Aconteceu na tarde de quinta-feira (10/8), no segundo andar do SEESP, na capital paulista, uma atividade para contribuir com a ampliação do debate sobre automação de veículos e cidades inteligentes. O evento foi promovido pelo Conselho Assessor de Transporte e da Mobilidade Urbana do SEESP, em parceria com a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP) para a América Latina e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).
Foto: Beatriz Arruda
Da esq. para a dir., Tristão, Pieracciani, Fernandes, Krichanã e Garcez.
Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho e presidente da UITP América Latina, que vem guiando as discussões no sindicato sobre a eletrificação das frotas do transporte coletivo em todo o mundo, apontou, ao abrir o evento: “Vertente que não está mais no campo da ficção é a dos carros autônomos. Já tem teste, e isso vai acontecer também aqui no Brasil. Os subprodutos da automação já estão em uso.”
O veículo autônomo vem sendo objeto de pesquisa em universidades e gigantes da tecnologia como Google, Uber e, no setor automotivo, Mercedes. No País, há algumas experiências financiadas atualmente por institutos de pesquisa como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados (INCT-SEC).
Apesar de ainda ser muito embrionário, os palestrantes convidados contaram que há muitos avanços e caminhos apontados que precisam de reflexão, como o fato de as cidades estarem preparadas para receber carros como esse. Não somente a padronização de vias e placas, como mudanças acentuadas na programação de semáforos ou até mesmo a eliminação deles, uma vez que os carros é que terão sensores inteligentes para frear quando necessário.
Para dar início às discussões, o diretor-geral do Isitec, Saulo Krichanã Rodrigues, ressaltou a necessidade de mudar a maneira de adquirir conhecimento, falando da criação do instituto e das demandas nacionais ao alcance de processos inovadores. Para tanto, apresentou alguns indicadores internacionais que medem o desenvolvimento dos países, levando-se em conta estrutura, eficiência e grau de inovação. O Brasil, como lembrou, está muito atrás. Em um rol de 90 nações, está em 81º lugar.
“O conhecimento, embora cada vez mais virtual, é alimentado por um conhecimento gerado nas universidades. Durante muitos anos se discutiu o que seria o profissional de engenharia no século XXI. E a aposta do sindicato foi desenvolver um estudo do perfil de quem estava trabalhando com inovação. Foi então que surgiu um projeto e se discutiu com diversos parceiros um novo modelo de ensino para a engenharia. O sindicato então decidiu criar seu próprio curso”, destacou o diretor do Isitec, que desde 2015 oferece vagas para a graduação em Engenharia de Inovação.
Tendências
Em seguida, o consultor em tecnologia Valter Pieracciani, diretor da Pieracciani Consultoria, fez uma palestra sobre tendências tecnológicas selecionando 29 delas, como inteligência artificial, realidade aumentada, nanotecnologia, computação quântica, biometria, robótica, tecnologias vestíveis, tecnologias limpas, impressoras 3D, entre outras. Cada uma estava representada em um minipôster. Todos foram colados na parede. Após explicá-las, desafiou a plateia a aplicar “o montante de R$ 500 mil em tecnologias a sua escolha”, representado por adesivos coloridos. “Vamos fazer uma pesquisa que vai responder a pergunta que todos fazemos: quais são as tecnologias que vão chacoalhar as nossas vidas”, indagou o palestrante. Ao final, ele apontou as que têm mais investimento, como internet das coisas e nanotecnologia – confira o ranking com as tecnologias mais votadas, no documento anexo, ao final da matéria.
Rogério Santana Tristão, sócio-fundador e diretor comercial da Geocontrol , encerrou a atividade contando a sua experiência na empresa, que oferece soluções para o Exército Brasileiro, especificamente para os blindados guaranis e fabricação de notebooks para a Brigada Paraquedista. Há 18 anos no mercado, parte da companhia (33%) foi adquirida há dois anos pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).
