GRCS

Mostrando itens por marcador: petroleiros

Federação Única dos Petroleiros (FUP)

 

Em Ação Popular protocolada nesta terça-feira, 27, junto à 3ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, representantes das entidades sindicais dos trabalhadores da Petrobrás e da BR Distribuidora cobram a impugnação da Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da estatal, que aprovou em abril mudanças ilegais no estatuto da companhia.

A alteração estatutária permite a venda do controle de subsidiárias apenas com a aprovação do Conselho de Administração da Petrobrás, sem passar pelos acionistas, o que contraria a Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6404/76). A medida foi tomada com intuito de facilitar os objetivos do atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco, que já anunciou seu desejo de privatizar por completo a empresa.


Não por acaso, no dia seguinte à aprovação da mudança no estatuto da Petrobrás, a empresa anunciou a venda de oito refinarias. A Aragão Ferraro Advogados, assessoria jurídica responsável pela Ação, explica que a alteração promovida faz com que “Castello Branco e a Petrobrás se furtam ao controle público e social, e podem criar ou extinguir subsidiárias de uma forma mais simples. Tal medida atinge diretamente a privatização da empresa, que deve criar subsidiárias para vender, por exemplo, as refinarias”.

A Ação Popular (nº 0212517-84.2019.8.19.0001) foi proposta pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), pelo SindipetroNF e oSindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sitramico/RJ).


Comunicação SEESP*

Os leilões das 2ª e 3ª rodadas do pré-sal arrecadaram menos do que o governo tinha anunciado como esperado. A expectativa era obter R$7,75 bilhões com a assinatura dos contratos. Mas, o valor ficou em R$ 6,15 bilhões. Das oito áreas ofertadas para exploração e produção de petróleo e gás, duas não houveram interessados. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apontou crime de lesa-pátria. Já a Associação dos Engenheiros da Petrobras avaliou que os certames lançam o país em novo ciclo colonial.

Considerando o valor arrecadado, em bônus de assinatura e estimativas de que as áreas leiloadas têm aproximadamente 12 bilhões de barris de petróleo, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, reafirmou que o governo entregou o óleo do pré-sal às multinacionais por menos de 1 centavo o litro e enfatizou que, essa política se soma a Medida Provisória (MP) 795, que dá isenções tributárias para multinacionais importarem plataformas e outros equipamentos, o que, segundo a FUP, acaba na prática com a política de conteúdo local.

Os leilões, realizados na sexta-feira (27), que aconteceram no Rio de Janeiro sob protestos de petroleiros, começaram com atraso. Uma liminar determinou a suspensão dos certames por considerar possibilidade de dano ao patrimônio, mas em seguida foi revisada. Participaram da licitação 16 empresas, 14 estrangeiras duas brasileiras, entre privadas e estatais.

Tudo o que petroleiros vinham alertando aconteceu, como lembra o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel: "As empresas chegaram a pagar até 80% de excedente de óleo ao governo. Aquele discurso do Pedro Parente [presidente da Petrobras], de que nós 'endeusávamos' o pré-sal, caiu por terra. Outro detalhe é que as empresas chinesas estão entrando com muita força."

As gigantes petroleiras estrangeiras saíram vencedoras. Na área do Sul de Gato do Mato, por exemplo, ganharam a Shell (britânica), com 80% e a Total (francesa), com 20%. No Norte de Carcará, a ExxonMobil (norte-americana), com 40%, a Statoil (estatal norueguesa), com 40%, e a Petrogal (portuguesa), com 20%.

A Petrobras, que antes da mudança na legislação ocorrida no ano passado era operadora exclusiva dos campos de pré-sal, terá participação em somente três dos blocos licitados.

Para a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), independentemente do resultado, o simples fato de os leilões terem acontecido já foi algo ruim. “Criticamos a realização do leilão em si e as mudanças nas regras. Mas, mais importante que avaliar o resultado, é se perguntar qual a velocidade com que se deve produzir o petróleo brasileiro e se a exportação do petróleo brasileiro, por multinacionais, pode desenvolver o Brasil”, defendeu o presidente da Aepet, Felipe Coutinho.

