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28/08/2026

Três categorias e seus desafios

João Guilherme Vargas Netto

 

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores – comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo – grandes e presentes em todo o Brasil, com centenas de sindicatos e alta associação com uma rede articulada pelas organizações filiadas a centrais sindicais.


Os comerciários – porta de entrada do primeiro emprego – têm hoje, em geral, uma conjuntura positiva, exceto em algumas grandes redes que, por concorrência e inadimplência, por disputas internas prejudiciais, por desleixo e juros altos atravessam uma situação de crise, com ameaça de demissões. A confederação nacional que representa os comerciários conseguiu na Justiça do Trabalho a suspensão das demissões pretendidas e a exigência de participação dos sindicatos quando se trata de dispensa coletiva.


Os bancários – categoria das mais afetadas pelos avanços das inovações tecnológicas – resistem apesar da dramática diminuição numérica e ativamente conseguem garantir negociações com os banqueiros (que tiveram lucros fabulosos), demonstrando uma imensa capacidade de mobilização, comandada, diga-se, por companheiras muito qualificadas.


Os metalúrgicos do setor automotivo (que, em geral, apresenta uma conjuntura favorável), organizados em sindicatos fortes, valorizam as negociações salariais e começam a se preocupar com a pressão da informalidade em suas fileiras – o metalúrgico tem preferido se uberizar a fazer hora extra, enquanto as metalúrgicas preferem a CLT. As entidades pretendem estudar e agir sobre este desafio a partir de pesquisas qualitativas e quantitativas.

 

JG Artigo FotoRitaCasaro

 

 

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical 

 

 

 

 

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