Ele lembrou que, apesar de ainda não ser realidade nas grandes cidades, alguns carros comercializados já possuem aplicações, os chamados semiautônomos, como o detector de faixa, o sistema "siga-me", que faz com que o carro faça a mesma trajetória do carro à frente, com igual velocidade; detecção de comportamento do motorista sob estado sonolento; e piloto automático.
Para desenvolver produtos como esses, a Geocontrol criou uma startup de desenvolvimento e divisão computacional e inteligência artificial, a Motora, que mantêm uma parceria com o Laboratório de Engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo, que há oito anos atua com uma linha de pesquisa sobre o tema.
Como explicou, "a base para que o carro autônomo funcione é formada por visão computacional baseada em câmeras estereoscópicas e laser, chamado sistema velodyne, um nicho que fica no teto do carro que funciona como scanner". “O velodyne escaneia poste, gente, rua, placa, cachorro, vai pegando tudo em volta e vai entendendo todo o ambiente por onde passa. Para o veiculo autônomo se deslocar, faz primeiramente uma rota, a partir de GPS, e depois, vai aprendendo com as próximas viagens, por sensores e câmeras, entendendo o que são os elementos em volta. Se tiver um engarrafamento, ele vai parar, se entrar uma pessoa na sua frente, ele vai parar”, detalhou Tristão, que mostrou um vídeo sobre uma experiência realizada com o carro, que percorreu 74 quilômetros entre Vitória (ES) e Guarapari (BA).
Carlos Alberto Guimarães Garcez, vice-presidente do SEESP, que também integrou a mesa, fez uma saudação a todos os presentes, lembrando o papel da entidade no debate sobre temas relacionados à inovação.
Confira as apresentações:
Isitec
Consultoria Pieracciani
Ranking com resultado da pesquisa sobre tendências tecnológicas
Geocontrol - carro autônomo
Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Começou nesta quinta-feira (10/8) a instalação do cabo submarino de fibra óptica do Sistema de Cabo do Atlântico Sul (SACS, na sigla em inglês para South Atlantic Cable Sytem), a partir da costa de Angola, em Sangano, município da Quissama. Trata-se do primeiro cabo desse porte a ser instalado abaixo da linha do Equador, que conectará a cidade de Fortaleza, no Ceará, a Luanda, em Angola, África, pelo Atlântico Sul.
Foto: Divulgação Angola Cables
Ao todo, o processo de instalação do cabo até sua chegada à costa cearense deverá levar cerca de quatro a cinco meses. Para marcar a data, foi realizada uma cerimônia de lançamento do cabo em alto mar em que diversas autoridades locais participaram, como o ministro de Telecomunicações e Tecnologia de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, além de uma comitiva brasileira do governo do estado do Ceará, incluindo o governador Camilo Santana.
A extensão total do cabo será de 6 mil quilómetros e terá capacidade de pelo menos 40 Tbps, o que equivale dizer que com a velocidade que passará pelo novo cabeamento do Atlântico Sul será possível baixar um filme de um 1 gigabyte em menos de 0,03 milissegundo. Ou seja, está se falando em velocidade luz, já que a troca de informações entre os dois continentes será feita em até 63 milissegundos, mais rápida que um piscar de olhos.
Segundo António Nunes, CEO Global da Angola Cables, responsável pela iniciativa, a etapa atual de instalação do cabo em águas rasas é uma das mais importantes do empreendimento, por exigir a participação de diversos especialistas: “A instalação do SACS em alto mar irá envolver a participação de engenheiros, profissionais de TI e mergulhadores profissionais para que o cabo realmente seja fixado com segurança em solo marítimo”, conta Nunes.
Ainda de acordo com o executivo, o SACS traduz a capacidade da companhia de encontrar soluções para problemas ainda inexistentes, uma vez que o cabo foi projetado e desenvolvido para atender a demanda de dados das próximas gerações.
“Durante dois meses fizemos o mapeamento completo do terreno onde o cabo será instalado no Atlântico Sul. Dessa forma, definimos o melhor caminho a ser percorrido, evitando possíveis rupturas que ele possa sofrer devido às movimentações rochosas do solo”, afirma.
