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19/11/2010

Biomassa e água em debate no IV Eco SP

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É preciso lançar mão da fonte limpa de energia fartamente disponível no Brasil; escassez de recursos hídricos nas áreas mais populosas do Estado de São Paulo é preocupação.

        Questões fundamentais quando se aborda meio ambiente e desenvolvimento, a inserção da biomassa na matriz elétrica brasileira e os recursos hídricos do Estado de São Paulo foram tema na manhã desta sexta-feira (19), durante o IV EcoSP (Encontro de Meio Ambiente de São Paulo). Cassiano Augusto Agapito, do banco BTG Pactual, falou sobre a viabilidade econômica e ambiental da fonte alternativa de energia, que pode ser resultante de “qualquer matéria orgânica existente numa região ou planeta”. Entre os tipos de biomassa, ele elencou as florestas nativas ou plantadas, o bagaço da cana-de-açúcar, outros resíduos agrícolas, além dos urbanos, como o lixo.
        Bastante propalada como solução energética hoje, a matéria-prima à eletricidade resultante da produção do setor sucroalcooleiro tende a crescer ainda mais, como observou Agapito. “As usinas que moem mais de 1 milhão de toneladas/ano são as que têm condições de gerar energia para o mercado e exportar. Temos sete que superam os 5 milhões, 24 até 3 milhões e umas 40 acima de 2 milhões.” O País tem ainda a grande vantagem competitiva de contar com 500 milhões de hectares de florestas nativas, completou.
        O representante do BTG Pactual informou também que hoje se planta biomassa. Exemplo são o carvão vegetal, casca de arroz e capim-elefante, além de outras gramíneas. “Com relação à própria cana, há estudos para produzi-la sem açúcar, somente para gerar energia.” Na sua ótica, a inserção na matriz elétrica depende de o processo ser viável economicamente. Caso da biomassa, que tem ganho espaço e incentivo governamental, o que tem lhe agregado valor.

Recursos hídricos
        Amauri Luiz Pastorello, superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), abordou a situação das águas em território paulista. Segundo ele, o Estado apresenta problemas de disponibilidade. Mundialmente, é considerada ideal uma bacia que conte com 2.500m3/ano por habitante. “Nas do Alto Tietê e do Rio Piracicaba, temos uma situação bastante crítica, de menos de 1.500m3. Nessa região, já há disputa a tapa por um copo d´água.”
        Ele enfatizou que esse cenário tem a ver com a forma como as cidades se desenvolveram. “Mais ou menos 20% dos recursos hídricos estão alocados na área leste, em que está concentrada 80% da população. A ideia é tentar implementar política de incentivo ao adensamento populacional um pouco maior do lado oeste do Estado”, frisou. 
        Outro ponto fora da curva refere-se à qualidade da água, “muito ruim nas bacias do Alto Tietê e do Rio Piracicaba, assim como no norte paulista, no Pontal do Paranapanema e na região de Marília”. Ainda de acordo com sua explanação, o lançamento de esgoto ocorre in natura. “O Governo do Estado quer atingir até 2015 a totalidade dos municípios com tratamento. Essa é uma meta exequível.”
        Também é fundamental resolver questões causadas pela impermeabilização excessiva nas áreas urbanas, o que, somado ao descarte de lixo nos rios, tem culminado em enchentes. “Atuamos na criação de piscinões, canalização, desassoreamento.” Nessas iniciativas, foram alçados investimentos de quase R$ 260 milhões, como aduziu Pastorello. Iniciativa estatal nesse sentido, com prazo de maturação de nove anos e inversão de R$ 1,7 bilhão, é o desenvolvimento do Parque Várzeas do Rio Tietê, na zona leste da Capital até o município de Salesópolis. “O objetivo é resgatar a várzea do rio, devolvendo-lhe sua casa.” Aos 8.500 moradores irregulares do local, a promessa é de solução habitacional.

 

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