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A cidade de São Bernardo do Campo, no Grande ABC, construirá mais um trecho de corredor de ônibus. De acordo com o diretor operacional da Empresa de Transporte Coletivo da Prefeitura local, Alécio Batista, no trecho já operam nove linhas municipais, que atendem 1,2 milhão de usuários por mês e representam em torno de 21% da demanda total do sistema de transporte coletivo municipal. “É um importante viário, que vai privilegiar o transporte coletivo, mas que também beneficiará o tráfego de veículos particulares, já que haverá menos conflito no trânsito com os coletivos correndo por via exclusiva”, explicou.


Foto: PMSBC
Corredor SBC 
No trecho, segundo prefeitura local, já operam nove linhas
municipais, que atendem 1,2 milhão de usuários por mês
 

Faz parte do projeto do corredor de ônibus, além da construção da faixa única para os ônibus, a restauração do pavimento, instalação de pontos de parada, ciclovia e nova sinalização. Os pedestres também serão beneficiados já que haverá obras para a adequação das calçadas, piso, rampas, gradis, faixas de travessia com iluminação e semáforos. O corredor vai passar pela Avenida João Firmino e Rua Frei Gaspar no sentido Bairro/Centro e Avenida João Firmino e Rua Joaquim Nabuco no sentido Centro/Bairro.

Segundo Batista, o trajeto é a principal ligação entre o Grande Alvarenga, região com grande porcentagem de usuários de transporte coletivo, e o Bairro Assunção e o Centro. “Além disso, em toda a sua extensão há diversos equipamentos de educação, cultura, segurança pública e comércio”, observou o diretor.

No total, São Bernardo terá 12 corredores municipais. Em obras, o Leste-Oeste é o maior, com 13 quilômetros de extensão. Outro em obras é o corredor Alvarenga, que terá 3,6 quilômetros de extensão.


 

Com informações da Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo







TransportepúblicoEstudo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP analisou as políticas públicas de transporte coletivo em São Paulo entre 2001 e 2010. Segundo a pesquisa de mestrado do arquiteto Caio Vinícius Higa, a implantação do bilhete único, em 2004, e a ampliação dos corredores de ônibus representaram uma reversão na tendência de crescimento de uso do transporte individual. Aumentou o número de usuários de ônibus e metrô e ocorreu uma maior mobilidade urbana para a população com renda de até 3 salários mínimos. Outra constatação é a grande influência do empresariado na definição das políticas públicas de transporte da cidade durante todo o período analisado.

“De 1997 até 2002 podíamos identificar uma tendência de aumento do uso de transporte individual. O bilhete único reverteu isso”, aponta o arquiteto, com base nos dados da pesquisa Origem-Destino, realizada pelo Metrô a cada dez anos. “Em 2002, houve uma mini pesquisa origem-destino, o que facilitou bastante a realização do estudo”, completa. O arquiteto também se baseou em uma pesquisa bibliográfica, entrevistou especialistas, analisou dados financeiros (recursos) que foram disponibilizados para o setor e estudou inúmeras notícias veiculadas em jornais e revistas abordando o tema.

“Tudo o que a cidade é hoje foi construído ao longo dos anos. E o que percebemos com a pesquisa é que as políticas públicas de transporte coletivo sempre sofreram influência de lobby do setor privado”, conta. Segundo ele, na década de 1920, a influência veio por meio de empresas privadas do setor de bondes. Em 1950, o modelo de bondes foi substituído, dando lugar à indústria automobilística e de pneus.

Corredores de ônibus x metrô
Na gestão Marta Suplicy (2001 – 2004) foi criado o Sistema Interligado, que incluía o bilhete único e a ampliação dos corredores de ônibus já existentes. A iniciativa permitiu um melhor planejamento do transporte, a renovação da frota e a criação de estações de parada informatizadas. Surgiram as vans de transporte regularizadas pela Prefeitura (lotação). Também estava prevista a construção de 400 quilômetros de corredores de ônibus, 26 terminais, 250 estações de parada informatizadas e a conclusão do então chamado Paulistão (corredor de ônibus elevado), saindo da Vila Prudente até Cidade Tiradentes, no extremo leste da Capital. O custo previsto era de R$ 1,123 milhões com recursos vindos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

Como ponto negativo, Higa cita a pressão que os empresários fizeram sobre a administração da época. As empresas, tendo um número maior de veículos circulando, acabam aumentando o valor de sua remuneração. “Segundo o edital de licitação, os valores seriam compostos pelo número de passageiros transportados mais um valor chamado de “conta sistema”. Essa ‘conta sistema’ tem uma série de critérios que influenciam o cálculo, como manutenção, combustível, aquisição de novos veículos, etc. O maior número de veículos circulando causa o grande congestionamento que percebemos em alguns trechos dos corredores nos horários de pico”, explica. “A instalação de ônibus articulados, com maior capacidade de transporte de passageiros, ajudaria a dinamizar este problema”, sugere.

Monotrilho
O Sistema Interligado deixou de ser seguido em 2005, nas gestões seguintes: José Serra/Gilberto Kassab (2005 – 2008) e Gilberto Kassab (2009 – 2010). O modelo adotado passou a ser voltado para a construção do metrô, com recursos tanto do município como do estado. O projeto do Paulistão foi alterado: em vez de um corredor de ônibus elevado, foi proposta a construção de um Monotrilho (Linha 15-Prata) para o mesmo trecho.

