GRCS

Metalúrgicos em ação

As Centrais Sindicais e sindicatos filiados realizam desde as primeiras horas desta sexta-feira (25/11) o “Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações”, com protestos em defesa dos direitos, retomada do desenvolvimento e contra as reformas trabalhista e previdenciária. Muitos trabalhadores cruzaram os braços desde cedo, como metalúrgicos, carteiros de Campina Grande (PB), petroleiros e metroviários de Porto Alegre, que paralisaram duas horas e meia na manhã desta sexta e já avisaram que novas paralisações estão programadas ao longo de todo o dia.



Fotos: CSP-Conlutaspetroleiros angra dos reisPetroleiros em Angra dos Reis paralisam atividades na manhã de hoje (25).


Em Belo Horizonte, estudantes iniciaram uma passeata por volta das 10h30 pelas ruas centrais.

A mobilização, que tem como tema "Nenhum direito a menos na reforma da Previdência, contra a reforma trabalhista que retira direitos, menos juros, mais empregos e em defesa da Saúde e da Educação", é organizada por CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, Intersindical e CGTB. Um dos objetivos principais é barrar no Senado a PEC 55, que vem sendo chamada de PEC do fim do mundo.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), será uma demonstração de que os trabalhadores estão se preparando para resistir às ameaças aos direitos, que o governo Temer tenta impor ao País. "É importante que cada trabalhador participe em seu Sindicato. Que discuta e opine sobre que reforma ele quer", afirmou Juruna à Agência Sindical.

Há registro de bloqueios em estradas. Em Pernambuco, manifestantes bloqueavam até às 10h desta sexta, cinco trechos da BR 101 Norte, em Goiana, na Zona da Mata Norte. Os manifestantes também fecharam a mesma estrada em Igarassu, no Grande Recife, e em Escada, na Zona da Mata Sul. Em São João Del Rei, Minas Gerais, trabalhadores da região travaram a BR 265, antes do parque industrial. Eles lembram que também está sob ameaça as aposentadorias.


bloqueio de estrada minasTrabalhadores bloqueiam estrada em São João Del Rei, Minas Gerais

Transporte
Os rodoviários se reúnem às 6 horas no CMTC Clube. O presidente da Nova Central no Estado de São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), disse à Agência Sindical que as manifestações irão expressar a indignação dos trabalhadores ante os ataques do governo aos direitos sociais.

"Esse negócio de que a classe trabalhadora não tem memória é balela. As eleições de 2018 vêm aí e nós vamos dar o troco", adverte Luizinho.

Atos
Em São Paulo estão programados atos em diversas cidades. Além de mobilização em fábricas e outros locais de trabalho, haverá atos em frente à Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia, e outro, à tarde, em frente ao BNDES, na Avenida Juscelino Kubitschek, Zona Sul da Capital. Também haverá manifestações em diversos pontos de Guarulhos, Osasco e na região do ABC. Previstas mobilizações também em outras regiões do Estado.


Com agências




As centrais sindicais articulam um forte protesto unitário, e nacional, para sexta-feira (25/11). Para organizar o ato, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas se reuniram na manhã de ontem (16), no Dieese, em São Paulo. O objetivo principal do “Dia Unificado de Protestos e Paralisações” é enfrentar os ataques a direitos trabalhistas, denunciar as reformas neoliberais do governo Michel Temer e mobilizar os trabalhadores pelo crescimento da economia e mais empregos.


Foto: Agência Sindical
reuniao centrais 16 de novembroCentrais sindicais se reuniram no Dieese, na manhã de quarta (16)


As Centrais vão produzir um boletim de mobilização e também devem publicar manifesto na grande mídia, a fim de convocar para o ato e também explicar as razões do protesto. Adilson Araújo, único presidente nacional de central presente ao encontro, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), propõe que o ato do dia 25 tenha forte participação das categorias. “Entendo que devemos parar pelo menos uma hora setores importantes e de impacto na economia, além dos transportes públicos”.

