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19/07/2011

Empresas se esforçam para reter talentos, aponta pesquisa

 

Pesquisa de consultoria de executivos feita para a Folha de S. Paulo revela que oito em cada dez profissionais receberam propostas de emprego e quase 40% disseram ter recebido aumento superior a 30% nos últimos três anos

        Matéria de Érica Fraga para a Folha de S. Paulo traz os resultados da pesquisa feita pela Asap, consultoria de recrutamento de executivos, para o jornal, e que ouviu 1.934 profissionais, com dados surpreendentes sobre o aquecimento do mercado de trabalho. Oito em cada dez profissionais com salário de R$ 6.000 a R$ 15 mil receberam proposta para mudar de emprego nos últimos 12 meses. E destes, apenas 24,5% dos profissionais aceitaram a oferta, devido à política agressiva de rentenção de talentos de seus empregadores.

        Segundo o jornal, quase quatro em cada dez entrevistados dizem ter recebido aumento salarial superior a 30% nos últimos três anos, contra uma inflação acumulada de 17%.

        As oportunidades não estão abertas apenas para os jovens. A relações-públicas Inês Hotte, depois de trabalhar por três anos em uma empresa, foi convidada para participar de processos de seleção de duas companhias, mudou de emprego e dobrou o salário, além dos benefícios. "Fiquei muito surpresa, até pela minha idade. Tenho 47 anos. Nunca esperamos que algo assim possa acontecer com a gente", diz.

        A maioria dos entrevistados pela Asap que rejeitaram proposta de novo emprego citou "salário abaixo da expectativa" para a recusa. Mas, segundo especialistas, boa remuneração nem sempre é o que mais pesa.

        A pesquisa revela que a chance de "crescimento e promoção" contou mais para quem trocou de emprego.

        De acordo com Ruy Shiozawa, presidente do Instituto Great Place to Work (Melhores Empresas para Trabalhar), os esforços das empresas para reter mão de obra se traduzem em melhores políticas de RH.

        Não perder funcionários para a concorrência. Essa meta ocupa o topo da lista de preocupações dos departamentos de recursos humanos das empresas. Retenção de talentos foi citada por 70,6% de 50 executivos de recursos humanos entrevistados pela consultoria de recrutamento Michael Page como um dos principais desafios que enfrentam hoje. Atração de talentos apareceu em um longínquo segundo lugar, mencionado por 38,2% dos que participaram da pesquisa."A bola da vez de RH é reter, não é atrair. Com o mercado de trabalho aquecido, está muito difícil contratar", diz Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil.

        Segundo Pontes, as estratégias das empresas têm incluído programas para formar sucessores para postos-chave, a criação de áreas para gerenciar apenas remuneração e "outros cuidados".
A Natura tem um projeto de formação de sucessores para posições "críticas", hoje com 90 cargos. "Quando não conseguimos identificar um sucessor adequado para determinado posto, ou treinamos alguém da empresa ou buscamos no mercado", afirma Alessandra da Costa, diretora de RH, que trocou a Johnson pela Natura há dois anos.

        A TAM criou há pouco mais de um ano uma área em RH para cuidar de remuneração e benefícios. Martinho Bartmeyer,diretor de Remuneração, Organização e Relações Sindicais do departamento de Recursos Humanos conta ter implantado uma política clara de cargos e salários.

        "Sozinha, a remuneração não motiva, mas, se estiver muito aquém do mercado, com certeza desmotiva", diz.

        A gerente de recompensa da International Paper América Latina, Muna Hammad, também enfatiza a importância do monitoramento constante dos salários. "Tenho o dever de olhar se o salário está competitivo. Se não tenho esse cuidado, perco o funcionário." Mas Hammad ""a exemplo de outros executivos e especialistas"" bate na tecla do "não é só salário que conta".Ela ressalta que a IP se preocupa com a qualidade de vida do funcionário.

 

(Fonte: Folha de S. Paulo)
www.fne.org.br

 

 

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