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A abertura do Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), em sua oitava edição, realizado entre 24 e 26 de setembro último, atraiu várias autoridades, como o governador paulista Geraldo Alckmin e o ministro do Esporte Aldo Rebelo. Confira, a seguir, o vídeo com a solenidade na íntegra, inclusive com a apresentação da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicação e Arte da USP (Universidade de São Paulo):


Imprensa - SEESP



"Cresce Brasil – Copa 2014: desafios, preparativos e legado” e “O Brasil após a Rio+20: compromissos e conquistas” foram temas discutidos no segundo dia do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), realizado entre 24 e 26 de setembro, em São Paulo. O ponto comum dos debates foi o grande investimento em infraestrutura por que passa o País e a responsabilidade de combinar expansão e modernização de estruturas com sustentabilidade e justiça social.

Na mesa que reuniu o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, Luís Antonio Paulino, o assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Dario Rais Lopes, e o gerente geral de Estádios e Instalações do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), Roberto Siviero, houve consenso de que os megaeventos esportivos, incluídas as Olimpíadas de 2016, fazem o Brasil experimentar oportunidade ímpar em termos de investimentos e também de mudar sua imagem perante o mundo.

Paulino afirmou que o contexto nacional atual, com economia estável, democracia sólida e diversidade cultural, facilita conquistar outros objetivos, além da modernização da infraestrutura, como disseminar a prática esportiva, gerar um saldo de qualidade nos serviços, aperfeiçoar os instrumentos de gestão e transparência e promover desenvolvimento urbano e descentralização econômica. Para mostrar a magnitude do evento, apresentou alguns números: são esperados 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de nacionais.

Aeroportos e estádios
A Copa exige aeroportos maiores, modernos e com sistemas operacionais eficientes. No entanto, é um dos pontos mais críticos, sujeito a atrasos no cumprimento dos cronogramas, como aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O representante da EcoRodovias, apesar de traçar um panorama preocupante das obras de expansão e modernização dos aeroportos nacionais, acredita que essas serão finalizadas a tempo. “Particularmente, entendemos que há possibilidade de tudo ficar pronto”, disse.

Os receios, revelou, repousam sobre os sistemas e equipamentos, sujeitos a imprevistos a exemplo do ocorrido em Denver (EUA), onde o funcionamento do aeroporto local foi suspenso porque a parte operacional não foi testada previamente. Outro ponto de atenção são os aeroportos recentemente concedidos à iniciativa privada. “Temos compromissos assumidos de fazer investimentos vultosos a partir do nada. Em Guarulhos, há necessidade de se fazer um novo terminal, assim como o de Viracopos (SP). Natal (RN) tem de fazer um aeroporto praticamente novo. Brasília precisa de uma série de obras de expansão”, explicou Lopes.

O COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), empresa privada financiada 100% pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado), mantém uma central de monitoramento com imagens dos 12 estádios em construção ou em reformas, informou Siviero. A previsão é de que mais de R$ 100 bilhões sejam investidos até 2014, recursos que garantirão como legado estádios “à altura do país do futebol”: modernos, com serviços diversos ao torcedor, acessos largos e organizados, maior segurança e assentos demarcados. Ao mesmo tempo, acredita, haverá um novo posicionamento para a “marca” Brasil no mundo, ligada à capacidade de execução e competência.

Conferência da ONU
No debate com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o professor titular do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental da USP (Universidade de São Paulo), Wagner Costa Ribeiro, e Valmir Gabriel Ortega, diretor do Programa Sênior de Política da Conservação Internacional do Brasil, a Rio+20 foi julgada como positiva, apesar das limitações, porque apontou para um novo paradigma do desenvolvimento, com conservação ambiental e inclusão social.

Carvalho afirmou que os engenheiros têm papel fundamental para garantir um País justo e igualitário. “Hoje, diante da nossa decisão de investir pesadamente em infraestrutura social, mobilidade urbana e dar um salto de qualidade, essa mão de obra mais do que nunca é valorizada, inclusive para pensar um novo modelo de desenvolvimento sustentável.” Isso, na opinião do ministro, é crucial, já que o padrão adotado até então deixou uma dívida social. “Quando se veem os conflitos em áreas indígenas, os desequilíbrios sociais, o passivo ambiental, dá-se conta disso”, enfatizou. E frisou que o governo atual “tem realizado intervenções sob nova ótica, buscando superar a ausência do Estado em áreas esquecidas”.

Para ele, o principal ponto a demonstrar o resultado positivo da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho último no Rio de Janeiro, é a inclusão do combate à pobreza no texto aprovado, evidenciando que o novo modelo almejado está fundado no direito ao crescimento com distribuição de renda e inclusão social, na atenção à população e na preservação da natureza.

Ao final, após ouvir as reivindicações, preocupações e perguntas dos engenheiros sobre temas diversos como habitação, implementação da engenharia pública, direitos trabalhistas, qualificação profissional, concluiu: “Temos que aproximar a FNE dos órgãos do governo diretamente envolvidos com essas questões. O governo e o povo brasileiro têm a ganhar com isso. Os engenheiros têm enorme contribuição a dar.”
 

