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09/08/2010

Fórum Social das Américas começa dia 11 em Assunção

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A quarta edição do FSA, que vai até 15 de agosto no Paraguai, debaterá temas como a resistência à militarização do continente, a luta por soberania alimentar e o direito das mulheres sobre seu corpo.

       O Fórum Social das Américas reunirá mais de quinze mil pessoas do Hemisfério Sul, com forte presença de organizações da Bolívia, Uruguai, Argentina, Chile, Brasil e Paraguai, assim como integrentes de organizações da França, Francia, Italia, Espanha, Alemanha e do Líbano. A quarta edição do encontro transcorrerá nas instalações do Consejo Nacional de Deportes, em Assunção, de quarta, 11 de agosto, até domingo, 15. com iniciativas de mais de 500 organizações que farão oficinas, fóruns, assembléias e outras atividades, com os principais assuntos que afetam movimentos e organizações sociais.
       Participação de atividades do Fórum personalidades como Boaventura de Sousa Santos, Adolfo Pérez Esquivel e Joao Pedro Stedile. No sábado, 14, pela tarde haverá uma conferência dos presidentes do Paraguai, Fernando Lugo e da Bolivia, Evo Morales, junto a Francisca Rodríguez, da Asociação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas –Anamuri- do Chile y Camille Chalmers, de Jubileo Sur y COMPA. A moderação será de Magdalena León, de la Red de Mujeres Transformando la Economía (REMTE).
       O encerramento do Fórum, no domingo, será feito com uma assembléia dos Movimentos Sociais pela manhã e um ato em solidariedade ao processo paraguaio.
       Um dos eixos centrais que as organizações camponesas do Paraguai e do continente debaterão será o problema da terra. Será analisado o modelo agro-exportador vigente em vários países latino-americanos e suas consequências para o meio ambiente, as comunidade, e como desenvolver estratégias de resistência.
       As organizações camponesas também trabalharão o tema da soberania alimentar, o controle do campo sobre as sementes, a reforma agrária, assim como será feito o lançamento oficial do Congreso de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC), que se realizará em outubro no Equador.
       Também no fórum será realizada a plenária da campanha continental “Fora as Bases Militares Estrangeiras”. Na tarde de 14 de agosto será feito um encontro para avançar na articulação de atividades contra a militarização na região.
       As mulheres terão papel central durante o Fórum. A Marcha Mundial das Mulheres promoverá ações culturais, com o lançamento de um documentário e uma exposição de fotos. Também haverá debates conjuntos das mulheres para uma análise da conjuntura continental e a construção de uma agenda de ações para as Américas. Na ocasião será apresentado o processo do Encontro Internacional de Mulheres e Povos das Américas contra a Militarização, que será realizado na Colômbia, e cujo objetivo é tornar conhecida a situação critica do conflito armado e social que hoje afeta este povo.
       Uma oficina e mostra audiovisual chamada “Memoria y rebeldía” será promovida nos dias 12, 13, e 14 de agosto, convidando a compartilhar produções, experiências e metodologias dentro da comunicação audiovisual. realizada "pelos, a partir, com e sobre os movimentos sociais do continente". A oficina será organizada pelo Centro Memorial Martin Luther King (CMLK), ALBA TV, Vive TV, Catia TV, Nuestra América e Colectivo de Liberación de Información y Producción (CLIP).
       Por otro lado, las organizações que foram a articulação dos movimentos sociais rumo a ALBA na Argentina (Frente Popular Darío Santillán, Movimiento Nacional Campesino Indígena, Pañuelos en Rebeldía, Juventud Rebelde 20 de diciembre, Geal, Redher e CTA) farão uma atividade denominada “Soberania dos corpos”, con o objetivo de vincular a soberania popular com a decisão das mulheres sobre seus corpos.

Traduzido por Ciranda
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Fonte: Prensa de Frente
www.fne.org.br

 

 

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