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A luta dos engenheiros pela valorização do seu trabalho na Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) é um dos destaques do Jornal do Engenheiro na TV desta semana. Uma matéria especial mostra a atuação desses profissionais que são responsáveis pelas transformações da cidade. O consultor sindical João Guilherme Vargas Netto também abordou o assunto na entrevista concedida ao jornalista Fábio Pereira.

Imagem: reprodução
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Praça faz parte do conjunto de obras do entorno do Itaquerão, fiscalizadas por engenheiros da Prefeitura de SP


“Muitas obras foram planejadas e executadas. Precisou de todo o corpo técnico de engenheiros e arquitetos da prefeitura para a realização disso e acompanhamento. Toda a fiscalização das obras ficou sob a responsabilidade desses profissionais da Prefeitura para que isso se concretização. A região leste passou por uma transformação muito grande, destaca o engenheiro civil, Mauro Messa Martins, assistente técnico da PMSP.

Já o consultor sindical do SEESP, João Guilherme Vargas Netto, que é o entrevistado do programa, lembra que  os engenheiros da prefeitura formam “uma categoria diferenciada” que, no entanto, é dispersa na grade do funcionamento da administração municipal e que por conta da desvalorização generalizada da categoria, se unificaram na luta pela valorização. “Eles vinham há anos sendo sacrificados  por ausências de reajustes e temas correlatos no dia a dia. Neste ano, se unificaram reivindicando esses temas: salário e condições do trabalho, reconhecimento profissional. E encontraram no Sindicato dos Engenheiros uma guarida natural para ser o desaguadouro de suas manifestações”, ressalta.
Além disso, Vargas Netto lembra o papel do presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, e do representante do sindicato, Carlos Hannickel, nas negociações.

Universitários regulamentados em luta

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, destaca em sua conversa semanal a mobilização dos trabalhadores liberais universitários regulamentados, vinculados à CNTU, pelos grandes temas nacionais como saúde, alimentação saudável e integração da América Latina. Para exemplificar, citou o Seminário de Integração Latino-Americana dos Trabalhadores Universitários, que ocorreu nos dias 22 e 23 de maio. Promovida pela Confederação, a atividade refletiu sobre as questões que unem os trabalhadores dos países latino-americanos com o objetivo de fortalecer as bandeiras históricas das diversas categorias representadas pela entidade.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na Capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.



Assista a íntegra do JE desta semana:






Imprensa SEESP




A projeção de negociações alvissareiras foi apontada por especialistas durante o Seminário de Abertura das Campanhas Salariais 2013. Realizado em 10 de abril, no auditório do SEESP, na Capital paulista, o evento já tradicional encontra-se em sua 13ª edição. O objetivo principal é sedimentar o caminho do diálogo entre capital e trabalho. Assim, recebe anualmente interlocutores do sindicato nas empresas e entidades patronais. Neste ano, estiveram presentes representantes de recursos humanos da Sabesp, Embraer, Telefônica-Vivo, Emae, Elektro, CDHU, SPTrans, CET, Cetesb, Cteep, além do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva). Também prestigiou a iniciativa o presidente do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo), Francisco Kurimori.

* Veja aqui as fotos do evento

À abertura, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do SEESP, destacou a importância do seminário para se buscar “avanços e entendimento (da conjuntura em que se dará o processo no ano)”. O consultor sindical João Guilherme Vargas Netto saudou sua realização por 13 anos consecutivos. “Os seminários se deram nas mais diferentes situações políticas e econômicas. O SEESP acumulou êxitos e hoje é detentor de um saber negocial sobre as condições de ação dos engenheiros.”

Na sua opinião, a conjuntura sindical no Brasil, na atualidade, é extremamente favorável – na contramão do que vem ocorrendo no mundo. “Tem-se emprego, ganho real, unidade de ação e clareza na luta pelo desenvolvimento.” Diante disso, ele foi categórico: “O SEESP propõe, pressupõe e vai agir para ter em 2013 resultado pelo menos igual ao tido em 2012, o qual foi o melhor ano em termos de resultados salariais da história do sindicato.” Vargas Netto observou que o saldo positivo se deu mesmo diante de um baixo crescimento do PIB (produto interno bruto), de apenas 0,9%. “Os ganhos reais têm feito com que o Brasil resista à crise que tem avassalado outras economias”, salientou. “A luta reivindicatória tem que se casar com a qualificatória e de objetivos convergentes. Que este seminário nos ilumine e abra a perspectiva de avanços significativos em que transparência e democracia sejam palavras-chaves.”

Ganhos reais
O ano de 2012 é uma boa medida para as negociações deste ano. Como apontou Clemente Gans Lúcio, diretor do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no período houve ganhos reais  em 95% dos acordos coletivos. Na sua análise, as campanhas salariais têm se dado – e 2013 não será diferente – em meio a uma transição, em que a economia assentada nos últimos anos no rentismo deve passar a se sustentar no setor produtivo. “Configura-se um portfólio de investimentos da iniciativa privada, uma perspectiva na esfera estatal e de infraestrutura social e um volume do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como jamais se viu no País. Esse cenário está em disputa.” Gans Lúcio indicou que, mesmo diante de desafios, como a tentativa de setores baseados no rentismo de ressuscitarem o fantasma da inflação e a possibilidade de aumento na taxa de juros como consequência, é possível enxergar “oportunidades inéditas”. As negociações salariais, nesse sentido, “são o recurso para a partilha de ganhos econômicos e a construção de uma sociedade muito menos desigual”.

Já Antonio Augusto de Queiroz, o Toninho, diretor de documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), indicou conjuntura política sem grandes sobressaltos – o que pode levar o setor empresarial, ancorado no rentismo e no oligopólio das comunicações, a recuar na aposta de “terrorismo inflacionário para a volta de subida da taxa de juros e contenção de salários”. “Quando perceberem que tem se mantido o crescimento da demanda e sido aberto espaço à iniciativa privada em setores onde antes essa não participava, vão ver que não vale a pena o enfrentamento.”
 

Soraya Misleh
Imprensa - SEESP




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