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O Unisim, grupo de pesquisa em simulação e gerenciamento de campos de petróleo da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, está selecionando alunos para pós-doutorado na Durham University (Reino Unido). A iniciativa tem colaboração da BG E&P Brasil (Shell). O Unisim foi criado em 1996 com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Petrobras.

 

Foto: Pedro Bolle/ USP Imagens
plataforma Petrobras foto Pedro Bolle USP Imagens home
Plataforma off-shore da Petrobras.


Os alunos selecionados estudarão simulação numérica de reservatórios, análise de incertezas e decisão. As vagas de pós-doutorado estão vinculadas ao Departamento de Ciências Matemáticas, Estatísticas e Probabilidade, em projeto coordenado pelos professores Michael Goldstein e Ian Vernon, em Durham, e pelo professor Denis Schiozer, na Unicamp.

Os alunos receberão bolsa de estudos do programa Ciência sem Fronteira em Durham (a depender da aprovação do CNPq), com complementação de bolsa da BG E&P Brasil. Além disso, eles terão direito à cobertura total das taxas em Durham e custos adicionais relacionados à pesquisa realizada.

Os candidatos devem ter certificado do exame de proficiência em inglês e tese nas disciplinas de Engenharia, Geociências, Física, Matemática e/ou Estatística, preferencialmente Engenharia de Petróleo, incluindo simulação de reservatórios e estatística.

Os interessados em se inscrever devem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Mais informações: https://goo.gl/UTrW4Q.




Comunicação SEESP*

A Tesla, que vem ganhando reconhecimento tecnológico por causa da comercialização de carros elétricos, promete inovar também na geração de energia solar. A empresa anunciou recentemente que começará a produzir pra valer, neste ano, suas telhas fotovoltaicas na fábrica SolarCity em Buffalo, Nova York, nos Estados Unidos. O projeto, que havia sido anunciado em 2016, seria iniciado em meados do ano passado. No entanto, seu fundador, Elon Musk, declarou que o produto precisava de um tempo maior de testes para funcionar melhor e de maneira mais adequada.

 

telhas da tesla home



E pelo jeito deu certo. As chamadas Solar Roof começam a ganhar os telhados ainda em 2018, segundo previsão da própria empresa. Além de possuírem um design completamente diferente das placas atuais placas fotovoltaicas, terão um preço muito mais baixo. Segundo a empresa, custarão US$ 21,85 por metro quadrado, o que significa US$ 2,65 a menos do que a mesma metragem de uma telha comum nos EUA.

As telhas de Elon Musk têm a aparência das convencionais feitas de barro ou pedra, mas, são feitas de vidro temperado e texturizado e, segundo a Tesla, três vezes mais resistentes do que as telhas comuns. As novas telhas devem chegar a uma vida útil de 50 anos, segundo Musk e o telhado solar terá 98% de eficiência quando comparado a um telhado solar tradicional, e que eles produzirão quase a mesma quantidade de energia por centímetro quadrado.O material é completamente translúcido, atravessado pela luz. Dali, a luz é transmitida para células solares, que ficam escondidas debaixo das telhas. A empresa anunciou que haverá quatro modelos de telha: ardósia, toscano, liso e texturizado.

Para armazenar a energia captada, a Tesla desenvolveu uma super bateria, a Energy Powerwall 2, que guarda o excesso de energia gerada durante o dia e que pode, também, abastecer o carro elétrico da Tesla, recarregado em um tomada. A bateria funciona ainda como um gerador de emergência quando há queda de energia elétrica regular.

A Powerwall 2 conta com 14kw, o dobro da potência do modelo anterior, e é capaz de alimentar uma casa de dois banheiros por um dia. A bateria está em pré-venda no site da Tesla por US$ 5500, com combinações para quem já possui energia solar ou para quem precisa de uma instalação completa.

O projeto da Tesla inclui a intercalação de telhas comuns e solares, já que não é necessário que todas as peças sejam capazes de produzir energia. A quantidade de telhas solares vai depender da capacidade de energia que a residência precisa produzir. O projeto é customizável, e o consumidor pode incluir, no máximo, 70% de telhas solares. As peças solares e não solares são muito parecidas e não dá para perceber a diferença entre elas depois de instaladas.

