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A diretoria que comandará a FNE no período 2016-2019 tem início formal nesta quarta-feira, 16 de março. No próximo dia 28, às 18h, ocorrerá na Assembleia Legislativa de São Paulo a solenidade de posse da equipe que tem à frente Murilo Celso de Campos Pinheiro, reconduzido ao cargo de presidente da entidade. 


Foto: Marcelo Kanasiro
FNE Diretoria 2016 editada 
Diretoria FNE eleita durante o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse)
 

A chapa única por ele encabeçada foi eleita por ampla maioria no dia 7 de outubro, ao final do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), em Campo Grande (MS). No total, foram 217 votos, ante seis nulos e sete brancos. Participaramdo pleito representantes dos 18 sindicatos de engenheiros do País (Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins) que compõem a federação.

Manter a mobilização nacional em prol do desenvolvimento sustentável – que culminou no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” em 2006 – integra o plano de ação da diretoria que será empossada. O entendimento é de que é urgente apresentar saídas para que se retome o crescimento, diante das crises política e econômica por que passa o País neste momento. Como parte disso, a FNE lança o projeto “Engenharia unida”, convocando a ação coesa da categoria no enfrentamento dos desafios atuais. Esse será o chamado durante a posse.

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Na certeza de que a federação tem trilhado caminho acertado ao unir a demanda nacional à luta sindical, a gestão 2016-2019 já inicia seus trabalhos inaugurando os debates relativos à etapa atual do projeto “Cresce Brasil”, que trará o tema “Cidades”. O resultado será apresentado em julho próximo para discussão com a sociedade e os candidatos nas eleições municipais em todo o território nacional.

Na defesa dos representados pela FNE, em iniciativas integradas com os sindicatos a ela filiados, a nova diretoria seguirá a batalha pelo cumprimento da Lei 4.950-A/66, que estabelece o piso profissional da categoria. Além disso, fortalecerá a luta pela implementação da carreira de Estado para engenheiros e arquitetos nos três níveis de governo, com aprovação de projeto de lei no Congresso Nacional. Pauta essencial não só pelo reconhecimento e valorização profissional, essa visa também dotar as administrações públicas de corpo técnico qualificado para garantir desenvolvimento e qualidade de vida à população. A educação continuada é outra bandeira que anova gestão levará adiante, o que inclui o apoio ao Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) como importante iniciativa.

Colocar esses planos em prática e atuar pela engenharia unida, como afirmou Pinheiro quando de sua reeleição, são “a senha para construirmos o País que queremos e precisamos”.

 

 

Soraya Mileh
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos sempre pautaram sua atuação em defesa da soberania nacional, do desenvolvimento e, principalmente, dos trabalhadores. Motivada por esse espírito, em 2006, em plena estagnação econômica, a entidade, apoiada pelos sindicatos de sua base, iniciou o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento que nasceu como uma contribuição da categoria a um plano nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social, fruto de debates realizados com milhares de profissionais em todo o País.

No processo de debate do Cresce Brasil, com propósito de buscar crescimento com democracia, distribuição de renda, respeito à natureza e a reorganização urbana, a FNE reuniu especialistas nas áreas consideradas cruciais ao desenvolvimento, com destaque para energia, e realizou vários seminários com foco na recuperação do setor elétrico e da maior empresa de energia do País, a Eletrobrás, considerada pelos engenheiros como fundamental ao desenvolvimento brasileiro.

As discussões dos seminários foram levadas ao nosso IX Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), realizado em de Campo Grande (MS), e, ao final de calorosos debates, ficou consignado na Carta de Campo Grande a posição contrária da FNE à privatização das empresas do Grupo Eletrobrás e a clara defesa da necessidade de mantê-las públicas a serviço do desenvolvimento da sociedade.


Foto: Arquivo/FNE
Conse final editada
Engenheiros, ao final do IX Conse, aprovam defesa do setor elétrico nacional contra a privatização
 

A FNE e seus sindicatos filiados, nesta fase difícil por que passa nossa economia, têm a convicção da importância, necessidade e conveniência de que as empresas de energia continuem públicas, e, por esta razão, repudiam a iniciativa do Governo Federal, por intermédio do Ministério de Minas e Energia, de retomada do processo de privatização do setor, materializado pela inclusão no Plano Nacional de Desestatização de várias empresas distribuidoras de energia, inclusive da Celg Distribuição, uma das mais estratégicas e com maior potencial lucrativo.

Trata-se de um processo lesivo ao interesse nacional, cuja consequência será mais desemprego, mais terceirização e precarização das relações de trabalho, mais aumento de tarifa, além de redução da qualidade dos serviços prestados, com prejuízo ao desenvolvimento regional. Por isso, os engenheiros do Brasil, representados pela FNE, repudiam a privatização das distribuidoras de energia do Sistema Eletrobrás e exigem a retirada do Programa Nacional de Desestatização todas as empresas nele incluídas, como a Celg, evitando a entrega desse patrimônio da União e do povo de Goiás à iniciativa privada, cujo objetivo único é o lucro.



Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros








Engenheiro especialista em transportes e com experiência na administração pública, o atual secretário Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, foi um dos palestrantes do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), promovido pela FNE em Campo Grande (MS) em outubro último. Na ocasião, ele apontou as dificuldades dos pequenos municípios na implementação dos planos de mobilidade, conforme determina a Lei 12.587/2012. Nesta entrevista ao Engenheiro, Rais Lopes – que ocupou entre 2003 e 2006 o cargo de secretário Estadual dos Transportes de São Paulo – explicita o porquê desse quadro e salienta a importância da capacitação e valorização profissional para transformar tal realidade, rumo a uma cidade mais justa e humana. Nesse sentido, aponta a perspectiva de convênio com o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo SEESP com apoio da federação.


Foto: Kleyton Amaral/Arcevo SEESP
Dario Lopes Kleyton Amaral editada
Rais Lopes participou de mesa de debate no IX Conse, em Campo Grande (MS)

 

Durante o IX Conse, o senhor comentou sobre a dificuldade de os pequenos municípios elaborarem seus planos de mobilidade, conforme determina a Lei 12.587/2012. Por quê? Quais as ações da Secretaria para ajudar essas localidades a cumprirem a legislação?
Dario Rais Lopes –
Essa dificuldade decorre da falta de estrutura desses municípios, a maior parte sem sequer um engenheiro em seu quadro funcional. Para auxiliá-los, a Semob (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana) preparou um “Manual de Elaboração do Plano de Mobilidade” e um guia “passo a passo” para o plano, ambos disponíveis no site do Ministério das Cidades. Além disso, a Semob vem promovendo oficinas com esses pequenos municípios, estimulando o trabalho em consórcio. A ideia central é que o consórcio contrate um ou dois engenheiros que, em conjunto com as equipes das prefeituras e com base no trabalho das oficinas, ficariam responsáveis pelo desenvolvimento dos planos de mobilidade.

