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O lodo é um resíduo rico em nutrientes. Proveniente das estações de tratamento de esgoto, normalmente é descartado em aterros sanitários, sem que suas qualidades sejam aproveitadas. Pensando nisso, o professor e pesquisador Roberto Lyra Villas-Bôas, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, estuda o lodo de esgoto para compostagem.

Durante o processo de compostagem, as temperaturas chegam a mais de 70ºC, neutralizando patógenos que poderiam causar algum tipo de mal ao ser humano ou a animais. Ele e sua equipe, em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), estudam os benefícios que a prática em larga escala pode trazer à agricultura e ao meio ambiente, bem como a economia que ela gera. Funcionários da Sabesp e pesquisadores da Unesp analisam a perda de nitrogênio no composto.

O lodo de esgoto também é utilizado em forma de substrato para mudas de diversas espécies. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETA) da Sabesp, em Botucatu, parceira no projeto, situa-se dentro da universidade, na Fazenda Lageado.

 

https://www.youtube.com/watch?v=a_-w_ALoD4c&feature=youtu.be

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

O Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP realizou reunião mensal no dia 25 último, na sede do sindicato, em São Paulo. O encontro foi especial porque contou com o especialista Fábio Mizobuti, com formação profissional rural pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-AR/SP). Ele falou sobre “Agricultura orgâniga, natural e alternativa” e os participantes da atividade puderam tirar dúvidas e aprender, na prática, como realizar uma compostagem e fazer adubos orgânicos em casa.


Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Foi grande o interesse e atenção durante a palestra do especialista, na reunião do sindicato.

Mizobuti alertou sobre os malefícios dos agrotóxicos e as doenças que estamos sujeitos a contrair com uso excessivo dessas substâncias; e informou onde encontrar produtos orgânicos de qualidade e como cultivar sua própria plantação.

Segundo ele, o Senar oferece cursos gratuitos sobre agricultura. Por fim, ensinou: “Para uma vida mais saudável é necessário aprender a cultivar dentro de casa e mudar hábitos.”

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

Os centros urbanos apresentam uma grande demanda por energia elétrica. Além disso, o crescente problema da gestão de resíduos sólidos gerado pela sua população vem se tronando um problema social e administrativo relevante. A correta eliminação dos resíduos sólidos urbanos gerados nas cidades, portanto, é um dos mais complexos de engenharia, pois envolve logística, segurança, meio ambiente e aspectos energéticos para a sua gestão adequada.

Devido à política nacional de resíduos sólidos, promulgada em 2010 (Lei 12.305), diversas cidades brasileiras estão avaliando a viabilidade técnica e econômica de incinerar os resíduos não recicláveis.

São José dos Campos, cidade altamente industrializada do Estado de São Paulo, considerou a possibilidade de realizar a compostagem de resíduos orgânicos para produção de biogás e a incineração em massa de resíduos não recicláveis de forma consorciada. Para isso, informações foram coletadas e disponibilizadas à população para a realização de audiências públicas.

Como parte dos estudos voltados ao planejamento sustentável de cidades, José Antônio Perrella Balestieri e Rubens Alves Dias, professores da Unesp de Guaratinguetá, e Juan Galvarino Cerda Balcazar, aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica da Unesp de Guaratinguetá,  em artigo recente publicado na revista Energy, editada pela Elsevier, analisaram um sistema de transformação de lixo em energia baseada na integração de turbinas a gás para um incinerador de resíduos sólidos urbanos (ciclo combinado híbrido), produzindo energia térmica e elétrica como uma solução alternativa para a proposta de disposição de resíduos sólidos apresentada para São José dos Campos.

Um estudo de viabilidade técnica e econômica para o ciclo combinado híbrido, comparativamente à unidade de incineração originalmente proposta, revelou melhoria significativa na eficiência de geração, além de interessante atratividade econômica quando créditos de carbono e taxas aplicadas ao processamento dos resíduos são incluídos na análise do projeto.

A análise considerou diferentes condições financeiras e equipamentos de geração, além de verificar, para as mesmas condições, a opção de acumular os resíduos sólidos em aterros sanitários.

Artigo disponível aqui.


