Após pressões e mobilização do sindicalismo pela geração de empregos, o governo federal decidiu criar fóruns de discussões para ouvir sugestões e propostas que resultem na retomada do crescimento. Um exemplo é o Fórum Nacional do Desenvolvimento Produtivo, que busca reativar a experiência bem sucedida das Câmaras Setoriais. O novo órgão foi instalado na terça-feira (27/9), em Brasília, com representantes da CUT, UGT e Força Sindical.
Foto: Agência SindicalLançamento do Fórum ocorreu durante reunião no Planalto
Instalado com a finalidade de avaliar os problemas dos setores produtivos, o Fórum é formado por representantes de empresários e trabalhadores e coordenado pela Casa Civil e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
As reuniões serão periódicas e a próxima já está agendada para a próxima terça-feira (4). O objetivo é incorporar ao grupo as seis Centrais, além das Confederações patronais da indústria, comércio, agricultura, transporte, cooperativas e financeira.
Infraestrutura
Neste primeiro encontro, ficou definido como prioridade iniciar a discussão de medidas que destravem o setor de infraestrutura, mais especificamente a construção pesada e naval.
Segundo João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, a escolha deve-se essencialmente ao grande potencial gerador de emprego. “O setor de infraestrutura é prioritário. Além disso, ele melhora o custo Brasil, a competitividade de nossos produtos e a geração de emprego, que é fundamental para a recuperação da economia”, disse à Agência Sindical.
Juruna também ressaltou a importância de regulamentar os acordos de leniência, que permitam a retomada de obras que estão paradas. “O acordo de leniência precisa ser aprovado o quanto antes. Muitas empresas investigadas, como a Odebrecht, por exemplo, empregam muitas pessoas e são produtoras de tecnologia própria. Não é justo que, por causa de um ou dois diretores, todos os trabalhadores sejam prejudicados”, comentou.
Tributações
De acordo com o secretário de assuntos jurídicos da CUT, Valeir Ertle, a reforma tributária precisa ser discutida, porque os impostos no País oneram, acima de tudo, os trabalhadores. “É um percentual muito alto que é cobrado na fonte e isso precisa ser revisto. Primeiro porque é injusto; e, segundo, porque medidas que resultem em mais dinheiro para os trabalhadores acabam refletindo em setores como o do comércio”, concluiu.
Para Miguel Salaberry Filho, secretário de Relações Institucionais da UGT, apesar de ter sido ainda preparatório, o encontro foi produtivo. "Definimos uma pauta e critérios de funcionamento do Fórum. Agora, é colocar as coisas em andamento", ressaltou.
O diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, chamou a atenção para a necessidade de se atacar questões estratégicas como câmbio e juros altos. “Vamos tentar pautar esses temas, que são essenciais à retomada da produção e do crescimento”, observou.
Fonte: Boletim Repórter Sindical
No JE na TV desta semana confira a entrevista com escritor e ativista político José Luiz Del Roio, que recentemente relançou o livro "1º de Maio: sua origem, seu significado, suas lutas". Na reportagem, saiba como foi o III Curso de Formação Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). No quadro No Ponto, o presidente do SEESP, também presidente da (CNTU), comenta o IV Curso de Formação Sindical, organizado pela Confederação, em Aracaju (SE).
O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.
A íntegra do programa também pode ser assistida no canal do sindicato no Youtube, abaixo.
Comunicação SEESP
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que nem todo acordo coletivo pode se sobrepor à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O pleno reafirmou a jurisprudência do TST no sentido de que a natureza salarial das chamadas horas in itinere, ou de deslocamento, não pode ser afastada por meio de acordo coletivo. A decisão ocorreu na segunda (26/9), em julgamento de ação movida por trabalhador rural.
Na decisão final, a maioria dos ministros entendeu que a autonomia negocial coletiva não é absoluta e que os precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido da prevalência do acordo coletivo não se aplicam ao caso analisado ontem.
Por maioria, o pleno não aceitou recurso da Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda., de Maringá (PR), contra decisão que a condenou ao pagamento do adicional de horas extras e dos reflexos dessa parcela sobre as demais verbas trabalhistas, como descansos semanais remunerados, férias, décimo terceiro salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Ao julgar recurso de um trabalhador rural contra a usina, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região entendeu que a supressão das horas in itinere ou de direitos a elas inerentes só seria possível mediante a concessão de uma vantagem correspondente, o que não houve no acordo coletivo. "Não seria razoável admitir mera renúncia por parte da classe trabalhadora a direitos mínimos que lhes são assegurados por lei", afirma o acórdão.