O que chama a atenção é que a mesma empresa (privada) é responsável por outros empreendimentos grandiosos no setor: o cabo Monet, que ligará Miami, nos Estados Unidos a Santos, passando também por Fortaleza - com as participações do Google, Algar Telecom e Antel (Uruguai) - ; e a construção de um data center internacional, em Fortaleza, que servirá para reunir cabos submarinos de fibra óptica. Em construção, ele iniciará suas operações no primeiro semestre de 2018. Os dois empreendimentos totalizam US$ 300 milhões em investimentos.
Em março de 2012, a Telebras firmou um contrato com a empresa angolana em cerimônia no gabinete do então ministro das Comunicações Paulo Bernardo. No entanto, alegando problemas de orçamento, a companhia brasileira deixou o empreendimento para a multinacional.
Com informações da Angola Cables e agências
(publicado por Deborah Moreira)
Na entrevista desta semana, no JE na TV, programa televisivo produzido pela Comunicação do SEESP, a ambientalista Viviane Rodrigues Reis, da Agência Ambiental Pick-upau, que falou sobre as aves brasileiras durante o Eco SP 2017. Na conversa com o apresentador Fabio Pereira, ela contou um pouco do levantamento realizado na região de Ubatuba, onde há grande concentração de vegetação da Mata Atlântica, sobre a quantidade de espécies de aves, até agora 173. Porém, o município tem registro oficial de cerca de 500 tipos de aves. "Ainda temos muito o que investigar", disse.
Na Reportagem da Semana, o debate em torno da Lei de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, que não vem sendo seguida. Entre outros pontos, a norma regula a mudança do combustível fóssil dos ônibus coletivos para 100% renováveis até 2018.
Na coluna semanal No Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre a importância da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, presidida pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), e as diversas frentes estaduais que estão sendo criadas para agir localmente.
O JE na TV vai ao ar às segundas-feiras online pela TV Aberta São Paulo, às 19h30. Também nos canais 9 – NET, 75 – TVA, 186 – TVA Digital e em mais de 50 cidades de todo o Estado. Além disso, as edições estão disponíveis no site do SEESP e no canal do sindicato do Youtube.
Assista abaixo a edição completa desta semana, que foi ao ar inicialmente na segunda-feira (10/7) :
https://www.youtube.com/watch?v=uDFxM8gX_1c
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)
Na entrevista do JE na TV desta semana, a bióloga e pesquisadora Lídia Maria Ruv Carelli Barreto, professora da Universidade de Taubaté, fala sobre o trabalho com apicultura na região do Vale do Paraíba. Ela ressaltou a importância das abelhas para o meio ambiente e fez um alerta sobre a morte desse tipo de inseto causada pelo uso inadequado e excessivo de agrotóxico. "As abelhas são responsáveis pela continuação da vegetação no planeta. A geração de alimentos no mundo, 75% do que se produz no mundo, depende da polimização das abelhas", enfatizou.
No interior de São Paulo, por exemplo, ela lembrou que já há registros de perdas grandes na produção de cana por conta da morte de abelhas causadas por inseticidas.
Na região do Nordeste, por exemplo, existe uma interação muito intensa das abelhas com a produção de melão. "Alugam-se colmeias para que sejam produzidos melões com mais qualidade, com maior concentração de açúcar para formar um bom melão", exemplificou.
A matéria traz um alerta sobre o amianto, substância proibida em mais de 160 países. No entanto, países como o Brasil ainda produzem materiais feitos de amianto, como telhas, caixas d'água, paineis que são utilizados como coberturas e pisos.Na seção No Ponto, o presidente do sindicato Murilo Pinheiro fala da importância da formação dos profissionais. Para contribuir com isso, o SEESP criou o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).