De acordo com ele, a velocidade ideal para se produzir o petróleo seria aquela proporcional ao que se pode consumir no País, no sentido de agregar valor ao petróleo. Historicamente, nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacional. Em sua avaliação, a realização dos leilões estabeleceu regras muito mais interessantes para o capital estrangeiro, colocando o Brasil em condições de país primário-exportador. “Lançam o País em mais um ciclo do tipo colonial. E esses ciclos beneficiam só o capital estrangeiro e pequenas frações entre os brasileiros, aqueles gestores do projeto colonial", lamentou Continho.

Negociação do ACT
Sobre a negociação, ele observa que o desafio é manter o acordo coletivo. "O nosso grande problema hoje são as conquistas históricas que tivemos ao longo dos anos e eles querem tirar. Querem desestruturar o nosso acordo", diz Zé Maria, lembrando da proximidade da entrada em vigor da Lei 13.467, de "reforma" da legislação trabalhista.

A Petrobras comunicou à FUP que irá apresentar sua proposta final justamente na semana que antecede o dia 11, quando a lei passa a valer. Os petroleiros interpretam isso como uma ameaça.

O coordenador da FUP observa que algumas categorias já estão conseguindo renovar suas convenções coletivas na íntegra, sem mexer em direitos. Mesmo alguns empresários têm preferido fazer agora e discutir os possíveis efeitos da reforma no ano que vem, com mais segurança.

Assim que for apresentada a proposta, os trabalhadores reunirão o Conselho Deliberativo, formado pela FUP e sindicatos filiados, para avaliação. No início do mês, a categoria já havia rejeitado proposta que incluía reajuste pelo INPC e redução de direitos. A data-base é 1º de setembro.


*Com informações do Vermelho e da Rede Brasil Atual



Os petroleiros se mobilizam, em todo o País, e voltam a cruzar os braços na próxima sexta-feira (30/06) contra as reformas do governo Temer e o desmonte da Petrobras. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informa que haverá paralisações em plataformas, áreas administrativas e terminais, para reforçar o dia de mobilizações convocado pelas Centrais Sindicais.

O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel (Zé Maria), disse à Agência Sindical que a mobilização envolve diversos setores da estatal. “Aprovamos em todas as bases a participação na Greve Geral. Nas refinarias, a greve começa no dia 30 e não há previsão de cessar”, explica.

Zé Maria alerta que a situação é crítica. “A atual gestão da Petrobras sucateia as refinarias propositalmente, para entregá-las às multinacionais”, denuncia o dirigente petroleiro.

“A greve geral mobiliza os trabalhadores contra esse governo ilegítimo e corrupto, que entrega a Petrobras às multinacionais e destrói nossa soberania, usando o velho discurso de combate à corrupção. Somente os trabalhadores na rua poderão pautar novas eleições presidenciais”, diz.

Para Fábio Mello, diretor de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), os trabalhadores estão se preparando para a greve na região. “Há uma intensa mobilização. Os petroleiros, em sua grande maioria, são favoráveis à paralisação”, relata.

O dirigente informou que nesta quarta (28) haverá uma plenária ampliada em Santos (SP), com participação das centrais sindicais, para definir os últimos detalhes da mobilização. O encontro será na sede do Sindipetro.

 

Informação da Agência Sindical
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Depois de alguns meses sem grandes novidades, ocupados os deputados nas campanhas eleitorais municipais, a Câmara Federal deu, recentemente, sinais de vida. Ou de morte, conforme a polêmica que agita os cultores da língua portuguesa a respeito das expressões “perigo de vida” ou “perigo de morte”.

Com o grave alheamento do movimento sindical (exceção feita aos petroleiros ativistas da FUP) a Câmara aprovou o texto-base do projeto originário do Senado que “alivia” a Petrobrás da exploração do pré-sal e abre caminho para outras medidas mais radicais de financeirização da empresa, algumas já estando sendo praticadas por sua nova direção.

Os deputados se preparam também, com um jantar faustoso na presidência da República, para votar a PEC dos gastos, ponte para um futuro de restrições à ação do Estado e para a diminuição dos gastos públicos, exigências do “mercado” e dos empresários (até mesmo em nota pública das confederações patronais) e cujos efeitos negativos têm sido subestimados pelo movimento dos trabalhadores do setor privado da economia.

Ficam confirmadas assim as características reacionárias da conjuntura e da correlação de forças no Congresso, apontando as dificuldades que o movimento sindical enfrentará em todas as discussões parlamentares sobre os temas de interesse dos trabalhadores.