No processo julgado ontem pelo TST, a maioria dos ministros também entendeu que não houve contrapartida para os trabalhadores.
Fonte: Agência Brasil
Movimentos de moradia criticam o governo Michel Temer pela paralisação de novas contratações do Minha Casa, Minha Vida. Além disso, afirmam que a Instrução Normativa (IN) nº 34, emitida pelo Ministério das Cidades na segunda-feira (26/9), inviabiliza a continuidade do programa. A instrução indica que a Caixa Econômica Federal não está autorizada a utilizar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no programa, exceto se os repasses orçamentários da União para o Minha Casa, Minha Vida forem realizados.
Foto: Agência Brasil
Em nota pública, a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), entidade que reúne diversas organizações estaduais e municipais, afirma “repudiar a Instrução Normativa nº 24 do Ministério das Cidades, que suspende as contratações do Programa Minha Casa Minha Vida com recursos do FGTS, do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), implodindo de vez a continuidade do programa em todas as faixas de renda”.
“Na prática, para as faixas mais baixas de renda, o programa já se encontrava paralisado desde maio passado. A IN, no entanto, formaliza a descontinuidade do programa, prejudicando milhares de famílias sem moradia, inviabilizando empreendimentos e gerando mais desemprego. Além disso, estende a paralisação à faixa 2 do programa, retirando os subsídios necessários”, complementa a documento.
Resposta
O Ministério das Cidades, por outro lado, informou, por nota, que “o ritmo de contratação do Programa Minha Casa Minha Vida” está inalterado e que “todas as linhas de contratações, incluindo o FGTS, permanecem inalteradas”.
A pasta diz ainda que a instrução normativa “refere-se apenas à orientação dada à Caixa Econômica Federal para que, em não havendo repasse da União para contratação de novos empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida, fica vedada a utilização de recursos do FGTS para suprir a cota de responsabilidade da mesma”.
Razões
Para a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) Luciana Royer, apesar de a nota do Ministério não ser mentirosa, aponta para um situação de enfraquecimento do programa.
Segundo ela, a instrução normativa fornece argumentos para a ausência de novas contratações que vinham ocorrendo no interior do programa, principalmente na modalidade “entidades” - na qual organizações da sociedade civil, como associações de moradores, gerem a própria construção das unidades.
“A interpretação [da instrução] pode gerar controvérsia e fortalecer argumentos políticos por parte do governo de que não é possível continuar com o 'Minha Casa, Minha Vida - Entidades' agora, porque o Ministério das Cidades tem que proceder a regularização fiscal do FGTS, com argumentos que tenham alguma tecnicalidade de contabilidade pública”, diz.
“Já existia essa não contratação, foi uma das primeiras medidas do governo interino, mas teve uma repercussão muito ruim. Em termos objetivos, no cotidiano, o que já está em andamento continua. O que não está sendo contratado não será contratado. A Instrução Normativa dá um respaldo 'técnico' para essa não contratação”, complementa Royer.
A ausência de novas contratações, para a pesquisadora, está relacionada à política econômica que Temer vem implementando. “Para a construção política de legitimidade do ajuste fiscal, ela [instrução] ajuda. Eles estão percebendo que o ajuste fiscal, na proporção do que eles querem fazer, não vai permitir grandes utilizações de recursos orçamentários. Melhor dizendo, não vai ter recursos orçamentários para contratação de habitação”, afirma a professora.
Em período de corte de gastos, Royer prevê uma nova destinação para os recursos do FGTS. “O que o governo Temer está tentando fazer, pelo que a gente sabe, é usar o FGTS para faixa de renda mais alta”, aponta. “Por conta da nova lógica de aplicações dos recursos do FGTS para a habitação, as faixas até a faixa 2 [que atende famílias de renda entre três e cinco salários mínimo] estão em risco", critica.
Fonte: Brasil de Fato
Os bancários têm nova negociação nesta terça-feira (27/9), às 14h. A federação dos bancos respondeu ofício encaminhado pelo Comando Nacional dos Bancários, na sexta-feira, no qual os dirigentes sindicais avisavam estar reunidos em São Paulo para avaliar a paralisação e reiteravam a disposição para negociar. Trabalhadores e sociedade estão revoltados com os banqueiros que, apesar do lucro de quase R$ 30 bi somente nos seis primeiros meses deste ano, jogaram a categoria na greve que hoje completa 22 dias.
Foto: Agência Brasil
“Esperamos que eles voltem à mesa de negociação com uma proposta condizente com seus lucros. Os trabalhadores e a população não podem ser prejudicados por essa postura irresponsável dos banqueiros”, afirma Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e uma das coordenadoras do Comando.