Para Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única de Trabalhadores (CUT), as centrais devem valorizar a bandeira do emprego, relacionada como um dos eixos principais da manifestação do dia 25. Os quatro pontos principais são: 1) Combate à reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria; 2) Defesa da saúde e educação e combate à PEC 55 - que vem sendo chamada pelos movimentos sociais de “PEC da Maldade”; 3) Defesa dos direitos e conquistas trabalhistas, reforçando a pauta trabalhista unificada; e 4) Retomada do desenvolvimento com geração de empregos.

Dirigente nacional da Força Sindical e presidente da Federação dos Químicos do Estado de SP (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite (Serginho) criticou a desnacionalização da economia brasileira, acelerada por recentes medidas do governo. “Isso gera um forte impacto negativo nos setores químico, petroquímicos e em outros segmentos produtivos”, afirma.


Com informações da Agência Sindical




As Centrais Sindicais comandaram, em São Paulo, um ato contra as ameaças aos direitos trabalhistas. O protesto – chamado "Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos" – foi aprovado em 26 de julho, durante Assembleia Nacional dos trabalhadores, na capital paulista, e ocorreu durante toda a manhã de terça-feira (16/8). Ações ocorreram em diversos estados do país, com panfletagens, atos públicos e paralisação de categorias, sobretudo das que se encontram em campanha salarial.



Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
ato pelo emprego 2016 foto bia 600 largCentrais unificam para defender direitos dos trabalhadores


 
O ato se concentrou em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ponta de lança dos ataques aos trabalhadores, e reuniu cerca de três mil manifestantes, mobilizados pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSP-Conlutas, CGTB e Intersindical. Federações e Sindicatos de todo o Estado também participaram.

Entre as reivindicações das centrais estão: não à reforma da previdência, contra o aumento da idade mínima para aposentadoria, pela manutenção dos direitos trabalhistas, contra a terceirização e não à proposta que os acordos individuais se sobreponham a CLT. “Temer já fez anúncios que pretende mexer na previdência e na CLT. Não vamos permitir e não há negociação. Não sentamos com governo golpista”, disse o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, referindo-se ao governo interino de Michel Temer.

O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, defendeu que a unidade das centrais sindicais é ainda mais importante neste momento. “Estamos aqui na Paulista para dizer que não aceitamos o negociado sobre o legislado. Se continuar a retirada de direitos vamos parar esse país. Chega de ouvir o senhor Paulo Skaf (presidente da Fiesp) falar que não vai pagar o pato. Queremos vê-lo pagando impostos sobre suas propriedades.”

Unidade
Os discursos destacaram a importância da unidade diante das ameaças aos direitos trabalhistas. Como numa das recentes declarações de Eliseu Padilha – ministro-chefe da Casa Civil – a empresários, de que não haverá mais negociações com o sindicalismo e que o governo vai enviar direto ao Congresso projetos que retiram direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados.

O presidente Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e dirigente da direção da Força Sindical, Miguel Torres, qualificou as iniciativas do governo interino como “o mais amplo ataque aos direitos dos trabalhadores que já se viu”. Ele lembrou que o governo não mexe com interesses dos ricos. “Cadê a taxação das grandes fortunas e das remessas de lucros ao Exterior?”, questionou.

O dirigente metalúrgico do ABC (CUT), Sérgio Nobre, criticou ataques também ao Estado brasileiro. “Querem privatizar Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e entregar nosso pré-sal às multinacionais do petróleo”, denunciou.

Greve
Vários dirigentes defenderam greve geral. Propõem que, além das entidades do sindicalismo, haja participação do movimento social.


Com informações da Agência Sindical, Rede Brasil Atual e CSP Con-lutas




Nota emitida pelas cinco centrais, na véspera da mobilização convocada pelas entidades sindicais para esta terça-feira (16/8), demonstrou, com economia de palavras, a firmeza unitária em defesa do trabalhador. Quando a vontade é firme e esclarecida as palavras são poucas, mas têm uma ressonância especial.


