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01/04/2026

Engenheiros da Prefeitura de São Paulo celebram dez anos de conquista da carreira própria

Comunicação SEESP

 

Há uma década os engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) alcançaram importante conquista: carreira própria. “Foi com a Lei nº 16.414/2016 que a luta iniciada em 2012 começou a apresentar seus primeiros resultados concretos, com a criação do Quadro de Profissionais de Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geologia (Qeag)”, destaca Yuri Hilton Alves, engenheiro da PMSP e diretor adjunto do SEESP.

 

Ele detalha: “Profissionais que até então eram enquadrados como especialistas em desenvolvimento urbano passaram a ser reconhecidos como engenheiros, arquitetos e geólogos, um avanço fundamental para sua valorização na administração pública.”

 

Mobilização do sindicato

 

O SEESP teve papel determinante a essa conquista, como conta: “Após intensa mobilização, em que lotamos o auditório do sindicato e da Câmara Municipal de São Paulo, a criação do Qeag, em 2016, garantiu a correção de parte de uma defasagem histórica.”

 

O teor do texto substitutivo ao Projeto de Lei 713/2015, que deu origem à Lei 16.414, havia sido acordado entre delegados sindicais do SEESP na PMSP e representantes do governo municipal durante reunião de negociação realizada no dia 29 de fevereiro de 2016 e ratificado pela categoria em assembleia, no dia 9 de março. Vinte dias depois, a Câmara aprovava o PL, por 35 votos a favor, ante 11 contra. A lei foi sancionada pelo Prefeito em 1º. de abril de 2016.

 

Fotos: André Bueno/Câmara Municipal de SP - Montagem: Comunicação SEESP

 

Essa conquista abriu caminho para avanços posteriores, como lembra Alves. Seis anos depois, a partir da Lei nº 17.841/2022, houve no nível inicial da carreira a garantia de pagamento do piso salarial profissional previsto na Lei 4.950-A/1966.

 

A luta continua

 

Tal memória deve servir como impulsionadora às necessárias mobilizações atuais, diante da demanda há anos apontada pelo SEESP, como pontua o diretor da entidade: “Desde 2018, não há novos concursos para engenheiros na Prefeitura de São Paulo. Atualmente, não há nenhum vigente para reposição dos profissionais que se aposentam ou deixam o serviço público em busca de melhores oportunidades.”

 

Diante disso, explana: “A luta continua pela realização urgente de concurso público, pela recomposição do piso salarial no nível inicial da carreira e pela valorização efetiva dos profissionais técnicos.” Atualmente somam-se apenas 542 engenheiros ativos na administração municipal, o que é absolutamente insuficiente.

 

Engenheiros da Prefeitura de SP em mobilização na frente da Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Acervo SEESP

 

Como frisa Alves, “os engenheiros, arquitetos e geólogos da Prefeitura de São Paulo desempenham funções estratégicas para o desenvolvimento da cidade, atuando no planejamento urbano, na implantação e manutenção da infraestrutura, na gestão de contratos públicos, na mobilidade urbana, na regularização fundiária, na zeladoria e no licenciamento ambiental, além de ações essenciais como arborização urbana e apoio a políticas públicas diversas”.

 

Já há, segundo ele, 400 vagas para a categoria previstas na lei que instituiu o Qeaq. Garantir os engenheiros que a Capital precisa, com remuneração justa e valorização profissional, é imprescindível para dar conta da complexidade e desafios enfrentados na megalópole.

 

 

Leia aqui a reportagem do Conteúdo Especial: “Mais engenheiros para a cidade funcionar”

 

 

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