GRCS

Quinta-feira, 21 de março de 2019
Programação da manhã
  Abertura 
  8h00 Recepção aos convidados, autoridades e participantes
  9h00 Início da solenidade de abertura do IX ECOSÃOPAULO com a composição da mesa coordenadora dos trabalhos.
Programação da tarde
  Sessão Plenária 1
  14h Abertura pelo coordenador engenheiro Fernando Palmezan do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
 

14h05

1º palestrante: Flavia Lemes da Cunha – Instituto LIXO ZERO Brasil 
Abordará: Os conceitos e diretrizes do LIXO ZERO.
  14h45 2º palestrante: Isac Roizenblatt – Diretor Técnico da Abilux – Associação Brasileira da Industria da Iluminação.
Abordará: Logística reversa de lâmpadas fluorescentes. 
  15h30 Abertura dos debates pelo coordenador
  16h00 Intervalo especial com café e visitas aos estandes promocionais.
  Sessão Plenária 2
  16h30 Abertura pelo coordenador engenheiro João Carlos Gonçalves Bibbo do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo
  16h35 1º palestrante: Pedro Nakata Mascarano
Abordará: Benefícios ambientais com a utilização dos drones.
  17h15 2º palestrante: Em definição - Wobben Windpower
Abordará: Desenvolvimento da energia eólica no Brasil.
  17h55 Abertura dos debates pelo coordenador
  18h30 Encerramento das atividades do primeiro dia do ECOSÃOPAULO
Sexta-feira, 22 de março de 2019
Programação da manhã
  Sessão Plenária 3
  8h00 Recepção aos participantes
  9h00 Abertura pelo coordenador engenheiro Edilson Reis do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
  9h05 1º palestrante: Jonas Lessa – Retalhar Logística Reversa e Consciente.
Abordará: Do conhecimento à prática - desafios e oportunidades na logística reversa de uniformes profissionais
  09h50 2º palestrante: Patricia Mazzante do Nascimento Crevilaro- Companhia de Gás de São Paulo - Comgas
Abordará: Benefícios ambientais do gás natural
  10h35 3º Palestrante: Simão Saura Neto - SPtrans - São Paulo Transporte.
Abordará: Programa de redução de poluentes do sistema de transporte por ônibus na cidade de São Paulo.
  11h05 Abertura dos debates pelo coordenador
  12h00 Almoço livre
Programação da tarde
  Sessão Plenária 4
  14h00 Abertura pelo coordenador engenheiro Marcos Wanderley Ferreira do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
 

14h05

1º palestrante: Olímpio de Melo Alvares Junior
Abordará: O modelo inspeção veicular no Brasil.
  14h45 2º palestrante: Luiz Gabriel Catoira de Vasconcelos
Abordará: Educação ambiental.
  15h30 Abertura dos debates pelo coordenador
  16h00 Intervalo especial com café e visitas aos estandes promocionais. 
  Sessão Plenária 5
  16h30 Abertura pelo coordenador engenheiro Renato Becker do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
  16h35 1º palestrante: Ana Flavia Borges Badue – Instituto Kairós.
Abordará: A implantação de alimentos orgânicos na merenda escolar do município de São Paulo.
  17h15 2º palestrante: Paulo da Fonseca Alves Pereira -  Kev Line Administração Empresarial
Abordará: O desenvolvimento sinergético resgatará o Brasil.
  17h55 Abertura dos debates pelo coordenador
  18h30 ‘Coffee’ de encerramento do ECOSP 2019

Do Jornal da USP

O programa Diálogos na USP (Universidade de São Paulo) recebeu os professores Pedro Leite da Silva Dias e Pedro Roberto Jacobi para um debate sobre o Protocolo de Kyoto, aquecimento global e outras mudanças climáticas.

Firmado em dezembro de 1997, na cidade japonesa de Kyoto, o documento tem o objetivo de reduzir o aquecimento global, decorrente da emissão de gases causadores do efeito estufa. Em 15 de março de 1999, o protocolo é ratificado por 55 países, que juntos produziam mais da metade das emissões de poluentes que contribuem para o aquecimento global. O Brasil assinou o Protocolo de Kyoto em 1998, mas sua ratificação só ocorreu em 2002.

Foto: Nasa via Wikimedia Commons
Simulação da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera da Terra, se metade das emissões de aquecimento global não for absorvida.

