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26/05/2022

Impedir privatização da Sabesp é uma luta da engenharia, destaca Rodolfo Costa e Silva

 

Soraya Misleh/Comunicação SEESP

 

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, recebeu nesta quinta-feira (26/5) em seu programa quinzenal “No Ponto” o ex-deputado, engenheiro sanitarista e consultor Rodolfo Costa e Silva. A transmissão, como de praxe, ocorreu pelo canal do sindicato no Youtube e sua página no Facebook. No ensejo, foi abordada a importância do saneamento público universal, com ênfase para os efeitos danosos da intenção de se privatizar a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, objeto da campanha “Sabesp eficiente, saúde para o povo paulista”.

 

Murilo destacou ao início que essa é a maior empresa de saneamento do País e que “seguiremos ombro a ombro para defendê-la”. Costa e Silva explicou os riscos que se correm com a proposta de venda da Sabesp à iniciativa privada, com prejuízos particularmente “a quem trabalha na área tecnológica, ao engenheiro”.

 

“Os países desenvolvidos têm interesse nesse processo para transportar tecnologia para cá. Quando se tenta privatizar uma empresa como essa, um monopólio incrível, destrói-se o mercado de saneamento”, destacou. “A Sabesp tem 15 mil funcionários. Só uma empreiteira tem muito mais, o mercado em torno dela é gigantesco.” Assim, vaticinou: “Esta é uma luta patriótica, uma luta da engenharia, não corporativa.”

 

Ilustrativo, conforme Costa e Silva, é o que ocorreu em Buenos Aires, Argentina, após a privatização do saneamento. “Todos os projetos passaram para a Espanha e França, e grande parte das empresas de consultoria fecharam, tiveram que comprar táxis para poder trabalhar.” Ele alertou: “Imagine a Sabesp só comprando hidrômetro de um país estrangeiro, é a destruição da empresa e da engenharia nacionais.”

 

O especialista citou ainda as consequências deletérias das privatizações no setor em outras cidades brasileiras. Em Teresina (PI), revelou, “155 municípios no interior foram abandonados, vamos ver a mortalidade infantil crescer e as tarifas aumentarem”. Já Manaus (AM), em 22 anos desde a desestatização, alcançou apenas 26% de esgotamento sanitário. E Cabo Frio (RJ) “tem contaminação do canal gigantesca”.

 

Assim, concluiu: “Saneamento é um monopólio natural muito especial, a sociedade paulista está contra a privatização, sabe que a tarifa vai aumentar e a social vai acabar. Temos que divulgar isso para a população e esclarecer as empresas nacionais que são elas que correm riscos.” A campanha ““Sabesp eficiente, saúde para o povo paulista” tem atuado nesse sentido. A luta conta com a participação ativa do Fórum das Entidades. Além disso, Costa e Silva informou que no dia 31 de maio será lançada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a Frente Parlamentar contra a Privatização da Sabesp.

 

Murilo anunciou a pretensão do SEESP de realizar um grande evento com a participação de especialistas para ampliar o engajamento a essa campanha. “Temos que lutar contra a privatização da Sabesp em benefício de todos nós, engenheiros, população, Estado e País. Temos que convencer a sociedade, os profissionais e o Parlamento.”

 

A empresa, como observou Costa e Silva, tem 50 anos de vida e não se pode abrir mão desse patrimônio “sem preocupação com os resultados”. E finalizou: “Vamos nos unir. Estamos juntos para ajudar o sindicato a cumprir seu papel extremamente importante nesse processo. Os engenheiros não podem ficar de fora.”

 

Confira o programa “No ponto” com a participação de Rodolfo Costa e Silva na íntegra:

 

 

 

Lido 168 vezes

Comentários   

# EngenheiroArnaldo Freitas 27-05-2022 10:14
Nenhuma entidade representativa das concessionárias estaduais e municipais foi chamada para essa reunião:

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/05/16/cumprimento-de-metas-do-marco-do-saneamento-sera-discutida-na-cae
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