Quantos municípios no Brasil já apresentaram planos de mobilidade? Qual o perfil e resultados?
Rais Lopes –
Fizemos um levantamento no início deste ano entre os 3.325 municípios que são obrigados pela lei a apresentar o plano. São aqueles com mais de 20 mil habitantes ou em áreas metropolitanas. Na época, 478 tinham ou estavam elaborando. Não mudou substancialmente. Pode parecer pouco, mas em termos de população não é. Ocorre que todos os grandes municípios, e temos 26 com mais de 750 mil habitantes, já têm ou estão preparando. A grande lacuna se concentra nos com menos de 100 mil habitantes. A lei não obriga a aprovação pelo Legislativo, mas estamos estimulando os municípios a buscarem isso, até para dar maior legitimidade ao seu plano de mobilidade. Os planos aprovados pelas Câmaras Municipais têm, de forma geral, mais consistência do que aqueles apenas por decreto do Executivo.

O senhor sinalizou, durante o IX Conse, a possibilidade de convênio com o Isitec para auxiliar na capacitação dos pequenos municípios. Será firmada essa parceria?
Rais Lopes –
Espero que sim. Penso que o Isitec é o melhor instrumento para capacitar os municípios na elaboração de termos de referência para serviços de pavimentação, projeto, execução e tapa-buraco, sinalização e demais atividades relacionadas à mobilidade urbana.

A Política Nacional de Mobilidade, instituída pela Lei nº 12.587/2012, aponta saída para o caos nos grandes centros urbanos?
Rais Lopes –
A “Lei da Mobilidade Urbana” traz consigo a constatação do fim de um modelo que demonstrou ser insuficiente para tratar da necessidade de deslocamento, que apresenta cada vez mais complexidade e grande impacto no planejamento urbano. A mobilidade nas cidades é fator preponderante na qualidade de vida dos cidadãos. O modelo de circulação de pessoas e cargas dentro do território urbano interfere no desenvolvimento econômico do País, pois dele dependem a logística de distribuição de produtos, a saúde e a produtividade de sua população, dentre outros. As proposições dessa política orientam no sentido de fomentar o planejamento urbano, sem perder de vista que todos os atores são fundamentais ao processo e beneficiários de uma cidade mais humana e acessível aos cidadãos, indistintamente. Assim, a política nacional de mobilidade urbana é mais que uma saída para o caos urbano. Representa caminho robusto para uma cidade sustentável.

A FNE defende a aprovação de projeto de lei no Congresso Nacional que institua a carreira de Estado para engenheiros em níveis municipal, estadual e federal. Qual a sua opinião sobre essa proposta para assegurar a capacitação técnica aos municípios implementarem planos de mobilidade?
Rais Lopes –
Apoio 1.000%!

Outra medida importante é a garantia de pagamento do piso aos engenheiros no serviço público. Qual a sua visão a respeito?
Rais Lopes –
Apoio 2.000%!

Quais os projetos na Secretaria hoje e os investimentos previstos?
Rais Lopes –
A Semob gerencia uma carteira da ordem de 400 empreendimentos de mobilidade, num total de R$ 153 bilhões de investimentos, incluindo todas as fontes – federais, tanto orçamento como empréstimos, estaduais, municipais e privadas, essas nos casos de concessões. Os principais investimentos são aqueles voltados aos sistemas de mobilidade urbana de grande capacidade, os metrôs, que, com os demais modos sobre trilhos – trens, VLTs e monotrilhos –, consomem praticamente 70% do total. Mas temos empreendimentos em todos os modos e um olhar especial para os não motorizados – calçadas e ciclovias são essenciais em qualquer projeto de mobilidade que seja selecionado para receber recursos federais. Importante ressaltar também que estamos estimulando o desenvolvimento de projetos, em especial neste período de restrições financeiras. Assim, teremos uma prateleira de projetos prontos para, quando da retomada da atividade econômica, podermos implantar infraestrutura e serviço de qualidade. Por Soraya Misleh


 

Imprensa SEESP
Entrevista publicada no jornal Engenheiro, da FNE, Edição 163, Dezembro/2015









Parceiro aguerrido do movimento sindical e dos engenheiros do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) completa 60 anos de vida no dia 22 de dezembro próximo. A seguir, transcrevemos texto da jornalista Carolina Maria Ruy, coordenadora de projetos do Centro de Memória Sindical, contando mais sobre a história dessa entidade criada para suprir a necessidade dos sindicatos com relação a dados econômicos confiáveis.

“Na década de 1950, devido ao intenso desenvolvimento industrial e urbano que o Brasil vivia, o agravamento das condições de vida e a suspeita de fraudes com relação aos índices econômicos prejudicavam os trabalhadores. Em consequência, grandes greves contra a alta inflação e contra a carestia marcaram o período. A principal delas, a Greve dos 300 mil, em 1953, protestou contra o alto custo de vida em São Paulo, paralisando por 29 dias trabalhadores de diversas categorias. A greve teve como desdobramentos a formação do Comitê Intersindical de Greve e a criação do Pacto dos Quatro Sindicatos: têxteis, metalúrgicos, madeireiros e vidreiros (todos de São Paulo).

Dieese ilustração editada 2Deste movimento surgiu, em 1954, o Pacto de Unidade Intersindical (PUI), considerado embrião do Dieese. Luiz Tenório de Lima, o Tenorinho (falecido em 2010), um dos fundadores do Dieese e ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação e Indústria de Laticínios de São Paulo, explica esse processo:

As lutas sindicais encontravam a barreira de como comprovar a percentagem que os trabalhadores reinvidicavam. Os únicos órgãos em que a justiça se baseava eram uma comissão do Ministério do Trabalho e a Secretaria de Abastecimento de São Paulo. Os dados dessas duas fontes nunca conferiam com aquilo que a gente achava que era custo de vida. E nós só levávamos vantagem quando fazíamos aquelas greves enfrentando polícia, como fizemos em 1953. Então surgiu a ideia de criar o nosso próprio organismo de levantamento de custo de vida (Depoimento ao Museu da Pessoa para o projeto Memória Dieese, 2006).

Com este propósito o Dieese foi criado em 22 de dezembro de 1955, por um grupo de 20 dirigentes sindicais paulistas, tendo como primeiro presidente Salvador Romano Losacco, do Sindicato dos Bancários. O primeiro diretor técnico do Departamento foi o sociólogo José Albertino Rodrigues. Ele permaneceu no cargo entre 1957 a 1962, dando início a uma longa trajetória baseada no tripé: pesquisa, assessoria e educação.