Maior potência industrial do mundo, os Estados Unidos lideram as emissões de gases por habitante. Mas, apesar disso, sempre se mantiveram resistentes a comprometerem-se com as metas do Protocolo e, neste ano, Donald Trump anunciou a saída do Acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto em 2020. A justificativa de Trump é que a adesão prejudicaria o desenvolvimento econômico do país.

Jacobi, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP, classifica como “factoide” o “estardalhaço” em torno da decisão de Trump, pois outros setores da sociedade já se mobilizam para encontrar alternativas, visando à diminuição da emissão de gás carbônico (CO2) no meio ambiente. Ele cita, inclusive, os esforços de outros países signatários do Protocolo de Kyoto, como Espanha e Portugal, “que deixaram muito claro como estão mudando suas matrizes energéticas”.

Já Silva Dias, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, comentou o maior interesse dos setores produtivos e públicos em investir em tecnologia renovável. Segundo ele, “o aquecimento global criou uma série de oportunidades”, citando a produção de energia eólica no Brasil. O professor se mantém otimista em relação ao uso de fontes de energia renováveis e enxerga um “maior interesse dos formuladores em políticas públicas” em ouvir e absorver o que se produz sobre o assunto nas universidades.

 


*Por Luiz Antonio Bressani

As cidades brasileiras foram construídas num período diferente do que enfrentamos hoje e poucas foram projetadas adequadamente. Além disso, em muitas cidades houve grande expansão nas últimas décadas, praticamente sem planejamento. Lembre: as condições climáticas eram outras. O cenário para o futuro exigirá grandes alterações para que as cidades se adaptem às mudanças climáticas e possam conviver com elas de forma resiliente, mitigando efeitos ou evitando que desastres aconteçam – sobretudo de maneira tão frequente como vem ocorrendo.

São intervenções importantes, que variam para cada situação urbana e regional, muitas vezes com magnitude maior do que a população e o Poder Público atual gostariam. Em muitos casos será necessário, por exemplo, remover populações de áreas mais suscetíveis a inundação ou escorregamentos, estabilizar encostas antes mais estáveis, abrir canais de maior largura, retomando antigas áreas alagadiças, e segurar água a montante. Prédios precisarão ter depósitos para reter água de telhado. Mas o que antes era apenas uma ideia interessante para os novos empreendimentos, terá daqui por diante efeito mandatório, mesmo para construções antigas existentes (grandes estacionamentos ou telhados de supermercados, por exemplo). O custo disto terá que ser repartido para não repartirmos os prejuízos de inundações. E a sociedade terá que entender o custo do lixo nas drenagens ou da ocupação, sem critérios, de nossos morros urbanos.

Para que essas intervenções ocorram de forma correta e eficaz, só há um caminho: promover uma investigação bem clara das principais causas do que está acontecendo e, com base nas conclusões, definir as mudanças mais adequadas para cada cidade.

O que não podemos mais fazer é “varrer a sujeira para baixo do tapete”, ignorar as mudanças climáticas, as deficiências da infraestrutura, e alegar que aquela foi a maior chuva dos últimos dez anos e que não deve acontecer novamente nos próximos dez (com sorte 15) anos. Esses eventos “atípicos” estão se tornando cada vez mais corriqueiros. E pelo seu próprio crescimento, as cidades estão ficando cada vez mais frágeis diante de uma mudança tão importante do clima. Precisamos estar preparados para lidar com tudo isso.

E o Brasil tem tecnologias e profissionais suficientemente qualificados para fazer as investigações, projetos e executar as intervenções necessárias. Mas certamente não é o bastante. Nós, da comunidade técnica, precisaremos trabalhar para conscientizar as autoridades e a população quanto à necessidade de promover algumas destas intervenções. Precisaremos trabalhar para evitar mais prejuízos materiais nas cidades e, principalmente, para impedir que mais vidas e esperanças sejam levadas por inundações e escorregamentos de terra.

 

Foto: PMSS / Fotospúblicas.com
Deslizamento São Vicente2014
Casa interditada após deslizamento, em São Sebastião, que atingiu cerca de 40 famílias na região da Vila Mineira, em 15/4/2014.

 

 

Engajamento do Poder Público

O Poder Público precisa não apenas conhecer o problema, mas ser pressionado a agir para enfrentá-lo, evitando a repetição insuportável de tragédias que podem ser evitadas. Exemplo disso aconteceu há pouco tempo no Rio de Janeiro.

