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Mais do nunca, internet é serviço essencial

 

InternetTodoQuadrA universalização do acesso à internet é bandeira defendida pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados há bastante tempo. O tema integra o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” desde o seu lançamento em 2006, quando abordou a convergência digital nas telecomunicações e a necessidade de expansão da banda larga no País. A questão manteve-se entre nossas pautas prioritárias, inclusive sobre o viés da “internet pública”, conforme a edição do “Cresce Brasil” de 2016, que apontava o seu caráter de infraestrutura de interesse público, a exemplo do fornecimento de energia e saneamento básico.


Ou seja, está claro que é preciso universalizar o acesso de qualidade à internet e que o serviço precisa ser oferecido a toda a população por tarifas razoáveis, e não a preços exorbitantes. Isso se impõe tendo em vista a digitalização crescente e necessária de vários serviços públicos e privados, das possibilidades de educação e trabalho a distância, mas também pelo direito à cultura e ao lazer.


Tal realidade torna-se gritante no momento presente, em que o esforço de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus exige que as atividades sejam realizadas a distância. E, no entanto, apesar de ser absolutamente essencial, o acesso à internet está longe de chegar a todos os brasileiros. Matéria da Folha de S. Paulo do sábado (16/5) informa que nada menos que 70 milhões de pessoas têm acesso precário ou sequer estão conectadas à rede mundial dos computadores. Essa situação se somou a outras falhas existentes para agravar, por exemplo, a imensa dificuldade de muitos para se credenciarem a receber o auxílio emergencial, o que gerou filas e perigosas aglomerações nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF).


Isso porque, obviamente, o tema acompanha a desigualdade social no Brasil. Conforme também relata a matéria, têm menor poder aquisitivo os mais de 42 milhões que nunca acessaram a rede. Entre os conectados nas classes D e E, 85% utilizam a internet só pelo celular e com pacotes limitados. Essa parcela da população está excluída, por exemplo, das aulas a distância que as escolas fechadas pela quarentena estão oferecendo para que os alunos não fiquem sem atividade e conteúdo.


O quadro demonstra que precisamos correr para recuperar o prejuízo da falta de infraestrutura de internet no País ou pagar o preço de tornar ainda maior o abismo social já presente entre nós. 


Isso é fundamental até porque, como já sinalizam especialistas e o próprio senso comum conclui, nada será como antes. Mesmo quando for seguro sair às ruas e reunir pessoas no mesmo ambiente, as atividades virtuais continuarão na nossa agenda. A praticidade, a economia de tempo e de recursos com deslocamento transferirão inúmeras iniciativas para o “online”. É imperioso, portanto, que todos possam participar. Acesso à internet significará, de forma definitiva, direito ao trabalho, à educação e à cidadania plena.


Eng. Murilo Pinheiro
Presidente

O Instituto Bem Estar Brasil, que integra a "Campanha Banda Larga é um Direito Seu!" organizou uma mobilização nas redes sociais para pressionar os membros do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a aprovarem o texto para a consulta pública sobre Redes Livres de Internet, para que de fato seja aprovada na próxima reunião do Conselho. A ação estava marcada para esta quarta-feira (10/6), às 14h, via "Compartilhaço", ferramenta de mobilização social em rede.

Os conselheiros se reúnem na quinta-feira (11/6), às 15h, no Espaço Cultural da Anatel, em Brasília (DF), para definir o texto da consulta pública sobre redes livres para internet. Desde 2008, existe a possibilidade regulatória de qualquer cidadão prover, colaborativamente, o sinal de internet via wifi, sem a necessidade de autorização da agência. No entanto, a mesma ainda não divulgou definições importantes para assegurar esse direito.


redes livre


Depois de seis anos dos movimentos organizados e internautas debaterem e aprofundarem a questão, há a expectativa de que a agência coloque fim a essa insegurança jurídica justamente porque a  Anatel nunca posicionou claramente a favor sobre esse direito do cidadão e que muitos desconhecem, ainda.

A Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e o Marco Civil da Internet garantem a todos os brasileiros a essencialidade do acesso à internet por meio da banda larga (de alta velocidade) para que o direito humano à comunicação, à liberdade de expressão e ao acesso à informação sejam preservados.

Compartilhaço
O Instituto Bem Estar Brasil organizou uma mobilização nas redes sociais para pressionar os membros do Conselho Diretor a aprovarem o texto para a consulta pública e que ela de fato seja aprovada na reunião do Conselho. A ação está marcada para a quarta-feira (10), às 14h. Para participar basta aderir a uma ferramenta chamada “compartilhaço”, desenvolvida pela Rede Meu Rio, cujo objetivo é criar uma onda de compartilhamentos sobre o tema no mesmo dia e horário para ampliar o alcance da mobilização na internet. Como funciona? Você inscreve seu perfil do Facebook e (ou) do Twitter na ferramenta, que vai gerar uma postagem única, criada previamente, e exatamente às 14h todos os perfis inscritos disparam a postagem, simultaneamente. Quanto mais gente se inscrever, maior o alcance.

O que é o Conselho Direitor
O Conselho Diretor é o órgão máximo da Anatel e é integrado por cinco conselheiros escolhidos e nomeados pela presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal. Seus membros são brasileiros, com formação universitária, mandato de cinco anos, com vencimento sequencial, a fim de que as substituições sejam paulatinas - um conselheiro por ano -, para evitar perda repentina da memória e da cultura organizacional no âmbito das decisões da Agência.

Cabem aos conselheiros a direção dos órgãos administrativos da Agência; ao presidente do Conselho Diretor, que acumula a função de presidente-executivo da Agência, a representação da Agência, o comando hierárquico sobre o pessoal e o serviço, bem como a presidência das sessões do Conselho Diretor. O Conselho decide por maioria absoluta e se manifesta formalmente por resoluções, súmulas, atos e portarias.

Saiba quem são os conselheiros e seus respectivos contatos aqui.

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Deborah Moreira
Imprensa SEESP












Luís Eduardo Magalhães é um município localizado na região Oeste da Bahia, com pouco mais de 80 mil habitantes. Emancipada nos anos 2000, a cidade, surgida de um pequeno povoado denominado Mimoso do Oeste, prepara-se para tornar-se a primeira do País a introduzir a tecnologia 4G dentro da rede pública. Com recursos da ordem de R$ 1,6 milhão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luís Eduardo Magalhães está se transformando em uma cidade inteligente, uma cidade digital.