Foto: Paulo Negreiros
joao guilherme Foto Paulo Negreiros redJoão Guilherme Vargas netto

 

Às vésperas das grandes manifestações unitárias que realizarão, os presidentes das cinco maiores centrais sindicais assinaram e divulgaram a seguinte nota oficial:

“As Centrais Sindicais abaixo assinadas reiteram sua posição de não aceitar qualquer proposta ou negociação que vise retirar direitos trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora ou precarizar ainda mais as relações de trabalho.É com este intuito que conclamam suas bases a participarem do ato que realizarão, em todas as capitais do País, no dia 16 de agosto, em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Nem um direito a menos!”

A bandeira unitária está erguida e é preciso que todos os braços a empunhem. O esforço pela unidade, pela coesão, deve ser feito até a exaustão, sem esmorecimento. Cada dirigente deve ser um verdadeiro estadista sindical batalhando inteligentemente pela unidade.

Já sabemos que o governo interino, embora tenha a intenção de cumprir a agenda neoliberal e seja açulado a isto pelos rentistas e aproveitadores, não consegue agir de maneira monolítica e coerente. São também as contradições fortes dentro da heterogênea coalizão governante que possibilitam que se resista de maneira consequente, com vitórias momentâneas e recuos espetaculares dos agentes governamentais.

Exatamente por isso, para aprofundar as contradições deles e resistir efetivamente, é que o movimento sindical deve apresentar uma frente unida, forte, coesa e consequente.

As brechas na carapaça do governo não devem ocasionar, nem justificar, pelo contrário, fissuras na frente sindical; muito menos as pequenas divergências e as disputas de campanário.

A nota das cinco centrais demonstrou, com economia de palavras, a firmeza unitária. Trata-se de reforçá-la com mais empenho unitário e disposição continuada de luta. Curto e grosso.


João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical





A CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT realizam na terça-feira (16/8) o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Além de paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas, de uma, duas horas ou a manhã inteira, haverá atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do Brasil.

 

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Um dos maiores desafios do movimento sindical brasileiro hoje é defender os direitos da classe trabalhadora, que estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, e impedir que milhares de trabalhadores sejam demitidos.

A ampliação da terceirização que explora, mutila e mata; a flexibilização de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência Social são algumas das ameaças que o atual governo está tentando aprovar. Se não houver resistência, luta e muita pressão, podemos ter mais desemprego, o fim da CLT e da política de valorização do salário mínimo, além de aposentadoria só aos 70 anos.

“O que eles chamam de modernização enseja um tipo de escravidão contemporânea. Por trás desse discurso, querem implantar a era do “açoite” digital e quem vai sofrer na pele é a classe trabalhadora. Temerário, o conluio golpista quer desconstruir o Estado Nacional, acabar com a CLT desregulamentando o trabalho e sepultar o sonho de dias melhores de milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical, ressalta que a Central busca esclarecer a base sobre o que está em disputa na relação capital e trabalho, ante a influência do lobby patronal sobre o governo interino.

Índio diz que os atos do dia 16 terão papel de peso nessa conjuntura adversa. “Por isso, a orientação é que as categorias mais mobilizadas façam paralisações, além de realizar assembleias e protestos nos locais de trabalho antes do ato principal. Vamos mostrar aos patrões que resistiremos à agenda que tentam impor”, diz.

Já o presidente da Nova Central em São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), lembra que a entidade acaba de realizar seminário sobre educação, que também abordou propostas de ações unitárias. “Há muitas categorias em campanha salarial ou negociando PLR. Além destas questões, debatemos a importância da unidade do sindicalismo para defender postos de trabalho e direitos”.

A indicação da Central é que os sindicatos atrasem a entrada nos turnos e discutam com os trabalhadores o momento pelo qual o Brasil está passando. Luizinho aponta que o momento é de união para “derrotar as ameaças que pairam sobre os trabalhadores”.


