Comunicação SEESP*
Em 24 de junho último foi realizado no SEESP, na Capital, encontro com o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) de São Paulo, Marcos da Costa. No ensejo foram abordadas políticas de inclusão, acessibilidade, educação e tecnologia assistiva para pessoas com deficiência e infraestrutura urbana. O evento teve a participação de dirigentes do sindicato, profissionais da categoria e interessados em geral.
Secretário Marcos da Costa (ao microfone), Murilo Pinheiro (ao seu lado direito) e dirigentes do SEESP. Fotos: Paula Bortolini
Segundo informou Costa, a Secretaria tem papel transversal, atuando em diálogo com outras pastas, como Saúde e Educação, para promover políticas públicas voltadas à inclusão, com foco em remover barreiras que impedem o exercício da cidadania.
Foram identificados em sua apresentação quatro grupos principais de deficiência: auditiva, visual, motora e intelectual. Costa compartilhou sua própria experiência como pessoa amputada para ilustrar que deficiências podem ocorrer ao longo da vida ou com o envelhecimento.
Acessibilidade
Uma das preocupações expressas pelo secretário é quanto à garantia de acessibilidade. Nesse sentido, dentre as iniciativas, mencionou o Programa São Paulo Libras, que disponibiliza intérpretes de Libras por videoconferência via aplicativo para acessibilidade em serviços públicos como hospitais e delegacias; programa voltado a empregabilidade feminina e assistência a mulheres com deficiência vítimas de violência; mapeamento de pontos turísticos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para adequação da infraestrutura; e Escola da Inclusão, para formação de profissionais, famílias e pessoas com deficiência.
O secretário lembrou ainda, dentre outros, a criação do Centro TEA Paulista, voltado ao atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista, que conta agora com duas unidades, em Bauru e na Capital. Ademais, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram instituídos centros de pesquisa focados em tecnologias assistivas, como exoesqueletos, inteligência artificial para tradução de Libras e próteses, com planos de ter 12 em operação até o final da gestão.

Para ele, é preciso garantir acessibilidade desde o projeto habitacional. Assim, defendeu a importância da construção de moradias acessíveis, observando que o uso de portas mais largas (90 cm em vez de 70 cm) não gera custos adicionais significativos, beneficiando não apenas pessoas com deficiência, mas também idosos e residentes em geral.
Por fim, Costa enfatizou que o Governo do Estado de São Paulo decidiu prorrogar por 35 anos a parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro para gestão do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, propôs uma visita ao local para que conselheiros e diretores do sindicato conheçam as instalações.
Os dirigentes da entidade sugeriram avanços em equipamentos públicos de apoio a pessoas com deficiência, identificando problemas na Capital e cidades paulistas.
Nesse sentido, esteve em pauta formalização de parceria com o SEESP para contribuições técnicas, bem como para oferecer aos associados à entidade e familiares com deficiência serviços, oficinas e terapias. Foi ainda proposta formação aos profissionais da engenharia, utilizando como base disciplina voltada a inclusão já existente nas universidades.