O JE na TV vai ao ar às segundas-feiras online pela Tv Aberta São Paulo, às 19h30. Também nos canais 9 – NET, 75 – TVA, 186 – TVA Digital e em mais de 50 cidades de todo o Estado.
https://www.youtube.com/watch?v=qjuvc1kMYO0&feature=youtu.be
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)
Os clientes da AES Eletropaulo estão pagando mais caro pelo consumo da energia elétrica a partir desta terça-feira (4/7). Em média, o valor da conta de luz aumentou 4,48%. No entanto, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) referentes ao reajuste autorizado no último dia 27 de junho, a tarifa subiu 5,37% para as residências e 2,37% para as indústrias.
Essa elevação está sendo aplicada a 20,1 milhões de clientes em 24 cidades. Desse total, 6,9 milhões estão localizados na Região Metropolitana de São Paulo e o restante nos municípios no oeste do Estado.
A AES Eletropaulo responde pela distribuição de 34,1% da energia consumida no Estado, um universo que representa 9,8% do consumo nacional.
Com informações da Agência Brasil
(publicado por Deborah Moreira)
A economia brasileira vem encolhendo desde 2014. O PIB per capita caiu 9% no período, ou seja, o valor da riqueza corrente, se dividida pela população, diminui. Em 2017, a queda continuará e poderá ultrapassar 10%, pois a economia permanecerá estagnada, enquanto a população crescerá. Essa perversa dinâmica recessiva continuará a gerar, para a maioria, desemprego, arrocho salarial, informalidade, pobreza e desigualdade. Nessa situação, a visão de futuro fica opaca, e as incertezas aumentam.
Para os setores que construíram e viabilizaram o atalho para a mudança do poder central, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff teria poder para reverter as expectativas, e o otimismo mobilizaria a vontade do capital, especialmente internacional, para investir e ampliar a capacidade produtiva da economia brasileira. O País voltaria a crescer, o que faria com que fossem esquecidos os ataques e as violências às instituições, que deixaram claro a parcialidade da democracia no Brasil.
Os fatos que continuam a aprofundar a crise política indicam que há outros motivos para a tomada do atalho institucional. O tortuoso enfrentamento busca viabilizar dois objetivos de grupos e forças econômicas e políticas: fugir do caminho das punições e da cadeia e perpetrar os desvios.
A grave crise institucional amplia os desentendimentos e detona as pontes capazes de abrir caminhos para viabilizar um futuro melhor e fazer com que o País atinja outro patamar de relação entre os setores privado e público. Há muitas práticas a serem extirpadas no mundo das empresas e do Estado e muitas pessoas a serem punidas. Isso vai longe!
A questão é que o combate à corrupção atinge o setor produtivo privado e público, bem como as instituições do Estado que coordenam e financiam investimentos, envolvem dirigentes empresariais e públicos e afetam as práticas de governança. O combate à corrupção trava, no curto e médio prazo, a produção econômica, já debilitada pela recessão.
A experiência internacional e histórica mostra que não se acaba definitivamente com a corrupção. O que se faz é construir instituições e práticas para combatê-la e punir de maneira permanente e incondicional. A transição entre a situação presente – de reconhecimento da amplitude e profundidade do horror que a corrupção produz e identificação dos sujeitos que a promovem – e o futuro deve passar por uma delicada construção política para: (a) confirmar que o combate à corrupção veio para ficar; (b) evitar que a sociedade, mais uma vez, seja a principal vítima dessa mazela, com a destruição da economia, da democracia e das instituições; (c) separar, de maneira inteligente, a maneira de reconstruir o presente e o futuro, fazendo, ao mesmo tempo, o ajuste com o passado.
A saída é encontrar, nos marcos constitucionais e por meio da combalida democracia, a legitimidade para olhar para a frente e construir o curso para a mudança. A transição exige afirmar para a sociedade uma visão de futuro e mobilizá-la por uma utopia – uma situação que ainda não existe, mas que somos capazes de construir.
É preciso dar um tratamento correto ao passado sem destruir o que temos construído hoje e o que poderemos construir. Essa saída é essencialmente política, ou seja, requer a pactuação de novo patamar de relação social, materializada em regras, instituições, práticas de governança e de gestão do uso do recurso público. Será preciso um novo projeto de desenvolvimento nacional, que indique outra dinâmica produtiva, o papel do Estado, a contribuição da população com impostos, bem como o uso que será feito desses recursos.
