GRCS

29/07/2016

Sindicatos evitam demissão de mais 230 na Usiminas

Em negociação tensa, que durou cerca de quatro horas, metalúrgicos e engenheiros conseguiram evitar a demissão imediata de 230 empregados da Usiminas de Cubatão. Foi em audiência provocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em Santos, realizada no dia 25 de julho último. A direção da siderúrgica tentou, mas não conseguiu emplacar o argumento de que precisava adequar o efetivo à produção de laminados, que ficou abaixo da projeção empresarial. Ficou acordado que será mantido um nível de emprego de 98,4% durante seis meses, começando em 1º de agosto próximo.

As novas dispensas na usina cubatense, que deveriam somar 500 e foram anunciadas em 14 de junho último, pegaram os sindicatos de surpresa e o próprio MPT, segundo o presidente da Delegacia Sindical do SEESP da Baixada Santista, Newton Guenaga Filho. “Estávamos saindo de um processo doloroso por causa do fechamento do setor de metalurgia da empresa, que significou a demissão de mais de dez mil trabalhadores, entre contratados diretos e das terceirizadas”, salienta o sindicalista. No dia da comunicação, lembra Guenaga com indignação, 271 empregados já tinham sido demitidos. “Enquanto estávamos à mesa de negociação, o corte já tinha começado. Felizmente conseguimos, com a boa intermediação do MPT, estancar esse processo.”

Confira, no Jornal do Engenheiro do SEESP, de agosto, reportagem especial sobre a luta contra as demissões e o sucateamento daquela que já foi a maior produtora de aços planos do País. “O que acontece hoje na ex-Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) deve ser entendido a partir da privatização da empresa, em 1993”, observa o ex-funcionário da empresa, Luiz Nascimento. O jornal estará disponível para leitura também aqui no site do sindicato, a partir da próxima semana.

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Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP






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