira regulamentação profissional dos engenheiros foi feita por D.Pedro II, em 1880, pelo Decreto 3001. Na sequência, em 1933, foi feita a regulamentação do engenheiro agrônomo, pelo Decreto 23.196.

A advogada do SEESP, Karen Blanco, reforçou que o principal papel do sindicato é defender a categoria. “O sindicato precisa ser forte com a participação do engenheiro no dia a dia da luta”, conclamou. São as contribuições sindicais, em quatro modalidades (sindical, assistencial, confederativa e associativa), explicou, que garantem o fortalecimento da entidade sindical, com estrutura adequada, para buscar garantia de direitos e conquistas. “Somente há democracia onde há sindicatos.”

Mercado de trabalho
As atividades reiniciaram, no período da tarde, com o painel III onde o mercado de trabalho, seus desafios e oportunidades, estiveram em questão. Segundo a psicóloga Mariles Carvalho, coordenadora da área de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP, os desafios são importantes para a vida de todo o profissional, seja ele recém-formado ou veterano. “Ficamos mais sábios enfrentando as pressões e os erros”, observou, mostrando que o jovem, logo no início de carreira, enfrentará questões de como entrar no mercado de trabalho, como atender às exigências das empresas, como experiência e a fluência em línguas estrangeiras, como o inglês. “Muitas vezes o jovem que sai da faculdade não tem todas as exigências do mercado, isso causa uma grande frustração e confusão no recém-formado.”



Jovem Engenheiro Mari editadaMariles Carvalho falou sobre as expectativas e medos do recém-formado
 

Segundo ela, todas as dificuldades que se apresentam não podem desestimular o jovem profissional, mas devem ser enfrentadas, por isso, indica três estratégias para esse enfrentamento: ir atrás de indicações, criar uma rede de contato importante, usando, para isso, a plataforma digital do LinkedIn, e sempre ter interesse em se tornar mais competitivo e diferenciado para o mercado.

Carvalho informou que, nesse ano, o tempo de recolocação no mercado passou de seis meses para oito meses devido à situação do País, desaceleração econômica, desemprego e ajustes fiscais. As áreas mais afetadas, prosseguiu, foram a engenharia civil, a de petróleo e gás e de projetos. Todavia, apresentou números que mostram que os estágios e os programas de trainee estão em alta.

O diretor do sindicato e professor da Universidade de São Paulo (USP), Balmes Vega Garcia, iniciou sua palestra dizendo que “somos humanos porque transformamos o mundo natural, criando novos objetos e produtos”, citando o filósofo espanhol Ortega Y Gasset, no livro “Meditação da Técnica”. Isso significa, prosseguiu, que artificializamos o mundo e ficamos mais distantes da natureza. “Exercemos, como profissão, aquilo que é traço do ser humano.” E continuou: “A criatividade é própria do engenheiro. Ele é preparado para resolver problemas técnicos.”



Jovem Engenheiro Balmes editadaBalmes observa que o engenheiro está no "ponto-chave" de uma empresa
 

Nesse sentido, ressaltou Garcia, engenharia e desenvolvimento tecnológico e econômico de um país são quase sinônimos. Outro fator ligado a esse universo é a inovação que já foi invocada, em 1942, pelo economista austríaco Joseph Alois Schumpeter (em “Capitalismo, Socialismo e Democracia”), como fator decisivo de competição e concorrência inter-empresarial. “Sem inovação a empresa perece. Ou seja, o profissional da engenharia está num ponto-chave das empresas.”

O professor ressaltou que os estudantes já devem saber onde estão as tecnologias de vanguarda, por isso orientou-os a buscar as fontes onde estão as patentes. “São informações preciosas para o nosso profissional saber o que as empresas estão pensando e criando.” Garcia indicou algumas ferramentas de busca na internet, como a European Patent Office (EPO), onde estão disponibilizadas mais de 90 milhões de patentes, o Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica (Ibict), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, que possibilita acesso a diversos bancos de patentes em outros países, entre outras.