Um dos primeiros trabalhos do Dieese, ainda na década de 1950, foi uma pesquisa de padrão de vida das famílias paulistanas, que serviria como base para o Índice de Custo de Vida (ICV). A pesquisa era feita através do acompanhamento de famílias, que concordavam em participar, por um grupo de técnicos.

Após o golpe militar de 1964 o Dieese sofreu com a desarticulação do movimento sindical e foi impedido de realizar suas funções devido à intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, onde estava sediado, retomando suas atividades em 1965.

Mas mesmo com a repressão o Departamento conseguiu apoiar os trabalhadores, fornecendo cálculos e estudos sobre a política salarial, cada vez mais arrochada. Segundo Tenorinho, o Dieese chegou a realizar, clandestinamente, estudos para o MIA, Movimento Intersindical Anti-arrocho. Além disso, foram os técnicos do Dieese, coordenados à época pelo economista Walter Barelli, que denunciaram, em 1977, que o índice oficial da inflação de 1973 havia sido manipulado, resultando em um rebaixamento dos salários. Esta denúncia abriu uma grande discussão na sociedade deflagrando uma série de manifestações operárias pela reposição salarial e deu grande visibilidade à entidade.

Em 1981, para renovar a base calculo do ICV foi criada a Pesquisa de Padrão de Vida e Emprego, PPVE, que se estendeu até 1983. A PPVE está na origem da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), lançada no final de 1984, em parceria com a Fundação Seade. A metodologia inovadora da PED aprofundava a identificação de componentes do desemprego que o IBGE camuflava. Com isso a PED chamou a atenção da sociedade brasileira para da miséria do desempregado, em um contexto de elevados índices de desemprego.

Nas décadas de 1980 e 1990 o Dieese atravessou e superou vários momentos de crises financeiras, e às vezes de ordem sindical e até política. Entretanto conseguiu se firmar como um pilar do sindicalismo, produzindo dados confiáveis, apropriados também pela sociedade. Sua história se entrelaça com a história do movimento sindical brasileiro e com o surgimento das centrais sindicais contemporâneas, que dirigem e financiam o Departamento.

Em maio de 2010 esta história foi coroada com a concretização de um de seus mais ambiciosos projetos: a fundação Escola Dieese de Ciências de ensino superior, com disciplinas de especialização para dirigentes sindicais. Segundo o diretor técnico Clemente Ganz Lucio o objetivo é que “no futuro, jornalistas, economistas, advogados e juristas se especializem na questão do trabalho".

Desde sua fundação, em 1955, o Dieese viveu um processo de expansão, consolidação e modernização. Mas sua história é marcada, principalmente, pela coerência com seus princípios fundamentais: buscar a unidade na ação sindical e servir à Classe Trabalhadora como um poderoso instrumento na clássica luta entre capital e trabalho.”

Recentemente, o Dieese fez dois importantes estudos para os engenheiros do Estado de São Paulo e do País levantando o perfil ocupacional da categoria de 2003 a 2013.


 

Imprensa SEESP







O Jornal do Engenheiro (JE) na TV, desta semana, traz reportagem mostrando os melhores e importantes momentos do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), realizado de 5 a 7 de outubro último, em Campo Grande (MS). A maior atividade da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), realizada a cada três anos, reuniu, na capital sul-mato-grossense, profissionais de todo o Brasil, autoridades, técnicos e especialistas. O tema em questão foi a valorização profissional e o desenvolvimento do País.

Ainda no programa da semana, temos a entrevista com o presidente Federação Interestadual dos Nutricionistas dos Estados de Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e São Paulo (Febran), Ernane Silveira Rosas, sobre o lançamento do Departamento de Alimentação Saudável da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), no dia 16 último, e também sobre o uso excessivo de agrotóxicos na produção agrícola nacional.

No quadro “No Ponto”, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fala da realização do III Curso de Formação Sindical da CNTU, realizado em Maceió (AL), nos dias 15 e 16 de outubro, onde foram tratados vários temas de interesse dos profissionais, como terceirzação, negociação coletiva, comunicação, previdência etc.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV, programa do SEESP, que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









Os profissionais da base da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) saíram de uma jornada vitoriosa realizada em Campo Grande/MS, nos dias 5, 6 e 7 de outubro: o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), promovido pela entidade. O evento colocou em pauta questões essenciais ao desenvolvimento nacional, os rumos da nossa economia e a necessidade de superar a crise e evitar o agravamento da recessão. Discutiu ainda temas inescapáveis relativos à infraestrutura nacional, como água, energia e mobilidade urbana. E colocou na agenda o debate sobre a valorização da engenharia nacional e de seus profissionais. 


Foto: Marcelo Kanasiro
Murilo no conse corta o watanabe editada 
Engenheiros estão comprometidos com o desenvolvimento e a justiça social
 

Ao longo dessas discussões que culminaram com a assembleia que reuniu delegados de todos os 18 sindicatos filiados, além da eleição da diretoria para a gestão 2016-2019, a FNE traçou um rumo de renovação de seu compromisso com a luta sindical dos engenheiros brasileiros. Têm destaque aqui as justas reivindicações pelo cumprimento da lei do salário mínimo profissional, assim como sua extensão ao setor público, e a implantação de uma carreira de Estado para a categoria nos municípios, nos estados, no Distrito Federal e na União. Importante também a necessidade de estar alerta à garantia de reconhecimento dos profissionais por meio do correto registro pelas empresas e órgãos públicos no cargo de engenheiro.

Ganhou ênfase a disposição da entidade em seguir contribuindo para um projeto de desenvolvimento sustentável. Portanto, continua vivo e atual o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006 e transformado em instrumento de mobilização pela expansão econômica.

Além de reiterar suas bandeiras de luta, os dirigentes reunidos por ocasião do IX Conse deram um passo adiante em sua atuação em defesa da categoria e por um Brasil melhor: a afirmação de que é hora da engenharia unida. Conforme proclamado na “Carta de Campo Grande”, amplamente discutida pela assembleia, é tempo de os engenheiros e demais profissionais da área tecnológica assumirem a tarefa de, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades e empresas, oferecerem saídas às dificuldades enfrentadas pelo País. 

Essa iniciativa obviamente precisará do engajamento das demais entidades da engenharia e estamos certos de que essa aliança valiosa será construída de forma a conseguirmos dar o salto de qualidade que há tanto ansiamos para o Brasil. Pois, ainda conforme a “Carta de Campo Grande”, esse é o esforço coletivo que precisamos empreender para construir um país à altura das necessidades da nossa população. É o momento de nos fixarmos na nossa bandeira de luta pela superação das insuficiências e mazelas que historicamente nos afligem e, contando com esse conjunto fabuloso de forças, contribuir para que sejam tomadas as medidas corretas.

