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O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) informa que, passadas as eleições municipais e uma longa semana sem atividades deliberativas, deputados e senadores retomarão a agenda de votações no Congresso Nacional com uma pauta impopular. Dentre os temas, no Senado Federal será votada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/16 que congela os gastos sociais por 20 anos e o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar ação que decidirá se é permitido ou não a terceirização nas atividades-fim das empresas.

Gastos públicos
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal analisa, na quarta-feira (9/11), o parecer do relator, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), à PEC que impõe um teto para o gasto público. O parecer do relator mantém o texto aprovado pela Câmara.

Na terça-feira (8), a CCJ realiza audiência pública para discutir a proposta. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, agendou para o mesmo dia audiência pública com professores contrários à PEC.

Pelo cronograma definido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o primeiro turno foi marcado para 29/11 e o segundo, para 13/12. Na quinta-feira (10), está prevista reunião do presidente Michel Temer com senadores da base para discutir a aprovação da proposta.

Terceirização sem limite
O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para julgar na quarta-feira, 9/11, ação que decidirá se é permitido ou não a terceirização nas atividades-fim das empresas cujo relator é o ministro Luiz Fux.

O tema será abordado no âmbito do Recurso Extraordinário 958252, ajuizado pela Celulose Nipo Brasileira S/A (Cenibra). A multinacional japonesa questiona decisão da Justiça do Trabalho que, em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Guanhães e Região, em Minas Gerais, foi condenada a se abster de contratar terceiros para sua atividade-fim.

A Corte estabeleceu que a matéria terá repercussão geral, suscitada e reconhecida no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 173211. Com isso, a decisão que vier a ser adotada pelos ministros valerá para todas as instâncias do Poder Judiciário, em casos similares.

O tema é o quinto da pauta do STF.

Destaques do plenário da Câmara e do Senado
A Câmara retoma a votação do projeto da participação da Petrobras no pré-sal. O PL 4567/2016, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), desobriga a Petrobras de ser operadora exclusiva do pré-sal, porém dando a participação mínima de 30% nas participações; é prevista a conclusão da votação de apenas dois destaques, o texto-base foi aprovado em 5 de outubro.

Os deputados também podem analisar a urgência, solicitada pelos líderes, de 12 propostas em tramitação na casa. Na terça-feira (8) está na pauta a urgência de proposta (PL 5587/2016) que restringe o transporte de passageiros para veículos identificados como os táxis. Na prática, a proposta proíbe serviços como o Uber. Já na quarta-feira (9), quando estão pautadas as outras 11 urgências, o destaque é o Marco Regulatório dos Jogos (PL 442/1991 e apensados). O substitutivo do deputado Guilherme Mussi (PP-SP), legaliza e regulamenta as atividades de cassinos, jogo do bicho e bingos no País, inclusive o funcionamento de máquinas caça-níqueis.

Senado Federal
O Plenário do Senado tem sessão marcada para esta terça-feira (08), na qual consta em pauta o PLS 554/2011 que trata da audiência de custódia. Os senadores devem votar, em turno suplementar, o substitutivo ao Projeto que já foi aprovado na semana passada.

Para quarta-feira (09) está agendada a votação, em primeiro turno, da PEC 36/2016 – que trata da Reforma Política. Em conjunto a esta, tramita a PEC 113A/2015. De acordo com o substitutivo do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), as coligações partidárias nas eleições para vereador e deputado serão extintas a partir de 2022.

Outra medida relevante inserida no substitutivo à PEC 113A/2015 é proibição de reeleição para presidente da República, governador e prefeito. O texto já recebeu, em Plenário, três emendas da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O segundo turno de votação da PEC da reforma política está marcado para o dia 23 de novembro, segundo calendário negociado pelos líderes partidários no Senado.

Destaca-se que durante esta semana, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará algumas audiências públicas que discutirão, nesta segunda (07), primeiramente: a questão relacionadas às ambulâncias (a partir das 10h00); e, a partir das 15h00, discutirá a PEC 55/2016, com foco nos efeitos para a classe trabalhadora.

 

Comunicação SEESP
Notícia do site do Diap

 

 

 

 

 

 

 

No próximo dia 24, às 19h30, a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Pulo (FESPSP) realiza o debate “A terceirização no Brasil: o PL 4330 e o caso Cenibra”, com o professor livre docente da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Luiz Souto Maior, a especialista em Economia do trabalho e sindicalismo, Ana Tércia Sanches, com a mediação da professora da instituição Carla Diéguez.

A discussão sobre o tema acontece a partir da votação de dois casos no Superior Tribunal Federal (STF) que podem mudar o cenário trabalhista brasileiro. O primeiro refere-se a Cenibra, empresa de papel e celulose que recorreu ao tribunal para poder caracterizar as atividades de corte de árvores como atividades-meio para que possam ser terceirizadas. Atualmente, no Brasil, só podem ser terceirizadas atividades meio (serviços de portaria, limpeza, informática e demais serviços que não sejam a finalidade da organização). A votação favorável no STF poderá gerar jurisprudência e permitir a terceirização da atividade fim. O PL 4330/04 segue na mesma linha. Ele foi desarquivado este ano e deve ser votado pelo Câmara dos Deputados também em abril e prevê a terceirização de serviços de atividade fim.


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Para a professora Diéguez, a proposta é gerar uma interpretação de como estes dois casos se relacionam e influenciam o mercado de trabalho do País. “Os debatedores serão convidados a fazer uma reflexão sobre o quadro da terceirização no Brasil e como ele poder ficar caso essas votações avancem a favor da terceirização das atividades fins.”

A atividade será no campus da instituição que fica na Rua General Jardim, 522, na Vila Buarque (entre as ruas Dr. Cesário Mota Jr. e Dr. Vila Nova).


 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP                                         
Com informação da assessoria de imprensa da FESPSP









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