De acordo com agências de notícia, quando a pré-venda começou, em maio do ano passado, os clientes nos EUA desembolsaram cerca de US$ 1 mil para receber as telhas solares da Tesla em suas casas.


* Com agências





Comunicação SEESP*

O segundo ato contra o aumento da tarifa dos transportes coletivos em São Paulo reuniu muita gente no final da tarde de quarta-feira (17/1). Apesar da repressão da policia que encerra com praticamente todos os atos convocados pelo Movimento Passe Livre (MPL), os manifestantes mantiveram o ato, que teve aula pública sobre a reivindicação tarifa zero. O local de concentração e o itinerário foram alterados por conta da polícia, que cercou as ruas no entorno da casa do prefeito João Dória, onde estava marcado o protesto inicialmente.


Foto: Centro de Mídia Independente (CMI)
segundo ato contra aumento tarifa CMI home


As tarifas de ônibus, metrô e trens subiram para R$ 4 no dia 7 de janeiro. Antes disso, o MPL já havia anunciado que iria para as ruas como faz tradicionalmente desde 2003, quando surgiu o movimento. Em 2013, o MPL ganhou maior visibilidade com os protestos que levaram milhões às ruas.

Pelo fato da polícia ter fechado ruas próximas ao endereço da casa do prefeito, a concentração foi alterada para o cruzamento da Av. Faria Lima com a Av. Cidade Jardim.

Os manifestantes fecharam o cruzamento das avenidas Faria Lima com a Rebouças, reivindicando a revogação do aumento das passagens. Houve queima de catracas feitas de papelão para simbolizar o posicionamento contra as catracas.

De acordo com manifestantes, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo e agrediu os participantes. Relatos dão conta de que após jogarem bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, policiais bateram em diversos grupos de manifestantes. Um deles foi agredido por diversos policiais ao mesmo tempo. Agências bancárias foram alvo de protesto e acabaram tendo seus vidros quebrados.Um fotógrafo da Pavio, que registrou tudo acabou tendo seu equipamento quebrado pelos policiais.

"Já no final do ato comecei a filmar 4 ou 5 moleques que estavam sendo perseguidos por algumas motos da Rocam. os meninos corriam em zigue-zague, pra cima e pra baixo e davam um baile nos PMs. De repente, dois descem da moto e conseguem pegar pelo menos três dos meninos. Espancaram eles até não poder mais e do nada deixam os meninos irem andando pra correr atrás do outro que tinha conseguido escapar. esse deu trabalho pros caras. O menino corria sozinho de uma lado pro outro e os PMs com 5 ou 6 motos não conseguiam pegar o cara. Só conseguiram para-lo quando um jogou a moto pra cima do menino. Imediatamente desceram mais três ou quatro das outras motos e começaram a espancar o menino. Assim que um dos policiais olhou pro lado e percebeu que eu tinha registrado o atropelamento ele veio pra cima de mim, arrancou a câmera da minha mão e segurando pelo monopé começou a bater com ela no chão e quebra-la em vários pedaços", relatou nas redes sociais o fotógrafo Caio Castor.

O ato terminou no Largo da Batata. Manifestantes organizaram um “catracaço” (pular a catraca) na estação Pinheiros do Metrô, zona sul de São Paulo, e foram reprimidos por policiais militares.

Um novo protesto está convocado para terça-feira (23/1), às 17h, na avenida São João com a Ipiranga, no Centro da cidade.



*Com informações do MPL e Revista Fórum


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Comunicação SEESP*

O Brasil alcançou a marca de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaica conectadas à matriz elétrica nacional. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), responsável pelo levantamento, a potência é suficiente para abastecer 500 mil residências e atender o consumo de 2 milhões de brasileiros. O resultado também coloca o Brasil entre os 30 países do mundo, de 195, que possuem mais de 1 GW de fonte solar.


Foto: Renew Energia
energia solar fotovoltaica foto Renew EnergiaImagem aérea feita por drone.



O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, reconhece que houve avanço, mas destaca que o País ainda está abaixo do seu potencial. “O Brasil está mais de 15 anos atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Temos condições de ficar entre os principais países do mundo nesse mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Para isso, precisamos de um programa nacional estruturado para acelerar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica”, disse por meio de nota.