“O valor de R$ 1,123 milhões representava, no ano 2003, metade dos recursos utilizados para a construção de um trecho da Linha Verde do metrô”, compara o pesquisador. Para Higa, a relação custo x benefício é mais vantajosa para a construção de corredores de ônibus, em comparação ao metrô. “A cidade de São Paulo já possui uma infra-estrutura pronta de avenidas para a construção dos corredores”, justifica. O pesquisador também aponta atrasos nas entregas das linhas Amarela e Ouro do metrô como pontos negativos deste modelo.

“Segundo a Prefeitura, as obras serão de responsabilidade do Consórcio Expresso Monotrilho Leste, composto pelas empresas Queiroz Galvão, OAS e a canadense Bombardier. O custo da obra estava inicialmente orçado em R$ 2,46 bi, sendo R$ 1 bi provenientes da administração municipal e o restante de responsabilidade do governo estadual”, aponta o pesquisador.

Para Higa, em ambos os casos houve influência de empresários do setor. “De um lado, temos um empresariado de capital mais local, formado por empresas de ônibus, distribuidoras de combustível e pequenas empreiteiras. Do outro, encontramos a ‘indústria de capital internacional’: grandes construtoras e grandes produtoras de componentes para transporte ferroviário”, aponta. “É preciso minimizar essa influência do setor privado e pensar no transporte público da cidade como um serviço essencial que deve ter como prioridade atender aos interesses da maioria da população”, conclui.

 

Imprensa – SEESP
Matéria da Agência USP de Notícias




CubataocorredordeonibusA Faixa Exclusiva para Ônibus, implantada pela Companhia Municipal de Trânsito de Cubatão (CMT) completou, no dia 1º de fevereiro, 31 dias úteis de funcionamento. A avaliação do Setor de Trânsito da Companhia é que a ação atingiu os objetivos traçados.

Desde a implantação do corredor, o fluxo de trânsito na Avenida 9 de Abril, no horário de pico da tarde, se normaliza antes de completar a primeira hora de funcionamento da faixa exclusiva. "Antes, até umas 18 horas tínhamos trânsito lento no local. Atualmente, o fluxo está normal às 17 horas", explica do superintendente da CMT, Marco Fernando da Cruz.

Nas primeiras semanas, houve apenas pequenos contratempos. "Os agentes de trânsito orientaram os motoristas e conseguimos atingir os objetivos neste período, com a ajuda dos próprios motoristas, que colaboraram com o funcionamento do corredor", diz Marco Cruz.

Desde o início do corredor, foi necessária a remoção de 42 veículos, número abaixo da estimativa inicial da CMT. "A média de remoções da última semana é de menos de um veículo por dia. Nossa equipe acredita que a tendência é diminuir ainda mais", afirma o superintendente. Antes do início do corredor, houve um trabalho de divulgação intenso, com faixas ao longo da Avenida 9 de Abril, distribuição de panfletos e matérias na imprensa.

Marco Cruz salienta que a colaboração dos motoristas é fundamental para que o corredor continue funcionando. "Quem estaciona o veículo no horário de funcionamento da faixa exclusiva acaba atrapalhando todo o fluxo de trânsito. A consciência do motorista é importante para que todos possam chegar mais ce do em casa depois do dia de trabalho".
 

Imprensa – SEESP
Com informação e foto da Prefeitura de Cubatão



No programa que vai ao ar nesta semana em várias emissoras de televisão de cidades paulistas e em outros estados, o JE (Jornal do Engenheiro) do SEESP aborda uma questão importante que é o marco civil da internet, atualmente em debate no País. Serão entrevistados o advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Guilherme Varella, e a secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mielli. No quadro “No Ponto”, o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, também fala sobre a internet pública.

A reportagem da semana explica o que é e como deve funcionar o corredor de ônibus nas grandes cidades, como São Paulo.

O JE é transmitido às segundas-feiras, às 23h30, na capital paulista, pelos canais da TV Aberta SP (9, NET; 72, TVA e 186, TVA Digital). Confira aqui a nossa grade completa de transmissão com os canais de outras cidades de São Paulo e estados. No mesmo dia e horário da transmissão de São Paulo, o programa pode ser visto pela internet neste link.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP



Nesta quarta-feira (18/07), foi lançado o edital de pré-qualificação para o Corredor Noroeste, da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). O investimento é de R$ 180 milhões no trecho que vai de Sumaré, passando por Americana até Santa Bárbara d’Oeste. O primeiro trecho do corredor vai de Campinas, Hortolândia até Sumaré.

Está no cronograma um novo trevo sob a SP-304, que garantirá a fluidez no tráfego de veículos entre Nova Odessa e Americana. Outra novidade é a criação de cliclovias nas avenidas Antônio Pinto Duarte, em Americana, Ampélio Gazeta, em Nova Odessa, e Santa Bárbara, em Santa Bárbara d´Oeste.

Todas as obras são importantes para dar velocidade ao corredor de pneu que integrará Santa Bárbara d’oeste, Americana, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Campinas. “É uma grande obra metropolitana”, destacou. O início das obras está previsto para janeiro de 2013 e a conclusão em junho de 2014.

O Corredor Noroeste terá 32,7 Km de extensão e 28 pontos de parada. São duas Estações de Transferência, três terminais (Sumaré, Americana e Santa Bárbara d’Oeste) e uma demanda estimada em 34.800 passageiros por dia quando estiver funcionando.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do Portal do Governo do Estado

 

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