Fonte: Unesp 




A menos de dois anos do prazo final para a implementação da coleta seletiva e para o fim dos lixões em todo o país, pesquisa inédita do Ibope revela uma situação curiosa: a população brasileira quer cuidar melhor de seu lixo, mas não é atendida pelos governos. O estudo, encomendado pelo WWF-Brasil no âmbito do Programa Água Brasil, foi divulgado no dia 28 último. O Programa Água Brasil, concebido pelo Banco do Brasil, é desenvolvido em parceria com Fundação Banco do Brasil, WWF Brasil e Ana (Agência Nacional de Águas).

A pesquisa revelou que a maioria da população (64%) não é atendida pela coleta seletiva e 1% não sabe o que é isso. De acordo com o estudo, entre os 35% da população que são atendidos pela coleta seletiva, em apenas metade dos casos o serviço é prestado pela prefeitura. A outra metade é informal, prestada por catadores de rua, cooperativas ou associações ou entregues em pontos de coleta voluntária.

Entre aqueles que não contam com serviço de coleta seletiva, a disposição para separar materiais é alta: 85% se dizem dispostos a separar o lixo em casa se tiverem coleta seletiva ou ponto de entrega voluntária.

De outro lado, a pesquisa também mostra que a população não quer pagar para ter o serviço. A maioria – 65% - é contra a cobrança da taxa do lixo.

O estudo revela, ainda, desconhecimento dos brasileiros em relação ao destino dos resíduos. Uma em cada três pessoas não faz ideia para onde vai o lixo produzido em sua casa. A consciência sobre resíduos prejudiciais para meio ambiente ainda é desigual: Pilhas e baterias são os mais conhecidos.

Disposição para a mudança
Apesar do desconhecimento, a disposição para adotar comportamento sustentável é alta: 41% dos entrevistados se dizem dispostos a adotar os três erres (reduzir, reusar e reciclar). E um em cada três entrevistados está disposto a abrir mão de produtos, ainda que com prejuízo da comodidade, e a exigir dos fabricantes solução para os impactos ambientais dos produtos.

De acordo com o coordenador do Programa Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil, Fábio Cidrin, o desafio para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos “é muito grande”. Ele lembrou que, a menos de dois anos para o prazo final para municípios terminarem com os lixões e implementarem a coleta seletiva, não há sinais de que as metas serão cumpridas.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, lembrou que o Programa Água Brasil atua em cinco cidades brasileiras para desenvolver tecnologias e experiências que possam ser replicadas para todo o país. E observou que a pesquisa tem grande importância para o programa na medida em que estuda, além do descarte, os hábitos de consumo da população – justamente o ponto onde começa a geração de resíduo.

O líder dos catadores de materiais recicláveis Severino Lima Júnior avaliou que a pesquisa mostra que a Política Nacional de Resíduos Sólidos “ainda está para ser implementada”. Segundo ele, ainda faltam informações e iniciativas. “Precisamos, por exemplo, de informações de ordem econômica. Saber quanto custa fazer a coleta seletiva, por exemplo”, disse. “É importante que esse estudo seja reconhecido pelo poder público”, concluiu.

Veja aqui a pesquisa completa.
 

Imprensa – SEESP
Informação da WWF Brasil



Durante dois dias, entre 12 e 13 de novembro último, mais de duas mil pessoas participaram do EcoSP, Encontro Ambiental de São Paulo, realizado pelo SEESP e pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), na Capital paulista. O evento debateu reciclagem de alimentos, controle biológico de pragas e gerenciamento de águas contaminadas. O programa de televisão do sindicato, o JE na TV, desta semana, trará cobertura sobre o encontro. 

A entrevista especial é com o físico Luiz Carlos Baldicero Molion, diretor do Departamento de Clima da Universidade Federal de Alagoas, que abordará o tema mudanças climáticas, até onde a questão é um mito ou realidade. 

O JE vai ao ar, na Capital paulista, sempre às terças-feiras, às 19h, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital), ou, no mesmo dia e horário, pela internet neste link. O programa também é transmitido para 48 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira aqui a grade já disponível. 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



 

O segundo e último dia do VI EcoSP (Encontro Ambiental de São Paulo), nesta terça-feira (13/11), trouxe ao debate os temas “Reciclagem de alimentos: compostagem” e “Controle biológico de pragas”, respectivamente com o permacultor Cláudio Vinícius Spínola de Andrade e o engenheiro agrônomo Alexandre de Sene Pinto. A mesa, realizada no período da tarde, teve a coordenação do vice-presidente do SEESP, Laerte Mathias de Oliveira. O evento, realizado no Complexo Parque Anhembi, na Capital paulista, foi uma promoção conjunta do SEESP e FNE (Federação Nacional dos Engenheiros).