Sabemos que o momento é de dificuldades e incertezas. Mas temos a clareza do caminho a seguir e a convicção de que é possível trilhá-lo. Com confiança e coragem renovadas, seguimos na luta.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente


* Leia aqui a Carta de Campo Grande


Imprensa SEESP
Editorial publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, Edição 484, de 16 a 31 de outubro de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em momentos como o que vive o Brasil, em que vaca estranha bezerro, é muito importante que alguém mantenha a razão lúcida e a confiança em suas próprias ideias e propostas, em sua experiência.

Fui testemunha participante de dois eventos sindicais fortes onde isso se efetivou.

O primeiro deles foi o IX Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), da Federação Nacional dos Engenheiros, em Campo Grande – MS, nos dias 5,6 e 7 e o segundo foi a Assembleia Nacional dos Telefônicos, da Federação Nacional dos Telefônicos, em Atibaia – SP, nos dias 6,7 e 8. Em ambos os eventos, estatutários, foram eleitas as respectivas direções nacionais, da FNE e da Fenattel.

Além dessas similitudes e coincidências temporais os dois eventos tiveram outras características comuns.

Foram reuniões nacionais maciças e representativas (com três ou quatro centenas de participantes cada) em que se abordaram temas de interesse das categorias, da sociedade e do Brasil inteiro, com a participação de convidados especiais e a realização de painéis e discussões aprofundadas.

Em ambas houve um real interesse em discutir o trabalho sindical entre os jovens. No IX Conse, pela primeira vez, foi realizada uma reunião específica dos jovens participantes com diretrizes para o trabalho entre eles e na Fenattel uma jornada inteira foi dedicada ao encontro nacional dos teleoperadores (onde se concentram a juventude e a diversidade de gêneros da categoria), que determinou a estratégia para as negociações do ano vindouro.

E, por fim, cada uma das grandes reuniões primou pela unidade de ação. No IX Conse foi aprovada, após uma discussão meticulosa, a carta de Campo Grande – É hora da engenharia unida – e na Fenattel inúmeras resoluções (como a citada acima). Houve, é claro, as eleições de chapas únicas renovadas, unitárias e representativas.

Transmito aqui os parabéns a Murilo Pinheiro, presidente da FNE, e a Almir Munhoz, presidente da Fenattel, e a todos os que contribuíram para a força dessas entidades nos dois eventos sindicais fortes.

 

 

* João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical








Os engenheiros, representados pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), através dos seus 18 sindicatos filiados, reunidos por ocasião do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (CONSE), realizado de 5 a 7 de outubro de 2015, em Campo Grande/MS,  vêm declarar seu compromisso inequívoco com as bandeiras de luta que consideram essenciais: a defesa da engenharia brasileira e de seus profissionais, o desenvolvimento nacional sustentável, a valorização do trabalho e o fortalecimento do movimento sindical em seu conjunto.

Sob uma crise política grave e uma recessão econômica que confundem os caminhos a serem trilhados, as lideranças dos engenheiros convocam a categoria, a engenharia, as entidades e o pensamento democrático brasileiro a debater como superar essas dificuldades agudas e regressivas.

Ressaltamos três pilares de uma agenda que nos une e que abre espaço para nosso processo civilizatório: a democracia, o desenvolvimento e a participação. O Brasil tem compromisso com a grandeza, e a criatividade de seu povo é o instrumento para a realização desse destino.

O primeiro pilar reafirma o aprofundamento e o enraizamento da democracia política, econômica e social como único caminho que levará o País a alcançar novos patamares de avanços em todas as áreas, reforçando a soberania cidadã.

O segundo pilar reitera seu compromisso de ação com as bandeiras de luta que consideramos fundamentais, expressas pelo projeto mobilizador da FNE “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” desde 2006:

* a defesa da engenharia, ciência, tecnologia e inovação brasileiras e de seus profissionais

* o desenvolvimento nacional, tendo como eixo estruturante a luta contra as desigualdades sociais e regionais, a ser alcançado num projeto que contemple a expansão do emprego, salário, investimentos públicos e privados, infraestrutura econômica, social e urbana, mercado interno, sustentabilidade econômica, ambiental e cultural, distribuição de renda, inclusão, justiça social e soberania

* fortalecimento das empresas estatais com ênfase à não privatização da Petrobras, das distribuidoras da Eletrobras e ligadas aos governos estaduais, das geradoras de energia, do saneamento, das metroferroviárias, dos portos e das demais companhias de infraestrutura.

* a valorização do trabalho; o cumprimento do salário mínimo profissional; a luta pela produtividade e pela educação continuada; e o fortalecimento do movimento sindical em seu conjunto.

O terceiro pilar sinaliza para a participação crescente e unitária da categoria dos engenheiros e demais profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, associações representativas, conselhos profissionais, universidades e empresas, dentro do que denominamos de Engenharia Unida. A partir dessa organização coesa, alcançaremos os meios e as formas para a ampliação das conquistas pela construção do país que queremos.

Essa agenda, à qual os participantes do IX CONSE engajam-se de forma convicta, faz-se ainda mais urgente no momento em que o País enfrenta dificuldades de monta na economia, com uma recessão que reduz a produção e ceifa milhares de empregos, agravada pela submissão às exigências do mercado financeiro e do rentismo.

Cabe ressaltar ser fundamental a apuração de atos de corrupção e a punição dos responsáveis. No entanto, não se pode paralisar o Brasil por conta dessa dinâmica.

Crimes e desvios são cometidos e devem ser punidos. É imperativo que as empresas e seu patrimônio humano e tecnológico sejam preservados.

Os engenheiros têm consciência de que a defesa da categoria é essencial ao impulso do desenvolvimento do País e ao bem-estar da população e enfatizam a necessidade de preservação dos recursos hídricos e da geração de energia limpa.

Portanto, é necessário remuneração justa, condição de trabalho adequada e acesso à educação continuada. O cumprimento da Lei  4.950-A/66, que estabelece o Salário Mínimo Profissional, assim como sua extensão ao setor público, e  a implantação da carreira de Estado para os engenheiros nos Municípios, Estados, Distrito Federal e na União são metas imprescindíveis. Também o é o reconhecimento profissional, com garantia do registro com cargo de engenheiro. Essas questões representam a base de uma política de valorização profissional, de modernização do sistema produtivo e do Estado brasileiro a caminho da melhoria e da ampliação dos serviços sociais públicos.

O IX CONSE debateu que este é o projeto das gerações que estão construindo um País à altura das necessidades da população. Ao realizar mais um congresso vitorioso, que fortalece sua luta sindical e profissional, os engenheiros se qualificam como protagonistas ao debate sobre o futuro do País. Assim, os engenheiros declaram a renovação de seu compromisso com o Brasil.