Rosângela Ribeiro Gil, com a colaboração de Soraya Misleh
Matéria publicada no jornal “Engenheiro”, da FNE



Sob esse norte, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) realizou entre 24 e 26 de setembro último, na Capital paulista, seu principal evento, o Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros). Em sua oitava edição, as palestras tiveram lugar no Novotel Jaraguá e a abertura, na Sala São Paulo, espaço cultural da cidade que antes abrigava a Estação de Trem Júlio Prestes, da Estrada de Ferro Sorocabana. A construção, inaugurada em1938, foi inteiramente reformada para se tornar há 13 anos uma das mais importantes casas de concertos e eventos do País. Um marco da pujança da engenharia nacional, portanto, como lembrou na oportunidade o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, uma feliz escolha para a inauguração do Conse. Ele foi além: “Todas as profissões contribuem para o desenvolvimento do nosso país, mas eu diria que no centro vemos a presença do engenheiro.” Também prestigiando a abertura, o prefeito do município, Gilberto Kassab, expressou sua gratidão para com a profissão, responsável pelos grandes projetos nacionais.

Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lembrou os convênios de cooperação técnica firmados, no início deste ano, com a FNE para monitoramento das obras de infraestrutura da Copa de 2014, a se realizar no Brasil. Para ele, o País recupera no seu imaginário o papel fundamental da engenharia. Rebelo defendeu que o conceito contemporâneo de democracia inclui o direito ao desenvolvimento, sem exclusão social.

Além deles, entre as autoridades presentes, estiveram os presidentes da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), deputado Barros Munhoz (PSDB), e da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto (PSD); o desembargador Willian Roberto de Campos, representando o presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Ivan Sartori; o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), José Tadeu da Silva; os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS), Carlos Zarattini e Paulo Teixeira (ambos do PT); os vereadores paulistanos Eliseu Gabriel (PSB) e Jamil Murad (PCdoB); os secretários municipais de São Paulo Marcos Cintra (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano), e os adjuntos da Habitação do Estado, Marcos Penido, e da Cultura, Sérgio Tiezzi, bem como o secretário de Infraestrutura de Goiás, Danilo de Freitas. A cerimônia se encerrou com apresentação cultural.

Ao saudar os participantes, o presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou que o VIII Conse marcava uma história árdua da entidade, cujos três últimos anos foram de muitas lutas e grandes vitórias, graças ao “esforço coletivo”. A posição favorável do Brasil foi lembrada por Pinheiro, que exaltou a necessidade de o País alcançar, agora, o desenvolvimento humano, com melhor distribuição de renda, saúde, cultura e lazer para todos. Nesse contexto, ressaltou o papel da federação de influir nas políticas públicas, para além de sua representação sindical. Assim, tem apresentado propostas factíveis, várias delas reunidas no manifesto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela entidade em 2006 e desde então atualizado.

Avaliação do projeto
Perspectivas e balanço dessa iniciativa inauguraram as palestras do VIII Conse. Abrindo as falas, Carlos Monte, coordenador técnico do “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, resgatou histórico do projeto, que teve como grande colaborador o economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), homenageado na oportunidade. Monte lembrou que a ideia teve como norte o fato de a engenharia ser a profissão do crescimento por excelência, “sem o que não há melhores empregos e salários, distribuição de renda e inclusão social”.

O movimento, ousado à época, apontava a necessidade de o País elevar seu PIB (Produto Interno Bruto) em 6% ao ano, diminuir o serviço da dívida pública e a taxa de juros. Nesse contexto, o “Cresce Brasil” traçou uma série de propostas, elencadas por Monte. Entre elas, demanda por expansão na oferta de energia acima desse patamar, de 7,8% ao ano, o que deveria se dar mediante, além de outros pontos, a adoção de todas as fontes disponíveis, aumento da eficiência e estímulo à integração sul-americana. O “Cresce Brasil” identificava que esse incremento era o recomendado para dar conta do crescimento econômico almejado.

Segundo o coordenador, a crise internacional iniciada nos Estados Unidos em 2008 reduziu essas estimativas, sobretudo com expansão industrial menor do que em períodos anteriores. “Entre 2006 e 2010, o PIB ficou em média em 4,4% e a oferta de energia, 3,46%.” Não obstante, grandes projetos indicados no “Cresce Brasil” foram iniciados, como a construção das usinas nuclear de Angra III, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e Belo Monte, no Rio Xingu, no Norte do País. A geração eólica também começa a ampliar-se. Monte revelou a perspectiva de prolongamento da crise, mas enfatizou que o Brasil tem disponibilidade orçamentária para dar sequência aos investimentos. Entre os previstos no “Cresce Brasil”, grande parte incorporada ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2007, a obtenção da autossuficiência na produção de petróleo e gás – alcançada após o desenvolvimento e descoberta de novas reservas, em especial na camada do pré-sal –, ampliação sobretudo das malhas ferroviária e hidroviária, alterando a matriz logística de transportes, inversões em habitação, portos e aeroportos, bem como de R$ 200 bilhões em saneamento nos próximos 20 anos, e melhoria da gestão metropolitana.

