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05/10/2015

FNE lança Perfil Ocupacional dos Profissionais de Engenharias no Brasil

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A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) acaba de lançar o mais recente estudo com o perfil da profissão durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, em Campo Grande. A publicação foi apresentada pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro, instantes antes do início das atividades da tarde, nesta segunda-feira (5/10). Amanhã (6), José Silvestre de Oliveira, coordenador do Dieese, apresentará os dados durante a mesa "Valorização profissional e da engenharia nacional", às 16h15, que também terá a participação de José Tadeu da Silva, presidente do Confea, entre outros nomes.

 

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A análise, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), demonstra uma expansão de 87,4% nos empregos formais em Engenharia, no período de 2003-2013. Ou seja, o salto foi de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Apesar dessa evolução favorável, dados de movimentação do emprego formal do Caged já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais da engenharia. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos.

Para a FNE, a década observada é exatamente o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), conforme propunha o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Ou seja, a partir do estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

De acordo com Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do FNE, as informações devem ser interpretadas de duas formas: “Uma é que chama atenção a posição conquistada pela engenharia ao longo de uma década, após amargar cerca de 25 anos de ostracismo. A segunda é que devemos lutar para evitar que a profissão perca o protagonismo alcançado. É responsabilidade da engenharia unida oferecer saídas à crise econômica enfrentada pelo País e fazer ver aos nossos governantes, parlamentares e líderes empresariais que a solução está no desenvolvimento, na produção e no apoio à inovação e à produtividade”, declarou.

Recortes
A pesquisa completa mostra ainda que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Imprensa FNE




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