No dia 27 de maio último, o prefeito Humberto Santa Cruz reuniu-se com o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCTI, Eron Bezerra, em Brasília, para apresentar o andamento do projeto da cidade digital que está sendo implantado pela Prefeitura.  "[O município] será o primeiro do País a implantar tecnologia 4G dentro da rede pública e com recursos do Governo Federal", afirmou o prefeito, acompanhado do secretário de Saúde do município, Werther Brandão.

"A ideia é lançar todo esse projeto que Luís Eduardo Magalhães fez junto com o MCTI, e que já está funcionando, em outubro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia [SNCT 2015]", acrescentou. O projeto de tecnologia 4G é fruto de termo de cooperação entre o Ministério, a prefeitura e a multinacional chinesa de equipamentos para redes e telecomunicações Huawei.

"É uma solução de mobilidade que só existe hoje em 29 cidades do mundo", ressaltou o secretário Werther Brandão. "A ideia é que a gente consiga, por exemplo, colocar câmeras, monitoramento, wi-fi em ônibus coletivos. Podemos até criar uma TV web que irá funcionar no aparelho celular de todo mundo com alta qualidade", explicou. "Podemos colocar câmeras em ambulâncias do Samu, em carros da guarda municipal, e ter o registro do que está acontecendo na hora."

Inclusão social e digital
Em 2011, Luís Eduardo Magalhães foi um dos 40 municípios selecionados, entre mais de 800 projetos, para firmar um convênio com o Ministério, com vigência até março de 2016. Desde então, os recursos disponibilizados pela Pasta foram utilizados na implementação de 59 quilômetros (km) de fibra ótica; oito torres de comunicação; 30 pontos públicos com tecnologia wi-fi; 39 pontos públicos com tecnologia Wimax, uma tecnologia sem fio desenvolvida para oferecer acesso à banda larga a distâncias que variam de 6 a 9 km; e 32 pontos de rede interna, sendo 14 já ligados à fibra ótica.

"Hoje, a administração pública tem vários sistemas que não conversam entre si", afirmou Brandão. "Um grande exemplo disso é educação, saúde e assistência social. A troca de informações entre as três secretarias acaba sendo feita de forma muito manual – por exemplo, a frequência escolar do Bolsa Família pode ser feita de forma informatizada se utilizado o mesmo banco de dados, e é isso o que nós estamos fazendo com a rede de fibra ótica", disse.

"Estamos criando um sistema de intranet e rede próprias que, mesmo que a internet caia, os serviços em postos de saúde, por exemplo, continuarão funcionando", acrescentou.

A prefeitura já equipou todas as praças públicas com sinal de internet wi-fi. Por meio do Projeto Cidade Digital, está levando a tecnologia também para as comunidades rurais, como a de Bela Vista, já contemplada com internet gratuita aberta para os moradores.

Cidade inteligente
O município mantém funcionando um sistema de georreferenciamento da iluminação pública, no qual, usando a internet, o cidadão pode marcar um poste com defeito para que a companhia energética possa realizar com mais rapidez a manutenção do equipamento público. "Queremos levar esse projeto para regiões onde as pessoas não tem internet em casa, disponibilizando totens para a realização deste serviço", disse Werther Brandão.

Foi desenvolvida também uma máquina, semelhante às de cartão de crédito, com a qual os agentes comunitários de saúde e endemias realizam os serviços de atenção básica indo até a casa dos moradores. "Nós não temos como monitorar todos os agentes, o nível de atendimento que está sendo feito, se o agente foi até a casa. Mas essa máquina tem GPS e, na medida em que o agente vai fazer o atendimento em uma residência e insere o cartão do cidadão, nós temos toda a rota dele e todas as informações sobre aquela pessoa", explicou Brandão. "Além disso, todas as informações de saúde do morador ficam armazenadas em um chip nesse cartão."

Avaliação
Para o secretário Eron Bezerra, do MCTI, as ações apresentadas são "uma amostra prática, concreta e objetiva" do que pode ser feito com base em ciência e tecnologia. "Quando você aplica recursos, e vê uma comunidade isolada no sertão da Bahia tendo acesso à tecnologia, é muito gratificante", comentou.

Eron ressaltou que o projeto de georreferenciamento pode contribuir para a redução da violência que acontece por falta de luz em ruas dos municípios brasileiros. "Pouca gente valoriza, mas o problema da escuridão é um chamariz para marginal, para a violência contra jovens, idosos e crianças, e esse sistema que monitora os postes é uma coisa espetacular", disse. "Grande parte da violência acontece por falta de iluminação."

 

 

 

Fonte: MCTI

 

 

 

 

 

 

 

O economista Ladislau Dowbor é o entrevistado desta semana no JE na TV, o programa semanal do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP). O professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nas áreas de economia e administração aborda, entre outros temas, a contectividade entre as pessoas e os conhecimentos.

"A conectividade conecta as pessoas. Mas também conecta conhecimento. Antes se dava entre pessoas, se dá agora em base de sinais, ondas magnéticas. O pano de fundo disso é a economia do conhecimento também conhecida como economia criativa", explica Dowbor, lembrando que "o principal fator de produção está se tornando o conhecimento" que está cada vez mais acessível. Como exemplo, cita o pequeno agricultor, que hoje tem acesso à análise do solo, inseminação artificial, sementes melhoradas pesquisadas pela Embrapa, entre outras informações.

Acesso à banda larga
Questionado sobre a restrição dos mais pobres à conectividade, Dowbon compara o tráfego da rede ao caminhar pelas ruas: “não paga para andar na rua” mas o fato de a rua ser gratuita permite a instalação de uma farmácia, de um bar, que podem ganhar dinheiro com isso. “As aplicações do conhecimento, fazendo um paralelo, podem ser cobradas. Já a liberdade de acesso ao conhecimento é vital. É um pré-direito deve ser assegurado como bem público", justifica.

Ele também denuncia que os grandes grupos como Vivo, OI, TIM, Claro, "ganham literalmente cobrando pedágio sobre o acesso". "É como antigamente os senhores feudais cobravam pedágio cada vez que alguém atravessava as suas terras", compara. Para Dowbor, o Marco Civil da Internet é o instrumento jurídico que conseguiu impedir o avanço das operadoras de telefonia (teles) no ciberespaço, a partir de pacotes de serviços diferenciados, como ocorre atualmente com a TV a cabo.