O projeto dos engenheiros destacava já em 2006, ainda, a urgência de se aumentar o volume de recursos para ciência e tecnologia, com salto em pesquisa de 1,2% para 3% do PIB. Além de maior integração entre universidade e empresa. O tema ficou de fora do PAC, como lembrou Monte, mas, posteriormente, as propostas dos engenheiros foram incorporadas pelo governo, em conversas com o ministro da C&T, Sergio Rezende.

Além disso e dos projetos iniciados no segmento energético, o movimento lançado pela FNE verificou outros resultados que vão ao encontro do “Cresce Brasil”. Seu coordenador salientou, por exemplo, a construção de metrôs em diversas capitais, como Fortaleza, Curitiba e Recife, bem como de VLTs (veículos leves sobre trilhos) e corredores de ônibus; a criação da Empresa de Planejamento e Logística; a aprovação da lei que instituiu o Plano Nacional de Saneamento e o aumento de recursos a essa área (de R$ 4 bilhões/ano em 2004 para R$ 14 bilhões em 2010); o lançamento pelo governo federal do “Minha casa, minha vida” em 2009, agora em sua segunda fase, com a promessa de construção de 2 milhões de moradias; a instituição do Plano Nacional de Banda Larga, com perspectiva de universalização até 2014; a manutenção e concessão de bolsas de estudo para 80 mil estudantes (entre doutorandos e mestrandos); a redução do desmatamento na floresta amazônica e o aumento da produtividade na agricultura. Para Monte, o caminho agora é “continuar a luta”. Ele concluiu: “O ‘Cresce Brasil’ mudou o paradigma de atuação da engenharia nacional, cuja missão é pensar o País a partir do seu crescimento.”

Protagonismo
João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical da FNE, destacou o protagonismo do movimento sindical dos engenheiros, capitaneado pela federação, em particular, e brasileiro como um todo. O que é demonstrado, na sua visão, quando se observa que há 3.380 representantes dos trabalhadores com assento nos 350 conselhos da República com poder real de investimento. “Decidem sobre R$ 400 bilhões.” Tal papel tem, na opinião de Vargas Netto, garantido conquistas e levado a lutas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição de salários. “Temos hoje uma conjuntura baseada no emprego e ganho real, que impede a instalação da crise no Brasil. Mesmo com o crescimento do PIB relativamente fraco, não há demissão no País como carta de primeira mão.”

De acordo com o consultor, essa situação “nos orgulha e coloca responsabilidades”. Ele identificou dois eixos estratégicos ao movimento sindical: a necessidade de luta contra a desigualdade social e, para tanto, de democracia, desenvolvimento e Estado com capacidade de ação para garantir esses preceitos. Rumo a essas conquistas, Vargas Netto foi categórico: “O VIII Conse pode marcar momento de virada desse protagonismo.”

Realizar o sonho dos brasileiros
Concordando com o movimento vitorioso, Carlos Lessa, todavia, ponderou que ainda há muito o que caminhar para se alcançar um País justo. Criticando fortemente o projeto de instalação de multinacionais automobilísticas cujo início data de 1950, em detrimento do desenvolvimento nacional e cristalizando no imaginário popular que ter um carro seria a realização de um sonho, ele enfatizou: “É urgente mudar a matriz logística nacional, como está dito no ‘Cresce Brasil’.” Ele revelou o dado alarmante do crescimento anual de 9% dessa frota nas cidades brasileiras (que concentram 80% da população), há mais de uma década e meia. “O tempo médio de deslocamento casa-trabalho-casa, que uma estimativa aponta como de duas horas, vem crescendo.” Ainda segundo Lessa, o número de acidentes de trânsito é “apavorante”: “No último ano, foram 56 mil mortos. Perdemos um Vietnã no trânsito urbano e nas ligações interurbanas brasileiras (referindo-se à quantidade de soldados estadunidenses mortos naquela guerra).”

Lessa vaticinou: “Não é viável o País enfrentar a crise mundial mantendo-se puxado por esse padrão de desenvolvimento social. Ou não somos capazes de administrar nada ou a soberania está nas mãos das multinacionais que se instalaram aqui.” E questionou: “É esse padrão industrial que o Brasil quer?” Na sua avaliação, esse modelo “Casas Bahia” tem levado a população a um endividamento recorde, com patrimônio zero, mantendo as potencialidades do País intactas. “A afirmação de que há uma nova classe média é uma fraude.” O economista ressaltou: “O movimento dos engenheiros vem dando substância às notas iniciais de um projeto nacional. Agora é preciso discutir soberania, sem o que não há desenvolvimento de fato. Vocês terão que domesticar esse negócio chamado indústria automobilística. A chave para substituir o sonho do carro é investir no da casa própria. Esse é mobilizador, dinamizador, integrador e gera qualificação fantástica.” Nessa direção, o secretário de Obras do Acre, Wolvenar Camargo, apresentou projeto habitacional e urbanístico que vem sendo desenvolvido em Rio Branco, capital daquele estado, intitulado “Cidade do Povo”.