* Aqui as fotos deste debate

Andrade, que também é da ONG Morada da Floresta, tentou desmistificar o processo de reciclagem de resíduos orgânicos, apresentando-o como uma ação simples que pode ser desenvolvida no espaço urbano, dentro de casas e apartamentos. Ele diagnostica um distanciamento do homem da natureza, o que causou o esgotamento dos recursos naturais, a contaminação das águas e da atmosfera, a extinção de espécies, a poluição e a crescente produção de resíduos. “Por mais que a sociedade avance em consciência ambiental, assim mesmo continuamos destruindo o planeta”, adverte, e questiona: “Qual o futuro que queremos e qual o legado que estamos deixando para as próximas gerações?”.

Visão cíclica
Ele critica a postura do homem como se a natureza existisse para servi-lo, “não nos vemos como parte dela”. Por isso, argumenta que é necessária a mudança de hábitos urgente, entre eles, de consumo, de alimentação, de gestão de resíduos e recursos naturais. “É mais barato cuidar para não poluir o rio do que fazer a sua despoluição e ter uma alimentação mais saudável ao invés de cuidar de uma doença depois, como o câncer.” E cita que a Prefeitura de São Paulo gasta R$ 2 milhões por dia para coletar, transportar e destinar os resíduos sólidos produzidos na cidade. Por isso, defende a prática da compostagem urbana, processo natural de decomposição da matéria orgânica, que transforma o lixo em adubo, evitando o acúmulo desses dejetos em aterros sanitários, cuja vida útil é de 20 anos e depois são mais 50 anos de monitoramento devido à contaminação do solo e do lençol freático por causa do chorume tóxico e da atmosfera em razão do gás metano.

Andrade acredita que o descarte do lixo, como é feito hoje, se deve a uma visão linear que a sociedade tem da sua produção. “Precisamos ter a visão cíclica, o da transformação”, observando que os benefícios ambientais são imensos, como: produção de adubos naturais, incentivo ao plantio urbano, menos consumo de combustíveis fósseis. E descreve a cidade ideal, onde o vento e a luz solar são aproveitados e os terrenos são utilizados para plantios.

Para ele, a compostagem doméstica é a sustentabilidade começando em casa e reivindica a implantação dessa prática em locais disponíveis no perímetro urbano, como em terrenos da prefeitura, da Sabesp, da Eletropaulo, além dos particulares.

Controle biológico x agrotóxicos
Na segunda parte do debate, o engenheiro agrônomo Alexandre Sene de Pinto, da empresa Bug – Agentes Biológicos, discorreu sobre o benefício da utilização do controle biológico de pragas na agricultura. Para explicar o surgimento das pragas, ele resgatou o homem das cavernas, que sai delas apenas por um motivo, para começar a agricultura e a pecuária. É quando o homem, ensina, percebe que pode passar de extrativista para explorador de fontes que até então eram inesgotáveis para ele. Isso o leva a juntar espécies de plantas diferentes e animais, “a partir desse instante o homem altera todo o ambiente e cria um novo problema, os organismos que vão se beneficiar desse acúmulo de matéria, as pragas”. Elas são organismos dentro do ambiente da cultura capazes de reduzir a produção ou qualidade de um alimento.

É aí que entra o controle biológico que surgiu no Brasil e no mundo por idealismo, destaca o agrônomo, observando, no entanto, que o processo é ainda muito massacrado. A primeira experiência nesse sentido foi na China, no século III dC (depois de Cristo). “Mas estamos numa fase muito boa atualmente”, explicando que se antes o fenômeno natural de regulação de plantas e animais baseava-se muito no empirismo, hoje tem a ciência como aliada e propulsora de novas tecnologias e métodos.

Outro exemplo bem-sucedido, um marco do controle biológico no mundo, se deu, em 1888, nos Estados Unidos, com a importação de joaninhas (insetos coleópteros da família Coccinellidae) da Austrália para a Califórnia, que salvou a plantação de citros da região.