Vimos que em decorrência dos desastres com deslizamentos de terra (Santa Catarina em 2008; serra fluminense em 2011) houve uma maior conscientização. O Estado do Rio de Janeiro fez um grande trabalho de mapeamento das áreas de risco e prevenção de acidentes deste tipo, houve a implantação de sistemas de alerta na cidade do Rio e até de evacuação dos locais quando necessário. Houve investimentos importantes em prevenção incluindo meteorologia e instrumentação. Nas fortes chuvas ocorridas no dia 21 de junho, no entanto, estes recursos não foram utilizados adequadamente. Não houve alerta. Por quê? Mudanças na gestão pública são a indicação mais evidente; a falta de continuidade no gerenciamento.

E o mesmo vem acontecendo em diversas cidades do País. Existe um trabalho que já vem sendo realizado ao longo dos anos pelos técnicos da área e já está implantado em várias cidades espalhadas pelo Brasil, mas o Poder Público, ao não entender sua importância, subutiliza esses recursos ou não repassa a verba necessária para que os projetos se mantenham vivos.

Na maioria das vezes, os profissionais da área de fiscalização, alerta e Defesa Civil não são de carreira e não têm reconhecimento. Na maioria das cidades não existem serviços públicos permanentes de gestão de risco ou, quando existem, não têm continuidade. Há um desestímulo por parte das autoridades, uma vez que não há suporte para a realização do trabalho e nem carreiras estabelecidas nesta área.

O problema é que o desastre não avisa. Se houver descontinuidade de planejamento de obras ou fiscalização, o desastre cobrará seu preço. Mas bons exemplos existem: o mapeamento geotécnico já sendo realizado nos municípios de Santa Catarina e Pernambuco, o trabalho na área urbana de Salvador, o trabalho continuado na região metropolitana de São Paulo e capital, o trabalho de encostas no Rio, Belo Horizonte e Recife, além de várias outras cidades onde são realizados trabalhos permanentes de mapeamento e gestão de risco de escorregamentos e/ou inundações.

Precisamos que todos os municípios, com apoio dos Estados e União, sigam estes melhores exemplos e práticas, adaptando-os à sua realidade geológica. Temos que oferecer e utilizar todo o conhecimento técnico já disponível para alertar as autoridades e sociedade e trabalhar em prol de cidades mais bem preparadas para o futuro.

Devemos lançar mão do talento, do conhecimento e da força da comunidade geotécnica para ajudar a mover o estado e fazer a sociedade, maior vítima desse descaso, despertar para os riscos. E se parecia que as mudanças climáticas viriam para ficar, agora parece que elas vão continuar piorando. É só o início. Se pouco for feito, os danos decorrentes deste novo ciclo climático vão produzir perdas materiais e humanas cada vez maiores, que poderiam (e devem) ser minimizadas. Parte do desafio é nosso.

 

Foto: Arcanjo 01 CB / SC / Fotospúblicas.com 
Enchente Santa Catarina
Ruas alagadas de Rio do Sul, Santa Catarina, devido a fortes chuvas em junho último.

 

 

* Luiz Antonio Bressani é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e associado e membro da Comissão Técnica de Taludes da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Ele será um dos palestrantes na VII Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas, em Florianópolis, em novembro. Saiba mais clicando aqui.

 

 

 

 

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, apresentou palestra, no dia 20 de junho último, na capital paulista, no Encontro Técnico “25 anos de meio ambiente”, em comemoração aos 25 anos de fundação da Associação dos Engenheiros e Especialistas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Asec-Cetesb). Murilo falou sobre a atuação do sindicato e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), especialmente em relação à engenharia e meio ambiente. À mesa de abertura estavam o presidente da Asec, Uladyr Ormindo Nayme; Eduardo Luis Serpa, da diretoria de Engenharia e Qualidade Ambiental da Cetesb; Márcia de Araújo Barbosa Nunes, diretora socioambiental da Associação dos Engenheiros da Sabeso (AESabesp); e Ricardo Ribeiro, diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes).


Fotos: Paula Bortolini
Mesa de abertura do evento da Asec-Cetesb.