Ao encerramento, além da homenagem a Carlos Lessa, foi lançado o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”. A publicação reúne, em 204 páginas, a história da federação, do movimento “Cresce Brasil” e suas conquistas. O primeiro dia fechou com apresentação musical.


Soraya Misleh, com a colaboração de Rosângela Ribeiro Gil
Matéria publicada no jornal “Engenheiro”, da FNE



Encerrando a programação de painéis de debates do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), entrou em pauta, na manhã de 26 de setembro, a discussão sobre como construir uma nação próspera, independente e que assegure oportunidades de trabalho e qualidade de vida a toda a sua população.

Primeiro a tratar do tema, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães traçou um diagnóstico da atual situação brasileira, que deixa a desejar nas três questões propostas ao debate: desenvolvimento, soberania e justiça social. Para atender ao primeiro quesito, ensinou ele, a sociedade precisa fazer pleno uso dos seus recursos naturais, da sua população e da sua capacidade produtiva. Para o segundo, é necessário que o País seja capaz de se defender de agressão, ameaça ou pressões de outros. E, por fim, para o terceiro, é imperativo superar a pobreza que atinge milhões. “Nós que estamos aqui nesta sala não temos muita noção do que é a população brasileira. São 23 milhões de famílias que recebem o bolsa-família, cerca de 90 milhões de pessoas que estão num nível econômico, cultural, de condições de habitação, de saneamento muito baixos. Somente 50% têm carteira assinada, o que dá os direitos trabalhistas e previdenciários”, ilustrou.

Industrialização
Guimarães ponderou ainda que a “questão social não se resolve pela transferência de renda”, deve ser acompanhada da geração de postos de trabalho, o que precisa da ampliação da capacidade produtiva instalada. Portanto, a busca da igualdade social depende do desenvolvimento econômico, o que requer investimentos, públicos e privados, e avanço no setor secundário. “Nenhum nação se tornou altamente desenvolvida por ser um grande país agrícola. É o avanço industrial que gera empregos de qualidade, que permite a diversificação das exportações.” Outro empecilho, segundo o embaixador, é o fato de o parque industrial brasileiro encontrar-se cada vez mais desnacionalizado. “As decisões de investimentos são tomadas a partir do planejamento global das multinacionais”, criticou.

Guimarães lembrou que, tendo se tornado destino atraente a investimentos, devido à crise que afeta especialmente os Estados Unidos e a Europa, o País deveria aproveitar a oportunidade para disciplinar os recursos que entram em território nacional. “Está na hora de induzir essas empresas a um certo comportamento de transferência de tecnologia e de reinvestimento de lucros no Brasil”, afirmou. Outra questão afetada por esse quadro, apontou ele, é a soberania. “Para ter capacidade de defesa, é preciso ter indústria de defesa e, para isso, é preciso ter indústria”, salientou.

Finalmente, ressaltou o embaixador, para escapar ao subdesenvolvimento, deve haver oferta de engenheiros. “Precisa-se dos engenheiros para construir a fábrica e depois para operá-la. É necessário que existam as pessoas capazes de construir as ferrovias, as hidrovias, as hidrelétricas.” E completou: “Não vamos ganhar um país desenvolvido, nem justo, nem soberano se não houver uma política de engenharia.”

Modelo equivocado
Segunda palestrante a enfrentar o tema proposto, a economista Ceci Juruá, pesquisadora da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), debitou ao neoliberalismo o quadro descrito por Guimarães. “No início dos anos 90, Collor assume e tira da cartola o programa nacional de desestatização, que o Congresso aprovou rapidamente para colocar na porta de saída um conjunto de estatais que havíamos construído com a nossa inteligência e, junto com elas, os nossos minerais, o petróleo, a energia. Isso é um crime que não apuramos.”

De acordo com a economista, tal modelo, que não é favorável ao desenvolvimento e vem promovendo desindustrialização e desnacionalização, permanece e cria situação de concorrência desleal, prejudicando a empresa nacional voltada ao mercado interno. “Isso faz parte do modelo de abertura comercial e financeira. Para os exportadores, prometemos generosos incentivos tributários”, comentou.

Para se chegar a esse cenário, apontou Juruá, a Constituição Federal “sofreu várias amputações”. Como exemplo, ela citou o artigo 170, que incentivava a indústria ao eximir de tributos as operações que destinassem ao exterior produtos dela advindos. “A Lei Kandir trocou ‘produtos industrializados’ por ‘mercadorias’. Simples. Isso incluiu o agronegócio e os minérios.”

