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Usuários de metrô em cidades populosas, como São Paulo, sabem a dificuldade de andar pelos corredores do sistema de transporte sem trombar uns nos outros. A colocação de placas e barreiras físicas tenta ordenar o fluxo de pessoas, o que nem sempre funciona. Alterar o formato das paredes do corredor para ziguezague pode ajudar com que os pedestres se mantenham à direita e à esquerda automaticamente. É o que mostra um estudo teórico publicado na revista científica Physical Review X e que tem entre os autores o professor André Vieira, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) de Fluidos Complexos (FCx).

Metro ziguezaguePara descobrir o formato ideal do corredor, os pesquisadores realizaram simulações computacionais e cálculos matemáticos. “No corredor reto, as pessoas tendem a se organizar em filas que se alternam, ao invés de se separarem inteiramente, com mão e contramão. Se a geometria das paredes estiver em ziguezague, nosso trabalho sugere que as pessoas são induzidas a se separarem automaticamente”, explica Vieira.

Essa separação seria induzida pelos desvios que os pedestres realizam para evitar choques uns com os outros e com as paredes. A principal hipótese do trabalho é de que a forma desses desvios satisfaz em média uma regra determinada, o que já foi experimentalmente testado com sucesso em outros contextos.

Metro retoA separação espontânea das pessoas também necessita de algumas outras condições, segundo os pesquisadores. “Esse efeito depende de que os pedestres não andem nem muito rápido, nem muito devagar, e de que a densidade de pedestres não seja nem muito alta, nem muito baixa; esses intervalos ideais de velocidade e densidade dependem da geometria precisa do corredor”, conta Vieira.

Apesar de o modelo ser teórico, o pesquisador acredita que ele possa ser empregado na prática. “As hipóteses que sustentam o modelo já se mostraram válidas em outros casos, o que sugere que se realizássemos um teste experimental observaríamos esse tipo de organização do fluxo de pedestres."

 


Fonte: Agência USP de Notícias









O site CicloVivo traz a notícia de que a cidade de Hamburgo, na Alemanha, está lançando um projeto ousado de mobilidade urbana. A intenção é devolver as áreas tomadas pelos carros aos pedestres, ciclistas e parques, reduzindo ao máximo o uso de automóvel para transitar pelas ruas.

O plano prevê a ligação das maiores áreas verdes do município, como parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios. Isso corresponde a 40% da área total de Hamburgo, que será totalmente interligada por meio de ciclovias e vias para pedestres.

Chamado de Grünes Netz (em português, Rede Verde), o plano será concluído entre 15 a 20 anos. A partir de então, os moradores poderão circular por toda a cidade sem ter que tirar o carro da garagem.

Também serão ampliadas as áreas verdes. De forma que, assim como os moradores, os animais também sejam beneficiados. Serão conectados habitats para que as espécies possam cruzar o município sem serem atropelados.

Para que a “Rede Verde” seja, realmente, coloca em prática uma equipe da prefeitura atuará na junção de forças: cada um dos sete distritos da região metropolitana terá um representante.

Além de melhorar o trânsito na cidade, um dos principais objetivos do projeto é reduzir a poluição de ar. A temperatura média anual de Hamburgo está em 9 graus Celsius, aproximadamente, 1,2 grau a mais do que há 60 anos. Neste período, o nível do mar também subiu cerca de 20 centímetros.







Já existem tecnologias para detectar pedestres e evitar atropelamentos em várias versões. O problema é o custo desses equipamentos - por volta de R$5.000 - o que tem restringido sua utilização aos modelos de veículos mais luxuosos. O coração desses equipamentos é um detector de raios infravermelhos, ou seja, do calor emitido pelos seres vivos.

Pelo menos essa parte do equipamento - o detector de infravermelho - agora deu um verdadeiro mergulho nos custos. "Nós desenvolvemos um processo produtivo de lentes que nos permite baixar os custos desses componentes em mais de 70%”, diz Helen Muller, do instituto IWM, na Alemanha.

