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Comunicação SEESP*

Quem circula pelo eixo dos principais cinemas da capital paulista nesta época do ano percebe uma movimentação diferente. Desde quinta-feira (19/10), cinéfilos vindos de diversas partes do estado e do país circulam nas imediações da avenida paulista munidos da programação da 41º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que vai até o dia 1º de novembro. Nesta sexta (20), o festival promove um debate sobre os desafios da acessibilidade, em relação aos conteúdos audiovisuais, após a exibição do mais recente filme da diretora japonesa Naomi Kawase, Esplendor, às 19h, no Cinesesc, na Rua Augusta, que contará tradução em libras, legenda descritiva e audiodescrição. Os conteúdos audiovisuais terão uma nova normativa (128), que entra em vigor em novembro.


Foto: Divulgação
esplendor filme mostra home
Filme Esplendor da diretora japonesa Naomi Kawase aborda a questão da acessibilidade

No filme, Misako escreve versões de filmes para deficientes visuais. Ela conhece Nakamori, um fotógrafo mais velho que, lentamente, está perdendo a visão. Quando Misako descobre as fotografias de Nakamori, essas imagens irão, estranhamente, levá-la de volta ao seu passado. Juntos, os dois vão aprender a enxergar o mundo radiante que, antes, estava invisível aos olhos dela.

Partindo do filme de Kawase, a mesa discute os desafios da implantação do novo programa de inclusão que está sendo criado no Brasil e que obrigará as salas a oferecer recursos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. Para assistir ao debate é necessário ter adquirido o ingresso da sessão. Após a apresentação do filme, caso existam lugares vagos na plateia, estes serão disponibilizados gratuitamente ao público.

Edição 2017
Neste ano, a programação da Mostra destaca profissionais que contribuem com suas obras para a transformação do cinema e do mundo. Entre eles o artista plástico chinês Ai Weiwei e o cineasta francês Paul Vecchiali.

Mãos sem Corpos (Hands without Bodies) obra de Weiwei, ilustra e conduz o fluxo da 41ª Mostra Internacional de Cinema. A mão estendida está presente também no seu filme que inaugurou a programação, Human Flow - Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir, sobre uma das questões mais desafiantes do nosso tempo: o deslocamento forçado de mais de 45 milhões de pessoas.

O drama dos refugiados também está presente em várias outras obras desta edição, como na ficção O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismäki, no documentário Terra Heroica, Fronteira Queimada, de Nicolas Klotz e Élisabeth Perceval, e até no novo filme de Michael Haneke, Happy End.

Outra novidade neste ano, a Mostra traz para o público o Foco Suíça e, em parceria com a Swiss Films, com 47 títulos que de acordo com os organizadores darão uma visão privilegiada da diversidade  tanto da produção atual quanto de cineastas consagrados.

O Prêmio Humanidade vai par Ai Weiwei que além de artista plásticos é cineasta, fotógrafo e arquiteto. É ele quem assina a arte do cartaz desta edição da mostra. O mesmo prêmio também será concedido a Agnès Varda, único nome feminino por trás da Nouvelle Vague. Serão exibidos onze títulos dela, incluindo seu mais recente trabalho Visages, Villages, feito em parceria com o artista visual francês JR e vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário no Festival de Cannes.

Neste ano, o Prêmio Leon Cakoff será entregue aos cineastas Paul Vecchiali e Alain Tanner e ao ator Paulo José. Vecchiali possui uma das carreiras mais sólidas e heterogêneas entre os cineastas franceses surgidos a partir dos anos 60. Serão exibidos oito de seus mais significativos filmes, seus longas-metragens mais recentes, além de seu novo filme, Os 7 Desertores (2017), o curta Três Palavras de Passagem (2015) e um documentário sobre a realização desse filme, Revisitando La Martine (2016), de Pascal Catheland.

Paulo José é o nome brasileiro que completa essa lista. O ator, que dedicou mais de 60 anos ---dos seus 80--- ao teatro, ao cinema e à televisão, também recebe o Prêmio Leon Cakoff. A homenagem faz parte da programação do vão-livre do MASP e conta com três longas protagonizados por ele: O Padre e a Moça (1966) e Macunaíma (1969), ambos dirigidos por Joaquim Pedro de Andrade, e O Homem Nu(1968), de Roberto Santos.

Além do circuito de cinemas comerciais, a Mostra também acontece em cinemas e espaços alternativos com ingressos mais acessíveis ou gratuitos.

Locais como Sesc Belezinho, Campo Limpo, Osasco e a primeira exibição do dia na Cinemateca Brasileira não cobram ingresso, assim como as tradicionais sessões no parque Ibirapuera e no vão-livre do Masp.