Saída pragmática
Uma aliança entre as forças políticas de diferentes matizes, o grande capital, a academia e a população como forma de superar os erros do passado e os efeitos da crise internacional que tende a se agravar. Essa foi a proposta do engenheiro Marco Aurélio Cabral Pinto, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da FNE, durante a sua explanação. “Temos duas escolhas: vamos consolidar um pacto político para enfrentar essa ameaça externa ou ficamos perdidos nas nossas mazelas políticas eternamente discutindo se privatização é boa ou ruim”, disparou. “A questão crucial são aqueles investimentos que teriam que ser feitos para o povo e não o foram jamais.”

Conforme o professor, o crescimento e a industrialização brasileira têm experimentado tendências de queda nos últimos meses, o que, porém, não traduz uma situação sem solução. “Vendas no varejo estão caindo, mas não dá para dizer que o consumo está saturado. A banca terá de inventar um jeito de operar crédito com gente pobre.” Também segundo ele, será necessário que a indústria volte-se ao estrato de poder aquisitivo mais baixo. “O futuro do capitalismo brasileiro está no atendimento dessa população”, asseverou.

Outro entrave para o qual Cabral Pinto vê saídas é a queda na formação bruta de capital fixo, que corresponde à capacidade produtiva instalada. A primeira medida, apontou, é o investimento da Petrobras, que corresponde a 2/3 das inversões industriais, que devem ter elevado conteúdo nacional para impulsionar o desenvolvimento. A segunda é o caminho do investimento em infraestrutura para constituir uma malha logística que propicie a integração nacional. A terceira são ações dos estados e municípios, que atingem diretamente a vida do cidadão.

 

Rita Casaro
Matéria publicada no jornal Engenheiro, da FNE

 

 

 

O programa de TV do SEESP, desta semana, em reportagem especial, mostra como foi o VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros) que reuniu centenas de profissionais de todo o Brasil de 24 a 26 de setembro último, em São Paulo.  A luta pelo desenvolvimento nacional foi mais uma vez pauta do evento, trazendo nomes do governo federal, da iniciativa privada e especialistas.

* Veja aqui as apresentações e fotos do evento

Na parte da entrevista, o coordenador técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Carlos Monte, apresenta um balanço do programa elaborado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006. Na segunda parte do bloco, o entrevistado é o consultor João Guilherme Vargas Netto que dará sua impressão sobre o Conse, e de como ele se tornou um marco para o movimento sindical dos engenheiros no país.

Outro tema importante abordado no JE (Jornal do Engenheiro) será o pleito do próximo dia 7, quando brasileiros e brasileiras escolherão prefeitos e vereadores. O recado é do presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quatro “No Ponto”.

O JE na TV vai ao ar nesta segunda-feira (1º/10), às 23h30, pela TV Aberta São Paulo, pelos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Ou, no mesmo dia e horário, pela internet neste link. O programa também pode ser visto em quase 48 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos, confira-os aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP



A mesa final do VIII Conse reuniu o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, a pesquisadora da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Ceci Juruá, e o professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e consultor do projeto “Cresce Brasil”, Marco Aurélio Cabral Pinto, para debater o tema “Brasil inteligente: um país desenvolvido, justo e soberano”. Guimarães destacou que a questão do desenvolvimento passa pela utilização dos recursos naturais, da força de trabalho e da capacidade instalada produtiva. Já sob o aspecto da justiça social o embaixador criticou a enorme disparidade do país, onde ao mesmo tempo em que 23 milhões de família necessitam de um “bolsa família”, projeto do governo federal para pessoas bem pobres, se tem o oitavo homem mais rico do mundo, referindo-se ao empresário Eike Batista, e mais 70 bilionários, segundo a revista de economia Forbes. “É uma disparidade muito grande”. O soberano, segundo Guimarães, se refere à capacidade de um país se defender e não atacar.

Todos os itens estão interligados. A questão das diferenças sociais não se resolve, avisa, com a transferência de renda, mas com a geração de emprego, o que acontece apenas com o aumento da capacidade de produção instalada, a partir de duas hipóteses, com investimentos privados (nacionais ou estrangeiros) ou públicos. No entanto, o parque industrial brasileiro se encontra cada vez mais desnacionalizado, com isso as decisões se dão a partir das preocupações com a maximização do lucro dessas empresas sem qualquer tipo de relação ou compromisso com o país.

Para Guimarães, o Brasil, por estar numa situação favorável em relação a outros países e regiões, como os Estados Unidos e a Europa, vem atraindo muito as multinacionais, por isso precisa criar regras e disciplinas de modo a garantir vantagens para a sociedade brasileira, como a transferência de tecnologia.

Privatizações
A pesquisadora Ceci Juruá fez um relato crítico do modelo econômico que vem sendo implantado no país desde 1990, com ações que destruíram o patrimônio nacional, como no caso das privatizações. Um sistema “inaugurado”, segundo Juruá, pelo ex-governo Collor e seu PND (Plano Nacional de Desestatização). “Ele tirou da “cartola” o PND que colocou na porta de saída um conjunto de estatais que tão brilhantemente havíamos construído durante 50 anos. Junto com elas foram os nossos minerais, o nosso subsolo, a Vale do Rio Doce, as ferrovias, a energia, o petróleo.”