Há uma lista longa de necessidades, de tarefas, e a escolha dos conteúdos deve ser feita pelas urnas, que devem fechar a tampa do poço ao qual o País desceu e jogar a escada que permitirá a retomada do desenvolvimento econômico e social.
Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
Artigo publicado originalmente pela Agência Sindical
Os três dias de audiências públicas regionais organizadas pela Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) para ampliar o debate com a população sobre o edital da nova licitação do transporte coletivo na cidade de São Paulo atraíram apenas cerca de mil pessoas em todo o município. Elas ocorreram nos dias 26, 27 e 28 de junho último, nas 32 prefeituras regionais, após pressão de organizações da sociedade civil.
Foto: Divulgação BYD
Antes disso, uma primeira tentativa da nova gestão municipal de retomada da licitação, cujo processo está paralisado desde 2013, ocorreu no dia 1º de junho, quando o local escolhido não comportou todos os presentes e sequer a proposta para a licitação foi apresentada. "Essa audiência pública foi um completo fiasco, sem ao menos a apresentação de um texto para debater. Não existe consulta pública em cima de algo que não existe. Isso é bastante danoso para o processo democrático, porque o deslegitima totalmente e o enfraquece", diz Davi de Souza Martins, da campanha de clima e energia do Greenpeace.
Na ocasião, as organizações divulgaram uma nota de repúdio sobre a forma como a audiência foi conduzida. Entre elas, além do Greenpeace, estão Ciclocidade, Cidadeapé, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Rede Nossa São Paulo.
De acordo com a SMT, a publicação do texto da minuta do edital será o próximo passo do processo e ficará em consulta pública, quando a SPTrans vai criar um canal de comunicação exclusivo para receber sugestões.
Em 2015, quando houve uma tentativa de retomar o processo licitatório, as organizações da sociedade civil contestaram o tempo (de 30 dias) que a proposta ficou em consulta pública, alegando ser muito curto para dar conta de todo o conjunto, que era muito extenso. Além disso, não havia um planejamento detalhado sobre a mudança de itnerários, a exclusão de algumas linhas nem mesmo sobre a substituição do combustível fóssil por renovável não fóssil para 100% da frota (até 2018), como prevê a Lei de Mudanças Climáticas do Município (nº 14.933).
Apesar de a norma ser citada no edital, segundo o representante do Greenpeace, este não continha nenhum cronograma da transição ou menção sobre o combustível a ser utilizado com a mudança. "Já achamos o texto bem fraco à época e solicitamos uma revisão."
Segundo a Prefeitura, entre as demandas e questões apresentadas pela população nas 32 audiências públicas estavam o método de remuneração das operadoras do sistema; novas tecnologias nos veículos; aumento da frota menos poluente; conexão entre diferentes modais, como transporte sobre trilhos com os coletivos municipais; canais de sugestões e reclamações; e acessibilidade do sistema. Em relação aos modais, existe uma discussão bastante forte sobre o fortalecimento de uma política para as ciclovias já iniciadas na gestão passada.
O secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, acredita que o processo foi suficiente. “Acatamos a sugestão da sociedade civil para apresentar as diretrizes gerais da licitação em todas as regiões da cidade e consideramos o resultado bastante positivo, já que a população pôde esclarecer suas dúvidas e dar sugestões de melhorias específicas para a área em que vive.”
A licitação do sistema de transporte de São Paulo deveria ter ocorrido em 2013, quando uma onda de protestos tomou conta das ruas da Capital (e do País) justamente tendo como estopim o aumento das tarifas. Houve uma tentativa de retomada em 2015, quando o Tribunal de Contas do Município e o Ministério Público Estadual suspenderam o processo. Desde então, a SMT e a SPTrans afirmam ter realizado as adequações apontadas pelo TCM.
Para atender a demanda da capital paulista, que tem cerca de 12 milhões de habitantes, circulam pelas ruas cerca de 15 mil ônibus. É a maior frota do País.