Com informações da CTB, CUT e Agência Sindical





A Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CTB, CSB, Conlutas e CGTB fizeram na manhã de segunda-feira (8/8), em São Paulo, a primeira reunião preparatória do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e pela Garantia dos Direitos, que acontece dia 16 de agosto.



Foto: Beatriz Arruda/Arquivo Imprensa SEESP
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A data foi definida na Assembleia Nacional das Centrais, dia 26 de julho, quando também se aprovou documento unitário com reivindicações e propostas.

Miguel - Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato da categoria em São Paulo, o forcista Miguel Torres adianta: “O ato será unificado, mas cada entidade fará manifestações conforme as condições de sua base”. Na capital paulista, ele informa, “devemos atrasar a produção em uma hora nas principais empresas”.

O ato principal está marcado para as 10 da manhã, em frente ao prédio da Federação das Indústrias (Fiesp), na Avenida Paulista. O metalúrgico Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, também falou com a Agência Sindical. Ele informa: “Vamos reunir dirigentes e ativistas, para mostrar nossa posição contra a quebra de direitos e propostas abusivas, como a da CNI de querer aumentar a jornada de trabalho”.

Miguel Torres também defende um forte trabalho de comunicação. “Queremos que a sociedade conheça nossa posição e as razões pelas quais estamos nos manifestando”, diz. Para o dirigente, a meta inicial das Centrais é colocar cinco mil pessoas em frente à Fiesp. “Mas a organização do ato ainda está começando”, observa.


Fonte: Agência Sindical







Diante do contexto político e econômico do país, sindicatos divulgam nota pública, dirigida ao governo, em que cobra "compromisso com o País, com a democracia e com a necessária afirmação de um projeto de desenvolvimento nacional ancorado na produção, em uma indústria forte, um setor de serviços dinâmico, um comércio vigoroso, uma agricultura pujante e em um Estado indutor e coordenador das estratégias de crescimento econômico e de desenvolvimento social". Confira abaixo a íntegra.


Foto: Brasil de Fato

ato em sao paulo 600Ato de quinta-feira (20/8) em São Paulo, que reuniu cerca de 75 mil pessoas de sindicatos e organizações da sociedade civil, com críticas à política econômica do governo

 



Chamado ao diálogo pela democracia, por crescimento econômico, inclusão social e desenvolvimento nacional

O Brasil já deu mostras de que é um país capaz de promover equidade, bem-estar social e qualidade de vida para todos. Por isto, precisamos retomar rapidamente o investimento e a atividade produtiva para aumentar as oportunidades, o emprego, melhorar a distribuição da renda e as políticas sociais.

Tais desafios exigem, das forças vivas da sociedade brasileira, um claro posicionamento em defesa da democracia, do calendário eleitoral, do pleno funcionamento dos Poderes da República, da estabilidade institucional e dos fundamentos constitucionais como condição para a rápida e sustentada transição para o crescimento econômico.

Mais do que isto, é necessário desmontar o cenário político em que prevalecem os intentos desestabilizadores, que têm sido utilizados como o condão para a aplicação de uma política econômica recessiva e orientada ao retrocesso político-institucional.

Assim sendo, reafirmamos que qualquer projeto de desenvolvimento nacional deve ser cimentado pelo fortalecimento das instituições e da democracia, sem descuidar do combate à corrupção, e tem que guiar-se pela superação das graves desigualdades econômicas, sociais e regionais, promovendo:

• Combate à inflação;

• Juros baixos;

• Aumento do investimento público e privado em infraestrutura econômica e social;

• Defesa do emprego e do poder de compra dos trabalhadores;

• Política cambial que incentive a atividade produtiva, especialmente a industrial;

• Investimentos na qualidade da educação;

• Ciência, tecnologia e inovação para agregar valor à produção de bens e serviços;

• Fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas;

• Consolidação do mercado interno de consumo de massa;

• Fortalecimento e estímulo da participação competitiva do Brasil;

• Modernização das instituições, das leis e do Estado.