Novidade neste ano, as sessões dos curtas de realidade virtual também serão gratuitas e ocorrerão no auditório do Cinesesc.
Além disso, dando prosseguimento à parceria iniciada em 2016, a programação se estenderá ao circuito Spcine na capital, e chegará a regiões fora do centro expandido como Itaim Paulista, Grajaú e Guaianases, com entrada gratuita.

Já as sessões que ocorrem no Centro Cultural São Paulo e no Cine Olido têm ingresso reduzido —a entrada custa R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia). Nas sessões gratuitas, os ingressos (dois por pessoa) deverão ser retirados nas bilheterias com uma hora de antecedência.

Nos demais cinemas os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) de segunda a quinta-feira e R$24 (inteira) e R$12 (meia) de sexta-feira a domingo.

Veja a programação completa no site da Mostra.


*Com informações do site da Mostra.

O Núcleo Jovem Engenheiro e o setor de Oportunidades e Desenvolvimento do sindicato foram convidados a participar do 1º Fórum de Debate Inclusivo no Mundo do Trabalho, no dia 16 de fevereiro último, na Universidade Nove de Julho (Uninove), na Capital paulista.


Foto: Divulgação
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SEESP participa de fórum sobre inclusão social na Uninove
 

Mariles Carvalho, do setor de Oportunidades, falou sobre o papel do sindicato e como esse pode ajudar o profissional na inclusão no mercado de trabalho. Já Marcellie Dessimoni, do núcleo, abordou o tema “Juventude e o mercado de trabalho”, com foco nos desafios encontrados na inclusão, conceitos sobre dados estatísticos e programas governamentais que atendem a essa necessidade social.

O evento foi organizado pela coordenação de Saúde e dos alunos da turma de pós-graduação em Psicologia Organizacional  da universidade.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP





Dos mais de 205 milhões de habitantes do País, 22,2% têm algum tipo de deficiên­cia. É o que aponta o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010. A esses cerca de 45,6 milhões de brasileiros, a tecnologia assistiva pode ser uma valiosa porta para inclusão na sociedade. Um exemplo é o projeto de uma cadeira de rodas com comando de voz, a única no Brasil, coordenado por Gustavo Peglow Kuhn, aluno do segundo semestre de Engenharia Elétrica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSul).

O equipamento começou a ser desenvolvido em 2008, sob a supervisão do professor Rafael Galli, com a implantação do reconhecimento de voz e, em 2015, teve o aprimoramento feito por Kuhn. “O meu trabalho foi tornar o controle vocal rápido e fácil para o usuário, preocupando-me principalmente com a segurança”, conta o estudante. No protótipo, foi utilizado o sistema de leitura TalkBack, do Google, possibilitando que o usuário dê os comandos remotamente por meio de um smartphone com Bluetooth (a uma distância de até 50 metros, sem obstáculos), ou apenas com a fala, estando na cadeira. Segundo Kuhn, o objetivo do reconhecimento de voz é a não necessidade da utilização das mãos, possibilitando o uso nos casos de tetraplegia. O mecanismo, que teve um custo de produção por volta de R$ 275,00, ainda precisa ser adaptado aos padrões do mercado, mas o estudante aposta na venda como “um upgrade para qualquer cadeira de rodas”.


Foto: Arquivo pessoal Gustavo Peglow Kuhn
Acessibilidade editada 
Projeto de uma cadeira de rodas com comando de voz, a única no Brasil, coordenado por Gustavo Peglow Kuhn
 

Para substituir as pranchas de papel usadas por pessoas com paralisia cerebral ou qualquer dificuldade que impossibilite a comunicação oral, a Métodos Soluções Inteligentes desenvolveu o aplicativo “Que Fala!”. Daniel Barbosa, engenheiro eletricista e um dos criadores, viu a oportunidade com a eclosão dos tablets, quando cursava a pós-graduação em tecnologia assistiva. “O que nós possibilitamos é que o paciente utilize algo que fale por ele, sem que o receptor da mensagem tenha que adivinhar, como acontece com as pranchas de papel”, explica.

O “Que Fala!” foi desenvolvido em 2011 e, no ano seguinte, já estava no mercado. O usuário baixa o aplicativo gratuitamente, depois cria uma conta no site da plataforma e paga por pacotes de edição da prancha digital, podendo colocar palavras, frases e imagens como quiser.

Feita a edição, o uso do programa independe do acesso à Internet. Barbosa indica que o ideal é fazer a edição com um profissional de terapia ocupacional ou fonoaudiólogo. Hoje, o aplicativo tem mais de 20 mil downloads e de 6 mil contas no site e acima de 800 pagantes fixos em todo o País.