E, no entanto, apesar das dificuldades, não se pode abandonar a luta, buscando em cada situação evitar o pior e alcançar o desejável, manobrando com habilidade neste ambiente hostil.

Para este esforço – que se conjuga com o esforço unitário do movimento – é de muita valia a mais recente publicação do DIAP sobre a agenda legislativa dos trabalhadores no Congresso Nacional (2016). São listadas as proposições em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assinaladas as de interesse dos trabalhadores do setor privado e aos funcionários públicos e de interesse sindical.

São apresentadas também a pauta prioritária da CNI e a Agenda Brasil, anunciada pelo presidente do Senado, listando-se as 57 ameaças a direitos em tramitação no Congresso.

O livro editado pelo Diap deve estar em todas as mesas dos dirigentes e ativistas sindicais e orientar nossas ações nesta conjuntura que apresenta “perigo de morte” para os direitos.

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

 

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participou do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, ocorrido na quinta-feira (22/9), convocado por nove Centrais Sindicais e duas frentes formadas por movimentos sociais, para defender direitos sociais e trabalhistas. Assembleias em todas as bases devem referendar a decisão do Conselho Deliberativo da FUP, que rejeitou a proposta de acordo coletivo apresentada pela empresa. A estatal propôs reajuste de 4,9%, redução da remuneração das horas extras de 100% para 50% e redução da jornada do administrativo de horário flexível de oito horas para seis horas diárias, com redução de 25% do salário.


Foto: Divulgação FUP

petroleiros campanha salarial e atoSindipetro PR/SC rumo à greve geral com trabalhadores da refinaria Fafen-PR


José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, avalia que a proposta salarial feita aos trabalhadores segue a mesma linha de desmonte que já vem sendo implementada em relação ao patrimônio da empresa, colocando à venda subsidiárias, campos do pré-sal e demais ativos estratégicos.

Como exemplo, ele cita a venda do campo de Carcará e, mais recentemente, o anúncio da venda de gasodutos da Nova Transportadora Sudeste (NTS), que deve encarecer consideravelmente o preço do gás de cozinha.

O coordenador da FUP adianta que, além da rejeição da proposta salarial e reforço ao estado de greve, as assembleias devem aprovar a “Operação Para Pedro” - em alusão ao atual presidente da petroleira, Pedro Parente, que consiste no cumprimento rigoroso de todos os itens de segurança operacional e a denúncia de quem descumprir ou assediar os trabalhadores. “Não há unidade operando hoje de acordo com as normas de segurança e procedimentos”, diz Rangel.

Com informações da Agência Sindical





 

A pressão dos pretroleiros no Congresso Nacional, na terça-feira (13/9), contra o PL 4567/16 surtiu efeito. O projeto, que acaba com a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única da exploração do pré-sal, começoun a ser analisado naqueola data. De autoria de José Serra, atual ministro de RElações Exteriores, foi aprovado no Senado e, na avaliação da categoria, constitui principal ameaça à soberania do Brasil sobre as imensas reservas petrolíferas da camada do pré-sal.


Imagem: divulgação FUP

petroleiros pre sal mobilizacao

A possibilidade do projeto ser levado a votação mobilizou petroleiros de todo o País à Capital Federal para mais um corpo a corpo com as lideranças partidárias. Em agosto, os sindicalistas conseguiram reunir as assinaturas necessárias (171 deputados federais), para protocolar um Projeto de Decreto Legislativo que propõe a realização de plebiscito para que os brasileiros se posicionem sobre a questão.

“Há uma parcela significativa de parlamentares sensibilizados pelo tema petróleo, que também veem como preocupação a Petrobras ficar fora da exploração do pré-sal”, diz. A pressão mudou a disposição de vários líderes, que estão preferindo deixar a votação do projeto para depois das eleições municipais de outubro.


De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a presença em massa dos trabalhadores na Câmara, nos gabinetes das lideranças dos partidos que fazem oposição ao governo Temer, conseguiu adiar a votação do projeto para depois do primeiro turno das eleições municipais.


Com agências





Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram paralisação de cinco dias contra a venda dos chamados campos maduros terrestres da Petrobras. A mobilização, que começou na segunda (1º) tem como objetivo protestar contra a entrega de 104 concessões de exploração, das quais 98 produzem juntas 35 mil barris de petróleo diariamente. Os campos estão divididos pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Espírito Santo.