O momento exige diálogo, compromisso com o País, com a democracia e com a necessária afirmação de um projeto de desenvolvimento nacional ancorado na produção, em uma indústria forte, um setor de serviços dinâmico, um comércio vigoroso, uma agricultura pujante e em um Estado indutor e coordenador das estratégias de crescimento econômico e de desenvolvimento social.

Por isto, os sindicatos abaixo assinados declaram-se dispostos, e conclamam os demais segmentos da sociedade civil organizada, a restabelecer as pontes para o necessário diálogo visando a construção de compromissos e acordos para fortalecer a democracia, o crescimento econômico e o desenvolvimento nacional.

São Paulo, 14 de agosto de 2015.

Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes – Miguel Eduardo Torres, presidente

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – Rafael Marques, presidente

Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Ricardo Patah, presidente

Sindicato dos Empregados em Hotéis de São Paulo – Francisco Calazans Lacerda, presidente

Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo – Rene Vicente dos Santos, presidente

Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo – Antonio Neto, presidente

Sindicato dos Bancários de São Paulo – Juvandia Moreira Leite, presidenta

Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo – Antonio de Sousa Ramalho, presidente

Federação dos Empregados do Comércio do Estado de São Paulo – Luiz Carlos Motta, presidente

Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo – Osvaldo da Silva Bezerra, coordenador-geral

Sindicato dos Telefônicos de São Paulo – Almir Munhoz, presidente

Sindicato dos Empregados em Edifícios de São Paulo – Paulo Ferrari, presidente


Fonte: Diap




As centrais sindicais convocam trabalhadores a ocupar as ruas, praças e avenidas de todo o país em defesa da nação, da soberania, da Petrobras e do emprego. Um dos pontos da pauta de reivindicações é o fim das medidas 664 e 665 que colocam em risco conquistas trabalhistas históricas.

Para os dirigentes, o mês de março marcará um momento político de forte pressão popular contra mudanças nas garantias trabalhistas e também como expressão de ampla defesa das instituições democráticas.

Confira e acompanhe as atividades que acontecerão nos próximos dias:

Dias 16 a 19 - Semana de mobilizações no Congresso Nacional, no Distrito Federal;
Dia 18 - Inauguração do Passi (Posto Avançado de Ação Sindical, Social e Institucional) da CTB em Brasília;
Dia 18 - Dia de Luta no Congresso Nacional;
Dias 20 a 29 - Semana de Mobilizações e Coleta de Assinaturas pela Reforma Política;
Dias 8 e 9 de abril - Seminário Nacional da CTB - Desafios e Dilemas da Classe Trabalhadora - SP.


Fonte: Portal CTB




A proposta de projeto de lei para a carreira própria de engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) deverá ser analisada pela Junta de Orçamento e Finanças (JOF) da Prefeitura, cujas reuniões ocorrem às quintas-feiras. Ou seja, os delegados sindicais do SEESP estimam que na quinta (26/2) o texto deverá ser apreciado e aprovado pelo Executivo e, posteriormente, encaminhado à Câmara dos Vereadores.

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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Engenheiros e arquitetos participam de audiência pública na Câmara, em novembro de 2014


“Cabe ressaltar que, não obstante a nossa justa ansiedade, o que está em jogo é a construção de um projeto de carreira própria. Uma conquista alcançada graças à determinação e mobilização de todos para corrigir uma situação perversa que há muitos anos nos prejudica”, salienta o delegado sindical Carlos Eduardo Lacerda.

Ele também frisou a importância da categoria se manter unidas e mobilizada nesta etapa final do processo. “Não vamos dar ouvidos a boatos e a informações distorcidas que têm sito sistematicamente plantadas pela internet com o claro objetivo de nos dividir e prejudicar o andamento de nossas negociações”, completou.