A ONG Mais Diferenças, focada em educação e culturas inclusivas desde 2005, pensou principalmente na possibilidade de lazer ao criar o WhatsCine, um facilitador com audiodescrição, legenda em libras para acessibilidade em cinemas e teatros. É necessário que a pessoa com deficiência tenha o aplicativo em um smartphone ou tablet e que a sala de cinema transmita o filme com o conversor também desenvolvido pela ONG. O conversor precisa apenas de um notebook e um roteador de sinal para sincronizar o filme com as janelas do software.

Para Luis Henrique Mauch, coordenador da instituição, a estrutura do aplicativo é simples, “mas o resultado na vida do usuário é imensurável”.

Necessidade de avanços
Apesar dos vários bons projetos, a demanda por inovações que propiciem inclusão ainda está longe de ser atendida. Estudo realizado em 2013 pelo Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil) apontou as instituições acadêmicas como as principais responsáveis (81,7%) pelo desenvolvimento de tecnologia assistiva, cuja oferta ainda é muito reduzida. Nos anos de 2007 e 2008, havia apenas110 projetos do gênero em todo o País e concentrados nos estados do Rio Grande do Sul (33%), São Paulo (24,8%) e Rio de Janeiro (15,6%).

Com base nesses dados, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) tem como programa de pesquisa de iniciativas na área o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Tecnologia Assistiva (Dtita), que conta com uma equipe desenvolvedora de projetos patrocinados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Uma das ideias geradas pelo incentivo é o estudo de uma lousa digital com caneta sensor com resposta motora, que tem o objetivo de possibilitar a escrita e leitura por pessoas com deficiência visual pela sensação tátil.

Em vigor desde 2 de janeiro último, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146/2015) deve trazer estímulos às tecnologias para acessibilidade, já que determina sua obrigatoriedade e também estabelece incentivos à contratação pelas empresas de funcionários com deficiência. “Com a lei, o deficiente terá auxílio financeiro, ingressando no mercado de trabalho, um dinheiro que é utilizado na compra de cadeiras motorizadas, próteses ou qualquer outra solução tecnológica que ajude na vida dele”, aposta a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

Para Barbosa, que desenvolveu o “Que Fala!”, a nova legislação significa investimento para mais projetos e pesquisas, o que é mais que necessário. “No Brasil, a pessoa que quiser uma cadeira motorizada tem que estar disposta a pagar até R$ 12 mil ou aguardar (doação) em uma fila de uma instituição”, critica.

O professor Galli, do IFSul, aponta também a necessidade de reduzir os entraves burocráticos para que haja avanços e as novas ideias cheguem ao mercado. “O projeto chega a ficar um ano esperando pela patente. Há uma demora excessiva para entrar em processo de testes também”, atesta.

 

* Por Jéssica Silva. Matéria, originalmente, publicada no jornal Engenheiro, da FNE, nº 165, de fevereiro de 2016

 

 

 

 

 

 

Em dezembro, completa-se 10 anos do prazo para que se cumpra o chamado Decreto da Acessibilidade, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Nele são tratadas várias formas de acessibilidade, como a física, arquitetônica, informacional e atitudinal.

As discussões acerca da acessibilidade foram feitas em 2000, quando foram sancionadas as leis 10.048 e 10.098, mas só regulamentadas quatro anos depois, em dezembro de 2004, quando se estabeleceu prazos para que órgãos públicos e privados se adaptassem às novas exigências.

Entre as medidas, estavam a implantação de acessibilidade em prédios e equipamentos urbanísticos, a adaptação da frota do transporte coletivo e a reserva de 2% das vagas de estacionamento para veículos transportando pessoas com necessidades específicas.

Apesar dos avanços visíveis, ainda existem muitas barreiras no caminho. Pouquíssimos municípios conseguiram adaptar as frotas de ônibus completamente. Na capital paulista, por exemplo, 75% dos ônibus são acessíveis e no Recife, a porcentagem é de 66%.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pouco mais da metade das linhas interestaduais e internacionais estão adaptadas. Elas têm até janeiro para se adequarem às regras ou serão proibidas de circular.

Fonte: Brasil de Fato





Acontece na quarta-feira (23/4), o Fórum Paranaense de Acessibilidade, na cidade de Maringá, que, além de ter como objetivo difundir a cultura da acessibilidade, discute a importância de preparar os locais de votação como forma de garantir o direito constitucional de participação do cidadão no processo democrático. Para isso, serão apresentados os resultados das Fiscalizações Integradas de Acessibilidade (FIA) realizadas em instituições de ensino da cidade que serão utilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como locais de votação.