O modelo em questão promoveu a abertura da economia, comercial e financeira, o que significou, segundo a pesquisadora, não ter mais fronteiras. E para os exportadores foram dados generosos incentivos tributários, que são uma complementação de abrir o país para o comércio exterior.

Para ela, a política econômica implantada até agora no Brasil só produziu internacionalização e desnacionalização. “O controle da economia nacional está nas mãos de empresas estrangeiras. Não podemos fazer de conta que isso não existe.” Ao mesmo tempo, diz que deveria ser criada uma “comissão da verdade” das privatizações para apurar os crimes que foram cometidos contra o país e o povo brasileiro.

Ao final da sua fala, Juruá lançou um desafio para os engenheiros reunidos no VIII Conse: pensar qual a diferença, hoje, entre a empresa de capital nacional e a estrangeira, identificar o que é uma e o que outra. Também reclamou que o Brasil precisa resgatar a sua soberania monetária não permitindo que a taxa de câmbio seja regulada e determinada pelas altas finanças internacionais.

País inteligente
O professor da UFF e consultor do projeto “Cresce Brasil”, Marco Aurélio Cabral Pinto, diz que para o país desenvolver inteligência com a urgência necessária precisa implantar o Plano Nacional de Educação, fazer esforços para integração entre as esferas públicas, criar uma aproximação entre o Sistema Nacional de Inovação e a educação básica e fundamental, e garantir que o capitalismo brasileiro se comprometa numa proposta centrada na formação de quadros tecnológicos.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Presente à abertura do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), na segunda-feira (24/09), na Sala São Paulo, o professor José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP, ressaltou a importância do papel da FNE na discussão da engenharia no Brasil. “Tudo começou aqui. Desde a década de 1990, a FNE já tinha alertado para a dificuldade da engenharia naquele momento, que se refletiu na segunda década do século XXI. De modo que a FNE já está nessa estrada há muito tempo”, observou.

Para ele, o VIII Conse vem em boa hora. Cardoso diz é neste momento que discutimos o novo perfil do engenheiro, que mudou muito com o tempo e agora com a globalização da economia, onde os projetos são feitos de forma distribuída ao redor do mundo, precisamos de engenheiros com diversas competências, e não apenas o grande conhecer da matemática, da física e dos conceitos da boa engenharia.

“Ele precisa ter uma competência para trabalhar em equipe, ser líder, conseguir falar em duas línguas e outras habilidades que só um engenheiro com uma vivência internacional consegue atingir. De modo que a internacionalização é o ponto-chave da engenharia no momento, já tem escolas investindo em grandes projetos”, explica o professor, dizendo que o programa “Ciência sem Fronteira”, nesse sentido, veio num bom momento.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Os desafios, preparativos e o legado da Copa 2014 foram abordados na mesa inicial do segundo dia do VIII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), nesta terça-feira (25/09), na Capital paulista. Segundo Luís Antonio Paulino, secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, em sua apresentação, mostrou que os megaeventos esportivos, tanto a Copa 2014 como as Olimpíadas de 2016, apresentam um alto grau de complexidade em sua implementação e operação, mas que são, também, um grande benefício ao país em razão dos investimentos, nacionais e estrangeiros, que serão feitos. No entanto, ele observa que o evento depende do envolvimento da iniciativa privada, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dos setores de serviços e, principalmente, da população, para que a Copa se transforme numa grande festa popular.

* Fotos da mesa sobre a Copa 2014

É oportunidade para que se melhore a infraestrutura urbana, procurando reduzir uma carência muito grande nessa área, como de hidrovias, aeroportos, portos, telecomunicações, transporte e energia. O passivo não será sanado, explica Paulino, mas é uma forma de se acelerar investimentos nesses setores.

A avaliação do ministério é que o contexto nacional favorável, com economia estável e retomada dos investimentos, democracia sólida e diversidade cultural, faz com que o Brasil se constitua como protagonista no cenário internacional, o que facilita conquistar seus objetivos com a Copa, como: conseguir modernizar a infraestrutura, promover uma imagem mais positiva no mundo e internamente, gerar um saldo de qualidade nos serviços, aperfeiçoar os instrumentos de gestão e transparência e promover desenvolvimento urbano e descentralização econômica.

Paulino apresentou alguns números que mostram a magnitude da Copa 2014: são esperados 600 mil turistas estrangeiros e três milhões de nacionais, 204 países transmitirão os jogos. Na Copa de 2006, na Alemanha, lembra, foram gastos R$ 2,6 bilhões em alimentação e R$ 600 milhões em hotelaria.