Lentes estampadas
Normalmente essas lentes são fabricadas com materiais cristalinos, como germânio, seleneto de zinco ou sulfeto de zinco. O problema é que esses materiais em bruto já são muito caros. E eles só podem ser processados mecanicamente, com etapas de desbaste, polimento e acabamento em torno com ferramentas de diamante, todos passos essenciais para dar às lentes o formato preciso.

Em lugar dos materiais cristalinos, os engenheiros alemães usaram um material amorfo, uma espécie de vidro, chamado calcogeneto. E, em vez das várias etapas intensivas em trabalho, o material alternativo pode ser moldado sob baixa temperatura, o que significa que seu formato pode ser dado por meio de estampagem, usando uma prensa.

Sem acabamento
O uso de um molde de alta precisão dispensa qualquer trabalho final de acabamento. Segundo os pesquisadores, o baixo custo das lentes infravermelhas viabilizará uma série de outras aplicações da tecnologia, como a inspeção de processos produtivos, a detecção de "vazamentos de energia" em edifícios e o monitoramento de pessoas idosas.

 

Imprensa – SEESP
Informação do site Inovação Tecnológica



A prefeitura decidiu iniciar uma campanha para reduzir o número de acidentes com pedestres nas ruas de São Paulo. A idéia é ótima. Não tem sentido a quantidade de mortes no trânsito brasileiro. Tudo que for feito para mudar isso é bem vindo. Se não for por nada, em nome da vida e da dignidade humana.

Assim, essa campanha é mais que bem vinda. Mas para ter sucesso ela precisa levar em conta algumas verdades, sem as quais ficará só nas boas intenções.

A primeira delas é que no Brasil o pedestre é menos que bicho. Basta ver a quantidade de veículos com adesivos informando que brecam para animais para se ter certeza. Afinal, quem é que já viu um adesivo com os dizeres “breco para pedestres”? Com certeza, ninguém. E o que é mais grave, boa parte dos motoristas não breca mesmo.

A falta de respeito dos motoristas fica clara na quantidade de vezes, todos os dias, em que vemos veículos de todos os tipos parados em cima das faixas de pedestres. É como se não fosse com eles ou como se as faixas estivessem no chão para enfeitar a rua. Tanto faz se o pedestre tem o direito de passar por elas, protegido da agressividade dos veículos. Para estes motoristas, as faixas de pedestres são menos do que os cruzamentos que eles fecham para andar dez metros a mais.

De outro lado, um dado importante para mostrar a gravidade do quadro é que a maioria dos acidentes com pedestres acontece fora das faixas de pedestres. Quer dizer, o pedestre é atropelado porque não respeita as regras de trânsito e desafia o perigo atravessando em qualquer lugar, da forma que lhe dá na veneta, sem se preocupar com o trânsito em volta ou em pensar que ele é a parte mais fraca numa eventual colisão.

A cena é tão comum que deixou de ser espantoso assistir na televisão um marronzinho parando o trânsito numa marginal, ou noutra avenida de tráfego intenso, para um pedestre, volta e meia uma mãe com uma criança no colo, atravessar a pista fora do local apropriado, como se o correto fosse isso.

Nos países mais civilizados – e no caso vale a Argentina - o pedestre tem a precedência e todos os motoristas param para ele atravessar, desde que no local apropriado. Se atravessar fora da faixa, ou com o sinal fechado, dependendo do país, ele pode ser multado.

Quer dizer, a relação pedestre/veículo é de mão dupla e os dois lados precisam conhecer e respeitar seus limites. E a melhor forma de se conseguir isso é pela educação.

Se a campanha da prefeitura atuar em todas as pontas, educando motoristas, motoqueiros, pedestres e marronzinhos, será um grande passo para melhorar o que hoje está ruim. Mas só boa intenção não adianta. Educar, às vezes, exige punição. Assim, a melhor forma de educar é jogar duro com quem não respeita a lei, seja lá quem for, pedestre, motorista ou motoqueiro.

* por Penteador Mendonça Advocacia


Imprensa - SEESP


 

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