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21/08/2026

Nota alta e nota baixa

João Guilherme Vargas Netto

 

Agora que as campanhas eleitorais saíram da clandestinidade e se legalizaram, faltando menos de 50 dias para o primeiro turno, já se pode “fechar” uma chapa, até com os números dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.

 

O movimento sindical dos trabalhadores está desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles candidatos que merecem o seu apoio porque defendem os interesses da classe em sua vida pública e em seus mandatos.

 

Há muitas formas de participação até o voto na urna eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas entidades sindicais, com inteligência e eficácia.

 

Além do esforço para votação nos candidatos preferidos, o movimento sindical pode também rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o desvoto.

 

Ambas as participações já foram provadas pelo movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a mais temida pelos políticos que disputam mandatos.

 

Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto) é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os resultados das votações de interesse dos trabalhadores compilados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que atribuiu a todos os constituintes (senadores e deputados) uma nota correspondente de 0 a 10.

 

Durante anos, esta avaliação – nota alta ou nota baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical nas inúmeras campanhas em que participava.

 

JG Artigo FotoRitaCasaro

 

 

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical 

 

 

 

 

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