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16/10/2026

Vitalidade

João Guilherme Vargas Netto

 

Absorvidos nas tarefas prioritárias de mobilizar as pessoas para votarem certo nas eleições, não registramos a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na taxa de sindicalização em 2025 (8,8%), mantida estável em relação à de 2024 (8,9%).

 

Recapitulemos: a taxa de sindicalização, que é a porcentagem de trabalhadores sindicalizados em toda a mão de obra empregada, apresentou neste século, no Brasil, uma tendência quase constante de queda (começando com 16%-18% e caindo sempre, mais aceleradamente após 2016, chegando a 8%).

 

Até que, para surpresa de muitos, em 2024 a queda transformou-se em subida, interrompendo o ciclo descendente. A manutenção em 2025 de praticamente a mesma taxa do ano anterior confirma uma possível retomada de vitalidade sindical na recomposição dos participantes.

 

Vitalidade que foi também manifestada na luta contra a escala 6 x 1. Desencadeada a partir das reclamações de um atendente de farmácia, nascido no Tocantins, Rick Azevedo, criador do VAT (Vida Além do Trabalho), eleito vereador pelo PSOL no Rio e agora deputado federal, foi transformada em Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela deputada Erika Hilton.

 

A justa reivindicação foi encampada pelo governo e pelo movimento sindical, historicamente favorável à redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Tornou-se um clamor nacional que teve eco na Câmara Federal e agora no Senado com tanta força que fez até quem era contra votar a favor.

 

JoãoGuilherme BeatrizArruda

 

 

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

Foto: Beatriz Arruda-Acervo SEESP

 

 

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