O economista também lembra sobre a situação das comunicações no País, atualmente controlada por poucas famílias. E, da mesma forma como foi difícil disputar com as teles para aprovar um marco regulatório para a internet, também será para as comunicações: "A visão da comunicação como um bem público, do acesso como um bem público, a visão da cultura como cultura e não como indústria cultural pra ganhar dinheiro, isso é uma batalha. Veja como foi a batalha para aprovar essa lei do marco regulatório da internet, que assegurou o acesso universal. E veja as dificuldades que temos de democratizar a mídia no Brasil".

Apesar da luta de David e Golias, o professor da PUC-SP é otimista já que, após anos, finalmente alguns veículos de comunicação antes tidos como alternativos, agora se consolidam como opção dentro de um mercado, como o Portal Carta Maior, que está chegando a um milhão de leitores. "Trata-se de um conjunto de sistemas que estão saindo em paralelo. E o interessante é o seguinte: o que circula é por retransmissão das pessoas e não por alguém lá em cima que diz o que deve circular", comemora. Em seguida, aproveita para parabenizar o SEESP e outros sindicatos por abrirem espaço para debater essas questões.


Assista à entrevista na íntegra:





Imprensa SEESP





Na terça-feira (9/9), a presidenta da República e candidata à reeleição Dilma Rousseff participa da primeira edição do Diálogos Conectados – Um papo sobre Direitos e Internet. Promovido pela Campanha Banda Larga é um Direito Seu, o evento propõe discutir com as candidaturas suas ideias e projetos em torno de temas como a infraestrutura e universalização do acesso à banda larga, além da promoção da cidadania e cultura digitais. 

A atividade é aberta ao público - mediante inscrição prévia pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - e ocorre no sindicato (Rua Genebra, 25, Bela Vista, São Paulo), a partir das 15h. O bate-papo será conduzido pelas entidades que compõem a campanha, entre elas o SEESP. Haverá transmissão em tempo real pela Internet (neste link). 

Carta Aberta aos Candidatos

No dia 19 de agosto, a campanha Banda Larga é um Direito Seu, levada a cabo por dezenas de instituições e entidades da sociedade civil, divulgou carta aberta às candidaturas para as eleições de 2014. O documento afirma que as atuais políticas de acesso à banda larga representam um “nó essencial que impede o Brasil de avançar numa área nevrálgica para a inclusão social” e defende que haja “uma política clara para o setor, que passe necessariamente pela revisão do regime de prestação do serviço de acesso à Internet”.

Leia a íntegra do documento e as seis propostas concretas sugeridas para os candidatos:

As entidades que integram a campanha Banda Larga é um Direito Seu vêm a público para apresentar à sociedade e, em particular, aos candidatos e candidatas à Presidência da República bem como ao Senado e a Câmara Federal, seu posicionamento quanto à garantia do direito de acesso universal aos serviços de comunicação de dados (= banda larga) e à Internet como condição indispensável para o exercício pleno da cidadania e instrumento para inclusão política, social, cultural e econômica das pessoas em um mundo interconectado pelas tecnologias digitais, de modo a concretizar o que está expresso no Marco Civil da Internet – Lei 12.965/2014.

O cenário atual
Hoje, no Brasil, o acesso à Internet se dá, basicamente, a partir da oferta de planos oferecidos pelas empresas de telecomunicações. O serviço de telecomunicações que dá suporte ao acesso à Internet em redes fixas, o Serviço de Comunicação Multimídia, é prestado em regime privado. Ou seja, apesar de se tratar de serviço de interesse coletivo e essencial, seus prestadores não estão sujeitos a obrigações de universalização, continuidade e modicidade tarifária, contra disposição expressa do art. 65, § 1º, da Lei Geral de Telecomunicações – LGT, em razão do que os investimentos em infraestrutura e preços são definidos principalmente pelo interesse do mercado. Ao contrário, um serviço em regime público, conforme a LGT, define metas a serem atingidas visando a universalização do serviço por todo o território nacional, e regras de tarifação, controladas pelo órgão regulador, de modo a lhe viabilizar amplo acesso pela população.

O único serviço atualmente prestado em regime público é o telefônico fixo. Certamente, era ainda o mais importante há quase 20 anos, quando a LGT foi sancionada. Hoje é um serviço que tende a ser progressivamente substituído pelas redes de alta velocidade, ou “banda larga”. Estas não somente servem à telefonia (comunicação privada entre duas pessoas) como a tudo o mais que necessite de infraestrutura de comunicações, inclusive carregamento de filmes para audiência privada, atividades lúdicas ou profissionais de busca de informações, todo tipo de interação pela Internet, vendas de mercadorias ou serviços etc. A “banda larga” hoje é um serviço socialmente essencial; a comunicação e informação, assim como a utilização de diversos serviços públicos se dão pela Internet, razão pela qual desempenha também papel estratégico para os Poderes Públicos.

Portanto, é incontestável que a evolução da tecnologia e das relações econômicas, políticas e sociais levaram a que a Internet tenha passado a ocupar papel central na sociedade.

Diante disso, há alguns anos, muitas organizações e estudiosos sobre o tema apontam que o acesso à “banda larga” precisa ser alçado ao status de direito, portanto garantido pelo Estado brasileiro e deve ser prestado não só no regime privado, mas também no regime público, com obrigações de investimentos determinadas pelo Poder Público. Esta proposta, inclusive, foi aprovada por unanimidade pela 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. Mais recentemente o Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965/2014) reconheceu em lei não só o direito de acesso à internet a todos, mas a sua essencialidade ao exercício da cidadania. Tratam-se de duas disposições complementares, já que um serviço essencial deve ter o seu acesso garantido a todos, isto é, deve ser universalizado, como previsto na LGT.

Contudo, desde a privatização até hoje, o país deu passos tímidos e insuficientes no sentido de garantir a democratização da banda larga, contrariando garantias constitucionais de acesso universal a serviços públicos essenciais assim como o dever do Estado de planejar e definir políticas públicas que orientem a sua exploração por entes privados, de modo a equilibrar interesses privados e interesses públicos.