Ele também explicou que O desempenho positivo se deve ao crescimento dos mercados de geração centralizada, com a inauguração de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados em 2014 e 2015. Neste caso, as usinas em funcionamento estão localizadas principalmente na Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW.

Também houve aumento da chamada geração distribuída, quando as placas solares estão em residências, prédios comerciais ou públicos, também foi registrado crescimento no uso pela população, empresas e governos, bem como nas zonas rurais das diversas regiões brasileiras. A potência total, neste caso, é de 0,164 GW.

Somando, os dois segmentos atingem praticamente 1,1 GW operacionais em todo o País desde o início de 2018.

Incentivo
Por pressão do mercado, alguns governos têm isentado a cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia injetada na rede e compensada na geração distribuída. Atualmente, 23 estados brasileiros mais o DF aderiram ao Convênio ICMS nº 16/2015. Ainda faltam aderir Amazonas, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

Em São Paulo, o governo do estado publicou recentemente, no Diário Oficial, o Decreto 63.695 que altera o Regulamento do ICMS e isenta equipamentos e componentes para geração de energia elétrica solar fotovoltaica destinada ao atendimento do consumo de prédios próprios públicos estaduais. Ainda no primeiro trimestre deste ano a Universidade Estadual Paulista (Unesp) apresentará um edital público para fornecimento de energia solar para seus prédios.

O benefício impacta as partes, peças, estruturas de suporte, transformador, cabos elétricos, disjuntor, inversor CC/CA ou conversor, string box ou quadro de comando e rastreador solar (tracker). A norma foi divulgada ainda no final de dezembro e atende a uma demanda do setor fotovoltaico ao validar o convênio ICMS 114/2017 celebrado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária.

O levantamento do potencial solar paulista mostra que São Paulo pode gerar até 12 TWh/ano. O mapeamento dos níveis e faixas de irradiação apontam a viabilidade técnica e econômica para a geração de energia fotovoltaica entre as faixas de radiação anual de 5,61 e 5,70 kWh/m² ao dia, considerando a melhor faixa de aproveitamento, correspondente a 0,3% do território paulista.


* Com Agência Brasil e Canal Energia



Comunicação SEESP*


O primeiro protesto contra o aumento da tarifa do transporte público na capital paulista reuniu 20 mil pessoas no final da noite de quinta-feira (11/1). A informação é do Movimento Passe Livre que convocou o ato pelas redes sociais, como faz todos os anos. Como esperado, apesar do número expressivo de pessoas nas ruas, a grande mídia não repercutiu e houve repressão por parte da Polícia Militar. Um novo ato está marcado para a quarta-feira (17), na Rua Itália, 414, com concentração a partir das 17h. O endereço é a casa do prefeito João Dória.


Foto: CMI
Protesto contra tarifa 11 1 2018 foto CMI home
Manifestantes recompõem ato e seguem em direção ao largo da Concórdia, por volta das 20h30.


A concentração da manifestação de ontem começou às 17h no Teatro Municipal. Às 18h, saiu em marcha pelo viaduto do Chá, seguindo até o Largo São Francisco, Praça da Sé, Terminal Parque Dom Pedro, Estação da Luz, pelo bairro do Brás.


Em diversos trechos houve tensão com policiais, como no terminal Dom Pedro, que foi fechado pela polícia e a queima simbólica de uma catraca no final do viaduto 25 de Março.

Por volta das 20h30, o ato foi recomposto por uma parte dos manifestantes, cerca de 7 mil, que seguiram até o Largo da Concórdia, Pinheiros, zona oeste da cidade. No final da noite, o Centro de Mídia Independente (CMI), que cobriu todo o ato com transmissão ao vivo, informou que a repressão continuou no Largo da Concórdia. No metrô Bresser, quando alguns manifestantes tentaram pular as catracas, houve tumulto e violência por parte da polícia do metrô que feriu uma pessoa, que foi socorrida em um hospital da região. Três pessoas foram detidas na estação.

Já a cobertura de alguns portais de notícia foi reduzida e pontual, enfatizando a violência durante o protesto. Nas redes sociais, muitas manfiestações a favor e contra o protesto. O MPL existe desde 2003 (oficializado em 2005), quando começou justamente com atos nas ruas para reivindicar o passe livre para todos.  A Revolta do Buzú, como ficou conhecido o episódio, aconteceu entre agosto e setembro de 2003, na capital baiana. Para o movimento, é possível custear o transporte público integralmente a partir da taxação sobre os mais ricos, que utilizam transporte individual e privado.

