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27/10/2022

Engenharia agrícola para fazer mais com menos

Jéssica Silva – Comunicação SEESP

 

Neste 27 de outubro é celebrado o Dia do Engenheiro Agrícola, importante profissional que atua diretamente na aplicação de conhecimentos tecnológicos para soluções nas diversas áreas da agricultura e agroindústria. O pacote de atividades, conforme o Mapa da Profissão da área de Oportunidades do SEESP, envolve energia, transporte, sistemas estruturais e equipamentos, nas áreas de solos e águas, construções para fins rurais, eletrificação, máquinas e implementos agrícolas, processamento e armazenamento de produtos agrícolas, controle da poluição em meio rural, seus serviços afins e correlatos.

 

Atualmente, segundo registro do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Brasil tem 3.278 profissionais, entre os quais 738 mulheres, formados nesta modalidade da engenharia que foi regulamentada no País em 1974.

 

“A engenharia agrícola tem papel fundamental para fazer mais com menos”, define Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus, uma das maiores cooperativas do setor no País, com mais de 60 filiais nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Graduado pela Universidade Federal de Lavras, ele tem MBA em Marketing: “Comecei minha carreira em uma indústria de tratores, na área comercial, depois trabalhei na área de Marketing e Desenvolvimento de produtos em uma indústria de equipamentos agrícolas”, conta.

 

Em sua visão, toda inovação ao agronegócio passa pela engenharia agrícola e, consequentemente, pelo profissional engenheiro. “Sempre haverá uma máquina interagindo com a semente, o solo, a planta. E essa interação envolve cada vez mais a agricultura de precisão, melhores performances com o uso mais racional de recursos”, aponta.

 

Fernando Degobbi Arquivo Coopercitrus 2O engenheiro agrícola e CEO da Coopercitrus, Fernando Degobbi. Foto: Arquivo Coopercitrus.

 

 

O ramo de atuação dos engenheiros agrícolas movimenta números astronômicos: a safra de 2021 chegou a 253,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas e, para 2022, estima-se o aumento de 3,2%, chegando a 261,4 milhões de toneladas. Degobbi frisa que as oportunidades no mercado de trabalho são grandes. Mas há desafios, sobretudo, para a produção “mais sustentável, protegendo o meio ambiente e mantendo o legado para futuras gerações”.

 

Confira na entrevista com o engenheiro agrícola Fernando Degobbi:

 

O que o motivou a cursar Engenharia Agrícola?

Sempre gostei e tive muito interesse pela engenharia e pela área agrícola, sempre me senti atraído por equipamentos, área de irrigação, além das máquinas. Comecei minha carreira em uma indústria de tratores, na área comercial, depois trabalhei na área de Marketing e desenvolvimento de produtos em uma indústria de equipamentos agrícolas. Faz 18 anos que estou na Coopercitrus, passei por diversos setores e hoje atuo como CEO.

 

A Engenharia Agrícola é responsável pelo desenvolvimento e melhorias de estruturas e tecnologias de uma das áreas mais produtivas do nosso País. Qual sua visão sobre sua área profissional?

A engenharia agrícola é muito importante porque qualquer que seja a solução que se vá trazer ao agronegócio em termos de tecnologia digital ou mesmo novos algoritmos, que têm trazido cada vez mais informações precisas, sempre haverá uma máquina interagindo com a semente, o solo, a planta. E essa interação envolve cada vez mais a agricultura de precisão, melhores performances com o uso mais racional de recursos. A engenharia agrícola tem papel fundamental para fazer mais com menos, e oferecer agricultura cada vez mais sustentável.

 

Como o engenheiro agrícola pode atuar para minimizar as diferenças discrepantes que temos no País em termos de produção de alimentos e qualidade da alimentação da população brasileira? E na relação produção e conservação do meio ambiente?

O Brasil tem potencial para alimentar o mundo, as produtividades das principais culturas têm crescido e somente com o uso de tecnologia, com profissionais capacitados é que iremos conseguir cumprir o desafio. E mais do que isso, o nível tecnológico e conhecimentos dos profissionais e a dedicação do agricultor têm feito com que a produção seja de fato cada vez mais sustentável, protegendo o meio ambiente e mantendo o legado para futuras gerações.

 

Quais outros desafios atuais dos engenheiros agrícolas?

São desafios questões como infraestrutura nas fazendas, capacidade de armazenagem, uso dos recursos hídricos de forma racional, evolução de máquinas e equipamentos, irrigação. Isso tudo tem um campo enorme de trabalho para o engenheiro agrícola, que tem se consolidado como profissional relevante no mercado.

 

O desafio é também que ele esteja cada vez mais atualizado, que as instituições de ensino estejam em sintonia com todas as demandas do campo e que eles continuem agregando valor cada vez mais ao processo de produção.

 

Nesse sentido, é um mercado de trabalho atrativo? Qual dica o senhor pode dar aos estudantes, futuros engenheiros agrícolas?

As oportunidades são imensas, em todos esses segmentos relevantes do agronegócio. Como dica, digo que continuem acreditando no agronegócio, trabalhando para que o agronegócio seja cada vez mais relevante. O Brasil tem grande importância para o mundo e a engenharia agrícola tem que atuar nessa frente, e dar cada vez mais condições aos produtores para produzir de forma mais sustentável.

 

 

Leia também:

 

Mapa da Profissão – Engenharia Agrícola
Guia das Engenharias – Engenharia Agrícola: o futuro do desenvolvimento rural brasileiro

 

 

 

 

 

 

 

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