É verdade que alguns ensaios importantes foram feitos para ampliar o acesso à Internet no Brasil, que está entre os mais caros do mundo. Entre as iniciativas governamentais, a mais relevante foi o Programa Nacional de Banda Larga, lançado em 2010. Apesar de insuficiente, ele definia metas importantes para interiorizar e ampliar a infraestrutura para a conexão de cidades e localidades não atendidas pelo setor privado, inclusive resgatando a Telebras para cumprir papel estratégico nesse esforço. Infelizmente, a pressão das operadoras de telecomunicações foi tal que mesmo o tímido PNBL foi esvaziado pelo governo, e são poucas as ações deste programa que estão em andamento. Com isso, o Brasil continua sem redes suficientes para atender a demanda crescente do país, principalmente onde não há interesse de mercado, do que decorre as baixas velocidades de provimento do serviço de acesso à Internet, com preços elevados, de péssima qualidade e ainda para poucos.

Em complemento, as políticas para o setor foram construídas sem diálogo efetivo com a sociedade, alinhando-se mais aos interesses das empresas privadas. O governo não definiu ao longo destes anos um projeto estruturante com objetivos claros a serem alcançados.

Assim, os vários temas relativos à política de telecomunicações foram tratados de forma fragmentada. Questões que envolvem o serviço de telefonia fixa (STFC) e a revisão quinquenal dos contratos de concessão, a descontinuidade dos Telecentros, CRCs e pontos de cultura, o debate em torno do uso das frequências para banda larga móvel, o uso dos Fundos públicos como o FUST – Fundo para a Universalização dos Serviços de Telecomunicação, o FUNTTEL – Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações e o FISTEL – Fundo de Fiscalização de Telecomunicações, entre vários outros temas caminharam sem a sinergia necessária, considerando que todos fazem parte do que deveria ser uma política estruturante para o setor, com vistas a universalizar o acesso ao serviço de comunicação de dados. E, sem a visão do todo, olhar projetos específicos contribui apenas para reforçar o tratamento da inclusão e da cidadania digitais como questões menores, mais relacionadas à configuração de um mercado do que à estruturação de políticas coordenadas voltadas à concretização de direitos fundamentais.

Este é o nó essencial que impede o Brasil de avançar numa área nevrálgica para a inclusão social, entendida em toda a sua complexidade, e para a consolidação da democracia. O Estado precisa ter uma política clara para o setor que passa, necessariamente, pela revisão do regime de prestação do serviço de acesso à Internet.

O desafio é a universalização
A campanha Banda Larga é um Direito Seu apresenta aos candidatos e candidatas à presidência da República algumas diretrizes que consideramos essenciais para o estabelecimento de políticas de telecomunicações pautadas pelo interesse público e pela garantia de acesso por todos e todas. Estas políticas devem estar inseridas no debate de um projeto de comunicação democrático e convergente.

- Garantir a oferta da banda larga em regime público (reconhecendo, como já ocorre na telefonia fixa, a oferta do serviço também em regime privado), como ação fundamental de uma política estratégica do governo para a universalização do acesso à Internet;

- Conduzir o processo de revisão quinquenal dos contratos de concessão da telefonia fixa de maneira coerente aos seus princípios de universalização e modicidade, bem como integrada à implementação da banda larga em regime misto;

- Integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para a universalização do acesso à banda larga, possibilitando a conexão de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético e fibras ópticas livres de licenças para aplicações comunitárias sem finalidade lucrativa;

- Garantir que os recursos do FUST – Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – sejam utilizados apenas para investimentos em infraestrutura que tenham como objetivo o cumprimento de metas de universalização, obrigação que se refere somente a serviços prestados em regime público;

- Recuperar o papel da Telebras como instrumento público fundamental para a condução de políticas públicas que tenham o objetivo de garantir a universalização do acesso à banda larga. Este papel deve se dar tanto no âmbito do mercado, atuando na última milha para ofertar a conexão à banda larga onde a iniciativa privada não tenha interesse ou condições de fazê-lo, como também na construção e gestão da infraestrutura de rede para atender à crescente demanda de conexão em todo o país;

- Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz, não só com relação à competição, mas também quanto à qualidade do serviço. Estes instrumentos devem atuar sobre todo o sistema, incluindo a Telebras, grandes e pequenos provedores privados.


 

Fonte: Campanha Banda Larga é um direito seu!










A Prefeitura de Sorocaba conclui nos próximos dias a primeira etapa de sua Infovia, uma rede formada por 270 quilômetros de fibra óptica que vai interligar as unidades municipais. Entrando em operação no segundo semestre e, ao longo dos próximos três anos, esta nova estrutura beneficiará uma série de serviços públicos, como a conexão à internet no Sabe Tudo e unidades de saúde; os sistemas de videomonitoramento de segurança e trânsito; as lousas digitais das Escolas Municipais; o sistema de internet pública; a ampliação dos serviços oferecidos pelo portal Sorocaba.sp.gov.br; a agilização dos atendimentos no Paço Municipal e Casas do Cidadão, entre outros.

A Infovia já dispõe de 70 quilômetros de fibra óptica instalados e em operação. O projeto é dividido em três partes, sendo a primeira delas a criação de um backbone: uma "espinha dorsal" que integra os maiores próprios da Prefeitura, como as Casas do Cidadão, o Centro de Operação e Inteligência da Guarda Civil Municipal, a Policlínica Municipal de Especialidades e as Unidades Pré-Hospitalares Zona Norte e Zona Oeste.

Segundo a administração municipal, o sistema irá permitir uma comunicação mais rápida, eficiente e segura entre as unidades municipais, facilitando cada vez mais o acesso do cidadão aos serviços.

Próximas etapas
A instalação da Infovia prosseguirá pelos próximos meses, com o lançamento de mais 200 quilômetros de fibra óptica, atendendo ao chamado backhaul, anéis secundários que interligarão as unidades da saúde, formando uma espécie de "segurança" à rede; e o lastmile, que é a interligação das demais unidades da Prefeitura não contempladas nas conexões anteriores.

O projeto contempla ainda readequação das unidades para receber esta nova tecnologia, com a implantação de aproximadamente 3 mil pontos de energia elétrica, telefonia e transmissão de dados e as trocas de 500 equipamentos.