“Os bancários querem reajuste digno, valorização dos vales, do auxílio-creche, melhores condições de trabalho, mecanismos de proteção ao emprego, nenhum direito a menos”, avisa a dirigente.
A campanha dos bancários se dá num cenário de tentativa de golpe nos direitos dos trabalhadores. “Os bancos se aproveitam desse cenário, compactuam com o governo e o Congresso, são sócios dessa tentativa de retirada de direitos”, critica Juvandia. “Interessa aos banqueiros mexer na Previdência, aprovar a terceirização, defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita gastos sociais, e a flexibilização na legislação trabalhista. De uma forma geral, querem reduzir o custo do trabalho e estão tentando fazer isso nessa campanha com a categoria bancária impondo reajuste rebaixado. Vivemos um momento de crise econômica, mas os bancos continuaram ganhando na crise. Nossa greve é uma reação a tudo isso! Cobramos dos bancos a responsabilidade que os bancários e a população brasileira merecem.”
Greve continua
Em São Paulo, Osasco e região, a paralisação fechou 913 unidades, na segunda-feira, com a participação de 32 mil bancários. No Brasil, o número chegou a 13.420 agências – o que representa 57% das unidades – e 33 centros administrativos.
Nesta terça, além de centenas de agências na base do Sindicato, estão paralisadas as atividades do ITM, do CAT e do prédio da Rua Fábia, do Itaú, e do Telebanco Santa Cecília do Bradesco.
Nova reunião
Trabalhadores de bancos públicos e privados podem participar da reunião do comando de greve que será realizada nesta terça, às 17h, no Sindicato (Rua São Bento, 413).
Principais reivindicações Campanha Nacional Unificada 2016:
• Reajuste Salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%
• PLR – três salários mais R$ 8.317,90
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24)
• Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – Salário Mínimo Nacional (R$ 880)
• 14º salário;
• Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários;
• Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho
• Melhores condições de trabalho nas agências digitais
• Mais segurança nas agências bancárias
• Auxílio-educação
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participou do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, ocorrido na quinta-feira (22/9), convocado por nove Centrais Sindicais e duas frentes formadas por movimentos sociais, para defender direitos sociais e trabalhistas. Assembleias em todas as bases devem referendar a decisão do Conselho Deliberativo da FUP, que rejeitou a proposta de acordo coletivo apresentada pela empresa. A estatal propôs reajuste de 4,9%, redução da remuneração das horas extras de 100% para 50% e redução da jornada do administrativo de horário flexível de oito horas para seis horas diárias, com redução de 25% do salário.
Foto: Divulgação FUP
Sindipetro PR/SC rumo à greve geral com trabalhadores da refinaria Fafen-PR
José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, avalia que a proposta salarial feita aos trabalhadores segue a mesma linha de desmonte que já vem sendo implementada em relação ao patrimônio da empresa, colocando à venda subsidiárias, campos do pré-sal e demais ativos estratégicos.
Como exemplo, ele cita a venda do campo de Carcará e, mais recentemente, o anúncio da venda de gasodutos da Nova Transportadora Sudeste (NTS), que deve encarecer consideravelmente o preço do gás de cozinha.
O coordenador da FUP adianta que, além da rejeição da proposta salarial e reforço ao estado de greve, as assembleias devem aprovar a “Operação Para Pedro” - em alusão ao atual presidente da petroleira, Pedro Parente, que consiste no cumprimento rigoroso de todos os itens de segurança operacional e a denúncia de quem descumprir ou assediar os trabalhadores. “Não há unidade operando hoje de acordo com as normas de segurança e procedimentos”, diz Rangel.
Com informações da Agência Sindical
Em São Paulo (SP), cerca de 30 mil pessoas participaram do ato do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, Rumo à Greve Geral, Nenhum Direito a Menos", chamado por centrais sindicais e organizações das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. A estimativa é dos organizadores, que também avaliam que o objetivo da manifestação foi cumprido, o de fazer um "esquenta" para uma greve geral, que deverá ser chamada como forma enfrentamento à tentativa de retirar direitos trabalhistas e sociais, proposta pelo governo Michel Temer.
Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
Ato em São Paulo teve concentração na Paulista e se encerrou na Praça da República
Pela manhã, ocorreu um protesto em frente à Fiesp. Durante à tarde, houve concentração desde às 16h, em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista e, às 17h30, os manifestantes saíram rumo à Praça da República, no centro.