No entanto, o período negativo para o controle biológico de pragas se deu a partir da década de 1940, junto com a Segunda Guerra Mundial, onde produtos químicos foram utilizados para matar piolhos dos soldados que estavam no front. O método foi transportado para a lavoura, mas não tardou em causar efeitos nocivos, já a partir de 1950, com a resistência dos insetos aos inseticidas, o aparecimento de novas pragas e o ressurgimento de outras, desequilíbrios biológicos, efeitos prejudiciais ao homem e resíduos nos alimentos, água e solo.

A polêmica que envolve a utilização de defensivos agrícolas ou biológicos tende a se acirrar. Pinto explica: “A crise dos alimentos tem vários aspectos, as perdas na produção por causa de fatores climáticos, que fogem ao nosso controle, e o aumento da população, especialmente as da China, Índia e Brasil. A China, nos últimos cinco anos, elevou o consumo de carne de 20 quilos por pessoa ao ano para 50. Esse acréscimo significa aumentar milho, soja e outros vegetais que vão alimentar os animais. Ou seja, além da carne, a gente precisa aumentar, e muito, a produção de alimentos no campo.”

O homem, para ele, corre contra o tempo para desenvolver tecnologias que já deveriam ter sido criadas lá atrás. Mas acredita que o Brasil terá um papel fundamental nesse novo cenário, porque o país tem a maior área agrícola do planeta, utilizando atualmente apenas 17% dela, ocupa as três primeiras posições na produção das principais culturas, exceto a de trigo, e tem condições de avançar muito mais. Aliado a tudo isso, a sua produção científica, entre 1998 e 2002, teve um incremento de 54%, enquanto no resto do mundo foi de 9%. “E somos líderes em tecnologia de país que tem cultura tropical”, informa.

Mesmo com toda essa produção agrícola, que deve aumentar ainda mais nas próximas décadas no território brasileiro, Pinto defende a utilização dos agroquímicos apenas em último caso e a adoção do MIP (Manejo Integrado de Pragas), que é o controle biológico com predadores e parasitóides. Hoje o país é o maior consumidor mundial de agrotóxico, passando os Estados Unidos. Em 40 anos, o consumo cresceu 700% e a área agrícola, 78%. E alerta, ainda, que o alimento com a maior concentração de resíduos desses defensivos não é mais o morango. “Foram encontrados 91% de resíduo acima do permitido no pimentão.”


* Veja aqui a apresentação de Cláudio Vinícius Spínola de Andrade - Compostagem
* Veja aqui a apresentação de Alexandre de Sene Pinto - Controle biológico de pragas

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP



Teve início nesta segunda-feira (12/11), a sexta edição do EcoSP – Encontro Ambiental de São Paulo, promovido pelo SEESP e FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), que acontecerá até esta terça-feira (13), no Anhembi, na Capital paulista. Inovação, tecnologia e sustentabilidade serão os temas do encontro, que atraiu estudantes de várias universidades paulistas. Prestigiaram a abertura, nesta manhã, Carlos Roberto dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) que estava representando o secretário estadual Bruno Covas, do Meio Ambiente; o presidente da Associação dos Engenheiros da Cetesb, Uladyr Nayne; o presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, Ernane Silveira Rosas. Todos parabenizaram a iniciativa do sindicato no debate sobre uma economia mais sustentável.

* Veja as fotos da abertura aqui

O VI EcoSP consolida-se como importante fórum à discussão sobre o tema premente do desenvolvimento sustentável. Carlos Alberto Guimarães Garcez, vice-presidente do SEESP e um dos idealizadores do evento, iniciado há dez anos e que teve quatro edições na cidade de Taubaté, no Vale do Paraíba, destacou a importância da participação dos estudantes de engenharia no encontro. “Serão dois dias de intenso debate e troca de informações, reunindo engenheiros, especialistas e os estudantes com todo o seu dinamismo”, comemorou Garcez.

Para o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a categoria tem muito a contribuir para criar tecnologias e processos que aliem o desenvolvimento econômico à sustentabilidade. “O nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida de todos”, observa.

