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Na série especial de entrevistas pelos 80 anos do Sindicato dos Engenheiros no Estado De São Paulo (SEESP), o ex-presidente Allen Habert, que este a frente da entidade entre 1986 e 1989 e, atualmente, é diretor de Articulação Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). Durante o bate-papo, o dirigente lembrou de momentos marcantes de sua gestão como o sequestro dos engenheiros da Petrobras.

Foi em sua gestão que surgiu o Conselho Tecnológico do SEESP, em 1987, quando também foi criado o prêmio da Personalidade em Tecnologia, atualmente o principal prêmio de tecnologia do País. Para Allen Habert, o Brasil vive um dos momentos mais maduros de sua democracia e as oito décadas de existência do Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo, é um reflexo disso.

“Esses 80 anos nos anima muito a e a gente conclama, convida todos os profissionais, engenheiros e não engenheiros, a cerrar fileira conosco no sentido de poder melhorar a qualidade de vida dos nossos profissionais, da nossa população”, disse.

Habert mencionou, ainda, a riqueza material e a imaterial ao citar a cultura do brasileiro. “Esse país é excepcional. É um país ímpar no planeta, um país que tem a maior biodiversidade, que tem a maior quantidade de água, um subsolo invejável, mas, principalmente, constituiu um povo com grande diversidade e uma tolerância e um diálogo interno inédito nas outras democracias. Esse vigor nos dá a certeza que nós entramos definitivamente num processo civilizatório democrático, irreversível no Brasil”, completou.

Sequestro
Em 1989, quando três engenheiros da Petrobras foram sequestrados pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), na Colômbia, quando o país vizinho discutia a nacionalização do petróleo. “Eles queriam negociar com o movimento sindical brasileiro”, recordou.

Por isso, Habert foi quem coordenou as negociações com os seqüestradores, pessoalmente, na Colômbia. Após quatro dias, o então presidente do SEESP conseguiu negociar e cumprir as exigências para a libertação dos trabalhadores que, de acordo com Allen, eles pediram um avião, a não interferência do governo colombiano e a não invasão em seu território por parte do poder local.

“Foi uma demonstração de solidariedade que o movimento sindical exerce permanentemente e de que é muito importante a nossa atuação na América Latina. É um continente que necessita muito da engenharia, da ciência, tecnologia e inovação. O Brasil deu uma enorme contribuição nesse sentido”, comentou.

Outro ponto recordado, foi  o fato de que o SEESP foi a primeira entidade sindical a conquistar o direito para a categoria de 12 dias, ao ano, para a requalificação profissional: “Após 25 dessa conquista, o sindicato ainda luta para que esse benefício possa ser estendido aos demais 12 milhões de profissionais com nível universitário em todo o País”.

CNTU
Com relação ao trabalho que vem desempenhando na CNTU, frisou que atualmente as 100 entidades sindicais de economistas, engenheiros, farmacêuticos, médicos, nutricionistas e odontologistas, reunidos nas cinco federações que compõem a CNTU, conversavam entre si e que “ao longo dos últimos cinco anos criamos um RG comum, uma plataforma de visão sobre o País e sobre nossas categorias que nos uniu e que e fará uma grande diferença”.


Assista a íntegra da entrevista especial:





Deborah Moreira
Imprensa SEESP






A proposta de constituição de um Sistema Nacional de Educação Continuada dos Profissionais Universitários, que integra as preocupações e propostas da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), por meio do programa Brasil Inteligente, já está nas mãos do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e deve resultar em nova reunião para debater sua importância, viabilidade e modo de implementação. O documento foi entregue no dia 21 de agosto, em São Paulo, pelo diretor de articulação nacional da central, Allen Habert, quando foi possível uma primeira conversa sobre a importância da proposta para promover a ciência e tecnologia em diversas áreas da formação.

Para assegurar tempo e respeito aos professores, a CNTU, propõe uma lei que garanta ao menos 12 dias por ano (96 horas) de licença remunerada para que os profissionais possam se dedicar à educação continuada. Isto significa 5% dos dias úteis trabalhados. Propõe-se ainda a criação de um fundo de financiamento ao programa, contando com recursos públicos e privados, com amparo também na Constituição Federal, artigo 218, parágrafos 3º e 4º, que preveem estímulo ao investimento em recursos humanos.

O ministro já solicitou o agendamento de audiência sobre o assunto e também foi convidado a fazer uma palestra sobre o tema "Inovação e Desenvolvimento" na CNTU em São Paulo, no próximo dia 9 de novembro.

Para Allen Habert, esse encontro foi o início de uma nova etapa da caminhada para a conquista dos 12 dias de educação continuada, remunerados, em todo o país e um estímulo para a campanha Brasil Inteligente.

 

Imprensa – SEESP
Informação da CNTU



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