A SPG também estuda a redução dos custos da Prefeitura com telefonia pela implantação do sistema Voz sobre Protocolo de Internet (VoIP) - que transforma sinais de áudio analógicos, como os de uma chamada telefônica, em dados digitais que podem ser transmitidos através da internet.

A instalação da Infovia demanda um investimento de R$ 13,5 milhões, sendo R$ 3,5 milhões de recursos da Prefeitura e outros R$ 10 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), por meio do Programa de Modernização da Administração Tributária e Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT III).

 

Informação da Prefeitura Municipal de Sorocaba










O Ministério das Comunicações, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) firmaram um convênio de cooperação no valor de R$ 98 milhões para apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica que contribuam para o desenvolvimento da internet no Brasil.

Os recursos – objetos desta cooperação – serão distribuídos entre projetos apresentados por pesquisadores de todo o país, proporcionalmente ao número de registros de domínios solicitados por cada estado brasileiro naquele período. “A Fapesp abriu-se para ajudar o CGI, num momento em que ainda não existia o NIC.br e esse apoio foi fundamental”, destacou o ministro Raupp. O acordo, ele sublinhou, decorre do fato de o ministério e a fundação compartilharem uma visão comum de “política científica e tecnológica é política de Estado”.

O Estado de São Paulo contará com 47% dos R$ 98 milhões para apoiar projetos de pesquisas no âmbito do convênio que envolve os dois ministérios e a FAPESP.

O convênio será implementado por um comitê gestor formado por representantes da Fapesp, do MCTI e, no caso do Ministério das Comunicações, por representantes do CGI.br. O comitê será responsável pela elaboração de chamadas de propostas com validade anual, por meio das quais serão selecionados projetos de pesquisa.

“Os governos federal e de São Paulo estão empenhados em universalizar o acesso à internet”, disse o ministro Paulo Bernardo, lembrando que apenas cerca de 45% dos domicílios brasileiros contam com internet, enquanto mais de 90% têm TV, telefone ou rádio. “E há desigualdade no acesso entre regiões e mesmo numa mesma cidade. É preciso desenvolver tecnologias como fibra óptica, radiodifusão e satélites. Esse convênio de cooperação aponta numa boa direção, ao estimular pesquisas em áreas de alta demanda.”

Poderão apresentar propostas pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa e de pequenas empresas de base tecnológica (com menos de 100 empregados) de todo o país. Os projetos deverão estar alinhados a pelo menos um dos três eixos de investigação – aplicações-chave para internet, engenharia e tecnologia e fundamentos científicos.

O convênio prevê o desenvolvimento de projetos em seis linhas de investigação: Tecnologia Viabilizadora da Internet; Aplicações Avançadas da Internet; Comunicação em Rede e Cultura Digital; Políticas Relativas à Internet; Software Livre; Formatos e Padrões Abertos; e Aplicações Sociais de Tecnologia da Informação e Comunicação.

 

Fonte: Agência Fapesp






A discussão sobre o Marco Civil da Internet, na Câmara dos Deputados, será acompanhada de perto pela autoridade responsável pela coordenação mundial da rede – a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês). Para a Icann, a experiência interna brasileira, em termos de legislação e de modelos de representatividade, poderá ajudar a entidade no desafio de democratizar a internet e de retomar a credibilidade perdida com as recentes denúncias de espionagem.

Segundo o vice-presidente da Icann para a América Latina e o Caribe, Rodrigo de la Parra, a importância brasileira no novo modelo de gestão mundial da internet ficou ainda maior após o discurso feito pela presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“O discurso feito pela presidenta Dilma foi muito bom,e nossa intenção, no recente encontro dela com o presidente [da Icann] Fadi Chehadé, foi lembrar o que foi proposto, a fim de encontrar um ponto médio, uma posição neutra em relação à discussão sobre governança da internet. Queremos evitar posições extremas, centralizadoras, como as adotadas pela Rússia, Síria ou China, ou, no outro extremo, posições extremamente liberais que não preveem formas de regulamentação ou de promoção”, disse Parra à Agência Brasil.

A Icann tem se manifestado favorável a um modelo mais democrático de gestão da internet, com a participação “de todos os governos e de todos os atores” da rede mundial de computadores. Para avançar nessas discussões, Parra avalia que será fundamental o papel da conferência mundial sobre governança da internet, prevista para abril de 2014 no Rio de Janeiro.

A tendência, segundo ele, é que nessa nova forma de gestão haja a participação de “muitos stakeholder” [partes interessadas]. “Dessa forma, o Brasil tem muito a colaborar, até por ter um modelo similar interno: o CGI [Comitê Gestor da Internet], que é um modelo com multiatores, prática que é boa e pode ajudar o resto do mundo”, acrescentou. O comitê é o órgão responsável por coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços de internet no Brasil. Formado por representantes da sociedade civil e por membros do governo, o grupo participa de debates e deliberações sobre implantação, administração e uso da rede.

“O Brasil tem muito o que aportar pela experiência interna, mas outros temas também devem ser discutidos na oportunidade. Entre eles, a neutralidade de rede, segurança e propriedade intelectual [a exemplo do que está sendo feito na tramitação do Marco Civil da Internet, no Legislativo brasileiro]. São temas que vão além da Icann, mas que precisam ser discutidos em um ambiente que inclua as diversas partes interessadas. Acreditamos que, nesse sentido, a discussão será muito ampliada no evento que ocorrerá no Brasil”, acrescentou.

Em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), Dilma sugeriu um marco civil internacional. “Faz sentido o que foi dito por ela, não só para Brasil como para outros países. Mas isso precisa contar com a participação da sociedade, o que inclui atores múltiplos, inclusive do setor privado, usuários, comunidade técnica, acadêmica, científica, grupos de segurança da informação. A ideia é que sejam feitas consultas públicas e que sejam apresentadas propostas de desenvolvimento. As conclusões chegarão ao órgão máximo da Icann, que é o conselho diretivo”, disse Parra.

“Nesses 15 anos de existência, a Icann mudou, e agora a tendência é internacionalizar a gestão da internet. Se antes ela tinha mais participação dos Estados Unidos e da Europa, agora a tendência é dar maior participação a outros países, principalmente os grupos da África, Ásia, do Pacífico, da América Latina e do Caribe, incluindo sociedade civil e empresas”, acrescentou.

