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16/06/2026

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Valorizar a engenharia é promover o desenvolvimento

 

Combate à precarização, formação de qualidade e implantação da carreira de Estado, presentes na nova edição do “Cresce Brasil”, são pautas de interesse do País. Luta no âmbito das campanhas salariais pelo reconhecimento da importância dos profissionais integra esse esforço.

 

CresceBrasil ValorizacaoLançada nesta segunda-feira (15/6), no auditório do SEESP, a nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que neste ano celebra duas décadas de formulação de propostas voltadas ao futuro do País, traz vários temas cruciais, entre os quais se destaca a valorização profissional. Afinal, não há plano de expansão econômica sustentável e bem-estar social capaz de prosperar se aqueles responsáveis por planejar, projetar, inovar e executar as transformações necessárias não tiverem reconhecimento compatível com sua importância estratégica.

 

Isso passa por diferentes dimensões, incluindo a formação, o fortalecimento da engenharia pública, a reivindicação da carreira de Estado e o combate à precarização das relações de trabalho, temas contemplados no documento produzido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

 

Não se trata de uma pauta meramente corporativa, mas de garantir um aspecto essencial ao necessário avanço socioeconômico e tecnológico nacional: a existência de mão de obra qualificada para fazer frente aos desafios de hoje e do futuro.

Essa é uma batalha que se faz presente nas dezenas de campanhas salariais conduzidas pelos sindicatos filiados à FNE em todo o País, a exemplo das que estão sendo conduzidas no Estado de São Paulo. No setor da consultoria, que abrange profissionais de várias empresas, entre elas a Boeing, a atuação firme do SEESP já garantiu a reposição integral da inflação, com reajuste de 4,11% nos salários e benefícios. No entanto, a negociação com o Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) prossegue em torno de um tema central: a valorização do piso salarial, que o setor patronal insiste em manter congelado.

 

A discussão é emblemática. O piso não representa apenas um valor de remuneração; simboliza o reconhecimento da qualificação, da responsabilidade técnica e da relevância social da profissão. Sua desvalorização produz efeitos que ultrapassam a relação entre empregado e empregador, afetando a atratividade da carreira e a própria capacidade de renovação dos quadros técnicos.

 

Situação semelhante ocorre na Embraer, importante companhia brasileira que reúne mais de 4 mil engenheiros. Embora a reposição integral da inflação já esteja assegurada, o SEESP segue pleiteando aumento real e importantes cláusulas sociais, como redução da jornada para 40 horas semanais, estabilidade pré-aposentadoria, auxílio-creche, complementação salarial em casos de afastamento pela seguridade social e adicional de aviso prévio.

 

Essas reivindicações refletem uma compreensão madura das relações de trabalho. Valorizar profissionais altamente qualificados significa reconhecer não apenas sua contribuição econômica, mas também a necessidade de condições adequadas para que possam desenvolver plenamente seu potencial.

 

Em um momento em que o Brasil busca ampliar sua competitividade, avançar na transição energética, incorporar novas tecnologias e recuperar sua capacidade de planejamento, a luta por valorização profissional, destacada no “Cresce Brasil” e presente nas campanhas salariais da categoria, é também uma defesa do futuro do País. Investir nos profissionais da engenharia é acreditar na capacidade brasileira de construir soluções, gerar inovação e promover desenvolvimento com inclusão social.

 

Sigamos nesse propósito pelo bem do País e da população brasileira.

 

Eng. Murilo Pinheiro - Presidente

 

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