Apresentações
Mariles Carvalho
Balmes Vega Garcia  
Karen Blanco
Newton Guenaga Filho 


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Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

No primeiro painel do seminário, “A participação dos jovens engenheiros na construção de uma nova etapa do sindicalismo brasileiro em defesa de sua profissão”, o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto falou sobre a formação da classe trabalhadora brasileira, nos idos dos anos 1900, integrada por negros recém-libertados da escravidão, completamente desorganizados, e mão de obra estrangeira, vinda, principalmente, de Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha. “Naquela época, o Brasil era uma imensa fazenda ainda. Estávamos iniciando as nossas indústrias.” Ele explicou que, em razão dessa diversidade cultural e de nacionalidade, os primeiros jornais sindicais não eram escritos apenas em português, mas em espanhol, alemão, francês e italiano. Foram os estrangeiros que criaram os primeiros sindicatos do País, com as reivindicações unitárias dos trabalhadores do mundo, como a da jornada de oito horas diárias, contra o trabalho infantil e em defesa de salário igual para as mulheres. 


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
Jovem engenheiro João editada 
No Painel I, em discussão a formação do sindicalismo no País e o futuro do movimento sindical
 

Ele recordou que as primeiras manifestações operárias se deram na Inglaterra, berço do capitalismo, com a quebra de máquinas, movimento que ficou conhecido como Ludismo, cujo nome deriva de Ned Ludd, personagem lendário que destruía as máquinas sempre vestido de mulher. Na sequência, os trabalhadores criaram o “cartismo”, movimento ocorrido também na Inglaterra, entre as décadas de 30 e 40 do século XIX. “Eram cartas escritas com as bandeiras dos trabalhadores”, explicou Vargas Netto.

A partir de então, outras formas de luta foram agregadas, como a greve, “uma palavra-chave da ação sindical”. As primeiras paralisações realizadas no Brasil, segundo Vargas Netto, precedem a organização em sindicatos, como a dos estivadores de Fortaleza (CE), em 1853, que se negaram a fazer o desembarque de navios com escravos vindos da África. A segunda, em 1856, foi a dos gráficos que paralisou os principais jornais da capital do Império, no Rio de Janeiro.

O consultor sindical mostrou que o movimento sindical, ao longo da história do Brasil e de outros países, sempre desempenhou papel extremamente civilizatório e humano. Por isso, lamentou, na instalação da ditadura civil-militar de 1964, os sindicatos nacionais foram tão perseguidos e aterrorizados. Para ele, a partir da década de 1970, o capitalismo se propôs a destruir as formas de convívio da sociedade humana, colocando em cheque a sociabilidade e as organizações. Por essa razão, inclusive, acredita Vargas Netto, hoje existe um estranhamento do movimento sindical com relação às aspirações dos jovens, e vice-versa. “O fato de ser velho ou jovem não é vantagem ou desvantagem. Há uma linguagem que pode ser comum.”

Ele finalizou a palestra recorrendo a uma frase do ex-presidente do Uruguai, José Mujica, para que os jovens vivam como pensam, porque senão serão obrigados a pensar apenas como vivem.



Jovem engenheiro publico editadaPúblico se mostrou atento durante todo o seminário


Anjo da guarda
Júnia Dark, a segunda palestrante do painel, diretora do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), a partir da experiência própria, de ter “descoberto” o sindicato logo após a sua diplomação como farmacêutica bioquímica, disse que ficou encantada quando começou a frequentar as reuniões. “Cresceu em mim a semente da indignação.” Segundo ela, os jovens ao se formarem perguntam: “E agora?”. “É um momento que mistura medo, ansiedade pelo futuro, alegria e dúvidas sobre pós-graduação e o mercado de trabalho.” Para ela, o sindicato é o “anjo da guarda” do profissional. E relacionou: “É ele quem vai lutar por salário e condições de trabalho decentes. Não existe categoria forte com sindicato fraco.”