Foto: FUPgrevenortefluminense2 600 largGreve no Norte Fluminense em defesa do Pré-Sal.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, disse que os Sindicatos estão mobilizando os trabalhadores desses poços terrestres, para resistir à ofensiva do governo interino para privatizar a petroleira estatal. “O governo alega que é importante se desfazer desses campos, liberando recursos para investir mais na produção do pré-sal. Porém, sabemos que os poços colocados à venda estão sendo entregues praticamente de graça”, denunciou. O sindicalista argumentou que há grande oferta de ativos petrolíferos no mundo, derrubando os preços a níveis jamais vistos.

José Maria Rangel também chama a atenção para os impactos negativos que serão gerados para as cidades onde as províncias produtoras estão instaladas. “As empresas privadas não se preocupam com a população local, com remuneração mínima, não há compromisso ambiental. Além disso, nos preocupamos com os postos de trabalhos que podem ser fechados nessas regiões e que não serão reabsorvidos”, avalia.

A FUP ainda não contabilizou o número de trabalhadores parados, mas aponta adesão massiva de trabalhadores próprios, além de terceirizados.

Carcará
A Federação também condenou a decisão do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou a venda da participação da estatal no bloco exploratório BM-S-8 para a norueguesa Statoil Brasil Óleo e Gás por US$ 2,5 bilhões (R$ 8,5 bi) em mais um passo do plano de desmonte da companhia.

Segundo a FUP, a venda da área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, comprovadamente de alta produtividade, é mais uma doação, pois nada justifica entregar um campo de petróleo que, por baixo, renderia à Petrobras R$ 22 bilhões pelo valor de R$ 8,5 bilhões.


Fonte: Agência Sindical







Os petroleiros anunciaram uma paralisação nacional de 24 horas para a sexta-feira (10/6). Os trabalhadores ligados às duas federações da categoria - Federação Nacional dos Petroleiros e Federação Única dos Petroleiros - definiram como pauta a luta em defesa do pré-sal e pela manutenção do sistema de partilha, aprovado no governo Dilma. A concessão, projeto de José Serra (PSDB), já aprovado no Senado, é tida como lesiva aos interesses nacionais.


Foto: divulgação FUP

NOSSA PETROBRAS 600 larg


"Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula", diz um trecho de uma nota divulgada pela categoria.


Em entrevista à Agência Sindical, Emanuel Cancella, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional, alerta que o Brasil corre risco de retomar o que chama de “privataria tucana”, que, segundo ele, nos fez perder a Vale e a Siderúrgica Nacional. “Agora, querem o fim da Petrobras", denuncia.

A greve visa ainda alertar para os riscos iminentes de graves retrocessos para a categoria, caso vigore a lógica da privatização. Emanuel reclama de calotes. “O abono contingencial não foi pago em 2015 e é pouco provável ser pago este ano. Também não recebemos a PLR e, no acordo coletivo de 2016, só conseguimos repor as perdas salariais após muita luta", comenta.

A Petrobras, sozinha, gera 13% do Produto Interno Bruto nacional. A empresa também descobriu o pré-sal - mais de 1 milhão de barris/dia - suficiente pra abastecer todo o Mercosul. O dirigente da Federação Nacional questiona: “A quem interessa que o Brasil abra mão de tudo isso?”

A paralisação dos petroleiros deve contar com apoio dos movimentos ligados às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

José Maria Rangel, dirigente da Federação Única dos Petroleiros, explica: “Na concessão, a empresa paga só o valor do lance do leilão e fica com o óleo extraído”. Ele ressalta que, ao se definir o sistema de partilha, ficaram garantidas cotas para o conteúdo nacional, com impacto positivo na indústria brasileira. Com a mudança, a exigência nacional cai. O sindicalista também vê ameaças à Educação, pois o fim do controle nacional do pré-sal acabaria com a obrigatoriedade de repasses para o setor. “O Plano Nacional de Educação, sem contar com os royalties, ficaria comprometido”, adverte.

Empresa com mais de 60 anos, a Petrobras tem sido objeto de disputas desde a lei que propôs sua criação. Suas reservas e tecnologia são alvo da cobiça internacional e mobilizam os entreguistas nacionais, de olho na dinheirama que a transação poderia gerar.


