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Setembro de 2018

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Editorial
Os 84 anos do SEESP e a luta pela frente

 

Criado em 1934 no bojo do processo de modernização do Brasil, o SEESP comemora os seus 84 anos, que se completam neste 21 de setembro, ciente da tarefa hoje premente de multiplicar esforços para que o País retome o caminho do desenvolvimento socioeconômico. Os engenheiros são, por excelência, essenciais à construção de uma nação que possa assegurar à sua população condições adequadas de vida e exercício pleno da cidadania. Também, para que a categoria tenha oportunidade no mercado de trabalho e inserção social relevante, é preciso que haja investimentos públicos e privados, avanço tecnológico e crescimento.

 

Essa bandeira vem sendo defendida pelo SEESP de forma sistemática desde 2006 por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento. Desde então, vimos apresentando propostas concretas para o fortalecimento da indústria nacional, o aprimoramento da nossa infraestrutura de produção e urbana, a geração de empregos de qualidade e ampliação da renda com melhoria das condições de vida. Assim, em meio a uma crise econômica grave, que tem como pior sintoma 13 milhões de desempregados, o SEESP celebra este aniversário disposto a contribuir decisivamente à superação dos obstáculos que impedem a prosperidade e o bem-estar do povo brasileiro.

 

A missão é certamente de grande monta, pois as dificuldades econômicas são agravadas por medidas equivocadas e retrocessos sociais inexplicáveis, como a Emenda Constitucional 95, que impede investimentos públicos, e a Lei 13.467/2017, a malfadada reforma trabalhista. Essa última desregulamenta e desorganiza o mercado, traz insegurança jurídica a empresas e empregados e precariza o trabalho. Em resumo, lança-nos para um cenário pré-1930, anterior à industrialização do Brasil e à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ou seja, nada tem de moderna ou atual.

 

Além de propiciar a retirada de direitos e eliminar a proteção social ao trabalho, a legislação teve ainda o objetivo claro de enfraquecer os sindicatos, seja por meio da dificuldade de acesso a fontes de custeio ou ao buscar reduzir o seu papel como representante dos trabalhadores. Por mais que tal situação seja lamentável, será sem dúvida alguma superada pela nossa capacidade de trabalho e pela organização e mobilização dos engenheiros.

 

Portanto, do alto de nossa história octogenária, repleta de lutas e conquistas em prol dos engenheiros, do Estado de São Paulo e do Brasil, renovamos nossa disposição de arregaçar as mangas e enfrentar este quadro desfavorável, mas que será transformado a bem dos nossos profissionais, do conjunto dos trabalhadores e da sociedade brasileira.

 

Não devemos subestimar as dificuldades, mas tampouco nos intimidar diante delas. A missão à nossa frente é seguir defendendo a nossa categoria, o que implica garantir expansão econômica de forma sustentável, com distribuição de renda e fortalecimento da democracia.

 

Comemoremos nossos 84 anos com otimismo e determinação.

 

 

Eng. Murilo Pinheiro
Presidente

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