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12/04/2010

Não baixar a cabeça para os países do Norte

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       Na abertura do Fórum Acadêmico Índia-Brasil e África do Sul (Ibas), que promove em Brasília "Um Diálogo de Políticas Públicas", o presidente do Ipea defende mudança de mentalidade nas relações entre países ricos e pobres.
       O resultado do esforço dos países em desenvolvimento para superar a crise mundial iniciada no final de 2008 mostrou a "necessidade de mudança de mentalidade” no que diz respeito à submissão que havia no terceiro mundo “às orientações dos países do Norte", segundo afirmou na manhã de hoje (12) o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.
       Ele falou na abertura do Fórum Acadêmico Índia-Brasil e África do Sul (Ibas), que vai discutir em Brasília Um Diálogo de Políticas Públicas. Segundo ele, os países do Norte "tradicionalmente receitavam fórmulas para serem seguidas pelas nações do Sul, mas, nas duas últimas décadas, não apoiaram estes para saírem da pobreza".
       Como exemplo da mudança de mentalidade, Pochmann afirmou que "os países em desenvolvimento saíram da última crise seguindo receitas próprias".
       Ele defendeu a criação de "uma nova visão para fazer face a essa realidade global", lembrando que as nações ricas trabalharam exclusivamente para apoiar seus bancos e suas empresas" e nada fizeram pelos países emergentes, desde 2008.
       Desde a Grande Depressão, na década de 30, reiterou Pochman, "não tínhamos visto um processo de recuperação de países em crise que não partisse dos países ricos". Ele lembrou que o Brasil, no ano passado "conseguiu equilibrar a situação da economia interna sem afetar a pobreza".
       A criação de uma nova ordem econômica mundial foi apontada por Pochman como solução para construir um novo mundo a partir de novas ideias convergentes nos campos econômico e ambiental.

 

www.cntu.org.br

 

 

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