Imprensa SEESP






O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que promove desde o início da manhã desta quinta-feira (15/5) uma série de mobilizações, em São Paulo e outras capitais, em defesa da moradia e contra os gastos públicos da Copa 2014, desmentiu alguns veículos de imprensa que divulgaram que o movimento teria dado um “ultimato” ao governo federal. Em coletiva de imprensa no SEESP, por volta das 14h30 de hoje, representantes da organização social fizeram um balanço positivo sobre a mobilização, que ainda terá uma marcha com concentração a partir das 17h, na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP 
coletiva mtst
Coletiva MTST: da esquerda para a direita, Jussara Basso, Gulherme Boulos e Josué Rocha


“Foi publicado que o MTST teria dado um ultimato a presidente da república e isso não procede. Não nos colocamos na condição de dar ultimato a quem quer que seja, ainda menos para a presidente da República. Colocamos que esperamos que essas pautas sejam atendidas. O movimento está nas ruas para isso e o governo já tem conhecimento. Enquanto não forem atendidas, vamos continuar nas ruas, o que é natural” explicou Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST.

Na semana passada, quando a presidente Dilma Rousseff visitou o estádio do Itaquerão, ela se encontrou com representantes do movimento, que naquele dia fez o lançamento da campanha “Copa sem povo; tô na rua de novo” com a ocupação de três empreiteiras na capital paulista – as que mais lucraram com as obras da Copa, de acordo com eles. Na ocasião, foram apresentadas as reivindicações tanto para a presidente, quanto para o prefeito Fernando Haddad, também presente.

Na pauta, consta o controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo índice inflacionário como teto, para combater a especulação imobiliária que afeta os trabalhadores mais pobres; política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma Comissão de Acompanhamento, ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos; mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade Entidades e com regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras.

Josué Rocha, também da coordenação do MTST, ressaltou as responsabilidades das outras instâncias de governo, estadual e municipal, sobre a questão da moradia. “Em relação à ocupação 'Copa sem povo' temos um indicativo de uma conversa de cobrar os governos municipal e estadual em relação a desapropriação da área. As próprias mobilizações não são focadas no governo federal, mas sim para cobrar as responsabilidades de todos”, declarou Josué.

Questionados sobre o uso eleitoral das mobilizações contra a Copa de 2014, ano de eleição majoritária no País, os integrantes esclareceram que de fato têm receio de que as mobilizações sejam usadas eleitoralmente por partidos de oposição ao governo, como PSDB e PSB "setores conservadores que não nos representam, atrasados, na nossa opinião”.

“O que os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos têm defendido vai na contramão. Reduzir meta da inflação, aumentar superávit primário, esse tipo de discurso não tem condições de atender as reivindicações das ruas", declarou Boulos.

Para o movimento há uma clara diferença entre 
o governo atual e o governo anterior, inclusive em número - referindo-se aos projetos neoliberais que antecederam o atual projeto do PT. O MTST fez questão de enfatizar que tem autonomia em relação a partidos e governos. "O MTST tem sua posição própria e entende que nenhum governo atual do país está efetivamente comprometido com as reivindicações dos trabalhadores. Por isso estamos fazendo as mobilizações", completou Boulos. 

Os sem-teto estimam que com os recursos gastos na Copa, que eles calculam em cerca de R$ 30 bilhões, seria possível construir cerca de 1 milhão de moradias populares.

Ato unificado

Uma mobilização unificada - entre o MTST e ocupações de outros movimentos - está sendo preparada para a quinta (22), onde estudantes, trabalhadores e coletivos de juventude serão chamados. Os sem-teto já contam com o apoio de estudantes e entidades como o Movimento Passe Livre (MPL). “Pretendemos ter entre 15 e 20 mil pessoas, inclusive trabalhadores de assentamentos rurais. A idéia é levar bastante gente às ruas em defesa da pauta dos trabalhadores”, explicou Guilherme.