Obras de grande porte
O assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Dario Rais Lopes, traçou um panorama das obras de expansão e modernização dos aeroportos nacionais para atender ao grande número de turistas estrangeiros e também voos internos, acreditando que o cronograma para a Copa será cumprido, apesar de estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada) apontarem a possibilidade de atrasados.

Atualmente, os aeroportos brasileiros, afirma, já operam muito próximos do movimento previsto para 2014, os casos de Guarulhos (SP) que já está acima da sua capacidade, e o de Brasília (DF). Por conta disso, há um elenco de investimentos alocados para projetos em Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro, muitos deles já concluídos e outros em fase de projeto. “Particularmente entendemos que há possibilidade de tudo isso ficar pronto, pelo menos as obras civis. Sistemas e equipamentos são mais complicados. O que nos causa mais preocupação são os aeroportos recentemente concedidos [à iniciativa privada]. Temos compromissos assumidos pelo setor privado de fazer novos investimentos vultosos a partir do nada. Em Guarulhos, há necessidade de se fazer um novo terminal, assim como o de Viracopos (Campinas). Natal tem de fazer um aeroporto praticamente novo. Brasília precisa de uma série de obras de expansão.”

Recentemente, em agosto deste ano, informa o assessor da EcoRodovias, numa apresentação do Ipea (Instituto de Pesquisa de Economia Aplicada), houve um recálculo de capacidade por parte da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e os aeroportos de Porto Alegre e Manaus, por exemplo, tiveram aumento da capacidade, respectivamente, em 180% e 156%. “Parece-nos, do ponto de vista da engenharia, mais prudente redesenhar alguns cronogramas e soluções para se ter um nível de serviço melhor. Questão do prazo é muito complicado em obras grandes e que têm muitas interferências, como as dos aeroportos. Atrasar é uma coisa normal. E mesmo que a gente consiga entregar a obra física no prazo, tem a parte operacional. Existem casos de aeroportos, como o de Denver (EUA), que tiveram suas operações suspensas porque sistemas operacionais não foram testados no tempo necessário.”

Para ele, o legado da Copa para o Brasil em relação à infraestrutura são as grandes obras e as estruturas temporárias que dependem de uma boa engenharia; à gestão são os procedimentos de facilitação e gerenciamento de eventos mundiais e à aviação civil será consolidar o Brasil como líder no segmento da aviação executiva.

Monitoramento dos estádios
Roberto Siviero, gerente geral de Estádios e Instalações do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), empresa privada financiada 100% pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), que não contrata nenhum trabalho relativo a obras, apenas monitora o desenvolvimento dos serviços, informa que há uma central de monitoramento, no comitê, com imagens dos 12 estádios em construção ou em reformas, e mantém em torno de 25 engenheiros e arquitetos. Para ele, a Copa também será um catalisador de obras públicas necessárias, como a melhoria de sistema de transporte, expansão e modernização de aeroportos e iniciação de novas áreas de desenvolvimento, como está sendo acontecendo em Recife, Capital pernambucana.

Segundo Siviero, mais de R$ 100 bilhões serão investidos até 2014, recursos que garantirão como legado estádios à altura do “país do futebol”, modernos e com uma nova era de serviços ao torcedor, como acessos largos e organizados, maior atenção com segurança e assentos demarcados. Ao mesmo tempo, acredita, haverá um novo posicionamento para a “marca” Brasil no mundo, ligada à capacidade de execução e competência. Outro ponto favorável é a certificação ambiental de estádios, o que está sendo conquistado pelo Estádio Nacional, de Brasília. A Fifa já discute incluir em suas regras essa questão para as próximas Copas.

Capacidade de público das arenas em reforma ou construção no Brasiltabela-copa 2

* Veja aqui a programação do VIII Conse

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Dentro da programação do VIII Conse, no dia 24/9, foi lançado o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional”. A publicação, feita a partir de pesquisa e entrevistas com dirigentes e colaboradores da entidade, conta brevemente a história da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e destaca sua contribuição à discussão acerca do crescimento econômico por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.  Em 200 páginas, relata as diversas etapas da iniciativa, que passou pela elaboração de um projeto próprio dos engenheiros a ser apresentado à sociedade e aos governantes, pela discussão sobre o desenvolvimento metropolitano, pela a crise financeira internacional desencadeada em 2008 e, atualmente, foca a Copa 2014 e os legados que essa deve deixar ao País em termos de infraestrutura.

* Fotos do lançamento do livro

Sobre a exposição
A exposição fotográfica “Cresce Brasil – o desenvolvimento como decisão nacional” pode ser vista durante a realização do congresso, que termina nesta quarta-feira (26/09) e que acontece no Novotel Jaraguá, na Capital paulista. Posteriormente, será levada aos demais estados do Brasil. Em 18 painéis, apresenta as prioridades elencadas pela FNE na luta pela retomada e manutenção do crescimento econômico com preservação ambiental e distribuição de renda. Retrata ainda as atividades do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” desde 2006, quando foi lançado.