Confira abaixo a nota da FUP:

FUP indica greve de 24 horas no dia 10 de junho

Diante dos ataques contra a Petrobrás, o Pré-Sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho. Esta data marcará a primeira grande mobilização nacional que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel Temer.

As representações sindicais petroleiras, reunidas nesta segunda-feira, 30, no Conselho Deliberativo da FUP, alertaram para o risco iminente de perda de direitos e de grave retrocesso que a categoria já vive e que serão intensificados com as intenções de privatização da Petrobrás e de entrega do Pré-Sal, reveladas por Michel Temer.

As medidas econômicas de seu governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. Retirar direitos da classe trabalhadora,  arrochar salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar empresas públicas,  entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas são medidas que atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe.

Na Petrobrás não será diferente. Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula.

Somente com resistência e mobilização, os petroleiros terão a chance de impedir o violento retrocesso que atingirá a categoria nos próximos meses.

O dia 10 de junho  será uma resposta unitária de todos os petroleiros contra o golpe em curso no país e na Petrobrás.


Com informações da Agência Sindical





A Petrobras Transportes S.A. ou Transpetro, maior processadora brasileira de gás natural e líder em transporte e logística de combustível do país, como se apresenta em seu site, foi crida em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, numa tentativa de fatiar a Petrobrás para facilitar a venda da estatal.

Naquele momento, a mobilização de organizações sindicais como a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros) impediu a privatização da maior empresa do país em faturamento. Mas, se a vontade de uma parte da atual direção prevalecer, o que não ocorreu no governo tucano, pode acontecer agora.

No último dia 15, o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, anunciou a possível venda da subsidiária, ação que rendeu críticas dos trabalhadores. Coordenadora do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro) e secretária de Juventude da CUT-SP, Cibele Vieira, explica o papel estratégico que a Transpetro exerce para a cadeia do petróleo.

“Os dutos que levam o petróleo ou derivados aos terminais e refinarias para a distribuição final estão sob responsabilidade da Transpetro. Caso seja vendida, a Petrobrás ficaria refém de uma empresa privada para fazer algo que hoje está sob seu comando e não teria mais o controle sobre o preço da operação. A outra opção é transportar por caminhão, mas é muito perigoso e mais custoso”, explica Cibele.

De acordo com a dirigente, além de se livrar de um ativo importante, a negociação amplia a possibilidade de mais desempregados no setor de petróleo.

“A Transpetro tem hoje em torno de cinco mil concursados e 15 mil terceirizados, um quadro que já está sendo enxugado para ser mais ‘apresentável’ ao mercado. Também por isso, tentaram separar a negociação coletiva em 2015 da que fazemos com a Petrobrás para piorar os acordos. Porque precisarão de quem saiba operar o terminal e um acordo forte para os trabalhadores, como é o da Petrobrás, é considerado um ônus para a venda. Mas para nós não há diferença entre as companhias, são todos petroleiros”, define.

Momento péssimo
Secretário de Comunicação da CUT e dirigente com base no setor petroleiro, Roni Barbosa, afirma que a Central é contrária à venda de qualquer ativo. “Todo o setor do petróleo passa por um momento de crise, está em baixa e esse não é o momento de se desfazer de qualquer empresa. Especialmente aquelas que trazem bastante rentabilidade ao país.”

Balão de ensaio
Diretor do Sindipetro-SP e candidato a suplente na chapa dos trabalhadores ao conselho de administração da Petrobrás, Arthur ‘Bob’ Ragusa acredita que a declaração de Ivan Monteiro foi um balão de ensaio para sentir as reações do mercado e os grupos interessados na aquisição da subsidiária. E também para transformar a negociação em pauta no CA.

“Se esse assunto não estava no conselho e poderia ser rejeitado, após incitar esse debate, corremos o risco muito maior de ver a maioria dos conselheiros decidir pela venda”, definiu.

Da mesma forma que Cibele, Ragusa também acredita que a afirmação tem o objetivo de pressionar a negociação coletiva neste ano.

“Um dos patrocinadores na mudança do modelo de negociação, que sempre foi com o RH (recursos humanos) da Petrobrás, é o Ivan. No ano passado, tentaram limitar o número de dirigentes e tirar mais de 30 cláusulas do acordo coletivo, discutindo um aumento abaixo da inflação e redução de horas extras”, acrescentou, Ragusa.

