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29/09/2026

Um novo projeto para o Estado e o País, defendem Vera Lúcia e Weller Gonçalves

Comunicação SEESP

 

Reestatizar todas as empresas privatizadas, reindustrializar o País, garantir soberania nacional e reduzir a jornada de trabalho. Estas foram algumas das propostas apresentadas pelos candidatos do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ao Governo do Estado de São Paulo, Vera Lúcia, e ao Senado por SP, Weller Gonçalves, na tarde desta terça-feira (29/9), na sede do sindicato na Capital, ao defenderem um novo projeto para o Estado e o Brasil. Eles participaram do ciclo de debates “A engenharia, o Estado e o País”, promovido pelo SEESP.

 

 Candidatos do PSTU ao Governo do Estado, Vera Lúcia, e ao Senado por SP, Weller Gonçalves, participam do ciclo de debates 

“A engenharia, o Estado e o País”, sob mediação de Murilo Pinheiro. Fotos: Soraya Misleh

 

Como tradicionalmente ocorre a cada eleição, a entidade convida democraticamente todos os candidatos a cargos majoritários – Presidência, Governo de São Paulo e Senado – a apresentarem suas propostas e ouvirem as demandas da categoria.

 

Ao final, Murilo Pinheiro, presidente do sindicato, passou às mãos de Vera Lúcia e Weller Gonçalves a nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, intitulada “Rumo a um ciclo de expansão econômica sustentável”. Marcando os 20 anos da iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a publicação reúne propostas factíveis a temas centrais da atualidade em face dos desafios do século XXI.

 

 Murilo Pinheiro entrega nova edição do projeto “Cresce Brasil” aos candidatos. 

 

Espaço democrático

 

Os candidatos do PSTU saudaram a oportunidade de dialogar com os engenheiros e expor suas ideias democraticamente à categoria sobre temas fundamentais. Gonçalves, que é sindicalista, metalúrgico de São José dos Campos, observou a importância de debater com a população um projeto para o País durante o processo eleitoral, quando se amplia a discussão sobre política.

 

Não obstante, tanto ele quanto Vera Lúcia expuseram a invisibilidade de suas candidaturas e projetos, ao não serem convidados para debates ou terem tempo e espaço nos veículos de comunicação de massa.

 

 Vera Lúcia: debate democrático.

 

“Estou em terceiro lugar nas pesquisas. Mesmo assim, não sou chamada”, lamentou a candidata a governadora de São Paulo, a qual frisou que gostaria de neste momento ver um debate democrático, com todos os candidatos, para que a população pudesse conhecer seus projetos, o que não tem acontecido.

 

Governar para os trabalhadores

 

Vera Lúcia, nascida no sertão de Pernambuco, crescida em Aracaju (SE) e desde 2018 vivendo em São Paulo, defendeu um projeto de governo em benefício dos trabalhadores, construído juntamente com eles.

 

À reestatização das empresas, como CPTM, Metrô, Sabesp e as do setor elétrico, nesse sentido, afirmou que, se eleita, romperia com todos os contratos de concessão e buscaria “o apoio da população, mais de 40 milhões de pessoas” para a tomada de decisões a partir daí.

 

“Hoje eles [políticos] fazem tudo em nosso nome [trabalhadores], contra nós. Queremos fazer tudo em nosso nome, para nós”, enfatizou ela. Para Gonçalves, esta é uma questão chave, que abrange desde a defesa da reindustrialização do País ao seu desenvolvimento até a luta pelo fim da escala 6x1. Como candidato a senador, propugnou ainda a revogação de “todas as reformas que retiraram direitos, como a trabalhista e a previdenciária”.

 

 Weller Gonçalves: reindustrializar o País

e defender trabalhadores.

 

Ele lembrou o quadro de precarização instalado a se fazer frente, em que trabalhador hoje “está parcelando até a pizza no Ifood”. E foi categórico: “Não achamos isso normal. A classe trabalhadora coloca a mão na massa e gera toda a riqueza, que fica com um punhadinho da magnatas.”

 

Na busca por um novo projeto ao Estado e ao País, o tema da soberania nacional é fundamental, na sua visão. “O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras. Achamos que temos que ter a Terrabras, assim como se criou a Petrobras para garantir o monopólio do petróleo. Tem que ter vontade política e investimentos”, pontuou.

 

Confira na íntegra a participação de Vera Lúcia e Weller Gonçalves no ciclo de debates “A engenharia, o Estado e o País”:

 

 

 

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