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27/06/2019

Humanidade aumentada

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Realidade aumentada e humanos podem conviver de forma tranquila? Quem fala sobre o tema é o professor Paulo Silvestre.

 

Rosângela Ribeiro Gil

Oportunidades na Engenharia

 

No mundo atual, fala-se muito em realidade virtual e aumentada. Estamos o tempo todo rodeados de interfaces digitais e à espera de mais. Para onde caminha a humanidade com toda essa parafernália? Ainda é cedo para dizer. Em 2013, o filme Her apresenta uma sociedade repleta de relações virtuais e como isso impacta a vida do personagem principal da película, o escritor solitário Theodore – belamente interpretado pelo ator ‎Joaquin Phoenix‎.

 

400 Paulo Silvestre 2A realidade que ganhou o adjetivo “aumentada”, segundo o professor de jornalismo e comunicação Paulo Silvestre, tem reflexo direto no “futuro do trabalho”. Ele assevera: “Fala-se muito que a máquina vai substituir o trabalho humano. O fato é que qualquer coisa que puder ser automatizada será.” Isso vale para todas as profissões, inclusive a engenharia, faz questão de destacar, ele que também cursou Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), aos 17 anos de idade. “Um profissional que trabalha como se fosse um robô está “pedindo” para ser substituído por um robô.”

 

Nesse cenário, observa Silvestre, uma das maiores forças que qualquer profissional tem “é justamente a sua capacidade de ser humano”. “Estive, há três semanas, num evento da VTEX – empresa brasileira de tecnologia especializada em computação –, em São Paulo, onde estava o (Barack) Obama. Ele falou muito da importância da educação para melhorar o mundo e disse que uma das coisas que a máquina não pode fazer é abraçar uma criança. Só um ser humano consegue fazer isso.”

 

Autonomia e bom salário

O professor acredita que, nesta “encruzilhada” em que se encontra o mundo do trabalho, a “humanidade aumentada” é um bom caminho para ser trilhado. “Estou falando em usar as tecnologias para melhor realizar o nosso trabalho, extrapolando a nossa própria humanidade.”

 

Silvestre exemplifica com dois casos bem-sucedidos na utilização da humanidade aumentada: o serviço de call center da Netflix e do Nubank. “Eles têm a tecnologia dando subsídios para que o atendente ofereça um atendimento que seja realmente diferenciado para quem está do outro lado.” A diferenciação não termina por aí, tais profissionais, prossegue, têm autonomia e ganham bons salários também. “Autonomia, inclusive, para quebrar algumas regras. Sem a tecnologia, por melhor que fosse esse profissional, ele não conseguiria ter o mesmo nível de atendimento porque não teria informação para isso.”

 

A humanidade aumentada, portanto, significa usar a tecnologia para que um profissional de qualquer área exerça a sua função com as qualidades humanas. “Poderíamos dizer que seriam as qualidades humanas anabolizadas”, brinca.

 

Conselho
Silvestre, que-quase-virou-engenheiro, aconselha aos profissionais da área técnica que não se “agarrem a fórmulas”. “É preciso entender que aquilo que deu muito certo até o ano passado esse ano pode já ser diferente.” Outra questão importante é estar “atento aos movimentos do mercado no sentido de novas técnicas e maneiras de se relacionar com o público, porque já era aquela figura do engenheiro que ficava fechado dentro do escritório. Hoje todo mundo tem de ser relacionar com o público e se dar ao direito de correr alguns riscos”.

 

E alerta: “Se você faz alguma coisa “automatizável” automatizada será.”

Quer conhecer mais o trabalho e as ideias do professor Paulo Silvestre? Então clique aqui no perfil dele no LinkedIn

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