As tarifas de ônibus, trem e metrô subiram de R$ 3,80 para R$ 4 no último dia 7 de janeiro. O anúncio foi feito em dezembro de 2017 e, segundo os governos estadual e municipal, o reajuste foi de 5,26%.


*Com informações do MPL, CMI e Portal Vermelho



Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Dos exemplos práticos que demonstram a importância da matemática no nosso cotidiano estão os números primos. São eles que vêm garantindo a privacidade na internet a partir do uso da criptografia, que protege as senhas, como as da conta bancária. Isso porque a criptografia é gerada a partir da multiplicação de números primos. Quanto maiores os números primos mais eficiente será a criptografia e, consequentemente, a proteção dos dados. Graças a um engenheiro eletricista de 51 anos, de Gematown, no estado de Maryland, no sudeste dos Estados Unidos, o mundo agora possui um número formado por 23 milhões de dígitos (23.249.425 dígitos para ser mais preciso) que, como todo número primo, só pode ser dividido por ele mesmo e por 1.


Imagem: Visual Hunt
criptografia visual hunt home

 

Jonathan Pace, voluntário durante 14 anos do projeto Great Internet Mersenne Prime Search (Gimps) - A grande busca da internet pelo Primo de Mersenne -, alcançou esse feito em 26 de dezembro último. Sua descoberta ficou conhecida como o 50º número primo de Mersenne, o qual pode ser escrito como 277.232.917- 1 [obedecendo à forma 2n -1]. Para efeito de comparação, o 49º número primo de Mersenne tem 910.807 dígitos.

Pace, que é funcionário da FedEx, cedeu seu computador como parte dessa busca e receberá US$ 3.000 pela descoberta. O software usado por ele está disponível em www.mersenne.org/download/. Convidado pelo SEESP a opinar sobre o tema, o professor de Matemática Anderson Borba, do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), passou pela experiência de tentar baixar o software. “Cheguei a fazer o download e coloquei para rodar. O programa ficou rodando por mais de uma hora e não havia completado nem 1% do total de tempo para finalizar o mesmo, segundo informações do programa, mostrando assim a dificuldade do problema”, comentou surpreso Borba.

No setor de Comunicação do SEESP foi feito o download do número, que devido ao tamanho acabou travando o computador por um longo tempo. Ao concluir a operação, constatou-se que o documento do World, onde foi colado o número, possuía 13.677 páginas.

"Quanto maior é o primo escolhido mais segura será a criptografia",
explica professor Anderson Borba, do Isitec.


“Sem sombra de dúvida a aplicação mais importante [dos números primos] na atualidade é a criptografia, a qual é usada em qualquer tipo de comunicação eletrônica, desde as transferências bancárias, aplicativos de trocas de mensagens e envio de correios eletrônicos, até a comunicação com fins militares a qual tem grande importância”, ressalto o matemático.

Ele explica que na criptografia o algoritmo RSA – que deve o seu nome a três professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT): Ronald Rivest, Adi Shamir e Leonard Adleman - é largamente usado e muito importante porque se baseia no fato de encontrar números primos grandes. “Quanto maior é o primo escolhido mais segura será a criptografia. De uma maneira básica podemos entender a importância dessa descoberta ao calcular n= p x q [multiplicação], sendo p e q números primos muito grandes, como os últimos primos de Marsenne encontrados com o algoritmo acima, geramos um número [não primo] com uma grande quantidade de algarismos, necessitando de uma quantidade de operações considerável para tentar fatorar [quebrar] o número n, tornando a tarefa muito custosa computacionalmente, o que inviabiliza o processo de decodificação”, conta Borba.

Curiosidades: músicas e cigarras
Outros usos dos números primos são bastante curiosos, como na música. O compositor francês Olivier Messiaen (1908-1992), para trabalhar em suas músicas a sensação de tempo indeterminado, usou os números primos 17 e 29. Isso fazia com que enquanto parte da orquestra mantinha uma sequência rítmica de 17 notas, outra parte fazia uma sequência de acordes tocada em cima da sequência rítmica com 29 acordes. Com essa técnica o músico passava a sensação de tempo interminável, pois a sequência rítmica e de acordes se repetirão somente na nota 17x29.