Segundo ele, as denúncias de espionagens feitas pelo governo norte-americano em diversos países prejudicaram a confiança que as pessoas depositavam na internet. “A preocupação com a espionagem é muito válida e, como disse Dilma na ONU, uma das consequências dela é a perda de confiança dos usuários. Essa será uma das nossas preocupações durante a reunião no Brasil”.

Parra acredita que é possível alcançar o objetivo de restabelecer a confiança dos usuários na grande rede. “Precisamos encontrar uma solução. Isso é possível. Até porque todos nos sentimos desapontados. O momento agora é de juntarmos a sociedade civil e buscar mecanismos para solucionar esses problemas por meio de um novo modelo de segurança, que envolva mais democracia e participação na gestão. A solução não virá pela blindagem da internet [como foi já foi sugerido por alguns países]”, argumentou o representante da Icann na América Latina e no Caribe.


Fonte: Agência Brasil




A Prefeitura de Sorocaba vai iniciar, em breve, a implantação de uma Infovia entre as unidades municipais. Formada por 262 quilômetros de fibra óptica, a nova rede de informações vai possibilitar mais velocidade e menor custo na transmissão de dados. Entre as ações beneficiadas pela mudança da tecnologia, estão os serviços oferecidos pelos Sabe Tudo, as lousas digitais das Escolas Municipais, o Centro de Operações e Inteligência (COI) da Guarda Civil Municipal (GCM), o sistema de internet pública, unidades de saúde, além de agilizar o atendimento ao munícipe no Paço Municipal, Casas do Cidadão e ampliar a atual oferta disponível via internet.

A Secretaria de Planejamento e Gestão (SPG) prevê que a Infovia esteja plenamente instalada até o fim do primeiro semestre de 2014. A nova Infovia irá permitir uma comunicação mais rápida, eficiente e segura entre as unidades municipais, possibilitando inclusive a redução nos custos com telefonia, pois as unidade municipais poderão intercomunicar-se através do sistema de Voz sobre Protocolo de Internet (VoIP) - que transforma sinais de áudio analógicos, como os de uma chamada telefônica, em dados digitais que podem ser transmitidos através da internet.

Segundo o secretário da SPG, Rubens Hungria de Lara, a partir da Infovia será possível desenvolver e facilitar cada vez mais o acesso aos serviços pelos cidadãos e empresas e desenvolver aplicações tecnológicas às áreas de Educação, Saúde, Seguranças, entre outras, conforme previsto pelo Planejamento Estratégico do Governo Antonio Carlos Pannunzio.

"O conceito de Cidade Digital irá além dos Sabe Tudo e da Zonas de Internet Livre, mas sim criar uma estrutura com mais capacidade, velocidade e confiabilidade da transmissão das informações nas unidades municipais. Sorocaba agora vai entrar em uma fase, que vai permitir uma efetiva modernização tecnológica nos serviços públicos", explica.

O sistema será implementado pela empresa Net Telecom, contratada por processo licitatório, e o projeto executivo está em análise pela CPFL, com a expectativa da instalação começar ainda em 2013 e terminar no primeiro semestre de 2014.
 

Fonte: Prefeitura de Sorocaba






Disponiblizar Wi-Fi nas árvores é o projeto dos jovens publicitários Pedro Sperandio Chamme e Rodrigo Augusto Sganzerla. A proposta é levar o sinal para reconectar a população à vegetação nativa da cidade.

O projeto “Centenárias Wi-Fi” foi vencedor do Leão Verde Social, um concurso promovido pela agência de propaganda nova/sb, que dará como prêmio uma viagem para o Festival Internacional de Criatividade de Cannes 2013 e um troféu desenhado pelos irmãos Campana.

A dupla associou a internet ao lazer e ao prazer de se sentar próximo a parques, desfrutando da sombra das vegetações. Isso significa retomar uma prática que hoje está esquecida. Eles acreditam que a ideia levará as pessoas a ficarem mais próximas das árvores centenárias.

Para utilizar o serviço, os usuários deverão compartilhar o projeto e causas parceiras. Outra opção é adotar uma árvore, como as do projeto: Adote uma Árvore ou SOS Mata Atlântica. Nesse último caso, a cada cem árvores adotadas, uma nova espécie centenária e com conexão será plantada. “Assim, quanto mais pessoas participando, mais árvores e mais internet. Além de entregar novas centenárias para as gerações futuras”, ressalta o projeto.

Foram inscritas 596 pessoas no concurso Leão Verde Social. Os projetos deveriam propor ideias para melhorar a vida nas cidades grandes. Os candidatos podiam escolher entre temas como lixo, trânsito, poluição, saúde, alimentação, educação, convivência, cultura, qualidade de vida, segurança, entre outros.

O projeto “Centenárias Wi-Fi” pode ser adotado por empresas, prefeituras, governos ou ONGs.

 

Fonte: Redação CicloVivo




Apesar do crescimento, a internet ainda não pode ser vista como um instrumento de inclusão social e digital. De acordo com números apresentados pelo Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) durante a 7a edição do evento “Desafios e Oportunidades para os Provedores de Internet SVA e SCM”, realizado entre os dias 16 e 17 de maio, em São Paulo, os acessos e os provedores brasileiros ainda estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste.

De acordo com o gerente do Cetic, Alexandre Barbosa, a medição iniciada pelo órgão em 2005, em parceria com o IBGE, mostra que a concentração continua. Os dados apresentados nesta quinta-feira, 16, são ainda de 2011, mas o especialista afirmou que as tendências apontadas não estão muito longe dos dados de 2012, que serão divulgados em junho.

“A internet reflete a concentração econômica do País. Hoje, 43% dos cerca de dois mil provedores de internet brasileiros estão concentrados na região Sudeste”, disse. Na outra ponta, a região Norte responde pela menor concentração, com apenas 120 provedores.

A mesma discrepância, ressaltou Barbosa, se reflete nas tendências de acesso: 49% dos domicílios brasileiros conectados à internet estão na região Sudeste, sendo a grande maioria já com banda larga. Os percentuais altos continuam na região Sul (45%) e Centro-Oeste (39%). Mais uma vez, as regiões Norte e Nordeste respondem por 22% e 21%, respectivamente.