Campo Grande, 7 de outubro de 2015.

 

 

Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

O IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) recebeu cobertura do Jornal TVE, de Mato Grosso do Sul, na solenidade de abertura, no dia 5 de outubro, na Câmara Municipal de Campo Grande. Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente reeleito da FNE, para o triênio 2016-2019, falou sobre o objetivo do evento: discutir a valorização profissional da categoria ligada diretamente à apresentação de propostas factíveis para o desenvolvimento sustentável nacional. Na mesma matéria, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, destacou que durante os três dias de congresso os profissionais avançariam em discussões importantes para o País.


 

 


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP










No encerramento do novo Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), no dia 7 de outubro último, em Campo Grande (MS), os profissionais aprovaram algumas moções, entre elas contra a tentativa do Governo do Estado do Piauí em extinguir a empresa de saneamento Agespisa e contra a privatização do saneamento na cidade de Teresina, defendendo que “a água é um bem público e essencial, por isso não pode ser usada como mercadoria do lucro financeiro, além de promover o rompimento do subsídio cruzado, prejudicando todo o saneamento do Estado e o povo piauiense”.


Foto: Marcelo Kanasiro
Conse final editada 
Engenheiros aprovam moções no encerramento do IX Conse
 

Outra moção, do diretor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, defende a renovação das concessões de energia elétrica, destacando que o Brasil “possui um dos mais invejáveis sistemas elétricos do mundo, de dimensões continentais. Formado majoritariamente por usinas hidrelétricas, constitui-se numa das matrizes energéticas mais limpas e renováveis da face da terra”. Ao mesmo tempo observa que a competência técnica dos profissionais brasileiros aliado à capacidade empreendedora das nossas empresas permitiu a construção deste imenso patrimônio que é o setor elétrico nacional.

Apresenta a solicitação: “Cada usina, cada quilômetro construído de linha de transmissão e distribuição foi pago com enorme sacrifício pela população deste país, em especial por meio das estatais. Essas empresas honram seu compromisso social de universalizar o acesso à energia elétrica e de investir na melhoria da qualidade do fornecimento a cada cidadão brasileiro, tendo como razão de ser o benefício à população e o desenvolvimento da sociedade, de forma sustentável e contínua.” E cita as distribuidoras estatais: Eletrobrás (Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima), Cemig (MG), Copel (PR), Celg (GO), CEB (DF), Celesc (SC), Cesp (SP) e CEEE (RS), que conquistaram elevados índices de satisfação dos seus consumidores e são grandes empregadoras, reconhecidas e premiadas como as melhores empresas no setor.

A moção adverte, no entanto, que, diante da perspectiva de vencimento dos contratos de concessão em vigor, há um grande risco de haver a desaceleração dos investimentos por parte das concessionárias públicas, em razão da dificuldade de captação de recursos pelas incertezas e riscos da não renovação das concessões. Daí a necessidade de ser regulamentado, de imediato, o artigo 7º da Lei 12.783/13, que trata da renovação das concessões de distribuição, com a emissão, pelo Ministério de Minas e Energia, do ato normativo para este fim, encerrando de uma vez por todas esse período de inseguranças e instabilidade. Por isso, a moção propõe que a FNE encampe a ideia do comitê pró-energia Brasil.

O IX Conse foi realizado de 5 a 7 de outubro último, na capital sul-mato-grossense, reunindo engenheiros de todo o País, que discutiram valorização profissional e desenvolvimento.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








Foi eleita, por maioria absoluta de votos, a nova diretoria da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) para o triênio 2016-2019, em votação realizada na manhã desta quarta-feira (7/10), em Campo Grande (MS), com a recondução de Murilo Celso de Campos Pinheiro ao cargo de presidente. Ao pleito concorreu chapa única que obteve 217 votos, num total de 230 votantes, com 6 nulos e 7 em branco. A nova gestão inicia o mandato em março de 2016.

 

diretoria eleita larg 600Diretoria eleita durante IX Conse, em Campo Grande (MS)


Votaram representantes dos 18 sindicatos de engenheiros do País que compõem a federação: dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins. 

O processo eleitoral se deu ao final da nona edição do Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse) realizado de 5 a 7 de outubro, na capital sul-mato-grossense. O congresso teve como tema “Desenvolvimento e valorização profissional”, reunindo especialistas, técnicos e profissionais que discutiram os desafios e as oportunidades do agronegócio e da indústria nacionais, a gestão da água e da energia, mobilidade urbana, valorização profissional e engenharia nacional.

Diretoria eleita:

Presidente
Murilo Celso de Campos Pinheiro

Vice-presidente
Carlos Bastos Abraham

Diretor Administrativo
Manuel José Menezes Vieira

Diretor Administrativo Adjunto
Disneys Pinto da Silva

Diretor Financeiro
Antonio Florentino de Souza Filho

Diretor Financeiro Adjunto
Luiz Benedito de Lima Neto

Diretor de Relações Internas
José Luiz Bortoli de Azambuja

Diretor Operacional
Flávio José Albergaria de Oliveira Brízida

Diretor de Relações Institucionais
Thereza Neumann Santos de Freitas

Diretor Regional Norte
Maria Odinéa Melo Santos Ribeiro

Diretor Regional Nordeste
Modesto Ferreira dos Santos Filho

Diretor Regional Sudeste
Clarice Maria de Aquino Soraggi

Diretor Regional Centro-Oeste
Gerson Tertuliano

Diretor Regional Sul
Edson Kiyoshi Shimabukuro

Diretor Representante na Confederação – titular
Sebastião Aguiar da Fonseca Dias

Diretor Representante na Confederação – suplente
Wissler Botelho Barroso

Diretor Departamento de Relações Internacionais
Francisco Wolney Costa da Silva

Diretor Departamento Relações Acadêmicas
José Ailton Ferreira Pacheco

Diretor Depart. Negociações Coletivas Nacionais
Tadeu Ubirajara Moreira Rodriguez

Diretor Depart. de Assuntos do Exercício Profissional
Maria de Fátima Ribeiro Có

Conselheiro Fiscal – efetivo
Antônio Ciro Bovo

Conselheiro Fiscal – efetivo
José Carlos Ferreira Rauen

Conselheiro Fiscal – efetivo
Lincolin Silva Américo

Conselheiro Fiscal – suplente
Celso Atienza

Conselheiro Fiscal – suplente
Cláudio Henrique Bezerra Azevedo


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP







No quarto e último painel do IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), nesta quarta-feira (6/10), em Campo Grande (MS), discutiu-se a valorização profissional e a engenharia brasileira com o Gerente Regional do Centro-Oeste do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Jary de Carvalho e Castro, o professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marco Aurélio Cabral Pinto, e o coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira.