Outro aspecto interessante é a explicação para o clico de vida de algumas cigarras, que têm nos números primos 7, 13 e 17, dependendo da espécie, a duração do seu ciclo. A escolha, segundo pesquisadores, se baseia na teoria de que o inseto tem um parasita com um ciclo de vida igualmente longo que ela tenta evitar para sobreviver, sendo o mesmo prejudicial a sua vida somente quando a mesma está fora do período de hibernação, portanto no seu último ano de vida. Assim, se o ciclo de vida da cigarra fosse de 6 anos e o de seu predador 2 anos ele se encontrariam a cada 6 anos, se o ciclo da cigarra agora for de 7 anos, a presa e o predador se encontrariam somente a cada 14 anos, se por acaso o ciclo das cigarras fossem de 17 anos, a cigarra e o parasita se encontrariam a cada 34 anos. “Podemos estimar que a cigarra tenha evoluído seu ciclo de vida para um número primo tentando fugir do ciclo de vida de seu predador. Desta maneira a cigarra garante a manutenção da espécie”, detalha o matemático.

Em algumas florestas da América do Norte existe uma espécie que passa 17 anos vivendo sob a terra sugando as raízes das árvores. Depois disso, milhões de exemplares submergem e cantam sem parar até encontrarem um parceiro para acasalamento. O canto chega a ser insuportável, fazendo com que pessoas se afastem dessas regiões.

Outro fato curioso, ainda sobre essas cigarras, é que Bob Dylan se inspirou nesse canto voraz das cigarras para escrever uma de suas canções: Day of the Locusts.




Comunicação SEESP*

Alguns países estão apostando na instalação de placas fotovoltaicas nas estradas para a geração de energia para pequenas cidades. A China, que já ganhou notoriedade no assunto ao somar 77 gigawatts em energia solar, com diversas usinas solares, incluindo uma flutuante, inaugurou em 28 de dezembro último um trecho de um quilômetro em uma via expressa. Outro trecho de um quilômetro também está previsto.


Foto: Agência Xinhua
Estrada com placas solares foto XinhuaNet
Abertura oficial do trecho da estrada em 28 de dezembro.


A primeira “estrada solar” da China foi inaugurada em Jinan, capital da província de Shandong, que receberá por meio de sua rede elétrica local a energia captada pelas placas. O tamanho da área coberta é de 5.755 m² e é composta por três camadas: concreto translúcido na parte superior; painéis fotovoltaicos no meio; e isolamento na parte inferior.

Zhang Hongchao, especialista em engenharia de transporte da Universidade de Tongji, explicou à imprensa internacional que este trecho da rodovia é capaz de suportar até 10 vezes mais pressão que o asfalto comum. A estimativa é que em um ano ela deverá gerar 1 milhão de kWh, suficiente para atender a demanda diária de 800 famílias, segundo o desenvolvedor do projeto Qilu Transportation Development Group.

O equipamento possui ainda um sistema para derretimento de neve na estrada, além de estações para carregamento de veículos elétricos que serão adicionadas no futuro.

O custo da estrada solar é alto: cerca de 3.000 yuan (R$ 1.500) por metro quadrado, ainda muito maior que o asfalto comum. No total, o investimento foi de R$ 8,5 milhões. A empresa responsável pelo projeto é a Shandong Pavenergy.

Outras expreriências
No final de 2016, a França inaugurou um trecho de estrada com painéis solares. Localizada na vila de Tourouvre-au-Perche, ele possui em 1 quilômetro de extensão e 2.800 m² de área. O projeto custou € 5 milhões (cerca de R$ 17,5 milhões).


O estado de Missouri, nos Estados Unidos, que havia anunciado em 2011 a instalação de painéis fotovoltaicos em um trecho da icônica Route 66, rodovia que corta o país de leste a oeste, ainda não concluiu a obra. O projeto estadunidense é provavelmente o mais ambicioso. Suas placas fotovoltaicas são protegidas por um vidro ultra resistente e, além de transformarem energia solar em elétrica, contam com uma série de recursos como LEDs que irão sinalizar a estrada e podem ajudar a alertar sobre a presença de animais na pista, já que o sistema é sensível ao toque. Com isso, será possível, por exemplo, avisar o motorista antes dele chegar ao trecho a partir de mensagens que aparecerão no chão.