“E a concentração não é apenas geográfica. Ela também existe nas classes sociais”, ressaltou. Não por acaso, 96% da classe A brasileira tem acesso à internet. Na B, esse índice é de 76%, e na C, 35%. Mais uma vez, as classes D e E surgem distantes, com 5% de seus membros com acesso à internet. “O custo é a principal barreira apontada por esses usuários. É algo sobre o que precisamos pensar nos próximos anos”, disse Barbosa.

 

Fonte: Convergência Digital - por Fabio Barros - 16/05/2013




Após 15 anos da privatização das telecomunicações, é preciso recuperar o atraso do setor, recuperar o papel do Estado para assegurar infraestrutura, investir pesadamente na formação de conhecimento e recursos humanos e estimular a indústria criativa nacional. Os desafios da inclusão digital são temas de uma grande campanha da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados).

A 4ª Jornada CNTU - Brasil Inteligente pretende fazer soar um alarme com a mobilização de todas as suas categorias. Se a expansão de banda larga não for assegurada para todos, com urgência, o Brasil pode perder a corrida internacional desenvolvimento das TICs (tecnologias de informação e comunicação), face aos grandes investimentos para o setor anunciados por outros países.

No Brasil, os serviços são caros e velocidade é baixa. Com as telecomunicações foram privatizadas há 15 anos houve a privatização das telecomunicações, os preços  chegam a ser cinco a dez vezes superiores aos de economias avançadas, segundo a UIT (União Internacional de Telecomunicações), o que impede o país de vencer um dos grandes desafios que é a  inclusão digital, de modo que todos os brasileiros estejam conectados à rede mundial de computadores  em condições  adequadas com o atual paradigma tecnológico.

A disponibilidade de infraestrutura de telecomunicações é fator-chave para tanto. Outro aspecto decisivo é transformar a expansão da internet em meio de desenvolvimento tecnológico e industrial.

Banda larga e inclusão digital
Entre as principais razões destacam-se a falta de inversões públicas e a ausência de políticas para a coordenação do setor, desde a privatização das telecomunicações, ocorrida há 15 anos. Com a falta de investimentos do Estado, o setor privado organizou-se de forma a atender seletivamente os clientes, privilegiando em  geral famílias de alta renda residentes em grandes centros urbanos. Mesmo nas cidades grandes e nos segmentos sociais contemplados, há problemas graves, pois as prestadoras de serviços expandem lentamente suas redes de alta velocidade, privilegiando a expatriação dos lucros obtidos no Brasil e relegando para segundo plano os investimentos necessários à inclusão digital. Promovê-la significa ao menos assegurar disponibilidade de acesso, conteúdo adequado e capacitação dos usuários.

O PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) promete diminuir a exclusão, especialmente no quesito acesso, oferecendo banda larga por valor mensal que varia entre R$ 29,00, nos estados que aprovarem a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), e R$ 35,00, nos demais. A CNTU alerta, no entanto, que não se pode desconsiderar o enorme desafio técnico, econômico e político que é viabilizar a oferta com nível satisfatório de qualidade a esse preço.

Apesar da adesão e do entusiasmo da sociedade brasileira com a internet, o País possui uma das piores infraestruturas existentes. Exceção é a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), pública, bastante avançada e em permanente expansão. Financiada pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, é a maior do Brasil, conectando as principais universidades e institutos de pesquisa, mas ainda deixando em desvantagem regiões como o Centro-Oeste, Norte e as de fronteira.

Além de enfatizar o papel do Estado no forte investimento na infraestrutura, a CNTU defende a valorização do produto nacional. Com a privatização, a indústria brasileira de fabricantes de equipamentos de telecomunicações foi extinta. A campanha defende parcerias estratégicas com a base científica já instalada em diferentes regiões do país e investimentos bem canalizados para transformar o quadro atual.

Entre as metas imediatas da campanha da CNTU está a de implantar a infraestrutura necessária para a realização dos grandes eventos esportivos em 2014 e 2016, conectando todas as escolas e demais serviços públicos nas cidades-sede da Copa. Uma conexão total da rede de ensino seria possível até 2018, assim como todos os serviços públicos.

Até 2022, ano do Bicentenário da Independência, o Brasil pode ter a banda larga universalizada, além de uma centena de empresas brasileiras de alta capacidade inovacional e produtiva em microeletrônica e produção de componentes;  Para além da infraestrutura, o Brasil pode figurar também entre os maiores produtores mundiais de conteúdos e cultura digital, com adequadas políticas públicas de estímulo à sua inteligência.

Entre as recomendações da Campanha está a de  investir maciçamente  na formação  de conhecimento  e de recursos humanos na área de telecomunicações e na formulação de políticas públicas vigorosas que ampliem os incentivos às indústrias criativas.

A campanha "Pela Implantação da Internet Pública" será tema da edição nº 2 da revista Brasil Inteligente, que apresentará as oito campanhas da CNTU. O lançamento conjunto com um Kit das Campanhas será parte da programação da 4ª Jornada CNTU - Brasil Inteligente, que debaterá os desafios da década para que o país chegue ao Bicentenário da Independência, em 2022 com desenvolvimento e justiça social. As atividades terão início às 9h de 24 de maio (sexta-feira), no Auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

Saiba mais sobre o evento aqui.


Fonte: CNTU




Iluminacao publicadentroAs mudanças que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) introduziu na gestão e administração da iluminação pública, com a Resolução 414/2010, serão debatidas na entrevista especial do Jornal do Engenheiro (JE) na TV, desta semana. Os entrevistados são os engenheiros Carlos Augusto Kirchner, diretor do SEESP, e Paulo de Tarso Carvalhaes, diretor do Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura de São Paulo.

A reportagem da semana abordará outro assunto importante para a sociedade brasileira: a internet pública. Infelizmente, a desigualdade social do País também se reflete no universo digital. Segundo dados, de 2011, do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), entre os 10% mais pobres da população apenas 0,6% têm acesso à internet; esse número pula para 53,3% quando se trata dos 10% mais ricos.

O coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcelo Zuffo, explicará como as cidades, como São Paulo, podem oferecer acesso digital em espaços públicos. Já o diretor do SEESP e membro do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCT&I), Allen Habert, fala sobre os estudos realizados pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) sobre o tema e a campanha nacional lançada pela CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), no final de 2012, pela implantação da internet pública em todo o Brasil.