Castro, na sua apresentação, mostrou as ações do conselho em prol do exercício profissional de mais de um milhão de engenheiros em todo o Brasil, das mais variadas áreas, como agronomia (187 mil), agrimensura (23 mil), civil (340 mil), elétrica (453 mil), mecânica e metalurgia ((257 mil), entre outras. Entre elas está a atuação junto ao Congresso Nacional acompanhando projetos de interesse da categoria, como o que cria a carreira de estado em todos os níveis de governo (PLC 13/2013) para os engenheiros e agrônomos.


Foto: Marcelo Kanashiro
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Último painel do IX Conse discutiu valorização profissional e educação
 

Segundo ele, o sistema também está preocupado com a situação de instabilidade política e a crise econômica, no País, que tem prejudicado sensivelmente a área de engenharia, causando desemprego de muitos profissionais. Da mesma forma, a atualidade do Confea também se reflete no debate de temas emergentes como o da inovação e as perspectivas para os setores elétrico e hídrico. Castro informou, ainda, a campanha nacional “Projeto completo garante uma boa obra! Contrate um engenheiro” que o conselho vem desenvolvendo junto as mais de cinco mil prefeituras brasileiras, evidenciando as atribuições e a importância da contratação dos engenheiros.

O dirigente mostrou, também, as ações que o conselho vêm promovendo com entidades internacionais do setor, criando uma integração profissional com países da América Latina (União Panamericana de Associações de Engenheiros – Upadi) e de Portugal.

Educação libertadora
O professor da UFF destacou a importância de o País pensar a educação que quer oferecer aos brasileiros que, para ele, deve ter o objetivo de criar cidadãos conscientes e independentes na observação e análise da realidade. “Devemos trabalhar uma educação a partir do conceito de independência intelectual sem o foco na perspectiva de mercado e sem trazer modelos educacionais de outros países. Precisamos formar o nosso modelo a partir do próprio povo brasileiro.”

Essa educação, explica Cabral Pinto, tem duas bases fundamentais, são elas: desenvolver a capacidade de aprender a aprender, relacionando conhecimentos sobre a realidade; e de extrair aprendizado com os contraditórios. “É pensar na conscientização desse indivíduo sobre a história, aprendendo a ler a realidade e a se mover, com confiança, nessa mesma realidade.”

Perfil profissional
Na sequência, o técnico do Dieese apresentou a pesquisa que traçou o perfil dos profissionais de engenharia no Brasil a partir do ano de 2003 até 2013, onde foram tratados, exclusivamente, os profissionais com vínculo empregatício (Consolidação das Leis do Trabalho ou estatutários). O estudo foi encomendado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e mostra uma expansão de 87,4% nos empregos formais no setor, saindo de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Todavia, dados de movimentação do emprego formal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos. E dados de janeiro a agosto deste ano, mostram uma perda ainda maior na ordem de menos 12.230 postos de trabalho, com 28.053 admissões contra mais de 40 mil demissões.

A década observada, explica Silvestre, é o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), com estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

A pesquisa mostra que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Rede da tecnologia e inovação
Sérgio Gonçalves Dutra, da MZO Interativa, empresa de São Carlos (SP), falou sobre a criação da Rede da tecnologia da FNE cujo intuito é conectar mais de um milhão de profissionais da tecnologia para terem acesso a uma série de conteúdo e informação organizada e ágil num ambiente seguro. Os benefícios, como explica Dutra, do sistema são diversos, como permitir ao profissional interagir mais e se aproximar das suas entidades representativas, assim como ampliar oportunidades de emprego e acesso à educação. Ele resumiu a nova ferramenta digital dos engenheiros: “Vamos usar a tecnologia a serviço da comunidade com grande criatividade.”

Fechando o painel, o diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã, apresentou a palestra “Inovação e educação”, mostrando como está estruturada a faculdade mantida pelo SEESP, que iniciou seu primeiro ano letivo em fevereiro último. Ele falou sobre conceitos de inovação lembrando a genialidade de Leonardo da Vinci, “que tinha um conhecimento sobre tantas coisas em pouco tempo e que levou ao extremo a história de perguntar e questionar”. E relacionou: “É nesse DNA que vem esse negócio de inovação, que combina a invenção, a ideia e a descoberta.”

Segundo ele, inovação é tudo aquilo que chega ao mercado, que é feita de forma planejada, ainda que gerada casualmente, e que implica em impactos tangíveis e, sobretudo, em impactos inatingíveis sobre a ordem das coisas até então prevalecente.

Krichanã explicou que a inovação exige observação, conhecimento, projeto, avaliação e negócio. “A nossa matéria-prima no Isitec é o estudante inquieto e inconformado. Da mesma forma, quem ensina precisa ser provocador e emulador, professor e facilitador e integrado e antenado.”

Na matriz curricular da instituição de ensino dos engenheiros constam formações básica, técnico científica, em engenharias, empresarial e aprofundamento profissional. A carga total é de 4.620 horas em cinco anos. Atualmente o Isitec está com 33 alunos e já se prepara para abrir as inscrições para a segunda turma do curso de Engenharia de Inovação.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

Na manhã do segundo dia do nono Congresso Nacional dos Engenheiros (IX Conse), nesta terça-feira (6/10), em Campo Grande (MS), os trabalhos foram iniciados com o painel “Água e energia”, sob a coordenação de Carlos Monte, consultor técnico do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, e com as palestras do vice-presidente da Sociedade Brasileira dos Engenheiros Florestais (Sbef), Geraldo José dos Santos, do secretário adjunto de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Ricardo José Senna, do professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Luís Sauer, e do secretário de Planejamento e Desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho.

Santos ressaltou a importância suprema dos recursos hídricos por estarem diretamente vinculados à vida das pessoas, por isso, e levando-se em conta o tamanho do País – “temos vários Brasis, e não apenas um” – a gestão de água deve ser por área ou região. “A gestão de recursos hídricos deve ser descentralizada, e contar com a participação do poder público, dos usuários e das comunidades.” Entre as diretrizes desse trabalho está assegurar água de boa qualidade a todas as gerações, observou.

Ele criticou os governos que contingenciam a arrecadação feita em cima da gestão dos recursos hídricos. “Esse dinheiro não pertence aos governos”, critica. Para Santos, o funcionamento do sistema está de mal a muito mal, os governos não dividem o poder, os recursos governamentais ou são inexistentes ou são paupérrimos e a observância das leis está em total atropelo.

Para Santos, colocar a culpa em São Pedro pela crise da água, por exemplo, é ser muito atrevido ou irresponsável. “Não foi para isso que estudamos. Ao contrário, aprendemos a brigar pelas soluções e não passar a terceiros o que é nossa responsabilidade.” A não mudança na condução da gestão atual dos recursos hídricos resulta, segundo Santos, significará, cada vez mais, em crises qualitativa e quantitativa e em criar um clima de instabilidade na sociedade. “Ou mudamos a gestão ou não vamos gostar de ter gerado os nossos filhos", lamentou.