A empresa Solar Roadways, responsável pelas obras no Missouri, garante que milhões serão economizados dos cofres públicos durante o inverno, quando se faz necessário o uso de escavadeiras para tirar o gelo da pista já que as placas pode se aquecer e derreter a neve.

O projeto já recebeu investimento de US$ 750 mil do Departamento de Transporte dos Estados Unidos. Em 2014, lançou uma campanha de crowdfunding no Indiegogo e arrecadaram mais US$ 2,2 milhões. Justamente pelo alto custo o projeto vem sofrendo diversas críticas.

Tanto o trecho chinês, quanto o francês, estão em fase de testes.

Confira o vídeo produzido pela agência CGTN:

https://www.youtube.com/watch?v=sYPzB1g5_5E



Confira vídeo sobre a tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos:

https://www.youtube.com/watch?v=qlTA3rnpgzU


*Com agências

(atualizada às 14:11 em 9/1/2017)




Com agências

O astronauta norte-americano, engenheiro John Young, um dos 12 homens a pisar na Lua, morreu na sexta-feira, aos 87 anos, de complicações de pneumonia, anunciou a agência espacial  dos Estados Unidos (Nasa), a qual afirmou que perdeu o seu astronauta "mais experiente".



Foto: Divulgação Nasa
astronauta John Young home
Astronauta Young à esquerda.


Young era ex-piloto de testes da Marinha norte-americana e se tornou em 1972 a nona pessoa, num total de 12, a pisar na Lua. "Estamos tristes pela perda do astronauta John Young", destacou a agência espacial norte-americana em comunicado no Twitter.

Ele integrou a missão Apollo 16 e comandou a primeira missão do "programa de vaivéns" da Nasa. "Hoje a Nasa e o mundo perderam um pioneiro. A carreira do astronauta John Young atravessou três gerações de voos espaciais; vamos apoiar-nos nos seus feitos quando olharmos para a próxima fronteira", disse Robert Lightfoot, diretor da agência espacial. Engenheiro aeronáutico, em 1962, foi selecionado entre centenas de jovens pilotos para fazer parte da segunda turma de astronautas da Nasa. 



Com agências

As tarifas de transporte coletivo na capital paulista sofreram aumento de 5,26% a partir desta segunda-feira (8/1). Metrô, trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os ônibus na capital paulista ficaram 5,26% mais caras desde o domingo (7). O valor passou de R$ 3,80 para R$ 4. O Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo marcou o primeiro ato contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo (SP) para a próxima quinta-feira (11), às 17h, em frente ao Teatro Municipal, na região central.


Foto: Deborah Moreira
ato teatro municipal 13 de junho 2013Ato contra o aumento da tarifa em 13 de junho de 2013.


Já o valor das tarifas integradas dos ônibus municipais com os trens do Metrô e da CPTM será de 2,44% e o Bilhete Único Integrado subirá de R$ 6,80 para R$ 6,96. O Bilhete Mensal custa agora R$ 194,30. O valor integrado entre ônibus e trens, R$ 307,00; o Bilhete 24 Horas  R$ 15,30 no caso do uso apenas em ônibus ou R$ 20,50 integrado entre os modais. A tarifa escolar passará de R$ 1,90 para R$ 2.

Segundo a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo o aumento das tarifas básicas ficou abaixo da inflação acumulada desde a última correção, em janeiro de 2016 (9,25%). O governo paulista argumentou que foram feitos reajustes "para adequar a receita ao custo dos sistemas. Durante o ano de 2017, a tarifa básica se manteve inalterada". No entanto, somente o valor unitário das passagens ficou congelado em R$3,80, mas houve restrições na gratuidade de transportes públicos, além de aumentos no valor da integração entre ônibus e metrô e na modalidade do bilhete mensal.

O comunicado informa ainda que não haverá mudança no sistema de gratuidades para idosos, estudantes e desempregados. Em 2017, 312 milhões de passageiros foram beneficiados, o equivalente a mais de R$ 2 bilhões. A informação do aumento foi vazada no mês de dezembro e confirmada pelo prefeito João Doria (PSDB) na quinta-feira (4).