Perguntados se haverá protestos durante a copa, os militantes disseram que tudo dependerá dos desdobramentos das negociações com os governos. “Não temos nenhum fetiche ou intenção em barrar a Copa. Não se trata disso. Estamos com uma pauta muito bem definida e buscando fazer mobilizações para pressionar e chamar a atenção”, acrescentou Guilherme. Ele lembrou que atualmente o déficit habitacional no país é de 7 milhões de famílias, segundo IBGE, o que representa cerca de 25 milhões de pessoas.

Sobre as remoções ocorridas por conta das obras da Copa, não há nenhum dado concreto sobre o número total de famílias atingidas. Nem o governo federal, nem os movimentos de moradia realizaram um levantamento. O que existe apenas são estimativas. "O governo não solta nenhum dado unificado. O que há é uma completa desinformação sore os despejos que estão acontecendo por causa da Copa do Mundo. O que temos de mais confiável é um relatório da (urbanista) Raquel Rolnik, que fala em um número considerável", lamentou Boulos, se referindo aos dados divulgados pela Relatoria de Direito à Moradia da ONU de que pelo menos 200 mil famílias foram removidas por causa de obras diretas ou indiretas.

Bloqueios em avenidas


Foto: RUA Foto Coletivo/Rodrigo Zaim
protesto MTST
Protesto na Radial Leste, próximo ao Itaquerão, na manhã desta quinta


As manifestações desta manhã mobilizaram mais de seis mil moradores de ocupações. Elas ocorreram na Radial Leste, em frente ao Itaquerão, com cerca de 2.000 pessoas da Ocupação Copa do Povo (MTST); na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte João Dias, onde se concentram cerca de 2.000 pessoas das Ocupações Nova Palestina e Dona Deda (MTST); Marginal Tietê, próximo à Ponte Estaiadinha, com a presença de 300 pessoas da Ocupação Estaiadinha (MTST); Giovanni Gronchi, próximo ao Shopping Jardim Sul, com pelo menos mil pessoas das Ocupações Faixa de Gaza e Capadócia (MTST); Ponte do Socorro, onde cerca de 800 pessoas da Ocupação Anchieta Grajaú (promovida pelo movimento Nós da Sul).

Também ocorrem manifestações em outras capitais do país, do MTST e dos que compõem a Frente de Resistência Urbana, como Brasília (DF), Palmas (TO), Curitiba (PR), Belém (PA), Fortaleza (CE) e João Pessoa (PB).

Com relação á atuação da polícia, não houve abusos em São Paulo. Segundo Jussara Basso, coordenadora do MTST, houve excesso em Brasília (DF) durante a ocupação da Terracap, responsável pela construção do estádio na capital federal. "Por conta de nossa organização em São Paulo não houve abuso da polícia. Deixamos claro que a manifestação era pacífica e que não concordamos com depredação do patrimônio público. As marchas de hoje foram para denunciar o gasto de dinheiro público em estádios e obras de mobilidade que ligam somente aeroportos a hotéis e hotéis a estádios, enquanto a população pobre está pagando essa conta", lamentou.



Deborah Moreira
Imprensa SEESP





 

O SEESP e mais de 80 organizações dos movimentos sociais, além de oito centrais sindicais e dezenas de federações e confederações participarão dos protestos de rua nesta quinta-feira, 11 de julho, cujas principais bandeiras são por mais investimentos em saúde e educação pública; fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos; fim dos leilões das reservas de petróleo; contra o PL 4330, da terceirização; reforma agrária.

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“Considerando serem essas bandeiras históricas dos trabalhadores, estamos cerrando fileiras com o conjunto do movimento sindical neste dia de luta, que pode ser um marco histórico para todos nós”, observa o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, que ainda está à frente da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), entidades também engajadas nessa ação sindical.

Atos serão cobertos pelo próprio movimento sindical, sua imprensa e as mídias livres.

 

Fonte: FNE




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