Comunicação SEESP
Com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte de São Paulo
(publicado por Deborah Moreira)
O plenário do Senado analisa nesta terça-feria (4/7) o requerimento de urgência para votação da reforma trabalhista. Se for aprovado, o PLC 38/17 entra na pauta após duas sessões ordinárias. Enquanto o governo tem pressa para evitar que a tramitação fique para depois do recesso parlamentar, a oposição atua para adiar a decisão final para a próxima semana.
O senador Jorge Viana (PT-AC) defende que, durante esta semana, o tema seja apenas debatido pelos parlamentares no Plenário. O encaminhamento e a votação ficariam para o dia 12 de julho. E, seguindo o rito normal, a tendência é que de fato o texto-base da reforma seja votado apenas na semana que vem. A antecipação do prazo dependeria de manobras regimentais, como alerta o diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho.
"A base governista pode votar a urgência em uma sessão extraordinária nesta terça, antes do início da ordinária. Aí, a contagem do prazo regimental incluiria a sessão ordinária de hoje e a da quarta (5). Assim, a matéria estaria pronta para ser votada em sessão extraordinária na própria quarta, ou na quinta", comenta Toninho à Agência Sindical.
Essa hipótese, porém, parece improvável. É a aposta que faz a oposição. “Não vamos aceitar que o governo convoque duas ou três sessões num mesmo dia para cumprir prazo. Queremos que se cumpra o prazo regimental, com as sessões ordinárias a cada dia. Essa matéria só pode entrar em pauta na semana do dia 12”, afirma a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), declarou que pretende concluir a votação antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. “Meu compromisso com a Casa é de votar até 10 ou 12 de julho”, diz. Ele também antecipou que vai conceder a palavra a todos que se inscreverem para debater. Em regime de urgência, apenas cinco poderiam falar a favor e cinco contra, por dez minutos cada.
Um posicionamento pode sair após uma reunião de líderes, prevista para as 14h30 de hoje. O líder do Governo e relator da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse concordar com o adiamento da decisão, desde que ela não passe da próxima semana, a última antes do recesso parlamentar.
"Não descarto nada. Mas não há nenhuma intenção de passar um trator em cima da oposição. O presidente Eunício Oliveira está discutindo com as lideranças. A ideia é nesta semana votar a urgência e na próxima, o mérito da matéria", afirmou Jucá.
Ocupa Senado
Após as manifestações ocorridas na sexta-feira (30), convocadas pelas centrais, o sindicalismo se organiza para o embate no Plenário, apostando na possibilidade de obter apoios. "Temos que reforçar ainda mais o corpo a corpo com os senadores. Esta será uma semana decisiva para os trabalhadores. Vamos fazer contatos com todos. Vamos lutar contra essa reforma até o fim", disse à Agência Sindical o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.
Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), a mobilização nas bases deve continuar. "Não podemos descuidar. Temos que seguir orientando e esclarecendo os trabalhadores. É um trabalho diário e constante", disse à Rádio Web Agência Sindical, durante os protestos da sexta contra as reformas.
Com informações da Agência Sindical e Senado
(publicado por Deborah Moreira)
O combate ao desmatamento ganhou um aliado curioso nos últimos tempos: os drones. A cientista australiana Susan Graham desenvolveu equipamentos que têm a capacidade de plantar árvores em áreas nas quais de outra forma não seria possível.
Os drones desenvolvidos po Graham trabalham em conjunto. O primeiro escaneia uma área de terra buscando condições adequadas para o plantio, mapeando-a, e emprega algoritmos específicos para localizar áreas ótimas de plantio. Essas são identificadas como lugares com alto teor de solo, com baixos obstáculos, como rios ou áreas rochosas.
O segundo drone é enviado por percurso especificado pelo mapeamento com sua carga útil. Pode transportar até 150 vagens de sementes em um único voo. As vagens são projetadas para cair do drone e a caixa em torno dessa se quebra, dando assim um começo altamente nutritivo. Em cada ”viagem”, são transportadas múltiplas espécies de árvores que serão lançadas de acordo com cada período de germinação.