Douglas Izzy, dirigente da Central Única de Trabalhadores (CUT), explica quais são as consequências de uma das propostas, que é deixar o negociado prevalecer sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "Portanto, 13º, férias, licença maternidade, licença paternidade e outros direitos que estão garantidos na lei iriam para a Convenção Coletiva. Ou seja, os direitos estariam sujeitos a uma negociação direta entre patrão e empregado. Significa rebaixar o direitos dos trabalhadores, e nós somos contra".
Izzy afirmou que, embora o ato desta quinta tenha sido um aquecimento para a greve geral, as centrais ainda não definiram uma data para a movimentação nacional.
João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), avalia que "acima de tudo, a retirada de direitos, que vai implicar não só nos trabalhadores da cidade como nos trabalhadores do campo". "Diante disso, o MST e a Via Campesina se soma a esta manifestação, e acreditamos na possibilidade da construção da greve geral", afirmou.
Com informações de Brasil de Fato
Entre agosto de 2015 e julho de 2016, o trecho considerado “morto” do Rio Tietê teve uma diminuição de 11,5% e recuou para 137 quilômetros, de acordo com resultados do último monitoramento do projeto Observando o Tietê, divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica na quinta-feira (22), quando se comemorou o Dia do Tietê. A mancha anaeróbica, na qual o índice de qualidade da água varia entre ruim e péssimo, foi reduzida em 17,7 quilômetros e está atualmente localizada entre os municípios de Itaquaquecetuba e Cabreúva.
Sistema Alto Tietê, em Suzano, no interior paulista
Os resultados do monitoramento realizado nos rios das bacias hidrográficas do Alto e Médio Tietê são obtidos com a análise de 302 pontos de coleta distribuídos em 50 municípios de três regiões hidrográficas (Alto Tietê, Médio Tietê – Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e em 94 corpos d’água. Estas coletas são realizadas por meio de kits fornecidos a voluntários do projeto Observando o Tietê , da Fundação SOS Mata Atlântica, que reúne cidadãos e grupos para o monitoramento da qualidade da água de centenas de rios da Bacia do Tietê.
Os Índices da Qualidade da Água (IQA) aferidos no rio Tietê mostram uma leve tendência de melhoria na qualidade da água em razão das chuvas em São Paulo, que reabasteceram os reservatórios e contribuíram para a recuperação da vazão dos rios, ampliando a capacidade de diluição dos remanescentes de esgoto e poluição. Mesmo assim, há pouco a se comemorar: Em 2014, antes do longo período de estiagem no Estado, a mancha de poluição ocupava somente 71 quilômetros, entre os municípios de Guarulhos e Pirapora do Bom Jesus. Em 2015, com a falta de chuvas e diminuição no ritmo de obras de coleta e tratamento de esgoto na Região Metropolitana de São Paulo, a mancha saltou 54%, chegando a 154,7 quilômetros. Dos 302 pontos de coleta de água analisados em toda a extensão do Tietê, entre 2015 e 2016, 30 deles registraram qualidade de água boa, 115 regular, 101 ruim e 56 obtiveram índice péssimo.
“Podemos ter saído da situação extrema da crise hídrica em termos de quantidade de água disponível, mas não em relação à qualidade. As chuvas do último período contribuíram para uma leve diminuição da mancha anaeróbica no rio Tietê, mas retornar ao nível pré-crise será impossível sem uma ação integrada do Estado, envolvendo Cetesb, Sabesp, DAEE, EMAE e municípios da bacia hidrográfica”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica. “Para enfrentar os desafios trazidos pelas mudanças climáticas, apenas coletar e tratar o esgoto dos rios metropolitanos não vai resolver. Será preciso medidas mais abrangentes, como investimentos em restauração florestal, aperfeiçoamento e mudança na legislação que hoje permite que rios sejam usados apenas para diluir esgoto”.
O fim destes “rios mortos” no Brasil – os chamados rios de classe 4 – que recebem na grande maioria esgotos sem tratamento algum, é uma das principais bandeiras da campanha “Saneamento Já”, assim como a universalização do saneamento básico e a luta por água limpa nos rios e praias brasileiras. A campanha é uma soma de esforços de mais de 40 organizações, incluindo a SOS Mata Atlântica, o Instituto Trata Brasil e a Campanha Ecumênica da Fraternidade – que em 2016 elegeu como tema principal o direito ao saneamento básico. A petição está disponível para assinaturas no site www.saneamentoja.org.br.