Outros ativos
Além da Transpetro, o conselho da Petrobrás, que conta com um trabalhador entre nove indicados pelo governo federal e por acionistas minoritários, aprovou a venda e 25% da BR Distribuidora.

Apesar de não estar diretamente ligado ao sistema de produção, esse era o braço da companhia brasileira que poderia interferir no preço definido nos postos de combustível. Ao diminuir o preço na bomba, outros também seriam obrigados a rebaixar para não perder mercado.

O mesmo vale para a Gaspetro, onde a Petrobrás já era sócia minoritária. Neste caso, a questão é ainda mais delicada. A venda de 49% das ações por R$ 1,93 bilhão para o grupo Mitsui é questionada na justiça. Segundo os bancos JP Morgan e Brasil Plural, o valor deveria girar em torno de R$ 5,6 bilhões de reais.

Um levantamento da FUP apontou que, em 2014, a subsidiária obteve um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão e, na média dos últimos quatro anos, seu lucro ficou em R$ 1,4 bilhão. Portanto, a abertura de 49% do capital pode levar à perda de R$ 750 milhões.

Além disso, uma ação civil pública impetrada pela FUP trata de conflito de interesses. Diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira foi nomeado para o conselho de administração da Petrobrás e passou a ocupar a presidência justamente quando surgiram as notícias de negócio com a Mitsui, empresa parceira da Vale em uma série de empreendimentos.

Correm notícias nos bastidores também que a Petrobrás teria o interesse de se desfazer das Fafens (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados) e de sua parte na empresa petroquímica Braskem.

A CUT e as organizações de trabalhadores cobram da presidenta Dilma Rousseff uma resposta às afirmações de Ivan Monteiro sem que o debate tenha passado por instâncias deliberativas como a diretoria executiva e o conselho de administração (CA).

“Dentro da Petrobrás há setores entreguistas que tem muita vontade de repassar o que for possível para a iniciativa privada e alguns diretores se movimentam para isso como porta-vozes dessa estratégia. Alguma medida tem de ser tomada sobre a insubordinação desse diretor, o governo precisa demonstrar firmeza na defesa de um patrimônio que sempre classificou como estratégico para o Brasil. Sob pena de gerar espaço para outros gerentes que se acham donos da companhia que pertence a todos os brasileiros.

 

 

Fonte: CUT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde a zero hora desta sexta-feira (24/7), os petroleiros pararam em greve nacional de 24 horas. O movimento é um protesto da categoria contra o novo Plano de Gestão e Negócios da Petrobras referente aos anos de 2015/2019 e o Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), que pode tirar da companhia o papel de operadora única do pré-sal. Os trabalhadores, segundo os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), demonstram, mais uma vez, grande capacidade de luta e resistência.


Foto: FUP
Reduc Greve 
Refinaria Duque de Caxias, em Campinas, participa de greve dos petroleiros
 

Após vinte anos da maior greve da história do movimento sindical petroleiro, que impediu a privatização da Petrobras em 1995 durante governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), a categoria continua firme na luta por uma Petrobrás sob o controle da nação brasileira e pela democracia no País.

A greve de um dia, conforme a FUP, representa o início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente, que é impedir a retirada de milhares de postos de trabalho, caso a Petrobrás ponha em prática o seu novo Plano de Gestão e Negócios - 2015/2019 - que visa o corte de 89 bilhões de dólares em investimentos e despesas, bem como a venda de ativos de patrimônio da companhia, da ordem de 57 milhões de dólares.

Luta em Brasília
A partir de agosto, quando será finalizado o recesso do Congresso Nacional, os petroleiros voltarão à Brasília para retomar a luta contra a aprovação do PL 131. Há duas semanas, representantes da FUP e seus sindicatos, assim como petroleiros de vários estados brasileiros e diversos integrantes de movimentos sociais, fizeram forte pressão no Senado e conseguiram derrubar o regime de urgência da matéria que seria votada na segunda semana do mês de julho. Essa foi a primeira batalha ganha em uma luta que só está começando

Agora, o projeto foi remetido para uma comissão especial, que terá 45 dias para debater a proposta de retirar a Petrobras da função de operadora única do pré-sal e acabar com a garantia legal de participação da empresa em pelo menos 30% dos campos exploratórios. Logo em seguida, o projeto volta ao Plenário para apreciação.



 

Fonte: FUP









Página 1 de 2

agenda