A apresentação será feita pela presidente da Comissão Estadual de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), engenheira civil Célia Neto Pereira da Rosa. Para ela, a acessibilidade planejada também deve levar em conta também os portadores de necessidades especiais não identificados como idosos, gestantes, pessoas que estão temporariamente enfermas e que não podem, por exemplo, subir uma escada.

O evento contará com a presença do presidente do CREA-PR, Joel Krüger, representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, instituições de ensino, associações de Pessoas com Deficiência, Ministério Público, Tribunal Regional Eleitoral, entre outros.
O Fórum Paranaense de Acessibilidade em Maringá é promovido pelo CREA-PR e entidades de classe, como Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), Associação Maringaense de Engenheiros Agrônomos (AMEA), Sindicato dos Engenheiros (Senge/Maringá) e Academia Euclides da Cunha.

Programação do Fórum Paranaense de Acessibilidade em Maringá

Data: Quarta-feira (23)
Local: Sede do CREA-PR em Maringá, na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, nº 1.139, Zona 7.

17h45 às 18h15: Credenciamento

18h15: Abertura - Eng. Civil Joel Krüger

18h30: Objetivos do Fórum Paranaense de Acessibilidade e a importância da Acessibilidade no Espaço Urbano – Eng. Civil Cherliton de Castro Guedes

19h00: Preocupações do TRE quanto aos locais de votação sobre o tema Acessibilidade –ElaineBerberte, Chefe do Cartório Eleitoral do TRE Maringá

19h30: Apresentação sobre os resultados da fiscalização dos colégios em Maringá - presidente da Comissão Estadual de Acessibilidade do CREA-PR
Eng. Civ. Célia Neto Pereira da Rosa

20h: Debate: Multiplicadores de Acessibilidade do CREA-PR e Representante do TER

20h30: Encerramento


Fonte: O Diário









Críticas sobre a falta de acessibilidade nos transportes coletivos terrestres e aéreos marcaram o debate na audiência pública realizada nesta segunda-feira (29/10) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), no Senado. Representantes do governo apresentaram soluções que já estão em andamento para melhorar a acessibilidade nas cidades do país e representante da sociedade civil pediu que os projetos sejam os melhores possíveis.

Em sua exposição, o mestre em Políticas Públicas e Formas Alternativas de Energia, Carlos Penna Brescianini, mostrou a falta de acessibilidade relacionada à mobilidade, especialmente por meio de transportes coletivos. Para ele, as habitações, as calçadas, as ruas, as passarelas e os ônibus precisam ter acessibilidade. E deu o exemplo do uso de ônibus com piso baixo, que não apresenta problemas para o acesso de deficientes e idosos, mas que não é utilizado no Brasil por ser mais caro que o ônibus de piso alto.

O diretor do Departamento de Políticas de Acessibilidade e Planejamento Urbano do Ministério das Cidades, Yuri Rafael Della Giustina, relatou os avanços do governo na acessibilidade. Entre outros exemplos, citou o Programa Minha Casa, Minha Vida, que só constrói casas adaptáveis para as diversas deficiências. Além disso, Giustina pediu o apoio dos parlamentares para uma ação do ministério, a Ação 10T2, que pretende promover a acessibilidade universal em áreas urbanas e edificações.

Com relação aos aeroportos, o superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Rodrigues Goulart, falou que tem buscado parceria com empresas de desenvolvimento tecnológico e de engenharia para tornar os locais acessíveis. Segundo Goulart, há três projetos em desenvolvimento que podem ser uma reviravolta na estrutura aeroportuária, como um que leva os passageiros até a porta da aeronave com total acessibilidade. “A nossa pretensão é que até meados do ano que vem a gente já comece a implantar isso em alguns aeroportos”, disse. Goulart informou que o governo criou uma comissão interministerial que está visitando os aeroportos para monitorar o que a Infraero vem fazendo de adequação da infraestrutura aeroportuária.

A audiência contou ainda com o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Antônio José Nascimento Ferreira, que é deficiente visual. Ferreira ressaltou que a acessibilidade não é boa apenas para as pessoas com deficiência, mas para todos. Para ele, o principal problema de falta de acessibilidade nos aeroportos não é tanto na infraestrutura, mas no serviço. “No dia em que os aeroportos forem confortáveis para as pessoas com deficiência, eles serão confortáveis para todas as pessoas”, avisou o secretário.

Com relação aos transportes coletivos terrestres, Ferreira afirmou que o modelo de ônibus com elevador não é a melhor solução para a acessibilidade. Por isso, explica, a secretaria está fazendo um acordo com os estados para diminuir os impostos com relação a esses ônibus, para que eles tenham o mesmo preço dos ônibus com elevador.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência Senado



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