Senna acredita que os problemas na área de água e energia não serão resolvidos, assim como tantos outros, sem a definição de um modelo de desenvolvimento. “Continuaremos patinando nessa questão se não tivermos clareza de como queremos crescer.” Isso significa, exemplificou, o País superar o processo de desindustrialização por que passa e, ao invés de ser apenas produtor de commodities, ser produtor de alimentos ou mesmo caminhar para a indústria de serviços. Ele citou o exemplo dos países asiáticos que investiram fortemente em ciência e tecnologia e, por isso, alcançaram níveis importantes de desenvolvimento e crescimento econômico. “O Brasil, no entanto, continua dependente totalmente do agronegócio.” E prosseguiu: “Por não termos um modelo de desenvolvimento sobra para o setor agrícola resolver os problemas críticos e estruturais da balança comercial do País.”

Geopolítica da energia
Sauer iniciou sua palestra sobre a geopolítica da energia e o pré-sal, apresentando a seguinte questão ao público do Conse: “O que está em debate e em jogo quando se fala em pré-sal?” E completou: “Falta, por parte da sociedade brasileira, termos a exata compreensão sobre esse assunto.” Na sua exposição, o professor mostrou como a apropriação da energia teve um papel essencial em revoluções econômicas e sociais da humanidade. Entre essas, a agrícola, no período neolítico, com a utilização da energia acumulada do sol; a industrial, por volta de 1750, com o uso inicial do carvão, em seguida do petróleo e derivados e a eletricidade, quando se dá a consolidação do modo de produção capitalista.

Por isso, defende, deve-se entender a questão central da posição do petróleo ao lado de outras fontes de energia e de como o combustível fóssil organizou empresas multinacionais, definiu governos, promoveu a criação de organismos de exportadores de petróleo (Opep) para a geração da guerra estratégica sobre o preço do petróleo. Para ele, a Petrobras não deve se submeter à “ditadura da lógica financeira internacional, mas deve focar na capacidade de descobrir petróleo e compreender as tecnologias”. Ele citou, como quadro geral da organização dessa geopolítica, a criação, em 1960, da Opec para garantir renda aos produtores, com o controle de reservas de petróleo da seguinte forma: 85% estavam nas mãos das chamadas international oil companies (IOCs), as sete irmãs; 14% com a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), hoje Rússia; e apenas 1% nas maiores empresas estatais de petróleo e gás do mundo - as chamadas national oil companies (NOCs). Mas, em 2010, tal quadro é revertido consideravelmente: 6% com as IOCs, 6% Rússia e 88% com as NOCs.

Por isso, o professor defende total controle brasileiro em cimas das reservas pré-sal, observando que o melhor modelo de exploração do combustível da camada pré-sal é o de serviços - e não o de partilha -, que garante ao governo federal a prerrogativa de contratar diretamente a Petrobras para produzir petróleo. “Isso nos daria o direito de definirmos o quanto de petróleo queremos produzir para o mercado interno e para a exportação.” E prossegue: “O pré-sal pode ser uma grande fonte de recursos para mudar o País a favor da sociedade brasileira.”

Sauer relaciona algumas ações importantes para o Brasil na área de energia, como a quantificação das reservas do pré-sal, a coordenação da produção com demais exportadores (Opep), Rússia, Canadá e México); construção de um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social tendo o horizonte de quatro décadas; transição energética para fontes renováveis; planejamento do ritmo de produção – petróleo, gás natural, usinas hidrelétricas e eólicas públicas, recursos minerais, principalmente ferro, alumínio; geração de excedente econômico para ajudar no financiamento do projeto de desenvolvimento; garantia de valor e preços dos bens produzidos e exportados, em coordenação com países produtores; planejamento e implementação de infraestrutura produtiva; mecanismos institucionais e empresariais nas esferas de governo - planejar, promover a implementação e operação das atividades no campo da energia, minérios e recursos naturais e, finalmente, debate do papel e estrutura e operação do sistema Eletrobrás e empresas estaduais de energia.

Não se vive sem energia
Para Ventura, fontes renováveis competitivas, e com tecnologias brasileiras próprias devem ser prioridade. Até 2023 o secretário do MME calcula que a energia de hidroelétricas represente 45% da geração de energia limpa nacional, seguido pela energia eólica (26%), biomassa (9%) e solar (5%). Outros restantes 15% serão predominantemente de gás natural (14%) além de nuclear e carvão. O consumo de petróleo deve cair 2%. "Para o decênio 2013/2023 o cálculo total de investimentos necessários é da ordem de R$ 1,2 trilhão, do qual 301 bilhões são calculados para o setor de energia elétrica."

O representante ministerial observa que não dá estruturar o setor energético nacional sem olhar de forma global, porque o maior comércio que se tem é o de energia. “E ele provoca conflitos e guerras porque a sociedade não vive sem energia.” Segundo Ventura, o Brasil tem adotado políticas do setor corretas desde a década de 1970, com a criação de grandes e médias usinas hidroelétricas, com a Eletrobrás, com a prospecção de petróleo no mar com a Petrobras, com o pró-álcool e com o acordo nuclear com a Alemanha, que construiu oito usinas nucleares de 1.245 MW até 1990.

No entanto, ele diz que o mundo ainda não está conseguindo fazer a “lição de casa” de sair da dependência do combustível fóssil. O Brasil, no futuro imediato dos próximos dez anos, prevê dobrar o seu sistema energético dos atuais 133,9 GW para 210,0 GW, em 2024, que demandará investimentos na ordem de 1.407 bilhões de reais.


Confira aqui a programação do evento.



 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









Setores estratégicos ao desenvolvimento nacional, o agronegócio e a indústria foram tema do painel que abriu os trabalhos no IX Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), na tarde de 5 de outubro. As exposições inaugurais foram precedidas de apresentação cultural do grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko, que trouxe música tradicionais de Okinawa, Japão, e ritmos contemporâneos locais. Após serem brindados por mostra da preservação da cultura de imigrantes japoneses – uma das maiores comunidades em Mato Grosso do Sul -, os especialistas apontaram os desafios e oportunidades nos dois segmentos, como a importância de avançar na inovação e combater a desindustrialização em curso. Organizado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e Sindicato dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul (Senge-MS) e sediado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MS), em Campo Grande (MS), o evento segue até amanhã (dia 7). Confira transmissão ao vivo.