Eles serão usados em áreas que impossibilitam o plantio manual ou máquinas terrestres e poderão servir à reabilitação, bem como a aplicações de plantio florestal.
Brasil
A Polícia Militar Ambiental já usa drones para intensificar a fiscalização em diversas regiões do País. No combate ao desmatamento não autorizado, a polícia de Mato Grosso do Sul (MS) vem utilizando desde o início de 2016, bem como para impedir a pesca predatória. No Estado de São Paulo, em 31 de janeiro último o governador Geraldo Alckmin sancionou o PL 287/2016, que passou a ser a Lei 16.380/2017, que regulamenta a utilização de drones para fiscalização de áreas de queimadas e caça pela Polícia Ambiental do Estado, além de patrulhamento contra pesca predatória, já que o equipamento chega a percorrer 90 quilômetros por hora a uma altura de 500 metros de seu operador. A lei prevê que outras áreas da polícia ambiental utilizem, como os bombeiros em áreas urbanas.
Confira o vídeo abaixo sobre o trabalho na Austrália:
https://www.youtube.com/watch?v=JcJ7vLwtSIM
Com informações de Engenheira É
(publicado por Deborah Moreira)
Os paulistanos têm até 6 de agosto próximo para visitar a exposição "Infância Refugiada", da fotógrafa brasileira Karine Garcêz, em cartaz no espaço Matilha Cultural, na região central da Capital. A artista visitou, entre 2014 e 2015, campos de refugiados na Turquia, Líbano e Síria. Durante a viagem, uma missão humanitária da organização não governamental holandesa Al Wafaa Campaign, ela captou expressões de crianças e adolescentes palestinos. A exposição é uma das atividades que abre a programação mensal destinada à temática.
Foto: Karine Garcêz
Estão em cartaz 25 fotografias, além de quatro imagens táteis – que tornam a exposição acessível a pessoas com deficiência visual – feitas em parceria com o Projeto Fotografia Tátil, do curso de Arquitetura e Design da Universidade Federal do Ceará.
A venda de produtos personalizados como marcadores de página, cartões postais e bonecas de pano foi um meio que a fotógrafa escolheu para arrecadar fundos para a compra de material escolar destinado a crianças refugiadas.
Durante todo o mês de julho, o Cine Matilha exibe filmes que abordam questões ligadas ao refúgio. Um dos longa-metragens em cartaz é o vencedor do Urso de Ouro em Berlim, "Fogo no mar", de Gianfranco Rosi, que retrata a vida na ilha italiana de Lampedusa, local que se tornou linha de frente da crise de imigração europeia. Também será exibido o documentário "A linguagem do coração", de Silvana Nuti, que retrata a história de refugiados em São Paulo, além de "Clash", de Mohamed Diab, sobre a polarização política no Egito.
Estão programados também o evento de poesia Mini Zap! - Slam, com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e o jogo No Caminho com os Imigrantes, desenvolvido pela Caritas França e Association des Cités, que amplia o conhecimento sobre as realidades de exílio e imigração, bem como o impacto das políticas de vários países de trânsito ou destino desses imigrantes.
A programação contará igualmente com debates sobre a temática de refugiados no Brasil. O primeiro, no dia 8 de julho, reúne Omana Petench, refugiado do Congo e fundador da ONG LFCAB, que dissemina a cultura africana, Silvana Nuti, diretora de A linguagem do coração, e Marcelo Haydu, do Instituto de Reintegração de Refugiados – Brasil (Adus).
Confira a programação completa de debates e de filmes no site da Matilha Cultural.
Infância Refugiada
Quando: até 6 de agosto
De terça-feira a domingo, da 12h às 20h. Aos sábados, das 14h às 20h
Onde: Matilha Cultural, Rua Rego Freitas, 542, São Paulo (SP)
Quanto: grátis
Mais informações: www.matilhacultural.com.br ou (11) 3256-2636
Fonte: Rede Brasil Atual
(publicado por Deborah Moreira)