GRCS

30/05/2012

Negociação salarial com a CPFL de Campinas não avança

A Delegacia Sindical de Campinas-SEESP entregou, no dia 24 último, a pauta de reivindicações para a CPFL, visando a renovação do ACT 2012 (Acordo Coletivo de Trabalho) dos engenheiros da empresa. A pauta prevê a assinatura de acordo coletivo unificado com as cláusulas iguais para todas as empresas que compõem o grupo (CPFL Paulista, Geração, Comercialização, Centrais Elétricas e Piratininga). 

Já foram realizadas cinco reuniões salariais, mas somente no quinto encontro é que a CPFL apresentou proposta de reajuste de 3% nos salários e no auxílio refeição. A empresa não considera o aumento real e correção de perdas salariais e apresentou propostas de alterações nas regras do atual Programa de Requalificação Profissional que não trazem melhorias para os engenheiros.

Plano de Carreira

A empresa apresentou propostas de extinção do quadro mínimo nas empresas e aumento da jornada de trabalho, que foram rejeitadas pelos sindicatos. A CPFL disse que da sua intenção de contratar 44 novos funcionários para trabalharem de ajudante com os técnicos de recuperação de receita, formando duplas, com salário de R$900,00.

O SEESP não é contra contratações, mas entende que elas devem estar dentro de um enquadramento correto, respeitando as normas e regras de segurança e principalmente dentro de um quadro de carreira e salário. Por isso, o sindicato está cobrando da empresa o Plano de Carreira e Tabela de Cargos e Salários definidos e atualizados.

Requalificação

Sobre o Programa de Requalificação a empresa propôs a participação no comitê do programa de quatro representantes dos sindicatos e dois das empresas; a revisão da política do programa; reuniões trimestrais; reunião anual sobre o balanço anterior com a participação de todas as entidades sindicais. Os sindicatos solicitaram o aumento do teto, a ampliação da aplicabilidade do programa, a inversão da lógica de pagamento e prestação de contas, além da unificação do programa para todas as empresas e extinção da carência entre as empresas.

Aprendizagem

A empresa apresentou ainda o Programa de Aprendizagem, que consiste na contratação de estudantes do Senai. Sobre o quadro mínimo a empresa disse que deseja aumentar o quadro de empregados para recuperação de energia, com piso salarial diferenciado (aumento do quadro em 44 pessoas em 22 equipes). Os sindicatos se posicionaram contra a extinção do quadro mínimo e solicitaram uma discussão prévia das atividades que serão realizadas e também do piso salarial. 

 

Marta Adriano Rabelo Rocha
* Delegacia Sindical de Campinas-SEESP

 

* Veja aqui as edições anteriores do SEESP Notícias


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