 

Ela descreveu quem é esse jovem que está afastado ou desconhece o sindicato: é conectado, tem pouca formação e aversão à política; é individualista e tecnicista. Esse jovem, continuou, habita o universo empresarial que defende “mais profissionais no mercado e menos sindicalizados”, e da mídia comercial que criminaliza os movimentos sociais, inclusive os sindicais. Por isso mesmo, Dark lamentou que a juventude ainda não é uma pauta do sindicalismo brasileiro. Por isso, defendeu se pensar em estratégias para atrair os jovens, como assembleias ou formação de pauta de reivindicações online, a modernização dos jornais e criação de boletins eletrônicos, a criação de perfis nas redes sociais e a comunicação utilizando o aplicativo WhatsApp.



Apresentação
Júnia Dark 


* Confira fotos do evento aqui



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

No dia 7 de novembro último, o sindicato reuniu estudantes e recém-formados em engenharia no primeiro seminário que discutiu os desafios profissionais e o protagonismo do jovem engenheiro. A atividade atraiu, das 8h às 18h30, mais de 80 pessoas, além de diretores da entidade, na sede do sindicato, na Capital paulista. Foram discutidos, em debates entusiasmados, a participação dos jovens na construção de uma nova etapa do sindicalismo brasileiro, os direitos e deveres dos profissionais, os desafios e oportunidades do mercado de trabalho e, finalizando, a democratização da mídia e comunicação sindical.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
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Marcellie Dessimoni, João Carlos Gonçalves Bibbo e Antonio Florentino
de Souza Filho na mesa de abertura do seminário 


À abertura, o vice-presidente do sindicato, João Carlos Gonçalves Bibbo saudou os participantes e destacou que o evento era um marco na história do SEESP ao projetar um novo olhar sobre os movimentos social, sindical e político do País. “Estamos aqui para compartilhar conhecimento e experiências”, conclamou. O presidente Murilo Celso de Campos Pinheiro, ao final dos trabalhos do período da manhã, reforçou o convite para que os jovens da área participem das atividades sindicais, e que eles podem fazer a diferença na construção da engenharia unida em defesa do desenvolvimento do País. “Vocês podem ajudar a fazer um sindicalismo moderno e ainda mais atuante.”

Pinheiro ressaltou, também, a importância da criação, pelo sindicato, do Núcleo Jovem Engenheiro, em julho último, para incentivar a juventude engenheira a participar, efetivamente, das discussões sobre os vários desafios da profissão, assim como as questões que mexem com o cidadão brasileiro. “Não estamos aqui só para fazer críticas. Não basta dizer o que está errado, devemos mostrar o que é o correto”, defendeu. E acrescentou: “Vale a pena lutar e se indignar, mas com unidade.”



Jovem engenheiro murilo editadaPresidente do SEESP fala aos jovens, convidando-os a participarem
ativamente das ações do sindicato, como o movimento engenharia unida


As empresas e os governos, prosseguiu Pinheiro, perceberam que o engenheiro é essencial ao desenvolvimento do País. “Isso ficou bem claro com a realização de grandes obras de infraestrutura, nos últimos anos.” Tal situação, lembrou, é bem diferente à da década de 1980, quando um profissional abriu uma lojinha, na Avenida Paulista, em São Paulo, com o seguinte nome “O engenheiro que virou suco”. “Sabemos das dificuldades atuais, mas nós discutimos crescimento, e não recessão. Por isso, tenho muita esperança em nosso País e na juventude.”

Antonio Florentino de Souza Filho, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Piauí (Senge-PI) e diretor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), prestigiou o seminário e parabenizou o SEESP pela iniciativa que servirá de base a outros sindicatos para fazer o mesmo. “O movimento sindical precisa ser renovado com essa nova geração para buscar novos rumos para a engenharia”, realçou. O dirigente do Piauí fez questão de falar aos jovens participantes do seminário o projeto Cresce Brasil lançado em 2006 pela FNE, que, a partir de debates intensos em vários estados brasileiros, levou orientação de desenvolvimento ao País. E apontou: “É responsabilidade nossa apresentarmos caminhos para sair da crise.”

