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A indústria ferroviária, representada por sua entidade de classe, a Abifer, foi recebida pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, em 17 de junho último, em Brasília. “Foi um encontro positivo, onde colocamos que o setor cresce na medida em que o transporte ferroviário se expandir”, informou o presidente da entidade, Vicente Abate, esclarecendo que isso se refere à carga e passageiros.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Vicente Abate 
Abate é categórico: "Indústria brasileira está preparada para modernizar vagões e locomotivas no País" 


No encontro, foi discutida a repactuação das concessões atuais para que as permissionárias consigam fazer maiores investimentos. Abate lembrou que o Programa de Investimento em Logística (PIL), segunda edição, lançado em 2015, prevê investimentos da ordem de R$ 86 bilhões nas ferrovias. “Esses recursos já estão acontecendo, mas podem avançar mais com as repactuações.” Ele explica que as empresas se sentem mais seguras em aplicar recursos com um prazo maior para amortização desses investimentos. “Não é um prazo seguro ter apenas dez anos pela frente, ter mais 30 anos é melhor”, observa. Por isso, salienta, a Abifer dá apoio total à prorrogação dos contratos atuais das concessionárias ferroviárias do País. “Nessa reunião, deu para perceber que o governo entende que isso leva a novos investimentos e ao crescimento de todos”, garante.

Frota moderna e competitiva
Outro item da audiência com o Ministro foi a renovação da frota ferroviária. “É um tema que estamos tratando há mais de dois anos junto ao governo e às próprias concessionárias.” Segundo ele, estudos a respeito foram feitos há dois anos com o governo, mas ainda não saiu do papel. "As eleições de 2014 e o ajuste fiscal interromperam esse processo", lamenta. Mas agora, diz, o assunto voltou à baila. "Sabemos que está em elaboração, inclusive, uma medida provisória (MP) que dispõe sobre a venda da frota, por parte das concessionárias, com mais de 40 anos de uso e com a obrigação de aplicar o que for levantado nessa venda em vagões e locomotivas e na própria manutenção das vias permanentes." E completa: “Tirar essa frota antiga ineficiente por uma mais moderna significa ganhar produtividade."

Abate explica que dos cerca de 120 mil vagões existentes no País, 40 mil têm idade avançada de mais de 40 anos - a vida útil desse equipamento, em média, é de 30 anos. “A proposta é trocar esses 40 mil por equipamentos mais modernos numa quantidade equivalente a 18 mil. Ou seja, você teria melhor rendimento com produto mais moderno que tem menor peso, o que confere maior velocidade de carga e descarga. Faríamos com 18 mil o que se faz hoje com 40 mil.” 

Esses vagões, esclarece, como são antigos, não têm a tecnologia atual e pesam de cinco a dez toneladas a mais do que os modernos. “Conseguimos transformar em capacidade útil de carga quando se reduz o peso do vagão e se tem sistemas automatizados de carga e descarga. Fora isso, os vagões antigos eram usados para qualquer tipo de carga, hoje eles são customizados – isso dá uma produtividade maior também”, defende. E acrescenta: “Existe uma obsolescência natural ao longo de 30 anos.”

No caso das locomotivas, prossegue o empresário, é a mesma coisa. A frota atual é de 3.600 unidades, dessas, 1.400 têm mais de quatro décadas. “Nesse caso, estamos querendo trocar 1.400 por 600 novas locomotivas, com potência de 4.400 HP ante 1.200 HP das antigas. Elas também significam redução de consumo de combustível e admitem o biocombustível. “E estamos falando de vagões e locomotivas totalmente fabricados no Brasil. Isso é importante.”

A indústria brasileira, garante Abate, está preparada para esse desafio com qualidade e competitividade. “Num programa de renovação de frota, o nosso setor trabalha com a previsibilidade de fabricar um número definido de vagões ou locomotivas, com regularidade de entrega.” Para ele, tal situação significa movimentar a economia do País de forma vigorosa, com a geração de empregos, maior arrecadação de impostos e melhor desenvolvimento das ferrovias. “Todos ganham.”

Como ele informa, hoje a indústria ferroviária emprega cerca de 20 mil pessoas diretamente das quais oito mil estão ligadas à fabricação de vagões e locomotivas. “Prevemos para essa renovação mais dois mil empregos diretos, desde emprego de fábrica até engenharia de produção, de projeto e outras.” E finaliza: “Temos total capacidade de produção desses veículos, ajudando todos crescerem e ganharem.”


Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Colaboração Soraya Misleh








 

A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2015. O setor entregou 4.683 vagões de carga (75 para exportação), 322 carros de passageiros (78 para exportação), além de 129 locomotivas (6 para exportação), índice histórico de fabricação no Brasil. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 6,2 bilhões, um crescimento de 10,7 % em relação a 2014, que fechou em R$ 5,6 bilhões.

A indústria brasileira fechou o ano de 2015 com acréscimo de 60% de locomotivas fabricadas, em relação a 2014, em que foram entregues 80 unidades. Estabilidade marcou a produção de vagões, comparada às 4.703 unidades fabricadas em 2014. Já a entrega de carros de passageiros oscilou negativamente frente às 374 unidades de 2014, cuja diferença já está adicionada ao volume previsto para 2016.