Na sua exposição, Murilo discorreu sobre as ações da FNE, como o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006, e que desde então vem promovendo debates sobre diversos temas de real importância à sociedade brasileira, com a preocupação de elaborar propostas factíveis em termos de desenvolvimento sustentável ao País. Outra ação de grande envergadura é o movimento Engenharia Unida, também da federação e ativo desde 2016, cujo propósito é reunir as entidades representativas da área para valorizar os profissionais e mostrar que é possível retomar o crescimento econômico brasileiro. Na esteira desse esforço está também a criação da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional que tem à frente o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), que tem colocado em pauta, por exemplo, reaver as obras paradas no País, garantir uma política de conteúdo local e outras discussões pertinentes à área tecnológica.

Murilo falou, também, sobre o encontro ambiental realizado pelo sindicato que, neste ano, realizou sua oitava edição, o EcoSP. Ele foi antecedido por quatro edições pelo Encontro do Meio Ambiente do Vale do Paraíba, EcoVale, realizado em Taubaté. O evento, sem fins lucrativos e realizado com apoio da FNE, firma-se como importante fórum de debate na busca de soluções para uma sociedade sustentável e justa.

A experiência pioneira do sindicato na área de ensino foi outro destaque. Murilo discorreu sobre o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) que oferece o primeiro curso de Engenharia de Inovação, no País, com bolsa integral ou parcial. Uma forma de contribuição da entidade à sociedade brasileira. Por último, a liderança fez um chamado a todos para que participem ativamente do movimento Engenharia Unida, um espaço democrático, amplo e que tem como único objetivo ajudar o País a sair da crise em que se encontra.

O evento da Asec-Cetesb, que termina nesta quinta-feira (22/06), apresentará palestras, experiências e inovações, abordando os avanços tecnológicos e metodologias de enfrentamento dos problemas ambientais, desenvolvidos e aprimorados pelo corpo técnico de suas instituições, proporcionando aos participantes uma visão geral da importância da preservação do meio ambiente.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações e fotos de Paula Bortolini

 

 

 

Promovido pelo SEESP, com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP) inaugurou sua 8ª edição na manhã desta quinta-feira (27). À abertura, Murilo Pinheiro, presidente de ambas entidades, declarou apoio à greve geral contra as reformas pretendidas pelo governo: “A participação neste dia 28 é fundamental e especial. A nossa federação, a nossa confederação [CNTU], os nossos sindicatos em todo o Brasil vão participar e mostrar a indignação com todas essas mudanças que ameaçam nosso trabalho e qualidade de vida”, declarou Murilo Pinheiro.

Foto: Beatriz Arruda/SEESP
escolhida site


Murilo, que anunciou em primeira mão a realização do EcoBrasil, em 2018, lembrou do objetivo da atividade, que ocorre em meio a uma série de acontecimentos graves no cenário político, quando tramitam no Congresso Nacional as reformas trabalhista e previdenciária: “Montamos o nosso EcoSP e vamos dar continuidade amanhã às discussões sobre ecologia. Mas esse sindicato e os demais em todo o País, que discordam dessas propostas que retiram direitos, têm a obrigação de participar. Cada um de nós tem que procurar alguma forma de demonstrar sua indignação.”

Sob aplausos, ele lembrou ainda que mudanças são necessárias, mas “precisam ser feitas para o bem” e devem ser objeto de debate entre todos. “O trabalhador é quem faz deste País forte e pujante, que queremos nos orgulhar, é ele quem faz as mudanças diariamente e tem que ser respeitado”, completou.

Dialogando com o público, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Gilberto Natalini, destacou: “Venho neste auditório há décadas, a esta casa que abriu as portas para organizarmos a luta democrática no Brasil. Essa categoria fez parte dessa batalha, em uma época difícil, quando fomos presos, torturados. Hoje, voltamos a nos encontrar para colocar nossa democracia nos trilhos. Cabe a nós, junto com essa juventude, cumprir esse papel de novo.”

O vice-presidente do SEESP, idealizador e coordenador do evento, Carlos Alberto Guimarães Garcez, fez um agradecimento especial aos funcionários do SEESP que acolheram a iniciativa, que ocorre pela primeira vez na sede da entidade. Ele lembrou que é a 12ª vez que o encontro ocorre, contadas as quatro primeiras edições ocorridas no Vale do Paraíba, como EcoVale. “Estamos na 12ª jornada por causa do nosso presidente Murilo que, naquela ocasião, em Taubaté, onde ocorria, falou em expandi-lo para levar exemplos de boas práticas ambientais a mais gente. Essa missão procuramos cumprir em parceria com engenheiros, e neste ano, temos grandes profissionais de todos os setores presentes”, frisou.