* Fotos da exposição

 

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O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, também prestigiou a abertura do VIII Conse, nesta segunda-feira (24/09), na Capital paulista. Em seu discurso, destacou a oportunidade do Brasil com a realização da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016 para impulsionar o desenvolvimento nacional. “São os maiores eventos esportivos do planeta. E a engenharia civil, ambiental e de telecomunicações são áreas importantes onde essa possibilidade mais se aplicada. “A inspetoria da Fifa [Federação Internacional de Futebol] revelou que o Brasil está construindo os seus estádios com o que existe de mais avançado na engenharia civil do mundo”, comemora. Por isso, acredita que esse “boom” da engenharia nacional preparará os profissionais e as empresas brasileiras para o mercado internacional na construção desses equipamentos e de arenas esportivas.

Veja aqui as fotos da abertura do VIII Conse
Veja aqui as fotos do período da tarde do evento 

O ministro fez referência, ainda, aos convênios de colaboração técnica firmados, no início deste ano, em Manaus (AM), com a FNE, para as obras de infraestrutura da Copa de 2014. Para ele, o Brasil recupera no seu imaginário da vida institucional, social e econômica o papel fundamental da engenharia. Rebelo defendeu que conceito contemporâneo de democracia inclui o direito ao desenvolvimento, sem exclusões sociais. “Se não há democracia sem desenvolvimento, não há desenvolvimento sem engenharia”, exaltou, ressaltando que o Brasil acolhe, nos próximos anos, os dois eventos esportivos mais importantes do mundo, como a Copa e as Olimpíadas, “não há como realizá-los sem o concurso, a história e as tradições das nossas engenharias”.

Nesta terça-feira (25/09), às 9h, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, participa da mesa “Cresce Brasil – Copa 2014: desafios, preparativos e legado”, junto com Dario Rais Lopes, assessor especial para Aeroportos do Grupo EcoRodovias, Júlio Eduardo dos Santos, secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, e Ricardo Trade e Rogério Caboclo, respectivamente, diretor executivo de Operações e de Relaçoes Institucionais do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo).

Confira a toda a programação do VIII Conse aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP



O Brasil precisa aumentar o número de profissionais de engenheira e melhorar a sua qualificação, porque eles são os profissionais do desenvolvimento. A definição é do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), que participou da abertura do VIII Conse, nesta segunda-feira (24/09), na Sala São Paulo, na Capital paulista. “Não há dúvida de que a mudança que todos queremos é a que vai ao sentido do planejamento, de melhorar a capacidade gerencial do setor público e buscar maior eficiência e eficácia dos gastos públicos. E aí entra a engenharia de uma forma muito destacada”, observa.

Veja aqui as fotos da abertura do VIII Conse
Veja aqui as fotos do período da tarde do evento 

“Estamos vivendo um período de transição. Nesses dois últimos anos, tivemos um crescimento muito pequeno, fruto de toda a conjuntura internacional e de alguns ajustes que precisariam ser feitos. Tivemos, agora, um movimento muito positivo do ponto de vista da economia, que foi a diminuição da taxa de juros. Isso tudo criou condições positivas para termos, a partir de 2013, um novo momento de desenvolvimento”, descreve, o que ele anuncia como uma mudança que está em curso no país.

Jardim diz que existe, no Brasil, uma certa crônica de “morte anunciada” ao que aconteceu quando ocorreu um crescimento econômico e logo se escassearam as condições de infraestrutura, porque não existiam projetos e, quando tinham, faltavam profissionais em número suficiente. “Este encontro [em referência ao VIII Conse], promovido pela FNE, é uma oportunidade de repensar estrategicamente o nosso país, e, aí, a questão do profissional da engenharia, indispensável aumentar em número e a qualidade da formação.”

* Confira a programação do VIII Conse aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado Barros Munhoz, criticou a burocracia como um entrave ao desenvolvimento do País, na abertura do VIII Conse, na manhã desta segunda-feira (24/09), na Sala São Paulo, e disse que os engenheiros brasileiros são verdadeiros heróis. Para ele, ou o Brasil acaba com a burocracia, ou ela acabará com o país, dizendo que, por isso, é muito difícil fazer e construir. “E temos uma engenharia fantástica, capaz, eficiente e competente, que avança conquistando mercado em todo o mundo. Lamentavelmente patina para conseguir iniciar uma obra, onde tudo é complicado e burocratizado e onde existem gente e instituições que têm um mórbido prazer de atrapalhar”, disse.

* Veja aqui as fotos da abertura do VIII Conse
* Veja aqui as fotos do período da tarde do evento 

O parlamentar acredita que, antes de tudo, é preciso fomentar o emprego e a renda que geram recursos para o combate de problemas sociais, melhorando a saúde, a educação, o saneamento básico, a segurança e combatendo o déficit habitacional. Por isso, acredita, é necessário fortalecer, incentivar e estimular a engenharia nacional.

O VIII Conse prossegue no Novotel Jaraguá, em São Paulo. Para conferir a programação do evento clique aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
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