Cresce Brasil
O presidente do SEESP e da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, no quadro “No Ponto”, informa que a federação, neste ano, realizará ciclo de debates com especialistas das mais diversas áreas, como transporte, energia, saneamento, meio ambiente, ciência e tecnologia (C&T), entre outras, para tratar do crescimento e desenvolvimento necessários para o Brasil neste ano, com objetivos de criar e valorizar empregos e melhorar as condições de vida da sociedade brasileira.

Tudo isso e muito mais você vê no JE na TV que vai ao ar durante esta semana em dias e horários diferenciados nas cidades de São Paulo e do interior do Estado. Na Capital paulista, o programa é transmitido sempre às terças-feiras, às 19h, ou no mesmo dia e horário pela internet, neste link. Já em outras cidades paulistas a grade é extensa, confira aqui como assistir no seu município.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP




internet-velocidadedentroOs usos das novas tecnologias pelos alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) não começa nas escolas. Com sua grande e complexa estrutura, a instituição escolar não representa, para estas pessoas, um meio facilitador de interação com as mais recentes inovações tecnológicas. É o que aponta pesquisa da Faculdade de Educação (FE) da USP, que questiona a visão da escola como único e centralizador polo de difusão de conhecimentos, e enxerga na cultura libertária da internet a inspiração para mudanças estruturais na educação, como as “comunidades de aprendizagem”.

A professora Bianca Santana é a autora da dissertação de mestrado Jovens e adultos em processo de escolarização e as tecnologias digitais: quem usa, a favor de quem e para quê? Além de um breve estudo sobre a região, a pesquisadora entrevistou 30 alunos entre os anos de 2011 e 2012, em salas da EJA, desde a alfabetização até o ensino médio, situadas em cinco escolas públicas nos bairros de Brasilândia e Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo, com o objetivo de compreender a relação entre utilização de novos adventos tecnológicos e a escola.

A aplicação dos questionários revelou que, entre os entrevistados, 75% já tinham computador em casa; mais de 50% já haviam concluído curso de informática; 26% tiveram o primeiro acesso a internet realizado em casa, 35% em “lan houses” e apenas 15% haviam acessado a grande rede de computadores nas escolas pela primeira vez. Os principais usos da internet apontados pelos entrevistados foram: realização de pesquisas gerais, utilização de redes sociais e emails, downloads de filmes e músicas, e recreação com jogos online.

Para Bianca, os resultados demonstram que a importância da escola como meio de introduzir novas tecnologias para jovens e adultos da EJA é praticamente nula: “Uma das perguntas feitas era sobre a quem os alunos recorriam quando tinham dúvida na utilização de computadores, e nenhum dos 30 entrevistados respondeu ‘ao professor’. As pessoas que ajudavam a solucionar suas dúvidas eram os amigos, filhos, netos, monitores de lan houses.”

Além de constatar a desarticulação entre usos de novas tecnologias e alunos da EJA, o estudo demonstra outros sintomas da dificuldade de escolarização de adultos: “Hoje o campo da EJA sofre uma dificuldade muito grande nas políticas públicas de educação. Existe pouca valorização da sociedade em geral sobre a EJA, e pouco incentivo para que adultos estejam nas escolas. A EJA é o primo pobre da educação”, relata a professora.

Comunidades de Aprendizagem
Bianca afirma que, seu estudo demonstra como é difícil a implementação de políticas públicas que venham de “cima para baixo”: “Nos escritórios e gabinetes podemos pensar e imaginar as mais diversas, criativas e inovadoras políticas para a educação. Entretanto, quem aplica essas políticas, os professores e os alunos, em última estância, é que de fato conhecem as demandas e as necessidades reais de mudança na educação, o que pode dar certo ou errado.”

Como possível saída para o impasse, Bianca propõe a reflexão acerca das “Comunidades de Aprendizagem”, a articulação das escolas com outros equipamentos de seu entorno: “Se o Telecentro ou mesmo as Lan Houses são lugares onde as pessoas podem aprender sobre novas tecnologias, isso não precisa necessariamente acontecer na escola. As escolas podem ser, no caso da EJA, o local onde os adultos aprendem a ler e escrever, e até mesmo, conhecimentos básicos de informática, mas não podem ser a única fonte de conhecimento.”

Segundo o estudo, mesmo a questão burocrática referente a emissão de certificados por parte da escola poderia ser resolvida. As comunidades de aprendizagem poderiam promover o encontro de profissionais de uma determinada área e interessados em conhecer sobre aquele campo de trabalho. Após o repasse de conhecimentos e saberes, a escola poderia emitir um certificado de formação para os ‘alunos’. Desta maneira, os saberes seriam diversificados, e a responsabilidade única da escola no repasse de conhecimentos dignos de certificação, descentralizada.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência USP de Notícias




InternetsemfioSantosdentroMunícipes e turistas têm disponível o acesso gratuito à internet sem fio em diversas regiões da cidade. Ao ar livre há pontos nas praças Mauá e Barão do Rio Branco (Centro Histórico) e Parque Municipal Roberto Mário Santini (José Menino). O serviço oferecido pela Prefeitura beneficia pessoas como a auxiliar de limpeza Aline Gomes (foto), que trabalha na região central. “Aproveito o horário de almoço para conversar com minha mãe pelo bate-papo do Facebook, acessando em meu celular”.

O sistema wi-fi também está disponível nas bibliotecas Mario Faria (Posto 6, Aparecida), Dr Silvério Fontes (Av. Hugo Maia, 106, Zona Noroeste), Alberto Sousa (Praça José Bonifácio, 59, Centro), Plínio Marcos (Praça Palmares s/nº, Caruara) e Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Posto 5, Boqueirão).

Treze antenas foram instaladas na Zona Noroeste para que os moradores da região acessem o sinal de internet gratuitamente. A transmissão funciona com base na tecnologia de rede sem fio em frequência autorizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Atualmente contempla os bairros Santa Maria, Bom Retiro, Rádio Clube, Areia Branca, Castelo, São Jorge e Chico de Paula. Para cadastro prévio e mais informações é preciso acessar: www.internetgratis.santos.sp.gov.br.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Prefeitura de Santos
Foto: Rogério Bomfim - PMS 



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