Mudanças
Muitas falas durante a abertura remeteram à importância de refletir sobre as mudanças climáticas que já estão ocorrendo e seus impactos. “O olhar do engenheiro é importante, eu sou engenheiro, mas não só. Também tem o olhar de geólogos, biólogos, profissionais de outras áreas. Essa interdisciplinaridade é muito importante nas questões ambientais. Algo interessante que vejo na plateia é uma mistura de gerações e a possiblidade da troca de experiências e ideias”, observou Eduardo Luís Serpa, diretor da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e representante do Secretario Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Ricardo de Aquino Salles.

Cristine Mota de Farias, assessora técnica da Secretaria Municipal da Saúde, abordou as discussões em torno do binômio saúde e meio ambiente. "É um momento de aprimorar o conhecimento e de pensar ações levando em consideração o desenvolvimento econômico com respeito à saúde, que é o nosso bem maior”, destacou.

Também integraram a mesa o deputado estadual por São Paulo Antonio de Sousa Ramalho (PSDB); o secretário especial de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo, Milton Flávio Lautens Chlager; o vice-prefeito de Mariana (MG), Newton Godoy; o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia, Paulo Afonso Rabelo; e o diretor-geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã.

O Eco São Paulo reunirá, até sexta (28), especialistas para debater as questões ambientais na construção de uma sociedade sustentável e justa. Tem como empresas patrocinadoras  Sabesp, Comgas, Grupo Semmler, além da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea São Paulo (Mútua-SP). O evento é parte integrante do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", criado em 2006 pela FNE.


Deborah Moreira
Comunicação SEESP






Nos próximos dias 27 e 28 de abril, o SEESP realizará a oitava edição do Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP), na sua sede, na capital paulista. Promovido pelo sindicato, a iniciativa integra o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2006, cuja plataforma propugna crescimento econômico do País com preservação do meio e inclusão social.

Segundo o coordenador do evento, o vice-presidente do SEESP Carlos Alberto Guimarães Garcez, a edição deste ano contará com 12 palestrantes que abordarão diversos temas, entre eles: a relação entre os ônibus e o meio ambiente; a engenharia acústica e sua importância para o meio ambiente; o papel regulatório do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e as interfaces ambientais na mineração; o acidente de Mariana e seus impactos ambientais; e os veículos aéreos não tripulados servindo como ferramenta para o monitoramento ambiental. “Mais uma vez os engenheiros de São Paulo reafirmam sua preocupação com o desenvolvimento sustentável”, salienta.

Ele destaca a participação do professor Francisco de Assis Matos de Abreu, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA), que vai falar sobre a descoberta do aquífero da Grande Amazônia. “Ele está chefiando uma equipe de pesquisadores que está debruçada nessa descoberta que poderá abastecer o mundo com água potável por pelo menos 250 anos”, afirma Garcez. Outro ponto alto do EcoSP deste ano, conforme o coordenador, é a presença do engenheiro e vice-prefeito de Mariana, Newton Geraldo Xavier Godoy, cidade mineira atingida por rejeitos após rompimento de barragem da mineradora Samarco, em 5 de novembro de 2015. “Ele vai nos falar sobre todos os problemas enfrentados pela população local depois da tragédia.”

O empreendedorismo de jovens engenheiros, conforme Garcez, também terá vez nessa edição. “O meio ambiente está sendo preservado graças às novas tecnologias, por isso vamos receber esse grupo que vai apresentar as vantagens ambientais dos serviços realizados por drones”, explica. Confira toda a programação do EcoSP aqui.

Fórum importante
O encontro consolida-se como importante fórum à discussão sobre o tema premente do desenvolvimento sustentável. Além disso, tem se constituído em espaço fundamental à apresentação de boas práticas ambientais. Sucessor do Ecovale – realizado por quatro edições consecutivas na cidade de Taubaté, no Vale do Paraíba – o encontro tem dado sua contribuição a essa construção.

A última edição do EcoSP foi realizada nos dias 23 e 24 de abril de 2015, no Novotel São Paulo Center Norte, na Capital, em meio às crises hídrica e energética que afetavam sobremaneira o Estado. O evento contou com a participação dos estudantes da primeira turma de graduação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que se somaram ao público do evento. Nos dois dias, foram cerca de 800 participantes que circularam pela feira de produtos ecológicos e auditório – muitos dos quais universitários.

>> Todas as informações sobre o VIII EcoSP você obtém aqui

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

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