Os trabalhos da VI EcoSP prosseguem nesta tarde, a partir das 14h, com o debate “Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento”, com os professores da Unitau (Universidade de Taubaté), Eduardo Hideroni Enari, Paulo César Ribeiro Quintairos e Evando Luís Nohara.

* Veja aqui toda a programação

Simultaneamente às palestras, ocorrerá a tradicional mostra de produtos reciclados e serviços ecologiamente corretos, no Parque de Exposições Anhembi.

* Veja aqui as fotos da exposição

Eco SP
Ampliado a partir do Eco Vale, realizado por quatro anos na cidade de Taubaté (SP) para discutir as questões ambientais da região do Vale do Paraíba, o Eco SP é um importante fórum de debates, que busca soluções para uma sociedade sustentável e justa. Além de palestras e debates, o Eco SP traz a tradicional exposição de produtos reciclados e serviços que visam à preservação do meio ambiente, como também uma mostra com mais de 30 estandes temáticos.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP



Importante fórum à discussão sobre o tema premente do desenvolvimento sustentável, o VI EcoSP (Encontro Ambiental de São Paulo), promovido pelo SEESP e FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), ocorrerá neste ano em 12 e 13 de novembro próximo, no Complexo Parque Anhembi, na Capital paulista. As plenárias técnicas terão lugar no Auditório Elis Regina e a feira ambiental, no Salão de Exposições (Hall Nobre 2 e 3). O objetivo é, segundo o coordenador da iniciativa e vice-presidente do SEESP, Carlos Alberto Guimarães Garcez, trazer para o debate novas tecnologias e paradigmas. Mais informações e inscrições pelos telefones (12) 3633-5411, 3633-7371 e (11) 3113-2616, e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e no site www.ecosp.org.br.

 

Soraya Misleh
Imprensa - SEESP



No dia 25 de setembro, acontece na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, a primeira edição do Seminário de Compostagem de Lodo de Esgoto, realizado pela Sabesp, Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp e Fundação de Estudos e Pesquisa Agrícolas e Florestais (Fepaf).

O evento tem o objetivo de debater a situação do lodo de esgoto gerado pelas ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) no Estado de São Paulo, e a possibilidade técnica e ambiental de transformação desse resíduo através da compostagem para posterior uso agrícola.

O seminário terá a participação de representantes da Sabesp, geradora do lodo e interessada em dar outra destinação a esse material para evitar seu depósito em aterros sanitários; da Unesp, que reúne a competência para a adequação da técnica de compostagem para transformação do lodo em adubo orgânico e da Cetesb, órgão que desenvolve e acompanha a execução das políticas públicas ambientais e de desenvolvimento sustentável no Estado de São Paulo.

“As prefeituras municipais, através de suas secretarias específicas, também serão chamadas a participar devido ao compromisso com o desenvolvimento sustentável local”, afirma o professor Roberto Lyra Villas-Bôas, coordenador do evento.

O superintendente da Unidade de Negócio Médio Tietê da Sabesp, engenheiro Mário Eduardo Pardini Affonseca, ressaltou a importância do evento e da colaboração entra as instituições realizadoras. “Além de promover a troca de conhecimento, experiências e o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais da área, o seminário vai contribuir para o desenvolvimento de novas práticas e tecnologias em prol de saneamento ambiental e da sociedade”.

Programação
O seminário será dividido em três painéis, seguidos de debates entre os presentes. No primeiro, o professor Villas-Bôas trata da compostagem, o processo de transformação do resíduo orgânico em fertilizante.

O segundo tem como tema “Reúso agronômico de lodos de esgotos”, com Fernando Lourenço de Oliveira, superintendente de Gestão e Desenvolvimento Operacional de Sistemas Regionais da Sabesp.

O painel que encerra o evento será apresentado por Fernando Carvalho de Oliveira, diretor da empresa Biossolo Agricultura e Ambiente Ltda e responsável técnico pela plantas de compostagem de lodo de esgotos da ETE de Jundiaí (SP), da Citrovita Agroindustrial Ltda em Catanduva (SP) e da Sucocítrico Cutrale Ltda em Uchoa (SP). Seu tema será “Reciclagem de lodo de esgoto na agricultura: de resíduo a produto. Um breve histórico dos aspectos legais e um convite a reflexão”.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através da área de eventos do site www.fepaf.org.br. As vagas são limitadas.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Unesp



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