 

Para o MPL, o aumento de 20 centavos neste ano pode voltar a suscitar grandes protestos. Em 2013, o movimento organizou os protestos que se tornaram conhecidos como Jornadas de Junho e levaram ao recuo do aumento em decisão conjunta tomada pelo governador Geraldo Alckmin e pelo então prefeito Fernando Haddad.

Veja os novos valores das tarifas:

Tarifa do Metrô: de R$ 3,80 para R$ 4

Tarifa da CPTM: de R$ 3,80 para R$ 4

Tarifa dos ônibus municipais (SPTrans): de R$ 3,80 para R$ 4

Integração ônibus + trens (Metrô/CPTM): de R$ 6,80 para R$ 6,96

Bilhete Diário comum (24 horas): de R$ 15 para R$ 15,30

Bilhete Diário integrado (24 horas): de R$ 20 para R$ 20,50

Bilhete Mensal comum: de R$ 190 para R$ 194,30

Bilhete Mensal integrado: de R$ 300 para R$ 307




Nota editada do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait)

A auditora-fiscal do Trabalho Fernanda Giannasi foi agraciada com o Prêmio Rachel Lee Jung-Lim 2017, em Seul, capital da Coreia do Sul, pelo seu trabalho em defesa do banimento do amianto. Em sua sexta edição, a homenagem é feita a uma pessoa por ano. A ativista não pôde comparecer à cerimônia de premiação, no dia 21 de dezembro último, mas foi representada por seus colegas, ativistas do movimento pelo banimento do amianto na Ásia.

 

fernanda giannasi home premio em Seul


De acordo com a ativista, o prêmio é muito importante, uma vez que a Ásia é o continente que mais usa amianto na atualidade e é grande cliente do Brasil.  “Eles estão acompanhando o debate no Brasil e têm a esperança de que por lá o mineral também seja proibido em breve. Somos mais uma inspiração”, afirmou.

“Fico muito contente que o nosso trabalho possa ajudar outros povos que continuam expostos a essa fibra cancerígena. Além do reconhecimento pessoal, me dá orgulho saber que o trabalho ao longo de três décadas pode servir de inspiração para que eles façam algo semelhante”, declarou ainda.

Giannasi disse que sempre que é convidada para fazer conferência, uma das coisas que mais a deixam orgulhosa é constatar que a Auditoria-Fiscal do Trabalho no Brasil e o Ministério Público do Trabalho são referências para o mundo.  “Lá eles não têm o modelo de atuação, o formato que temos aqui.  A nossa metodologia à frente da inspeção do trabalho é realmente inovadora, exemplo a ser seguido nos outros países. Acho que nossos colegas do Ministério do Trabalho ainda não internalizaram que o nosso modus operandi serve de referência para o mundo”, ressaltou.

A ativista já foi premiada no Japão, Canadá, Estados Unidos, Itália e agora na Coreia do Sul. No Brasil recebeu a Ordem do Mérito Judiciário dos tribunais Superior do Trabalho (TST) e Regional (TRT) da 15ª Região. E em 2012 foi agraciada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) com o prêmio Personalidade Profissional da Engenharia. Também foi indicada ao Prêmio Personalidades do Ano de O Globo 2017.

Em junho ela será homenageada no Parlamento Britânico pela Câmara dos Comuns (House of Commons) e no Rio de Janeiro, num congresso de saúde coletiva.

Prêmio Rachel Lee Jung-Lim
A primeira edição do Prêmio Rachel Lee Jung-Lim ocorreu em 2012, quando completou um ano da morte da ativista sul-coreana. A data de entrega, 21 de dezembro, marca esse aniversário.

As exposições tóxicas que Rachel Lee experimentou como uma jovem que vivia perto de uma fábrica de amianto na Coreia do Sul levaram-na a contrair o mesotelioma, câncer de amianto, quando tinha apenas 39 anos. Ela dedicou sua vida a combater o mineral cancerígeno. Participou de eventos na Coreia, Japão, Canadá, Índia e Indonésia, entre outros países. Em cada ocasião, falava sobre como o amianto havia roubado sua vida. Seu mantra era "não mais amianto, nem mais vítimas de amianto". Assim, atuou junto aos consumidores, políticos e empresários pelo banimento do amianto no mundo.






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