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16/03/2020

Combate a coronavírus requer prevenção e cuidado, não pânico


Soraya Misleh / Comunicação SEESP

 


As informações e medidas para prevenir a transmissão do novo coronavírus foram apresentadas pelo médico infectologista da Clínica Vacinar, Roberto Florim, nesta segunda-feira (16/3).
Ele ministrou aos associados, dirigentes e empregados do SEESP no Estado a palestra “Coronavírus: risco e prevenção” pelo canal do Youtube do sindicato. Formado há 48 anos e tendo atuado por 38 anos no Hospital Emílio Ribas, o especialista enfrentou, ao longo de sua carreira, epidemias como a de meningite meningocócica nos anos 1970 e acompanhou também surtos mais recentes, como de gripes suína e aviária.

 

Roberto Florim: bom senso e prevenção. (Foto: Rita Casaro)

 


Após uma explanação básica sobre influenza (gripe), Florim explicou a diferença entre esta, resfriados e o novo coronavírus (Covid-19). Nos resfriados, febre e falta de ar são raros e nunca ocorre exaustão extrema. E nas gripes (influenza), febre, dores no corpo e de cabeça intensa são comuns, mas é raro ocorrer falta de ar.

 

 

O Covid-19


Descoberto em dezembro de 2019 e da família de vírus que causam infecções respiratórias, o Covid-19, em geral, tem entre suas manifestações febre, tosse e, em casos graves, falta de ar. Além disso, podem ocorrer dores no corpo e de cabeça, fadiga e exaustão extrema. Também já foram reportados, segundo o médico, congestão nasal, espirros e garganta inflamada. O período de incubação é de dois a 14 dias – portanto, como destacou o especialista, histórico de viagem em áreas de transmissão local nesse período ou contato com pessoas que possam estar infectadas devem ser observados. Além de alta temperatura e pelo menos um sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar e batimento das asas nasais).

O Covid-19, como lembrou Florim, ainda não tem tratamento específico ou vacina. Portanto, prevenção e cuidado são os melhores caminhos para conter a epidemia que registrava, até o fechamento deste texto, 234 casos no Brasil – 152 no Estado de São Paulo, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Agência Brasil. Os casos suspeitos superam 2 mil no País, mais da metade em São Paulo (1.177).

Entre as recomendações, que vêm sendo amplamente divulgadas, Florim indicou como uma das mais importantes lavar as mãos com frequência e usar álcool gel. E também proteger com cotovelo ou papel próprio para descarte a boca em caso de tosse e espirro. Além de evitar aglomerações, cancelando ou adiando eventos; não cumprimentar com abraços, beijos ou aperto de mãos, nem compartilhar utensílios como louças e talheres. Em outras palavras, manter o distanciamento social. O uso de máscaras é recomendado para quem está infectado, que deve ser mantido em quarentena (isolamento).

As empresas, segundo Florim, devem colaborar para evitar a transmissão, orientando seus empregados a trabalharem em casa, em ambientes arejados, evitando meios de transporte. O SEESP tomou essa medida a partir desta segunda-feira (16/3) até, em princípio, dia 29 de março próximo.


Florim também aconselha bom senso na hora de ir a um hospital. “A doença tem sua forma clínica. Não se deve correr a qualquer espirro ou dorzinha de cabeça, ou quando não se tem sintoma. Isso aumenta o risco de contaminação e sobrecarrega o sistema hospitalar.” Embora o Covid-19, em sua maioria, não seja grave, há grupos de risco, como idosos. Em caso de dúvidas, o médico sugere que as pessoas liguem para o Disque Saúde (136).

“Tudo o que pode ajudar para bloquear sua transmissão, que é rápida e fácil, é importante. Existe motivo para preocupação, não pânico. É preciso bom senso, calma, tomar decisões coerentes”, frisou Florim, que concluiu sobre a importância de as pessoas se vacinarem no próximo dia 23 de março contra a gripe (influenza).

 

 

Assista a palestra na íntegra aqui.

 

 

Confira a apresentação.

 

 

 

 

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