A SOS Mata Atlântica promove, na quinta-feira (29/9), às 14h, a atividade "Tietê Vivo, Seminário Internacional de Recuperação de Rios Metropolitanos", que discutirá propostas e tecnologias utilizadas em projetos exitosos executados em Portugal, Uruguai e Alemanha, além de ações locais e nacionais trazidas por especialistas convidados do Instituto Trata Brasil e Águas Claras do Rio Pinheiros. O encontro fará também um balanço do que já foi realizado pela despoluição do principal rio de São Paulo e discutirá as metas futuras apresentadas pelos executores do Projeto Tietê – Sabesp e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento será no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Mais informações neste link.
Fonte: Site SOS Mata Atlântica
Em todo o País, no campo e na cidade, trabalhadores estão mobilizados, nesta quinta-feira (22/9), para denunciar projetos de lei que retiram direitos trabalhistas. Em ao menos 13 estados, diversas categorias cruzaram os braços e organizaram atos públicos convocados pelas centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical e entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O "Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos" reuniu durante a manhã, na capital paulista, manifestantes na avenida Paulista, em frenet à Fiesp. Durante à tarde, nova concentração a partir das 16h no vão livre do Masp.
Foto: Adonis Guerra/SMABCManifestação em São Bernardo, no ABC
Na região do ABC, metalúrgicos de 22 empresas paralisaram as atividades durante a manhã, em São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Ao todo, Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), as atividades reuniram cerca de 8 mil trabalhadores.
Em São Bernardo, participaram cerca de cinco mil metalúrgicos de 12 empresas, incluindo as montadoras Scania e Toyota. Eles saíram de seus locais de trabalho e foram em caminhada até a Av. Robert Kennedy, onde aconteceu o ato político. Em Diadema, oito fábricas foram paralisadas e o ato com cerca de 2,5 mil trabalhadores foi realizado na Rua Álvares Cabral. Duas fábricas foram paralisadas em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, reunindo cerca de 500 pessoas.
Na sede do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osasco, onde atuam 10 mil pessoas, ocorreu paralisação.
O pessoal da garagem do serviço funerário da cidade de São Paulo suspendeu as atividades. Os operários do canteiro de obras da Sirius e os trabalhadores centro de tecnologia de Campinas também se integraram à mobilização.
Houve paralisação do Sindicato dos Metalúrgicos em Taubaté, que se concentram na Praça Dom Epaminondas e seguiram em caminhada até a Rodoviária Velha. Em São Carlos, houve atraso na entrada do turno dos metalúrgicos na empresa Tecumseh.
Outros estados
Capitais e cidades de outros estados como Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Pará, Santa Catarina, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará também promovem atos.
Nas redes sociais também houve manifetações. No microblog Twitter, um tuitaço com a tag #EsquetaGreveGeral mobiliza a rede durante todo o dia. Uma greve geral está sendo convocada para daqui uma semana, no dia 29 de setembro (uma quinta-feira).
Com informações do SMABC, CUT, Mídia Ninja
Nesta quinta-feira (22/9), é comemorado o Dia Mundial Sem Carro (World Car Free Day), que tem como objetivo incentivar as pessoas a refletirem sobre os enormes problemas que o uso excessivo dos veículos, nas grandes cidades, pode causar ao meio ambiente e ao bem-estar da sociedade.Os promotores da campanha, que ocorre todo ano, aconselham a população a deixarem os carros e motos em casa e experimentar utilizar, durante o dia 22, meios de transportes alternativos e que não poluam a atmosfera. Em São Paulo, algumas atividades ocorrem hoje para marcar a data.
Imagem: divulgação de entidades internacionais do Dia Mundial Sem Carro
As bicicletas são sempre uma das melhores opções para a maioria dos adeptos ao movimento.O Car-Free Day começou oficialmente na França, em 22 de setembro de 1997, e logo em seguida se espalhou por milhares de outras cidades europeias. Com o sucesso dos eventos, em 2002, a comissão organizadora do Dia Europeu Sem Carro, lançou a Semana Europeia da Mobilidade. No Brasil, a data foi comemorada pela primeira vez em 2001, nas cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO); Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA), onde os participantes organizaram "bicicletadas" para celebrar o dia e conscientizar a população.
Inspirados no modelo europeu, o Brasil também aderiu a Semana da Mobilidade e, desde 2010, prepara uma agenda com discussões e atividades para ajudar a desenvolver um senso critico na sociedade sobre os grandes males que o CO2 (gás carbônico) liberado pelos carros e motos podem causar ao meio ambiente e à saúde humana.
Confira a programação da Semana da Mobilidade 2016 em São Paulo - como a bicicletada às 19h30 desta quinta com concentração na Praça do Ciclista - clicando aqui.
Comunicação SEESP
Com informações do site Pedal 83