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Coordenador de Estudos Pós-graduados em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o professor Antonio Corrêa de Lacerda apresentou as causas e saídas à desindustrialização precoce em curso no País. Segundo ele, o processo é de ordem conjuntural e estrutural, resultado da “ausência de estratégia voltada ao desenvolvimento industrial e de erros básicos na definição de macropreços, sobretudo na política cambial”. De acordo com o professor, o salto no preço internacional das commodities amenizou as desvantagens por um período. Porém, esse cenário mudou e o erro de tentar barrar a inflação com elevação brutal na taxa de juros culminou em desequilíbrio nas contas públicas. Combinado um conjunto de fatores, continuou ele, como corte nas inversões, encarecimento do crédito e retração dos bancos públicos, os efeitos da Operação Lava Jata, “o PIB este ano deve cair 3% e os investimentos, 12%”. Na sua análise, esse quadro deve permanecer em 2016. “Estamos reféns do curto prazo.” Lacerda foi categórico: “O grande desafio é transformar as debilidades brasileiras em logística e infraestrutura em oportunidades e aproveitar o potencial brasileiro. É necessário fazer, para tanto, alianças estratégicas, articular políticas macroeconômicas com setoriais e de desenvolvimento, em contraponto ao rentismo.” Em outras palavras, “reindustrializar utilizando as novas tecnologias e retomar o desenvolvimento com base nesse processo, incentivando a produção”.

Sob esse mote, é crucial garantir sustentabilidade ao agronegócio, sobretudo porque o País terá contribuição fundamental para assegurar segurança alimentar ao mundo. Foi o que demonstrou o diretor executivo de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Waldyr Stumpf Junior. Segundo ele, a expectativa é de que em 2050 o planeta chegue a 9 bilhões de habitantes – hoje são 7 bilhões. “A projeção é de crescimento da demanda de alimentos de 62%. É um desafio e uma oportunidade fantástica ao Brasil, que tem grandes vantagens competitivas. Temos área total de 850 milhões de hectares e capacidade de expansão em torno de 100 milhões.” Citando exemplos de ações que vêm sendo feitas pela Embrapa, em sua preleção, ele apontou a importância da pesquisa e tecnologia na obtenção de ganhos de produtividade sem necessidade de “abrir novas áreas”. Stumpf, contudo, reiterou a premência de solucionar a questão da logística, um dos gargalos a esse desenvolvimento.

Renato Roscoe, presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul, apontou ainda, entre outras, as demandas por reduzir as barreiras burocráticas, aproximar academia e setor produtivo e “desamarrar” o processo de financiamento à ciência, tecnologia e inovação (C, T & I). E complementou: “Se não tivermos um sistema de C & T robusto, perderemos oportunidades. É preciso modernizar a pesquisa e inovação no País.” Representando Arnaldo Jardim, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Delson José Amador destacou a importância dos engenheiros brasileiros nesse processo. Nessa direção, José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), enfatizou a urgência de se valorizar o planejamento e projeto e, portanto, o profissional da categoria. “Sem engenheiro não se faz desenvolvimento.” O painel foi coordenado pelos diretores da FNE José Luiz Azambuja e José Ailton Ferreira Pacheco.

Soraya Misleh
Imprensa SEESP






A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) acaba de lançar o mais recente estudo com o perfil da profissão durante o Congresso Nacional dos Engenheiros, em Campo Grande. A publicação foi apresentada pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro, instantes antes do início das atividades da tarde, nesta segunda-feira (5/10). Amanhã (6), José Silvestre de Oliveira, coordenador do Dieese, apresentará os dados durante a mesa "Valorização profissional e da engenharia nacional", às 16h15, que também terá a participação de José Tadeu da Silva, presidente do Confea, entre outros nomes.

 

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A análise, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), demonstra uma expansão de 87,4% nos empregos formais em Engenharia, no período de 2003-2013. Ou seja, o salto foi de 127,1 mil para 273,7 mil postos com carteira assinada no País. O crescimento foi superior ao crescimento do emprego geral no Brasil nesta década, que foi de 65,7%.

Apesar dessa evolução favorável, dados de movimentação do emprego formal do Caged já apontavam relativo desaquecimento do mercado de trabalho formal para os profissionais da engenharia. Em 2013, foram gerados 2,8 mil postos de trabalho, 4,6 mil a menos do que em 2012, quando haviam sido criados 7,4 mil. Já em 2014, o saldo entre admitidos e desligados foi negativo, com perda de mais de 3 mil empregos.

Para a FNE, a década observada é exatamente o período de maiores investimentos públicos e privados e de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), conforme propunha o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Ou seja, a partir do estímulo à produção, ao incremento da infraestrutura nacional, da oferta de crédito e de políticas de distribuição de renda, o País pôde prosperar e isso se refletiu diretamente no emprego da categoria.

De acordo com Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do FNE, as informações devem ser interpretadas de duas formas: “Uma é que chama atenção a posição conquistada pela engenharia ao longo de uma década, após amargar cerca de 25 anos de ostracismo. A segunda é que devemos lutar para evitar que a profissão perca o protagonismo alcançado. É responsabilidade da engenharia unida oferecer saídas à crise econômica enfrentada pelo País e fazer ver aos nossos governantes, parlamentares e líderes empresariais que a solução está no desenvolvimento, na produção e no apoio à inovação e à produtividade”, declarou.

Recortes
A pesquisa completa mostra ainda que a distribuição regional do emprego – tanto dos engenheiros quanto do total de empregados formalmente vinculados – não apresentou alterações significativas no decorrer da década 2003-2013: em ambos os momentos, a maior parte dos vínculos concentra-se na região Sudeste. No caso dos engenheiros, quase dois terços dos 273,7 mil postos de trabalho em 2013 – 61,5% – estão localizados no Sudeste; 14,4% na região Sul; e 13,3% na Nordeste. Nas regiões Norte e Centro-Oeste estão 10,7% dos empregos desses profissionais.

Considerando-se as diversas modalidades, os engenheiros civis foram os que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal no período. Dos cerca de 127 mil postos gerados entre 2003 e 2013, quase 38 mil o foram nessa especialidade. O segundo grupo mais relevante foi o dos engenheiros industriais, de produção e de segurança, com mais de 25,5 mil ocupações criadas, seguidos dos engenheiros mecânicos, com 16,6 mil. Os postos de trabalho criados nessas três famílias ocupacionais responderam por quase 80 mil empregos a mais, ou seja, 62,6% do crescimento do emprego formal da engenharia entre 2003 e 2013.

Apesar de ser uma categoria majoritariamente masculina – em 2013, os homens representavam 79,2% do total dos profissionais da engenharia empregados no Brasil –, as mulheres engenheiras vêm aumentando sua participação ao longo do período analisado. Em 2003, representavam 16,8% do total de profissionais; em 2009, já eram 18,7%; e em 2013, chegam a 20,8%.

Imprensa FNE




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