O evento só foi possível com o trabalho prévio do Núcleo Jovem Engenheiro e da área de Oportunidades e Desenvolvimento, ambos do SEESP, que visitaram, entre agosto e outubro, várias universidades paulistas de engenharia, tendo contato com mais de mil estudantes. Marcellie Dessimoni, coordenadora do núcleo, classificou o seminário como “pontapé” inicial do movimento do jovem engenheiro. “Estamos num momento de construção, por isso precisamos da participação ativa do estudante e do recém-formado para discutirmos propostas e definirmos ações. Queremos e precisamos fazer a diferença”, conclamou.

Na sequência, o seminário realizou quatro painéis até às 18h30.


* Confira mais fotos do seminário aqui



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP










 

Com o tema central “Aprendizagem Ativa: Engenheiros Colaborativos para um Mundo Competitivo”, a 43ª edição do Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge) acontece este ano no ABC paulista, na Universidade Federal do ABC, de 8 a 11 de setembro próximo. 

 

Além de quatro conferencistas internacionais e 10 visitas técnicas a empresas da Grande São Paulo, estão previstos minicursos, feira tecnológica e apresentações de dezenas de trabalhos em sessões técnicas e pôsteres. As inscrições vão até 2 de setembro e podem ser feitas pelo http://www.abenge.org.br/cobenge-2015/ 

 

Estudo baseado em problemas
No dia da abertura, 8 de setembro, a programação prevê 4 Fóruns de Dirigentes e 4 Fóruns de Estudantes reunidos em debate sobre os currículos dos cursos de Engenharia presenciais e a distância (EAD). Já no dia 10 as sessões plenárias da manhã colocarão no centro das discussões o “Ensino de Engenharia e as Necessidades do Mercado”.  Na sexta-feira, 11 de setembro, estão previstos 8 minicursos gratuitos aos participantes, com temas como “Educação Ambiental a Partir de Oficina de Reciclagem”, “Seis Sigma, o Método Mais Eficaz para Solução de Problemas” e “Introdução a Geodésia e aos Sistemas de Posicionamento/Navegação por Satélites”.

 

Entre os palestrantes internacionais confirmados estão Gregory James Light, da Northewestern University de Chicago (EUA); Maria Weurlander, do Royal Institute of Technology da Suécia; Rui Lima, da Universidade do Minho (Portugal); e Erik de Graaff, da Aalborg University (Dinamarca). Eles conduzirão duas sessões plenárias dia 9 pela manhã sobre Aprendizagem Ativa e Processos Interdisciplinares (PBL-Aprendizado Baseado em Projeto), repetindo os encontros dia 11 na forma de workshops.

 

Na lista dos encontros monitorados/visitas técnicas, no dia 11, estão grandes montadoras de veículos – como Volkswagen, General Motors, Ford e Mercedes-Benz – além de empresas líderes em seus segmentos, entre as quais GKC Metalúrgica, Artfix, Buzas, ZF Automotive, Balanças Toledo e Weidmuller Conexel.

 

O tema central “Aprendizagem Ativa: Engenheiros colaborativos para um mundo competitivo” busca atender à demanda por um engenheiro mais bem preparado para lidar com as necessidades do mundo atual. A Aprendizagem Ativa, o Ensino Baseado em Problemas e o Ensino Baseado em Projetos extrapolam a atividade intelectual, estando vinculados às estratégias práticas desenvolvidas pelo mercado.

 

O Cobenge é considerado o mais importante fórum de discussão sobre formação e exercício profissional em Engenharia no Brasil, realizado anualmente desde 1973 pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). Cinco tradicionais escolas de Engenharia da região organizam a edição 2015: Metodista, FEI, Mauá, Fundação Santo André e UFABC.

 


Imprensa SEESP
Fonte: UFABC









 

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