As projeções para 2016 apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (50 para exportação), 473 carros de passageiros (72 para exportação) e 100 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento total. As exportações de componentes de veículos e de materiais para via permanente serão também alavancadas com a consolidação do câmbio favorável.

“A premente necessidade de novas ferrovias no País e a melhoria das existentes, a partir de primordiais investimentos públicos e privados, demandarão um permanente desenvolvimento local de competências tecnológicas para a produção no Brasil dos veículos e sistemas ferroviários. Capacidade instalada, alta tecnologia e mão de obra especializada não faltam à indústria ferroviária brasileira, que tem dedicado o melhor dos seus esforços para colaborar com o desenvolvimento social e econômico do Brasil, gerando bons empregos e renda ao trabalhador brasileiro e maior produtividade às concessionárias de carga e de passageiros”, enfatiza o presidente Vicente Abate, presidente da Abifer.

 

 

Fonte: Abifer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ampliação e modernização de frotas e linhas existentes são algumas das soluções que estão sendo colocadas em prática para sanar os gargalos de infraestrutura, segundo Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Em nove das maiores regiões metropolitanas do Brasil, o tempo médio gasto no trânsito é de 82 minutos, segundo estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O crescimento desordenado das cidades e o excesso de veículos têm sido os principais entraves para o desenvolvimento socioeconômico. A chave para solucionar os problemas de infraestrutura do País está na mão da mobilidade urbana, conceito que o Governo Federal, em parceria com instituições e empresários, vem tentando colocar em prática para superar os gargalos logísticos.


Foto: Imagem de Internet
Trempassageirohome
Em nove das maiores regiões metropolitanas do Brasil,
o tempo médio gasto no trânsito é de 82 minutos

 

Considerada uma das protagonistas dos meios de transportes por ser uma alternativa eficiente em termos de locomoção, as ferrovias têm recebido diversos investimentos. Segundo a ANPTrilhos, entidade apoiadora da NT Expo - 18ª Negócios nos Trilhos, principal evento do setor metroferroviário da América do Sul, existem mais de 20 projetos voltados ao setor, que estão divididos entre implantação de novos sistemas, ampliação e modernização das linhas existentes e ampliação da frota.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o Governo do Estado empenhou esforços para renovar quatro linhas do sistema de trens urbanos; ampliar e modernizar as linhas de metrô e construir as linhas 3 e 4 de metrô para atender à demanda das Olimpíadas de 2016. Além disso, serão integradas seis linhas de VLT ao projeto do Porto Maravilha, que além de contribuir para a melhoria da infraestrutura de transporte, irá ajudar na revitalização de toda a área central da cidade.

Já em São Paulo serão entregues duas novas estações da Linha 4-Amarela e as obras de modernização das linhas da CPTM devem ser concluídas. Na Baixada Santista, o VLT já está sendo testado em São Vicente. Também estão em construção os monotrilhos das linhas 15-Prata e 17-Ouro e a expansão da Linha 5-Lilás, segundo a associação. No nordeste do País, o Metrô Bahia deve entregar ainda este ano o primeiro trecho da Linha 2, que vai da estação acesso Norte à estação Rodoviária, com 2,2 km. O segundo trecho desta linha deve ser entregue em 2016, com quatro novas estações, somando mais 6,5 km de vias.

A superintendente da ANPTrilhos também informou que a CBTU está fazendo obras de melhorias em seus sistemas de João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Recife (PE), com conclusões previstas até o ano que vem. O Governo do Ceará está com obras em andamento em Fortaleza, com ampliação de linhas e a construção do VLT. Além disso, ainda estão em andamento as construções dos VLTs de Cuiabá (MT) e Goiânia (GO). Espera-se ainda a licitação para a expansão do metrô de Brasília e conclusão de três estações; o trem Brasília-Luziânia; e os trens regionais de São Paulo.

“Apesar do ajuste fiscal do Governo Federal, que reflete na restrição dos orçamentos dos Estados, acreditamos que os investimentos em mobilidade urbana serão conservados para afirmar que os projetos já iniciados sejam finalizados, garantindo a ampliação da mobilidade urbana dos principais centros, a melhoria da qualidade ambiental das cidades e da qualidade de vida dos brasileiros”, conta Roberta Marchesi.

A NT Expo - 18ª Negócios nos Trilhos acontece nos dias 3, 4 e 5 de novembro próximo, na Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, SP).



Imprensa SEESP
Fonte: Associação Brasileira da Indústrias Ferroviária (Abifer)










 

A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2014. O setor industrial produziu e entregou 4.703 vagões de carga, 374 carros de passageiros e 80 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 5,6 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões.

Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana. A fabricação de locomotivas se manteve estável frente às 83 unidades de 2013.

Para 2015, as projeções apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (75 para exportação), 420 carros de passageiros (90 para exportação) e 90 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento. Para os próximos anos, o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, a ampliação da malha ferroviária de cargas e a continuidade dos investimentos no setor de passageiros demandarão mais serviços para a indústria ferroviária instalada no Brasil.

“A indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na construção, expansão e modernização de suas fábricas. Os investimentos da indústria, previstos para o triênio 2014/2016, situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes”, afirma o presidente da associação, Vicente Abate.



Fonte: Abifer








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